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Esporte

Invasões de bárbaros comedores de azeite-de-dendê

Em 91 anos de história, cravo dizer: pela primeira vez uma diretoria do Bahia vai à polícia contra a sua torcida

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E não houve. No máximo, alguns bárbaros comedores de azeite-de-dendê emputecidos com o seu time desmontado, à deriva e rebaixado
Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Nestor Mendes Jr.

Em primeiro lugar, vou logo dizendo que sou contra a violência, fazer arminha e coisa e tal, mas acho toda a forma de protesto válida, desde que não ponha em risco a vida de qualquer pessoa.

Depois desse introito quase pacifista, vou direto ao ponto: a “invasão” do CT Evaristo de Macedo realizada pela Torcida Bamor, no último dia 8 de janeiro.

Pelo que foi registrado pelo próprio DADE do Bahêea – que devia estar cuidando do desempenho dos atletas e, agora sabemos, funciona também como uma espécie de polícia política – não houve depredação do patrimônio e, muito menos, qualquer tipo de violência física.

Tanto que não houve, que o volante Rezende – mais um: o clube parece ser uma escola de motoristas – disse que viu o episódio como “normal”. “Acho que é normal pelo tamanho do Bahia. Pela torcida ser muito apaixonada, acho uma cobrança normal”, declarou Rezende, em entrevista oficial, pondo um ponto final ao “assustado”.

Quem não passou a régua e fez questão de botar gasolina na fogueira foi a própria diretoria do clube.

Primeiro disparou uma nota oficial onde fez questão de caracterizar o ato da Bamor como “invasão”, jogando os holofotes totalmente para o lado negativo, como se houvesse ocorrido uma barbárie ou uma carnificina.

E não houve. No máximo, alguns bárbaros comedores de azeite-de-dendê emputecidos com o seu time desmontado, à deriva e rebaixado para a Segundona. É pouco?

E algum sábio do conselho da Hogwarts School, que hoje domina o Tricolor e o levou ao rebaixamento para a Segunda Divisão, ainda teve a audácia de fazer a atual diretoria registrar, na segunda-feira, 10 de janeiro, queixa na Polícia Civil contra os torcedores. Não foi um impulso de “cabeça quente”, mas um B.O. friamente calculado 48 horas depois do crime.

Como o entorno do atual mandatário Tricolor é formado por áulicos e néscios, desconhece até a história mais comezinha e contemporânea do Esquadrão. Como, em geral, são mesmo iletrados, poderiam mandar o DADE ir ao Google e fazer uma busca das duas mais recentes “invasões” ao CT. Uma em 20 de agosto de 2008; outra, em 12 de março de 2013, ambas ainda no Fazendão.

Nas duas, ainda ocorridas nos “tempos das trevas”, em plena ditadura no clube, os mandatários de plantão não chegaram a esta ousadia, de dar queixa na polícia contra um grupo de torcedores. Em 91 anos de história, cravo dizer: pela primeira vez uma diretoria do Bahia vai à polícia contra a sua torcida.

Porém, ao jogar para a Bamor o papel de algoz e tornar-se vítima, a atual direção deu mais um tiro no pé. Ou também terá que dar queixa na Polícia Civil dos torcedores que foram protestar ontem, 12 de janeiro, na porta da Morada dos Cardeais, no Campo Grande, onde reside o próprio Richelieu baiano, o arquiteto do absolutismo tricolor e professor de Deus.

Joguem suas mãos para o céu e agradeçam pela torcida do Bahêea ser constituída de enxamistas, mas, sobretudo, ser uma legião de sujeitos pacatos e ordeiros.

Não sou da Bamor, não faço parte de nenhuma torcida organizada, mas, neste momento, ela representa 99,9% da massa tricolor insatisfeita com a incompetência de quatro anos da atual gestão, baseada justamente na vitimização, no engodo e no cinismo.

A resposta da diretoria ao questionamento feito pelo ex-presidente Marcelo Sant’ana sobre um diretor-geral oculto do organograma e, pior, da folha do RH é risível, não fosse deveras preocupante sobre como hoje o Bahêea é uma nau sem rumo, com uma caixa-preta ultra-blindada.

