Economia
A BYD está disponibilizando 508 vagas nas plataformas SineBahia e CIAT
A empresa também está em processo de contratação, via Gupy, de aproximadamente 500 empregados em julho e agosto
Das 3.000 vagas de emprego anunciadas pela BYD no dia 1o de julho para a sua fábrica de Camaçari, 508 posições já se encontram disponíveis na plataforma SineBahia (https://ba.gov.br/trabalho/sinebahia), e também aqui, além do Centro de Integração e Apoio ao Trabalhador (CIAT), de Camaçari.
“A abertura da nossa linha de montagem de veículos em Camaçari exige a contratação de trabalhadores qualificados, e é isto o que estamos fazendo agora”, afirma Alexandre Baldy, Vice-Presidente Sênior da BYD no Brasil e Head Comercial e Marketing da BYD Auto.
Além do SineBahia e do CIAT as vagas criadas pela BYD podem ser acessadas a partir da plataforma digital Gupy (https://bydbrasil.gupy.io/).
Para concorrer às vagas de emprego por meio do SineBahia os interessados deverão comparecer à Casa do Trabalhador, em Salvador, que funciona na estação Pituaçu do metrô. Já para o CIAT de Camaçari, os candidatos devem se dirigir à sede da instituição na rua Costa Pinto, ao lado do Centro Comercial. Em ambos os lugares, deverão apresentar RG (carteira de identidade), carteira de trabalho (física ou digital), certificados dos cursos exigidos para a vaga de interesse e comprovante de residência para a realização do cadastramento.
Estão sendo oferecidas vagas para trabalho na área industrial e administrativa, em posições que exigem nível médio e superior.
As vagas estão distribuídas da seguinte forma:
- Ajudante de Produção – 100 vagas
- Operador Logístico – 50 vagas
- Funileiro – 35 vagas
- Operador de Empilhadeira – 35 vagas
- Soldador – 35 vagas
- Eletricista – 32 vagas
- Operador de Robô – 25 vagas
- Mecânico – 25 vagas
- Ferramenteiro – 25 vagas
- Motorista categoria D – 15 vagas
- Piloto de Teste – 15 vagas
- Técnico em Mecatrônica – 15 vagas
- Técnico de Manutenção de Moldes – 15 vagas
- Analista de Comércio Exterior – 10 vagas
- Inspetor de Qualidade – 10 vagas
- Técnico de Segurança do Trabalho – 9 vagas
- Técnico de Laboratório Dimensional – 9 vagas
- Analista de PCP – 8 vagas
- Técnico de Reparo Automotivo – 8 vagas
- Motorista categoria E + MOPP – 8 vagas
- Operador Empilhadeira Reach Stacker – 7 vagas
- Analista de PCPM – 5 vagas
- Técnico de Medição/Metrologista – 5
- Almoxarife – 5 vagas
- Operador de máquina CNC – 2 vagas
Além dessas 508 vagas já disponibilizadas, a BYD está em processo de contratação de cerca de 500 trabalhadores recrutados pela Gupy, a serem integrados à empresa nos meses de julho e agosto. Os contratados ocuparão diversas funções nas áreas de produção, logística, qualidade, centro técnico, entre outros. Hoje a BYD já tem cerca de 1.000 empregados na fábrica de Camaçari.
A empresa estima que quando a fábrica de Camaçari estiver a plena carga serão gerados 20 mil empregos diretos e indiretos. “A contratação de mão de obra, aliada à demanda generalizada por prestação de serviços, representará um grande impulso para o desenvolvimento econômico do estado da Bahia, e, principalmente, de Camaçari”, assegura Baldy.
Economia
Cesta básica em Salvador sobe 1,63% em outubro impulsionada por alta do tomate, macarrão e cebola
Condições climáticas adversas, redução da oferta de hortaliças e oscilações entre oferta e demanda pressionaram os preços dos alimentos e elevaram o custo da cesta para R$ 618,42
A cesta básica de Salvador passou a custar R$ 618,42 em outubro de 2026, segundo levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O valor representa uma alta de 1,63% em relação a setembro, equivalente a um acréscimo nominal de aproximadamente R$ 9,92.
O resultado foi influenciado principalmente pelas condições climáticas registradas nas regiões produtoras, com ocorrência de chuvas e temperaturas mais amenas, além das oscilações entre oferta e demanda de diversos produtos alimentícios.
Dos 25 itens que compõem a cesta básica, 13 apresentaram aumento de preços, com destaque para:
- Tomate: 25,76%
- Macarrão: 25,11%
- Cebola: 20,95%
- Arroz: 7,08%
- Linguiça calabresa: 6,86%
- Carne de segunda: 5,87%
- Carne de primeira: 5,64%
- Queijo prato: 5,30%
- Frango: 2,82%
- Açúcar cristal: 2,08%
- Óleo de soja: 2,08%
- Pão francês: 0,84%
- Queijo muçarela: 0,09%
Por outro lado, 12 produtos registraram queda, entre eles:
- Flocão de milho: -23,08%
- Batata inglesa: -14,85%
- Banana-prata: -11,25%
- Café moído: -5,57%
- Maçã: -5,00%
- Cenoura: -4,93%
- Farinha de mandioca: -3,53%
- Leite: -2,74%
- Feijão: -1,94%
- Carne de sertão: -1,86%
- Manteiga: -0,55%
- Ovos de galinha: -0,14%
Clima e oferta reduzida explicam pressão sobre os preços
De acordo com o economista da SEI, Denilson Lima, os fatores climáticos tiveram papel decisivo no comportamento dos preços. O tomate, que liderou as altas do mês, sofreu impacto da redução da oferta disponível.
