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Social

Polícia Militar promove campanha de doação de alimentos

A Força Solidária arrecada e doa alimentos não perecíveis para instituições filantrópicas em toda a Bahia

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no bairro da Liberdade, em Salvador. Iniciada no dia 10 de julho, a campanha é destinada à arrecadação e doação de alimentos não perecíveis
Foto: Elói Corrêa/GOVBA

Mais 100 cestas básicas foram entregues pela campanha Força Solidária, da Polícia Militar da Bahia (PMBA). Desta vez para a Organização de Auxílio Fraterno (OAF), no bairro da Liberdade, em Salvador. Iniciada no dia 10 de julho, a campanha é destinada à arrecadação e doação de alimentos não perecíveis para instituições sociais e filantrópicas em toda a Bahia.

A doação de alimentos pode ser feita nas unidades operacionais e especializadas da instituição e nas unidades de ensino (batalhões de ensino e capacitação e os colégios da PM). Na capital, também estão sendo arrecadados no quartel dos Aflitos e nas vilas militares do Bonfim e do Centro Administrativo da Bahia (CAB).

“Neste momento tão difícil de pandemia, muitas famílias convivem com a fome. A PM, sensível a isso, lançou a campanha Força Solidária. Essa campanha vai até o dia 25 de agosto, Dia do Soldado, que marca a representatividade dessa pessoa que serve, que protege, que está aí sempre em busca do melhor para o cidadão baiano. Os alimentos não perecíveis podem ser entregues em qualquer quartel da Polícia Militar em todos os 417 municípios baianos. Até o dia 25, nós estamos fazendo essa arrecadação com policiais militares e pessoas da sociedade, para que possamos ajudar essas instituições sociais e filantrópicas”, destaca a porta-voz da PM, major Flávia Barreto.

O diretor-presidente da OAF, Jozias Sousa, informa que cerca de 80 pessoas são atendidas na instituição, do berçário até a adolescência, aos 17 anos, e que ações de solidariedade são fundamentais para que a instituição consiga cumprir a missão. “A Polícia Militar é uma grande parceira e uma grande amiga. É uma grande parceira não só da OAF, mas das organizações sociais de Salvador e do estado da Bahia. Onde a Polícia Militar está presente, com certeza aí tem solidariedade. A OAF já foi beneficiada, na figura das nossas crianças e dos nossos adolescentes, com várias outras campanhas da Polícia Militar, inclusive já recebemos bicicletas”, afirma.

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A campanha faz parte do cronograma de ações sociais da PMBA e está alinhada ao Programa Pacto pela Vida e ao conceito PM Cuida dos Baianos, apoiando as instituições sociais e filantrópicas, bem como as comunidades.

Social

Aulas de boxe leva esporte e inclusão social a bairros de Salvador

As aulas acontecem há dois anos, às terças, quintas e sábados, na praça do final linha do Alto do Cabrito, às 18h

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disso é o projeto social 'Sonhar é Viver', coordenado pelo professor de boxe Ailton Viana que traz a juventude para perto do esporte,
Foto: Mateus Pereira/GOVBA

Iniciativas de ‘responsabilidade social’ podem ser tomadas não só por empresas, mas também por cidadãos comuns e têm potencial de fazer grande diferença no ambiente em que elas acontecem. Um exemplo disso é o projeto social ‘Sonhar é Viver’, coordenado pelo professor de boxe Ailton Viana que traz a juventude para perto do esporte, afastando-os da criminalidade. Ele ministra aulas gratuitas para 40 jovens e crianças, na região do Subúrbio de Salvador, no bairro do Lobato. Professor Ito, como é conhecido na comunidade, conta que tudo começou com o sonho de apresentar, aos jovens da região, o esporte como uma oportunidade de crescimento e uma opção ao ócio negativo oferecido pelas ruas.

Sem recursos financeiros, mas contando com a parceria e o apoio dos moradores locais, Ito diz que nas aulas aplica a técnica do boxe baiano. Técnica que já fez muitos campeões nacionais e internacionais, a exemplo de Popó Freitas e de Hebert Conceição, que conquistou uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2021.

“Nós aqui na comunidade fazemos um trabalho voltado para a inclusão de crianças e jovens no mundo esportivo, com o desejo de ajudar na educação e desenvolvimento. Eu fui seis vezes campeão baiano, também fui campeão norte/nordeste na categoria amadora. É essa a expectativa que tenho na vida desses jovens, além de evitar que eles sejam abraçados pelo mundo da criminalidade”, explica.

