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Cultura

Mostra de cachaças contribui para promover a Rota dos Engenhos

O evento reuniu grandes marcas baianas e de outros estados para degustação, no Bar Quintal do Raso da Catarina, em Salvador

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Realizada como prévia para uma grande feira, programada para 2026, a 1ª Mostra de Cachaças da Bahia reuniu grandes marcas baianas
Foto: Tatiana Azeviche

Realizada como prévia para uma grande feira, programada para 2026, a 1ª Mostra de Cachaças da Bahia reuniu grandes marcas baianas e de outros estados para degustação, nesta quinta-feira (23), no Bar Quintal do Raso da Catarina, no Campo Grande, em Salvador. A exposição teve também o objetivo de contribuir para a consolidação da Rota dos Engenhos, promovida pela Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), que apoiou o evento.

O público pôde conferir 22 rótulos da produção de estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraíba e da Bahia, que foi representada por três marcas: Paramirim e Reserva do Lima, da Chapada Diamantina (municípios de Paramirim e Piatã), e Cordel Feliz, da Região Metropolitana de Salvador.

“Apresentamos um leque variado de marcas, com dois pré-lançamentos em primeiríssima mão. A cachaça é um produto que atrai cada vez mais o turista, inclusive o estrangeiro, por isto a Setur está trabalhando fortemente com o projeto da Rota dos Engenhos”, explicou o curador da mostra e consultor da secretaria, Raimundo Freire.

A degustação atraiu apreciadores, especialistas e empresários. “Provei duas marcas da Bahia e achei maravilhosas. Acho a cachaça mil vezes melhor do que o whisky. Não é à toa que os estrangeiros ficam apaixonados”, afirmou a aposentada Zayw Alves.

Para o sommelier Ismael dos Santos, as cachaças baianas só precisam ser mais difundidas e a Rota dos Engenhos contribui para isto. “Temos marcas de excelência, principalmente na Chapada Diamantina, e até em regiões como Lauro de Freitas e Dias d’Ávila, onde há uma cachaça orgânica sensacional”, relatou.

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“A cultura da cachaça está se difundindo cada vez mais, promovendo também o turismo. Com a Rota dos Engenhos, as pessoas podem fazer visitações a alambiques e conhecer todo o processo de produção, além de comprar nas lojinhas. Hoje temos lojas da bebida em lugares como a Ceasinha, em Salvador, e isto atrai o turista”, ressaltou o empresário Getúlio Santana, um dos proprietários do extinto bar Extudo (Rio Vermelho).

Mais duas edições da mostra de cachaça estão previstas para este ano em Salvador, como forma de despertar o interesse do público e aquecer o mercado para o evento maior, a ser realizado em 2026.

Carnaval 2026

Espaço de Descompressão para condutores de trios e reforça cuidado com trabalhadores da festa

Estruturas na Barra e no Campo Grande oferecem descanso, higiene, alimentação e orientações de saúde para motoristas que atuam no maior Carnaval do mundo

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Carnaval da Bahia 2026 já está funcionando em pontos estratégicos de Salvador: o Espaço de Descompressão dedicado a condutores
Foto: Tom Rodrigues/GOVBA

Mais uma ação voltada à proteção e ao bem-estar dos trabalhadores do Carnaval da Bahia 2026 já está funcionando em pontos estratégicos de Salvador: o Espaço de Descompressão dedicado a condutores de trios elétricos e carros de apoio. Implantadas pelo Governo do Estado, as estruturas operam na Barra, ao lado do Hospital 2 de Julho, e no Passeio Público, no Campo Grande, com foco em garantir melhores condições de descanso e recuperação física aos profissionais que atuam em longas jornadas de condução.

De acordo com o diretor-geral do Detran-BA, Max Passos, a iniciativa foi pensada para oferecer acolhimento e suporte direto aos motoristas, reforçando a segurança durante os desfiles.

“O espaço oferece ambiente confortável para descanso, estrutura para higiene pessoal e alimentação, além de orientações de saúde com conteúdos de fisioterapia e psicologia voltados ao bem-estar e à prevenção de riscos durante a condução”, explicou.

Para quem vive a rotina intensa do período carnavalesco, a iniciativa representa dignidade e condições reais de trabalho. O motorista Cláudio Fontes, com mais de sete anos de experiência na condução de trios, destacou a mudança.

“Ajuda bastante. Antes desse espaço, não havia kit alimentação e, muitas vezes, precisávamos tomar banho em carros de apoio ou na parte traseira do trio”, relatou.

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As estruturas funcionam das 10h às 22h, com tempo médio de permanência de 1h30 por condutor. A expectativa é atender 80 motoristas em cada posto, totalizando cerca de 160 profissionais por dia. Para a presidente da Comissão do Carnaval do Detran-BA, Benildes Melo, o projeto impacta diretamente a segurança viária e a proteção dos foliões.

“A relevância do projeto está ligada à preparação dos condutores para jornadas prolongadas, em um contexto que exige atenção constante e boas condições físicas e emocionais para conduzir veículos em meio a grandes concentrações de pessoas”, afirmou.

