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Saúde

Ao menos 70 cidades paulistas cancelam o Carnaval 2022

As prefeituras alegam o risco de um aumento nas infecções pelo vírus, por causa do fluxo de pessoas e aglomerações

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o avanço da vacinação e a diminuição no número de casos e óbios por Covid-19, ao menos 70 cidades paulistas já cancelaram o Carnaval 2022

Mesmo com o avanço da vacinação e a diminuição no número de casos e óbios por Covid-19, ao menos 70 cidades paulistas já cancelaram o Carnaval de 2022 motivadas pela pandemia. As prefeituras alegam o risco de um aumento nas infecções pelo vírus, por causa do fluxo de pessoas e aglomerações, e ainda o respeito às famílias que perderam entes queridos. Há casos também de prefeituras sem recursos para bancar a festa, por terem investido no controle da doença. Estâncias climáticas – como Caconde, Santo Antônio do Pinhal e São Bento do Sapucaí – estão na lista dos que não preveem a festa.

Na estância climática de Caconde, conhecida por um carnaval repleto de fantasias luxuosas, a prefeitura anunciou a suspensão da folia em 2022. A Prefeitura utilizou suas redes sociais para informar o cancelamento da festa. “Caconde é reconhecida pelas tradicionais festividades do carnaval. No entanto, a Prefeitura da Estância Climática de Caconde, considerando a vontade popular (que vem se apresentando contrária ao carnaval através de manifestações nas redes sociais), conjugada com o respeito que se deve ter com as famílias que perderam seus entes queridos, bem como, preocupados com a nova onda de casos que estão crescentes fora do país, pautado ainda na preservação da SAÚDE E DA VIDA, gostaríamos de informar à população que houveram discussões nas últimas semanas e que setores de diversas esferas puderam opinar para que se chegasse na decisão de que EM 2022 NÃO HAVERÁ CARNAVAL EM CACONDE”, diz a nota no Instagram.

A prefeitura de São Bento do Sapucaí, outra estância climática, também optou pela não realização do famoso carnaval “Tem Folia na Montanha” no próximo ano. Conforme a prefeitura, a decisão foi tomada em conjunto com os demais municípios da região, “levando em consideração que esses eventos possuem grande fluxo de munícipes e turistas, o que impossibilita de promover controle de público e dos protocolos sanitários”, disse, em nota. “Além disso, há de se considerar o risco de uma nova onda de contágio”, acrescentou.

Estância climática encravada na Serra da Mantiqueira, Santo Antônio do Pinhal já definiu que não fará o carnaval tradicional em 2022. A prefeitura estuda realizar uma folia fora de época, quando a pandemia estiver bastante arrefecida. “Como outras cidades também propuseram, podemos fazer um carnaval fora de época, talvez no segundo semestre”, disse o prefeito Anderson Mendonça (PSDB).

Saúde

Estudo aponta risco de nova onda caso ocorra o Carnaval

A SEI publicou o Panorama Global da Covid-19 em que aponta riscos de aumento no número de casos na Bahia e no Brasil

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publicou nesta sexta-feira (3) um estudo sobre o Panorama Global da Covid-19 e os riscos de surgimento de uma nova onda no Brasil e na Bahia.
Foto: Mateus Pereira/GOVBA

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, publicou nesta sexta-feira (3) um estudo sobre o Panorama Global da Covid-19 e os riscos de surgimento de uma nova onda no Brasil e na Bahia.

Segundo o estudo, o mundo já passou por três ondas bem definidas e, de acordo com alguns indicadores se encaminha para quarta onda, sobretudo na Europa e EUA. Em termos mundiais, a primeira onda teve o seu ápice em abril de 2020, a segunda em janeiro de 2021 e a terceira em setembro de 2021. Já o Brasil teve o ápice da primeira onda em julho de 2020 e uma segunda onda com o ápice prolongado de janeiro de 2021 a abril de 2021. Na atualidade, a Bahia representa 4,4% dos óbitos no Brasil e uma das menores taxa de letalidade da doença 2,16%. Se destacando entre as unidades da federação por ter a segunda menor taxa de mortalidade por 100 mil habitantes, 183 óbitos, ficando atrás apenas do Maranhão com 143 óbitos.

Segundo Armando Castro, diretor de indicadores e estatística da SEI, “a Bahia adotou medidas no enfrentamento da Covid-19 de uma maneira muito eficaz. Desde ações educativas, até decretos que limitavam a circulação de pessoas e o contato interpessoal, somadas aos investimentos públicos essenciais na área da saúde, dentre outras estratégias. Por isso verificamos melhores indicadores”.

Mesmo com o avanço da vacinação em várias partes do mundo, tem sido registrado o aumento de novos casos. A Alemanha tem aproximadamente 68% da população imunizada e apresenta números de novos casos em curva ascendente. A média móvel dos últimos sete dias está em 53 mil novos casos e a taxa de incidência está em níveis muitos superiores dos observados desde o início da pandemia: 400 novos casos por 100 mil habitantes.

Essa nova tendência de espraiamento da Covid-19 e das suas variantes acontece em um momento de esperança com o avanço da vacinação. Contudo, na Europa, os índices de vacinação parecem ter atingido seu ápice como reflexo dos movimentos antivacina, resultando em uma estagnação no número total de vacinados, abrindo espaço para a ampliação de novos casos.

Diante dessa questão, as autoridades dos países europeus estão reagindo de forma mais contundente no que diz respeito a volta de algumas restrições, principalmente, destinada à população não vacinada. Na França, por exemplo, passou a ser exigido, novamente, o uso da máscara em locais públicos. Na Áustria, o governo local anunciou um novo confinamento de 20 dias e decretou também que irá impor a vacinação obrigatória no país a partir de fevereiro de 2022.