As aulas acontecem há dois anos, às terças, quintas e sábados, na praça do final linha do Alto do Cabrito, às 18h. Os treinos aprimoram velocidade, equilíbrio e força. Isso somado à garra de melhorar e se tornar um atleta profissional garante bom desempenho aos praticantes, que já colhem resultados na parte física e na vida social.

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Para o aprendiz, Luisarque Mendes Filho, que faz parte do projeto, a prática esportiva foi uma oportunidade de aprender o boxe, condicionar o corpo e ainda botar a cabeça em um bom caminho. “Antes aqui na comunidade os meninos brigavam nas ruas por qualquer motivo, hoje ninguém briga mais. Luta aqui só em cima do ringue”, relata.

Conforme o Policial Militar, Ricardo Bruno Santos, um dos apoiadores do ‘Sonhar é Viver’, o objetivo de transformar vidas com bases no respeito à família e cuidado com a vida tem sido alcançado durante o processo. “Estamos fazendo a nossa parte e esperamos que mais jovens se interessem pelo esporte e venham participar”.

Base Comunitária

Em São Caetano, não muito longe do projeto de Ito, a Base Comunitária de Segurança (BCS) realiza um trabalho parecido. No local,  crianças e adolescentes assistidos praticam, de segunda a sábado, diversas modalidades de artes marciais como: karatê, aikidô, judô, além de boxe.

Para o comandante da BCS, Tenente Lessa, o número de participantes é expressivo, mesmo em período pós pandemia. A expectativa é que alunos da base continuem se destacando. “Aqui já revelamos campeões baianos, nacionais e um atleta que conquistou o sul-americano no Paraguai. Então podemos preparar novos campeões”, vislumbra o Tenente.

O projeto da BCS de São Caetano é uma realização da Polícia Militar que tem como objetivo impactar a vida comunitária de maneira benéfica e estreitar as relações com os moradores da região. “A nossa preocupação é captar jovens para que eles percebam que o esporte é uma porta, capaz de proporcionar novas oportunidades por caminhos mais saudáveis”, resume o professor de boxe da BCS, Angelito.

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Para a moradora do bairro, Adriana Matos, a atividade realizada na base ajudou a melhorar seu condicionamento físico e psicológico. “Há mais ou menos um ano e meio iniciei os treinos de boxe, por causa do sobrepeso, açúcar e pressão alta e, foi também uma das formas que eu encontrei para extravasar a rotina que a pandemia nos impôs”.

Atualmente, cerca de 140 participantes têm acesso às modalidades na BCS. Ainda estão disponíveis vagas para crianças, a partir de cinco anos, jovens e adultos interessados. Para participar é necessário apresentar uma cópia do documento de identidade e comprovante de residência. Em caso de menores de idade é necessário estar acompanhado dos pais ou responsáveis e apresentar comprovante de matrícula escolar e um atestado médico liberando a prática de atividade física.

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Brasil reduz subnotificação de nascimentos e mortes, indica IBGE

Os sub-registros e as subnotificações são os nascimentos e os óbitos que não são registrados no prazo legal previsto

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O Brasil reduziu as taxas de sub-registro e subnotificação de nascimentos e de mortes no país, segundo o Estudo de Captura e Recaptura: Estimativas desagregadas dos totais de nascidos vivos e óbitos 2016-2019, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quarta-feira (06)
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O Brasil reduziu as taxas de sub-registro e subnotificação de nascimentos e de mortes no país, segundo o Estudo de Captura e Recaptura: Estimativas desagregadas dos totais de nascidos vivos e óbitos 2016-2019, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quarta-feira (06)

Os sub-registros e as subnotificações são os nascimentos e os óbitos que não são registrados no prazo legal previsto. Embora as certidões sejam gratuitas, as vulnerabilidades sociais e econômicas, os gastos com transporte, e as grandes distâncias entre as comunidades locais e os Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais, normalmente presentes em áreas mais populosas, acabam dificultando o acesso de alguns segmentos populacionais a tais serviços.

O estudo, de caráter experimental, considerou os dados das Estatísticas do Registro Civil, do próprio IBGE, do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), ambos do Ministério da Saúde. Esses dados são importantes para saber características de uma população e também para planejar e executar políticas públicas.

