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Cinema

Morre Sidney Poitier, primeiro negro a ganhar Oscar de Melhor Ator

Ao todo, ele recebeu 27 prêmios na carreira e mais de 40 indicações

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Morreu nesta sexta-feira (07), aos 94 anos, o ator Sidney Poitier, primeiro negro a ganhar o Oscar de Melhor Ator.
Foto: Doug Mills/AP

Morreu nesta sexta-feira (07), aos 94 anos, o ator Sidney Poitier, primeiro negro a ganhar o Oscar de Melhor Ator. O astro da Era de Ouro de Hollywood era conhecido por filmes como “Adivinha quem vem para o jantar”, “No Calor da Noite” e “Uma voz nas sombras”.

Foi neste último trabalho que o ator levou a premiação, em 1964. Isso só se repetiu 38 anos depois, com Denzel Washignton levando a estatueta por “Dia de treinamento”. Coincidentemente, foi o mesmo dia em que Poitier recebeu o Oscar pelo conjunto da obra.

A notícia da morte foi anunciada por Fred Mitchell, ministro das Relações Exteriores das Bahamas, país de origem de Poitier. A causa e nem o local da morte não foram reveladas.

Seu primeiro filme foi “No way out” em 1950, e o primeiro protagonista veio em 1955 em “Sementes da violência”. Em 1959, com “Acorrentados” (1958), recebeu sua primeira indicação ao Oscar de melhor ator. Foi a primeira vez de um negro indicado na categoria.

Poitier chegou a receber duas indicações ao Emmy de melhor de telefilme na década de 1990: uma delas por interpretar Nelson Mandela, no filme para TV “Mandela and the Klerk” (1997).  Ao todo, ele recebeu 27 prêmios na carreira e mais de 40 indicações.

A ascensão de Sidney Poitier coincidiu com o avanço do movimento pelos direitos civis nos EUA nos anos 1960 e seus papéis. “É uma escolha clara”, disse Poitier sobre os papéis que aceitava, numa entrevista concedida em 1967. “Se a estrutura da sociedade fosse diferente, eu gritaria aos céus para bancar o vilão e lidar com diferentes imagens da vida do negro que seriam mais dimensionais. Mas eu serei amaldiçoado se eu fizer isso nesta etapa do jogo”.

Cinema

Morre cineasta Peter Bogdanovich, aos 82 anos

Ele foi diretor de filmes como “A Última Sessão de Cinema”, “Essa Pequena é uma Parada” e “Lua de Papel”

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Morreu nesta quinta-feira (06), o cineasta Peter Bogdanovich, aos 82 anos.
Foto: Richard Shotwell/Invision/AP

Morreu nesta quinta-feira (6), o cineasta Peter Bogdanovich, aos 82 anos. Ele foi diretor de filmes como “A Última Sessão de Cinema” (1971), “Essa Pequena é uma Parada” (1972) e “Lua de Papel” (1973).

Ao jornal The Hollywood Reporter, a sua filha, Antonia Bogdanovich informou que o diretor morreu de causas naturais em sua casa em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Peter Bogdanovich começou a carreira como ator e, em 1968, fez sua estreia como diretor em “Na Mira da Morte”. Seu segundo filme, “A Última Sessão de Cinema”, lhe rendeu duas indicações ao Oscar: Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado.

Depois, dirigiu Barbra Streisand e Ryan O’Neal em “Essa Pequena é uma Parada”. Voltou a trabalhar com O’Neal no ano seguinte, em “Lua de Papel”, que também teve a presença de Tatum O’Neal, filha de Ryan que na época tinha 10 anos. Por esse papel, ela se tornou a pessoa mais jovem a vencer o Oscar de Melhor Atriz Principal.

Nos anos 90, Bogdanovich começou a se aventurar no mundo da televisão — fez alguns filmes para a telinha naquela década e, em 2004, dirigiu um episódio de “The Sopranos”. Na série, ele também voltou aos tempos de ator e interpretou Dr. Elliot Kupferberg.

