SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS

Saúde

Mais 63 amostras da variante Delta são detectadas na Bahia

Com estes novos registros, a Bahia tem ao todo 135 casos da variante, com dois óbitos

Publicado

em

divulgou neste sábado (09), a detecção por meio de sequenciamento genético de mais 63 amostras da variante Delta da Covid-19,
Foto: Camila Souza/GOVBA

O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) divulgou neste sábado (09), a detecção por meio de sequenciamento genético de mais 63 amostras da variante Delta da Covid-19, no estado. Com estes novos registros, a Bahia tem ao todo 135 casos da variante, com dois óbitos.

De acordo com a diretora geral do Lacen-BA, Arabela Leal, “é importante destacar que estamos utilizando um protocolo novo, que não são de amostras aleatórias. Estamos concentrando atenção nas amostras provenientes de municípios com aumento do percentual de casos positivos ou que tenham casos anteriores da Delta”, explica a diretora.

A secretária estadual da Saúde em exercício, Tereza Paim, ressalta que a principal medida para conter o avanço da Covid-19 e, por consequência, a variante Delta, é o avanço da vacinação. “É importante que as pessoas busquem as unidades de saúde para se vacinarem contra a doença, incluindo também a dose de reforço. Temos mais de 700 mil pessoas que não tomaram a segunda dose. O esquema completo de vacinação dá uma maior garantia de defesa contra a Covid-19”, ressalta.

Estes novos casos foram identificados em pacientes residentes nos municípios de Baixa Grande, Bonito, Camaçari, Cruz das Almas, Feira de Santana, Guanambi, Itabuna, Jaguaquara, Lauro de Freitas, Luís Eduardo Magalhães, Porto Seguro, Remanso, Riachão do Jacuípe, Salvador, Santa Maria da Vitória, São Gonçalo dos Campos, Senhor do Bonfim, Sento Sé e Uauá.

Anteriormente, 72 casos com a variante Delta foram notificados em residentes dos municípios de Aporá, Baixa Grande, Barrocas, Bonito, Brumado, Camaçari, Canavieiras, Cícero Dantas, Conceição do Almeida, Coribe, Entre Rios, Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Lauro de Freitas, Maracás e Nilo Peçanha, Maraú, Medeiros Neto, Muritiba, Nova Fátima, Pé de Serra, Prado, Riachão do Jacuípe, Salvador, São Gonçalo dos Campos, Sapeaçu, Senhor do Bonfim, Simões Filho, Teixeira de Freitas, Vereda, Vitória da Conquista, além de um tripulante de um navio ancorado em Salvador.

Reconhecido como a 3ª maior unidade de vigilância laboratorial do país e classificado na categoria máxima de qualidade pelo Ministério da Saúde, o Lacen-BA analisou amostras de mais de 200 municípios dos nove Núcleos Regionais de Saúde. O Lacen-BA já realizou cerca de 800 exames de sequenciamento genético do vírus da Covid-19.

Saúde

Estudo aponta risco de nova onda caso ocorra o Carnaval

A SEI publicou o Panorama Global da Covid-19 em que aponta riscos de aumento no número de casos na Bahia e no Brasil

Publicado

em

publicou nesta sexta-feira (3) um estudo sobre o Panorama Global da Covid-19 e os riscos de surgimento de uma nova onda no Brasil e na Bahia.
Foto: Mateus Pereira/GOVBA

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, publicou nesta sexta-feira (3) um estudo sobre o Panorama Global da Covid-19 e os riscos de surgimento de uma nova onda no Brasil e na Bahia.

Segundo o estudo, o mundo já passou por três ondas bem definidas e, de acordo com alguns indicadores se encaminha para quarta onda, sobretudo na Europa e EUA. Em termos mundiais, a primeira onda teve o seu ápice em abril de 2020, a segunda em janeiro de 2021 e a terceira em setembro de 2021. Já o Brasil teve o ápice da primeira onda em julho de 2020 e uma segunda onda com o ápice prolongado de janeiro de 2021 a abril de 2021. Na atualidade, a Bahia representa 4,4% dos óbitos no Brasil e uma das menores taxa de letalidade da doença 2,16%. Se destacando entre as unidades da federação por ter a segunda menor taxa de mortalidade por 100 mil habitantes, 183 óbitos, ficando atrás apenas do Maranhão com 143 óbitos.

Segundo Armando Castro, diretor de indicadores e estatística da SEI, “a Bahia adotou medidas no enfrentamento da Covid-19 de uma maneira muito eficaz. Desde ações educativas, até decretos que limitavam a circulação de pessoas e o contato interpessoal, somadas aos investimentos públicos essenciais na área da saúde, dentre outras estratégias. Por isso verificamos melhores indicadores”.

Mesmo com o avanço da vacinação em várias partes do mundo, tem sido registrado o aumento de novos casos. A Alemanha tem aproximadamente 68% da população imunizada e apresenta números de novos casos em curva ascendente. A média móvel dos últimos sete dias está em 53 mil novos casos e a taxa de incidência está em níveis muitos superiores dos observados desde o início da pandemia: 400 novos casos por 100 mil habitantes.

Essa nova tendência de espraiamento da Covid-19 e das suas variantes acontece em um momento de esperança com o avanço da vacinação. Contudo, na Europa, os índices de vacinação parecem ter atingido seu ápice como reflexo dos movimentos antivacina, resultando em uma estagnação no número total de vacinados, abrindo espaço para a ampliação de novos casos.

Diante dessa questão, as autoridades dos países europeus estão reagindo de forma mais contundente no que diz respeito a volta de algumas restrições, principalmente, destinada à população não vacinada. Na França, por exemplo, passou a ser exigido, novamente, o uso da máscara em locais públicos. Na Áustria, o governo local anunciou um novo confinamento de 20 dias e decretou também que irá impor a vacinação obrigatória no país a partir de fevereiro de 2022.