Nas últimas semanas de novembro de 2021, a média de novos casos, hospitalizações e óbitos por Covid-19 no Brasil alcançaram os índices mais baixos. É bem verdade que com o ritmo da vacinação no país houve uma redução no volume de testagem, o que pode escamotear o número de contaminados com a subnotificação de casos. Monitorar casos leves é importante porque são justamente essas infecções que fazem o vírus circular e geram uma sequência de eventos que ocasiona as novas ondas da pandemia. O alento é que os leitos hospitalares para internações por casos graves estão com reduzidas taxas de ocupação e a vacinação segue acima dos 60% de cobertura da população total.

Essa modificação no cenário pandêmico fez com que recentemente muitas cidades e estados brasileiros reduzissem a intensidade das restrições e, em alguns casos, a desobrigatoriedade na utilização de máscaras em locais públicos e ao ar livre, movimento parecido ao que foi feito na Europa meses atrás. E essa é justamente uma das ameaças no médio prazo da pandemia no Brasil. Caso o Brasil mantenha o padrão das últimas três ondas e a vacinação não atinja 80% de cobertura, podemos ser afetados por novas variantes nos próximos meses.

Segundo o estudo, a formação de uma nova onda pode ter um espaço temporal de três meses, como aconteceu na Alemanha. Sendo que entre dezembro, janeiro e fevereiro, na Bahia e no Brasil, ocorre a estação do verão, onde há atração de turistas residentes no país e vindos do exterior para as festas de fim de ano e o “possível” carnaval. Ressalte-se que a Alemanha esteve com indicadores de mais baixa contaminação e óbitos três meses atrás, e hoje tem os de maior pico. Sua taxa de vacinação é levemente superior à da Bahia, e ainda assim registra uma nova onda.

Segundo Castro, “não parece razoável submeter a população à festejos com adesão do grande público como é o carnaval e réveillon na Bahia, pois pode ameaçar todo esforço feito até aqui”. O estudo chama atenção também dos riscos em função ao aparecimento da variante Ômicron, que ainda apresenta incertezas em relação ao grau de transmissão ou se escapa da imunidade vacinal, uma vez que se corre o risco de retroagir a fases restritivas que já ocorreram durante a pandemia e colocar em risco o patamar que chegamos de “controle” da Covid-19 no Estado.

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Saúde

Brasil confirma cinco casos da variante Ômicron

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O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (2) cinco casos da variante Ômicron no Brasil – três em São Paulo e dois no Distrito

O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (2) cinco casos da variante Ômicron no Brasil – três em São Paulo e dois no Distrito Federal. São quatro homens e uma mulher, todos vacinados contra a covid-19. Eles estão isolados e pelo menos um apresenta sintomas leves. A maioria está assintomática.

De acordo com a pasta, há ainda oito casos da variante em investigação no país, sendo um em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e seis no Distrito Federal.

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Saúde

Unidade de Emergência de Pirajá passa a contar com novos leitos

O Governo do Estado triplicou o número de leitos, aumentando a capacidade de atendimento para 5 mil pacientes/mês

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aproximadamente R$ 2 milhões entre obras e equipamentos, o Governo do Estado triplicou o número de leitos na Unidade de Emergência de Pirajá,
Fotos: Ascom/Sesab

Com o investimento de aproximadamente R$ 2 milhões entre obras e equipamentos, o Governo do Estado triplicou o número de leitos na Unidade de Emergência de Pirajá, em Salvador, saltando de nove para 27 leitos voltados, prioritariamente, ao atendimento de pacientes graves.

De acordo com a secretária da Saúde da Bahia, Tereza Paim, “estamos requalificando e ampliando a capacidade de atendimento em todas as unidades estaduais. Em 2019, a Unidade de Emergência de Pirajá possuía apenas nove leitos que acolhiam adultos e crianças. Agora são 22 leitos para adultos e cinco exclusivos pediátricos, com uma estrutura que conta com 14 respiradores, 23 monitores multiparamétricos, 24 pontos de oxigênio, além de leitos de estabilização e isolamento”, afirma a secretária.

O diretor-geral da unidade, Erenilton Café, explica que “a nova estrutura está completamente climatizada, com prontuário eletrônico implantado, eliminando a necessidade de papel, e com internet sem fio disponível para pacientes, acompanhantes e profissionais”, ressalta o diretor.

A unidade ainda ganhou dois novos postos de enfermagem, ampliou a equipe de profissionais e tem a capacidade para atender mais de 5 mil pacientes por mês, tendo prioridade os classificados como vermelhos e amarelos, a exemplo de vítimas de AVC, infarto e politraumatismo.

A unidade é referência para a população do subúrbio ferroviário e os bairros de Valéria, Castelo Branco, Lobato e de Pirajá. Para dona Berenice do Nascimento, líder comunitária de Pirajá, “a nova unidade vem trazer melhor atendimento, humanizado e de qualidade para a nossa comunidade”.

Investimentos

Somente na capital baiana, mais de R$ 300 milhões foram investidos pelo Governo do Estado no fortalecimento do atendimento da urgência e emergência nos últimos anos, como a construção do HGE 2, Instituto Couto Maia (Icom) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Caetano. Também foram ampliadas e requalificadas as emergências dos hospitais Ernesto Simões Filho (HGESF) e Roberto Santos (HGRS), bem como as Unidades de Emergência de Cajazeiras e do Curuzú.

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