O atual mandatário não teve a pachorra de responder ao seu antecessor. Botou o escalão inferior para rebater: “o Bahia não faz anúncios de contratações ou demissões de funcionários que não sejam relacionados ao departamento de futebol”. Com esta singela explicação se entende porque o Bahia gastou R$ 216 milhões em 2021 e conseguiu a proeza de ser rebaixado: os sábios da Hogwarts School de Dias D’ávila não conseguiram compreender, até hoje, que tudo, tudinho, é futebol no Esporte Clube Bahia.

A “invasão” da Bamor pode justamente ser o marco contra a incompetência e representar o começo do fim da má gestão no CT Evaristo de Macedo, como foi, na II Guerra, a Operação Overlord, de 6 de junho de 1944, codinome da Batalha da Normandia, a invasão bem-sucedida dos Aliados na Europa Ocidental, até então ocupada pelos alemães.

Portanto, “invasões” podem também ser benignas e bem-vindas.

“E é de batalhas que se vive a vida”, lembrando Raul, outro inigualável “invasor” e bárbaro comedor de azeite-de-dendê.

Nestor Mendes Jr., Jornalista, é sócio centenário do Esporte Clube Bahia.

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Isaquias Queiroz é campeão pan-americano de canoagem

Isaquias venceu o torneio continental na prova do C1 1000m e disputará, nesta sexta-feira (12), o C1 500m

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Isaquias Queiroz conquistou nesta quinta-feira (11) a medalha de ouro no Campeonato Pan-Americano de canoagem, em Halifax, Canadá, no mesmo local em que, no último fim de semana, o baiano levou duas medalhas, um ouro e uma prata no Campeonato Mundial.
Foto: Divulgação/Confederação Brasileira de Canoagem

Isaquias Queiroz conquistou nesta quinta-feira (11) a medalha de ouro no Campeonato Pan-Americano de canoagem, em Halifax, Canadá, no mesmo local em que, no último fim de semana, o baiano levou duas medalhas, um ouro e uma prata no Campeonato Mundial.

Isaquias venceu o torneio continental na prova do C1 1000m e disputará, nesta sexta-feira (12), o C1 500m.

“Não estava tão preparado quanto para o Mundial, mas eu não competia um Pan-Americano desde 2014, então ganhar mais um título para o currículo é importante. Agora é curtir o campeonato, o Mundial estava mais tenso, aqui é mais para curtir mesmo”, disse Isaquias, que deixou o cubano Serguey Torres com a prata e o canadense Connor Fitzpatrick com o bronze.

O Campeonato Pan-Americano de canoagem é disputado todo ano e, nesta temporada, é qualificatorio para os Jogos Pan-Americanos, evento que reúne mais de 40 modalidades e acontecerá no ano que vem, em Santiago, no qual Isaquias é atual bicampeão no C1 1000m. Existe uma diferença entre o Pan-Americano, evento só da canoagem e que Isaquias não remava desde 2014, e Jogos Pan-Americanos, mais conhecido do público brasileiro, que reúne diversas modalidades de quatro em quatro anos.

Ainda no Pan, a dupla formada por Erlon Souza e Filipe Vieira ficaram com o título no C2 500m, prova na qual eles foram décimo colocado no Mundial na semana passada.

Na paracanoagem, o Brasil manteve a tradição de ganhar medalhas. Dias depois de fazer uma dobradinha no Campeonato Mundial, com ouro e prata, Igor Tofalini e Fernando Rufino repetiram a dose no Pan na categoria VL2M200m. No KL1 200m, Luís Carlos Cardoso, prata no Mundial na semana passada, foi campeão do Pan.

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Após anúncio de aposentadoria, Serena é reverenciada

A ex-número 1 do mundo, Billie Jean King, prestou homenagens descreveu Serena como a “maior jogadora”

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Billie Jean King, a tenista ex-número 1 do mundo, prestou homenagens a Serena Williams, descrevendo-a como a “maior jogadora”

Billie Jean King, a tenista ex-número 1 do mundo, prestou homenagens a Serena Williams, descrevendo-a como a “maior jogadora” do esporte após o anúncio da 23 vezes campeã de Grand Slams de que está se aposentando.

Em uma coluna para a Vogue, Williams, de 40 anos, descreveu sua intenção de encerrar sua carreira de jogadora como uma “evolução” longe do tênis e indicou que poderia se afastar após o próximo US Open.