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Carnaval 2026

Lula e Jerônimo celebram Carnaval no Campo Grande e destacam festa inclusiva

Presidente e governador acompanham blocos apoiados pelo Estado e reforçam políticas de acessibilidade e diversidade no circuito Osmar

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o governador Jerônimo Rodrigues acompanhou, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a programação de
Foto: Reprodução/Instagram 📸 @ricardostuckert

Neste sábado (14), terceiro dia do Carnaval de Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues acompanhou, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a programação de blocos e trios elétricos apoiados pelo Governo da Bahia no Campo Grande. A comitiva assistiu aos desfiles a partir do Camarote do Governo, instalado no circuito oficial.

O governador destacou o simbolismo da presença do presidente no evento.

“Recebemos o presidente Lula para acompanhar de perto o Carnaval da Bahia, que projeta a cultura do estado nacional e internacionalmente. A presença dele reforça a integração das secretarias estaduais na realização de uma festa segura, organizada e culturalmente diversa”, afirmou.

Do trio da banda BaianaSystem, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o cantor Russo Passapusso saudaram Lula, que acompanhou a apresentação do grupo — responsável por arrastar uma multidão na pipoca da Avenida.

Carnaval da inclusão

Padrinhos do bloco Me Deixa à Vontade, iniciativa que promove acesso seguro e inclusivo para pessoas com deficiência, o governador e a primeira-dama do Estado, Tatiana Velloso, participaram do desfile no Circuito Osmar, ao som de Tonho Matéria.

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“Trata-se de um espaço que fortalece o direito à participação e amplia oportunidades para pessoas com deficiência. É uma iniciativa que reafirma o compromisso do Estado com a inclusão”, destacou o governador.

Para Marivaldo Brito Santos, 56 anos, integrante do bloco e pessoa com deficiência física, a experiência reafirma o caráter acolhedor da festa.
“Tenho mais de cinco anos participando e, a cada edição, me surpreendo com essa folia de paz, harmonia e alegria. A Bahia tem o Carnaval da inclusão”, disse.

Programação no Circuito Osmar

O terceiro dia de festa também teve desfiles de blocos apoiados pela gestão estadual, entre eles Ilê Aiyê, Malê Debalê, Muzenza, Abuse e Use, Polimania, Alerta Prime, Bankoma, Que Felicidade e a banda Samba Maria, reforçando a diversidade cultural e musical do Carnaval baiano.

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Carnaval 2026

Olodum leva ancestralidade ao Circuito Osmar e celebra Egunguns em desfile histórico

Bloco afro arrasta multidão do Pelourinho ao Campo Grande e amplia celebração de 46 anos com homenagem cultural e religiosa inspirada no Benin

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O Bloco Olodum transformou a noite desta sexta-feira (13) em um espetáculo de cores, ritmo e ancestralidade ao subir a ladeira
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

O Bloco Olodum transformou a noite desta sexta-feira (13) em um espetáculo de cores, ritmo e ancestralidade ao subir a ladeira do Pelourinho e chegar ao Campo Grande, onde encantou os foliões no Circuito Osmar. Em seu 46º desfile, a instituição reafirmou sua força cultural e apresentou uma viagem artística e religiosa ao Benin, destacando referências aos Egunguns, espíritos ancestrais cultuados nas tradições afro-banto e yorubá.

Fiel à tradição de desfilar às sextas-feiras, o Olodum arrastou uma multidão apaixonada que lotou o Centro Histórico e acompanhou cada passo do percurso até o Campo Grande. O cenário se completou com coreografias vibrantes, figurinos coloridos e o pulsar inconfundível do samba-reggae criado pelo mestre Neguinho do Samba.

A saída oficial aconteceu por volta das 17h, em frente à Casa do Olodum, com apoio do programa Ouro Negro, da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), que fomenta blocos de matriz africana. Entre os presentes estavam celebridades como Caetano Veloso e João Gomes, que prestigiaram o início do cortejo. O desfile também contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, do vice-governador Geraldo Júnior, do secretário da Secult Bruno Monteiro e outras autoridades.

Espiritualidade e beleza no cortejo

A ala de frente emocionou o público ao apresentar uma performance inspirada nos Egunguns, espíritos ancestrais masculinos que retornam à terra para abençoar e proteger os vivos. O coreógrafo Wagner Santana, responsável por coordenar 40 dançarinos desde 2024, contou que a experiência surgiu de uma vivência profunda na África.

“Eu assisti aos rituais de Bàbá Egún no Benin, e aquilo me transformou. Trouxe referências que eu jamais tinha visto. Este ano é ainda mais especial porque fala da minha religião, da minha história. Falar de Egunguns, de máscaras africanas, de magia, é falar de mim”, revelou, emocionado.

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Símbolo de resistência e representatividade

Fundado em 1979 como movimento de afirmação da comunidade do Pelourinho, o Olodum segue como referência mundial de cultura afro-brasileira. O vocalista Lucas Di Fiori, que começou na banda mirim aos nove anos, destacou a emoção de manter viva a tradição.

“Botar o bloco na rua é realização. O público sente quando é verdadeiro. O samba-reggae é nosso, nasceu aqui, mudou o Carnaval da Bahia e hoje está no mundo inteiro”, afirmou.

Entre os milhares de fãs, muitos carregam uma relação afetiva com o bloco. Paulo Cézar, 45 anos, morador do Garcia, acompanha o Olodum desde os 13 anos e não escondeu a emoção.

“Se eu não estiver aqui, fico doente. Olodum é Carnaval. Se for para curtir só o Olodum, já está ótimo. Venho com minha filha, meus amigos… é de geração em geração. Essa vibe é a melhor coisa da vida”, declarou.a

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