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Cinema

SSP reforça policiamento no assentamento do MST em Prado

O ator e diretor Wagner Moura denunciou ataques no local onde o filme “Mariguella” será exibido no Extremo Sul baiano

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esse momento crítico que o país tem vivido para bancar o filme, Moura denunciou um ataque a tiros ocorrido em um assentamento do Movimento
Foto: Divulgação

O ator e diretor Wagner Moura foi o entrevistado do Roda Viva nesta segunda-feira (1º). Ao ser questionado pelo repórter Roger Cipó, do UOL, sobre o que o motivou a enfrentar todos os obstáculos, a censura e esse momento crítico que o país tem vivido para bancar o filme, Moura denunciou um ataque a tiros ocorrido em um assentamento do Movimento Sem Terra (MST) no Extremo Sul da Bahia, onde o filme “Marighella” será exibido no próximo sábado (6).

– Eu quero fazer uma denúncia aqui muito grave. Quando eu digo que nós seguimos sendo atacados, os ataques são graves. Nós vamos exibir o filme na cidade do Prado, no acampamento do MST no Prado, e ontem mesmo 20 homens encapuzados chegaram no acampamento do MST, atiraram nos carros, fizeram gente do MST de refém lá, e eu não posso descontextualizar esse ataque nesse lugar à exibição do filme da gente lá, entendeu?

Resposta da SSP

A Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia informou que guarnições de unidades especializadas da Polícia Militar reforçaram, nesta terça-feira (2), o patrulhamento no assentamento Fábio Henrique do Movimento Sem Terra (MST), localizado na cidade de Prado, no Sul da Bahia. A medida foi determinada pelo secretário Ricardo Mandarino.

A SSP também acompanha as investigações da Polícia Civil referentes a um ataque, no último domingo (31). Informações preliminares apontam que homens armados colocaram fogo, em veículos, e fizeram integrantes do MST de reféns.

O caso foi registrado na Delegacia Territorial (DT) de Teixeira de Freitas. Testemunhas informaram nomes dos possíveis autores.

“Não vamos tolerar esse tipo de ação na Bahia. Determinei prioridade no caso e chegaremos aos autores”, afirmou Mandarino.

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Cinema

Antes de estreia “Marighella” sofre onda de ataques no IMDb

O site agrega informações, notas e comentários sobre filmes, programas de TV e séries

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O filme “Marighella” está sofrendo pela segunda vez uma onda de ataques no site IMDb, plataforma que coleta informações, notas e comentários
Elenco de "Marighella" no Festival Internacional de Berlim em 2019, época que houve outra onda de ataques orquestrados no IMDb

O filme “Marighella” está sofrendo pela segunda vez uma onda de ataques no site IMDb, plataforma que coleta informações, notas e comentários sobre filmes, programas de TV e séries. O longa-metragem de Wagner Moura tem pré-estreia nesta noite em Salvador e só entra no circuito nacional no dia 4 de novembro, já conta com 46 mil avaliações nesta segunda-feira (25). Desse total, 73% delas são negativas, com nota 1, deixando o filme com nota 3,6 de 10,0.

Em 2019, ocorreu outra onda de ataque, na época da exibição do filme no Festival Internacional de Berlim, quando Marighella recebeu uma enxurrada de avaliações baixas, derrubando a nota para menos de 2. O IMDb, na ocasião, resolveu suspender as avaliações do longa-metragem e apagou algumas centenas de críticas contrárias ao longa-metragem.

Esses ataques são identificados quando muitas avaliações se concentram em uma mesma nota dada pelos usuários. Por exemplo: Duna, estreia recente dos cinemas, conta com um quadro de notas bem dividido, espalhado principalmente no espectro entre 7 e 10. Halloween Kills está ainda mais distribuído, com nenhuma nota acima de 20% do total.

‘Marighella’ traz no elenco Seu Jorge, no papel-título, Bruno Gagliasso, Luiz Carlos Vasconcellos, Herson Capri, Humberto Carrão, Adriana Esteves, Bella Camero, Maria Marighella, Ana Paula Bouzas, Carla Ribas, Jorge Paz, entre outros. O longa conta a história dos últimos anos de Carlos Marighella, guerrilheiro que liderou um dos maiores movimentos de resistência contra a ditadura militar no Brasil, na década de 1960.

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