“Quando Serena se afastar do tênis, ela sairá como a maior jogadora do esporte”, disse King, vencedora de 12 títulos de Grand Slam de simples, incluindo seis em Wimbledon. “Depois de uma carreira que inspirou uma nova geração de jogadores e fãs, ela será para sempre conhecida como uma campeã que venceu em quadra e elevou o perfil global do esporte a partir disso.”

Falando ao USA Today, o ex-número 1 do mundo, John McEnroe, disse sobre Williams: “Ela deve fazer o que quiser. Ela é um ícone. Seu lugar na sociedade americana foi para um lugar onde ela merece depois de tudo o que realizou, tudo o que fez.

“Não sei a resposta se ela quer jogar de novo, não acho que ela precise jogar de novo. Ela está nesse nível onde Michael Jordan, LeBron James e Tom Brady estão. Ela é como uma das maiores atletas de todos os tempos na história de qualquer esporte – homem ou mulher. Parece ser um ótimo lugar em sua vida. Ela agregou muito.

“Qualquer um que viu o filme [King Richard] percebe de onde eles vieram e onde ela está agora é inacreditável, então ela pode passar o resto de sua vida pensando ‘nada mal, hein?’”

Enquanto isso, Coco Gauff, a atual número 11 do mundo, saudou Williams como a razão pela qual assumiu o esporte em primeiro lugar. “Eu cresci assistindo-a. Essa é a razão pela qual eu jogo tênis”, disse Gauff após sua vitória na primeira rodada no Aberto do Canadá em Toronto na terça-feira (9). “O tênis sendo um esporte predominantemente branco, definitivamente ajudou muito. Porque eu vi alguém parecida comigo dominando o jogo. Isso me fez acreditar que eu poderia dominar também.”

Prestando sua própria homenagem a Williams, Emma Raducanu, campeã do US Open, disse: “Ela definitivamente mudou o jogo. Não houve realmente alguém que tenha dominado como ela no jogo feminino. Então eu acho que ela mudou muito o jogo a esse respeito.”

Pam Shriver, a ex-número 3 do mundo, acrescentou: “Ela, Serena, impactou o tênis dentro e fora da quadra. Ela tirou o tênis das páginas de esportes e entrou na cultura pop. Ela conecta pessoas de todas as gerações, diversidade de origens. Ela se tornou uma grande porta-voz, uma filantropa e amadureceu diante de nossos olhos”.

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Isaquias fatura mais um ouro no Mundial de Canoagem

Esta é a 13ª medalha de Isaquias em Mundiais, a sétima de ouro, o quarto na prova C1 500m

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É mais um ouro pra Bahia, mais um ouro pro Brasil. Isaquias Queiroz conquistou o título do C1 500m no Campeonato
Foto: Reprodução

É mais um ouro pra Bahia, mais um ouro pro Brasil. Isaquias Queiroz conquistou o título do C1 500m no Campeonato Mundial de canoagem velocidade, em Halifax, no Canadá, neste sábado (6). Em uma prova dominante, o brasileiro ganhou com mais de dois segundos de vantagem para o segundo colocado, o romeno Catalin Chirila. Esta é a 13ª medalha de Isaquias em Mundiais, a sétima de ouro, o quarto nesta prova.

Justamente no final de semana que completa um ano de seu ouro olímpico em Tóquio-2020, Isaquias Queiroz sagra-se campeão mundial. E sua conquista não poderia ter sido melhor. O polonês Aleksander Kitewski até saiu na frente, mas Isaquias tomou a dianteira ainda nos primeiros 50 metros, para não sair mais. Chirila encostou no brasileiro nos 250 metros, mas Isaquias disparou na metade final da prova para vencer com folga.

Ele sagra-se tetracampeão mundial no C1 500m, depois de ter faturado o título na prova em 2013, em 2014 e em 2018. Seus outros títulos mundiais são no C2 1000m (2015) e no C1 1000m (2019) – prova em que é também o atual campeão olímpico e que disputará a final em Halifax neste domingo (7).

Além das medalhas em Mundiais, Isaquias Queiroz possui quatro pódios olímpicos. Ele foi prata no C2 1000m, ao lado de Erlon Souza, e no C1 1000m e bronze no C1 200m na Rio-2016, e ouro no C1 1000m em Tóquio-2020. As provas que estão no programa olímpico de Paris-2024 são o C1 1000m e o C2 500m (Isaquias não disputou esta prova no Mundial de Halifax).

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