Nas últimas semanas de novembro de 2021, a média de novos casos, hospitalizações e óbitos por Covid-19 no Brasil alcançaram os índices mais baixos. É bem verdade que com o ritmo da vacinação no país houve uma redução no volume de testagem, o que pode escamotear o número de contaminados com a subnotificação de casos. Monitorar casos leves é importante porque são justamente essas infecções que fazem o vírus circular e geram uma sequência de eventos que ocasiona as novas ondas da pandemia. O alento é que os leitos hospitalares para internações por casos graves estão com reduzidas taxas de ocupação e a vacinação segue acima dos 60% de cobertura da população total.

Essa modificação no cenário pandêmico fez com que recentemente muitas cidades e estados brasileiros reduzissem a intensidade das restrições e, em alguns casos, a desobrigatoriedade na utilização de máscaras em locais públicos e ao ar livre, movimento parecido ao que foi feito na Europa meses atrás. E essa é justamente uma das ameaças no médio prazo da pandemia no Brasil. Caso o Brasil mantenha o padrão das últimas três ondas e a vacinação não atinja 80% de cobertura, podemos ser afetados por novas variantes nos próximos meses.

Segundo o estudo, a formação de uma nova onda pode ter um espaço temporal de três meses, como aconteceu na Alemanha. Sendo que entre dezembro, janeiro e fevereiro, na Bahia e no Brasil, ocorre a estação do verão, onde há atração de turistas residentes no país e vindos do exterior para as festas de fim de ano e o “possível” carnaval. Ressalte-se que a Alemanha esteve com indicadores de mais baixa contaminação e óbitos três meses atrás, e hoje tem os de maior pico. Sua taxa de vacinação é levemente superior à da Bahia, e ainda assim registra uma nova onda.

Segundo Castro, “não parece razoável submeter a população à festejos com adesão do grande público como é o carnaval e réveillon na Bahia, pois pode ameaçar todo esforço feito até aqui”. O estudo chama atenção também dos riscos em função ao aparecimento da variante Ômicron, que ainda apresenta incertezas em relação ao grau de transmissão ou se escapa da imunidade vacinal, uma vez que se corre o risco de retroagir a fases restritivas que já ocorreram durante a pandemia e colocar em risco o patamar que chegamos de “controle” da Covid-19 no Estado.

Continue Lendo

Saúde

Brasil confirma cinco casos da variante Ômicron

Publicado

em

O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (2) cinco casos da variante Ômicron no Brasil – três em São Paulo e dois no Distrito

O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (2) cinco casos da variante Ômicron no Brasil – três em São Paulo e dois no Distrito Federal. São quatro homens e uma mulher, todos vacinados contra a covid-19. Eles estão isolados e pelo menos um apresenta sintomas leves. A maioria está assintomática.

De acordo com a pasta, há ainda oito casos da variante em investigação no país, sendo um em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e seis no Distrito Federal.

Continue Lendo

Saúde

Unidade de Emergência de Pirajá passa a contar com novos leitos

O Governo do Estado triplicou o número de leitos, aumentando a capacidade de atendimento para 5 mil pacientes/mês

Publicado

em

aproximadamente R$ 2 milhões entre obras e equipamentos, o Governo do Estado triplicou o número de leitos na Unidade de Emergência de Pirajá,
Fotos: Ascom/Sesab

Com o investimento de aproximadamente R$ 2 milhões entre obras e equipamentos, o Governo do Estado triplicou o número de leitos na Unidade de Emergência de Pirajá, em Salvador, saltando de nove para 27 leitos voltados, prioritariamente, ao atendimento de pacientes graves.

De acordo com a secretária da Saúde da Bahia, Tereza Paim, “estamos requalificando e ampliando a capacidade de atendimento em todas as unidades estaduais. Em 2019, a Unidade de Emergência de Pirajá possuía apenas nove leitos que acolhiam adultos e crianças. Agora são 22 leitos para adultos e cinco exclusivos pediátricos, com uma estrutura que conta com 14 respiradores, 23 monitores multiparamétricos, 24 pontos de oxigênio, além de leitos de estabilização e isolamento”, afirma a secretária.

O diretor-geral da unidade, Erenilton Café, explica que “a nova estrutura está completamente climatizada, com prontuário eletrônico implantado, eliminando a necessidade de papel, e com internet sem fio disponível para pacientes, acompanhantes e profissionais”, ressalta o diretor.

A unidade ainda ganhou dois novos postos de enfermagem, ampliou a equipe de profissionais e tem a capacidade para atender mais de 5 mil pacientes por mês, tendo prioridade os classificados como vermelhos e amarelos, a exemplo de vítimas de AVC, infarto e politraumatismo.

A unidade é referência para a população do subúrbio ferroviário e os bairros de Valéria, Castelo Branco, Lobato e de Pirajá. Para dona Berenice do Nascimento, líder comunitária de Pirajá, “a nova unidade vem trazer melhor atendimento, humanizado e de qualidade para a nossa comunidade”.

Investimentos

Somente na capital baiana, mais de R$ 300 milhões foram investidos pelo Governo do Estado no fortalecimento do atendimento da urgência e emergência nos últimos anos, como a construção do HGE 2, Instituto Couto Maia (Icom) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Caetano. Também foram ampliadas e requalificadas as emergências dos hospitais Ernesto Simões Filho (HGESF) e Roberto Santos (HGRS), bem como as Unidades de Emergência de Cajazeiras e do Curuzú.

Continue Lendo

Mais Lidas