No que diz respeito aos nascidos vivos, em 2019, o IBGE apresentou um percentual de sub-registro abaixo de 2%, quando se considera a faixa etária de 24 a 45 anos da mãe na ocasião do parto, e o Ministério da Saúde, uma subnotificação inferior a 1%, considerando-se a faixa etária de 15 a 44 anos. Em 2016, o percentual de sub-registro era acima de 2% e a subnotificação acima de 1%, exceto para as mães com 35 anos, cuja taxa era 0,99%.

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Em relação aos óbitos, em 2019, o maior percentual de sub-registro por faixa etária estava presente nos primeiros 27 dias de vida, 12,78%, segundo dados do IBGE. Levando em consideração os dados do Ministério da Saúde, o maior percentual de subnotificação ocorreu no grupo de 1 a 4 anos de idade, com 2,02%. Esses percentuais eram, em 2016, respectivamente, 15,64% e 2,04%.

De acordo com o IBGE, foi possível observar uma evolução e melhora do indicador de sub-registro e subnotificação em todas as desagregações.

“Com o passar do tempo, o indicador vem apresentando tendência de queda, evidenciando o desenvolvimento e evolução das bases de dados, seja em relação à cobertura, seja no que diz respeito à qualidade das informações”, diz o tecnologista da gerência de Estatística e Tecnologia do IBGE, Luiz Fernando Costa.

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Ação combate preconceito contra pessoas com Síndrome de Down

O Projeto Pegue Leve promoveu a conscientização sobre o assunto neste sábado (12), no Parque Costa Azul

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Para combater o preconceito contra pessoas com Síndrome de Down e promover a conscientização sobre o assunto, foi realizada, na manhã deste sábado

Para combater o preconceito contra pessoas com Síndrome de Down e promover a conscientização sobre o assunto, foi realizada, na manhã deste sábado (12), mais uma ação do projeto Pegue Leve, com o apoio do Governo do Estado. Com cerca de 500 pessoas, o evento contou com a participação de crianças e adultos em aulas de dança, capoeira e boxe, além de diversas palestras que debateram, entre outros assuntos, a importância da visibilidade social das pessoas com Síndrome de Down.

Participaram das palestras a assistente social Lívia Borges, coordenadora SerDown Bahia e diretora Nordeste da FBASD; o estudante de educação física Álvaro Borges Neto, que nasceu com a síndrome e é faixa roxa em jiu-jitsu, praticante de boxe há dez anos, diretor de relações públicas da SerDown e autodefensor pela Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down; e a médica geneticista Tatiana Amorim, professora de medicina da Uneb, coordenadora do Núcleo de Pesquisa Científica e coordenadora do Serviço de Referência em Doenças Raras da APAE Salvador.

O evento também teve a participação do DJ Telefunksoul nos intervalos das palestras, animando os convidados. Em suas apresentações, a médica e a assistente social destacaram que a atividade esportiva é qualidade de vida e deveria ser obrigatória para todos. Tatiana Amorim ressaltou que quem tem Down não deve ser chamado de portador, porque não é uma doença e sim uma condição de vida. O evento contou, ainda, com roda de capoeira do mestre Valmir, e aulas de dança e de boxe, esta última ministrada pelo professor Jailson Santos.

Conscientização

21 de março é o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data foi escolhida porque a síndrome é uma alteração genética no cromossomo “21”, que deve ser formado por um par, mas no caso das pessoas com a síndrome, aparece com “3” exemplares (trissomia). Em Salvador, um evento chamará atenção ao dia. Oficialmente estabelecido em 2006, o dia 21 de março tem a finalidade de dar visibilidade ao tema, reduzindo a origem do preconceito, que é a falta de informação correta.

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Descoberta em 1862 pelo médico britânico John Langdon Down, a Síndrome de Down não é uma doença e não impede que o indivíduo tenha uma vida social normal. Por um decreto de lei nacional, a criança com Síndrome de Down deve ser matriculada em escola regular. O Pegue Leve chamou atenção especialmente das pessoas pouco informadas sobre as capacidades das pessoas com a síndrome.

No Brasil, existem aproximadamente 300 mil pessoas com Síndrome de Down, segundo dados do IBGE. A inclusão dessas pessoas na vida escolar e profissional aumenta sua possibilidade de desenvolvimento, além de reforçar para sociedade a necessidade de respeito às diferenças, quaisquer que sejam.

O Projeto Pegue Leve é uma iniciativa da Mais Ações Integradas e tem o objetivo de elevar temas como as campanhas da OMS (Organização Mundial da Saúde) para a sociedade como um todo, levando informação, conscientização e principalmente prevenção.

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