Segundo o especialista, o aumento ocorreu em razão do esgotamento das áreas em fase de colheita, situação agravada pelas chuvas e pelas temperaturas mais baixas, que retardaram a maturação dos frutos. Já o flocão de milho apresentou forte recuo, acompanhando a desvalorização do milho em grão, resultado de uma oferta superior à demanda no mercado interno durante parte de outubro.
O conjunto de alimentos tradicionalmente associado ao almoço dos soteropolitanos, formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, registrou alta de 7% no mês e passou a responder por 39,88% do valor total da cesta básica.
Em contrapartida, o grupo de produtos consumidos no café da manhã, composto por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, apresentou queda de 0,49%, representando 34,61% do valor da cesta.
Em outubro, um trabalhador de Salvador precisou dedicar 90 horas e 44 minutos de trabalho para adquirir uma cesta básica. O valor corresponde a 41,24% do salário mínimo líquido, considerado o rendimento de R$ 1.499,43 após o desconto de 7,5% referente à contribuição previdenciária.
O boletim completo da pesquisa está disponível no portal da SEI.
Economia
Lucas Reis defende venda de participação minoritária da Bahiagás e rejeita tese de privatização
Deputado federal eleito afirma que Estado manterá controle acionário da companhia e seguirá responsável pelas decisões estratégicas
O deputado federal eleito Lucas Reis (PT) se manifestou sobre a venda de uma participação acionária minoritária da Bahiagás e rebateu críticas que classificam a operação como um processo de privatização da companhia. Segundo ele, é necessário diferenciar a alienação de ações sem poder de controle da transferência do comando de uma empresa pública.
“Privatização é uma coisa, venda de participação minoritária é outra. O Estado da Bahia não está abrindo mão do controle da Bahiagás. Continuará com a maioria das ações com direito a voto e com o poder de conduzir as decisões estratégicas da companhia. É importante que esse debate seja feito com responsabilidade e com base nos fatos”, afirmou.
Lucas Reis, que atuou como conselheiro da Bahiagás, destacou que as ações colocadas à venda integram um lote adquirido pelo governo estadual em 2022, sem comprometimento da participação acionária original do Estado na empresa.
“Defender o patrimônio público também é tratar o assunto com seriedade. A Bahiagás continuará sob controle do Estado, com seus investimentos e seu papel estratégico no desenvolvimento da Bahia preservados”, completou.
O parlamentar eleito ressaltou ainda que a manutenção do controle acionário garante ao Governo do Estado a prerrogativa de indicar o diretor-presidente da companhia e continuar conduzindo os investimentos previstos para a ampliação da rede de distribuição de gás natural.
Segundo Lucas Reis, a operação não altera a capacidade do Estado de definir os rumos da empresa nem compromete a continuidade dos serviços prestados à população. Ele argumenta que a preservação da maioria das ações com direito a voto assegura a condução dos projetos estratégicos e o desenvolvimento do setor de gás natural na Bahia.
Economia
Desemprego cai para 5,2% e Brasil registra recorde de ocupação no terceiro trimestre
Pesquisa do IBGE aponta a menor taxa de desocupação para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, com recordes também na população ocupada e na massa de rendimentos
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. No trimestre anterior, a taxa era de 5,4%, enquanto no mesmo período de 2025 havia sido de 5,6%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A população desocupada foi estimada em 5,6 milhões de pessoas, o que representa uma redução de 4% em relação ao trimestre de abril a junho deste ano, equivalente a menos 234 mil pessoas. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a queda foi de 6,9%, ou cerca de 417 mil pessoas a menos em busca de trabalho.
Ocupação bate recorde
A população ocupada atingiu 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica da pesquisa.
O resultado representa crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com a geração de aproximadamente 581 mil ocupações, e alta de 1,2% na comparação anual, o equivalente a mais 1,2 milhão de trabalhadores ocupados.
Outro indicador recorde foi o nível de ocupação, que alcançou 59% da população em idade de trabalhar. O índice avançou em relação aos 58,8% registrados no trimestre anterior e ficou estável na comparação com o mesmo período do ano passado, quando atingiu 58,7%.
Informalidade permanece estável
Segundo o IBGE, a taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.
No trimestre anterior, o indicador era de 37,4% (38,6 milhões de pessoas), enquanto no mesmo período de 2025 alcançava 37,8% (38,7 milhões).
Renda e massa salarial também avançam
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.790, mantendo estabilidade na comparação trimestral e crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, um aumento de R$ 131.
Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O indicador registrou alta de 1,5% frente ao trimestre anterior, o equivalente a R$ 5,6 bilhões, e avanço de 4,7% na comparação anual, com acréscimo de R$ 17,5 bilhões.
-
Economiahá 2 diasLucas Reis defende venda de participação minoritária da Bahiagás e rejeita tese de privatização
-
Agriculturahá 2 diasTeodoro Sampaio e Terra Nova recebem equipamentos para agricultura familiar
-
Educaçãohá 3 diasBahia capacita 210 coordenadores para aplicação do Sabe 2026 em todo o estado
-
Políticahá 3 diasSenado deve votar PEC da Segurança Pública na terça (4)
