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Política

Jerônimo Rodrigues sanciona Lei de Proteção e Defesa Civil

No aniversário de Salvador o governador institui com essa lei a Política Estadual de Proteção e Defesa Civil

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Governo do Estado sancionou a Lei de Proteção e Defesa Civil instituindo a Política Estadual de Proteção e Defesa Civil (PEPDEC)
Foto: Thuane Maria/GOVBA

Na data em que Salvador celebra seus 476 anos, o Governo do Estado sancionou a Lei de Proteção e Defesa Civil instituindo a Política Estadual de Proteção e Defesa Civil (PEPDEC). O projeto que visa a criação do Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil (SIEPDEC) e o Conselho Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC), foi aprovado pelo governador Jerônimo Rodrigues, neste sábado (29), durante evento das entregas das encostas no bairro Alto do Cabrito, como parte das celebrações do aniversário da cidade.

Durante o ato estiveram presentes também o ministro da Casa Civil, Rui Costa; o secretário da Casa Civil, Afonso Florence; o superintendente de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec), Heber Santana e outras autoridades.

“Hoje, no dia em que celebramos o aniversário de Salvador, tenho a honra de sancionar a Lei de Proteção e Defesa Civil, um marco importante para a segurança e o bem-estar de todos os baianos. Com a implementação dessa política, queremos garantir que a Bahia esteja cada vez mais preparada para enfrentar os desafios climáticos, protegendo nossas comunidades e criando soluções sustentáveis para um futuro mais seguro”, declarou o governador.

A nova legislação estabelece um marco importante para a redução dos riscos de desastres naturais no Estado, com foco na segurança e no bem-estar da população baiana. Entre os principais objetivos da PEPDEC, estão a prevenção e o socorro à população em situações de calamidade, a recuperação das áreas afetadas, a produção de alertas antecipados sobre desastres naturais e o estímulo ao ordenamento do uso do solo urbano e rural.

O CEPDEC será composto por um representante dos órgãos e entidades do Governo sendo presidido pela Casa Civil e membros das Secretarias de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Infraestrutura Hídrica (Sihs), Saúde (Sesab), Infraestrutura (Seinfra), Meio Ambiente (Sema), Assitência Social (Seades), Agricultura,Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Desenvolvimento Rural (SDR), Relações Institucionais (Serin) e Justiça e Direitos Humanos (SJDH), além do diretor superintendente da Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec), um representante da Polícia Militar e um do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia. O documento deve ser publicado no Diário Oficial na próxima semana.

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A Política ainda prevê a criação de um Cadastro Estadual de Municípios com áreas suscetíveis à seca e estiagem, além de um esforço concentrado para combater a ocupação de áreas vulneráveis e de risco, promovendo a realocação das populações que residem nessas zonas.

A inscrição no Cadastro se dará por solicitação do município ou mediante indicação dos órgãos e entidades integrantes do SIEPDEC. Também será incentivada a instalação de órgãos municipais para coordenar as ações de proteção e defesa civil em nível local, por meio das Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC) e dos Núcleos de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC).

“Essa Lei vai trazer os fundamentos importantes para que essa política se desenvolva, trazendo mais segurança. Ela avança para a definição do papel de cada um, como cada órgão deve participar e contribuir nesse processo. Cria o Conselho para que as decisões sejam tomadas de forma coletiva e faça com que todo o Estado possa estar mobilizado, tanto na fase de atenção e em resposta quando ocorre um desastre”, pontuou o superintendente da Sudec, Heber Santana.

Pesquisa

Além da sanção da lei, o governador autorizou a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) por intermédio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), e em parceria com a Sude, publicar o edital de Apoio à Pesquisas e Inovações para a Proteção da Defesa Civil, n° 14/2025.

O edital tem como objetivo apoiar pesquisas sobre defesa civil, focadas na produção de conhecimento qualificado e/ou tecnologias, para enfrentar desafios existentes, com resultados de impacto imediato e objetivo, gerando benefícios diretos ou indiretos para o Estado da Bahia. O governador acrescentou,:“estamos incentivando a inovação e a busca por novas tecnologias que contribuam para a melhoria contínua da nossa defesa civil. A Bahia, com sua força e solidariedade, está mais forte e unida no enfrentamento dos desafios”.

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Caravana do Lazer

Além da visita do governador para autorizações, no bairro Alto do Cabrito, das 8h30 às 12h, crianças e jovens de 7 a 18 anos aproveitaram diversas atividades recreativas da Caravana do Lazer, como camas elásticas, jogos gigantes, futmesa, jogos de salão, oficina de pintura, modelagem com massa e piscina de bolinhas.

A iniciativa é promovida pela Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), com o apoio de 35 agentes esportivos que atuam no programa Esporte por Toda Parte, presente em 59 núcleos espalhados por Salvador e foi vista de perto pelo governador. A atividade também faz parte das ações preparadas pelo Governo do Estado para marcar a data dos 476 anos da cidade de Salvador.

Política

Câmara aprova PEC que extingue escala 6×1 e reduz jornada de trabalho para 40 horas

Texto aprovado em dois turnos segue para o Senado e prevê dois dias de descanso semanal sem redução salarial

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A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19,
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que acaba com a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte de salários. No segundo turno, o texto recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários e segue agora para análise do Senado Federal.

A proposta estabelece a adoção da escala de cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. As novas regras começam a valer 60 dias após a promulgação da emenda.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que unificou duas propostas em tramitação: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP).

A mudança na jornada de trabalho será implementada de forma gradual. Após 60 dias da promulgação, a carga semanal cairá de 44 para 42 horas. Em seguida, após um período de até 12 meses, será reduzida para o limite definitivo de 40 horas semanais, mantendo o teto de oito horas diárias.

Durante o período de transição, a proposta permite ajustes na jornada diária por meio de convenções ou acordos coletivos de trabalho, respeitando os limites estabelecidos.

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A aprovação foi considerada histórica pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que destacou a relevância da medida para a melhoria das condições de trabalho no país. Parlamentares da base governista celebraram a iniciativa como um avanço na garantia de qualidade de vida aos trabalhadores, enquanto representantes da oposição criticaram possíveis impactos econômicos da redução da jornada.

Entre os principais pontos da proposta, está a fixação da jornada máxima de oito horas diárias e 40 horas semanais, com possibilidade de compensação por meio de negociação coletiva. O texto também prevê regulamentações específicas para regimes diferenciados e exceções para determinados grupos de trabalhadores.

A PEC ainda precisa ser aprovada em dois turnos no Senado para que possa ser promulgada e passar a integrar o texto da Constituição.

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Política

Governo da Bahia autoriza R$ 17 milhões em obras de contenção de encostas em Ilhéus

Intervenções do Novo PAC vão beneficiar mais de 3,7 mil famílias em áreas de risco na região sul do estado

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autorizou a abertura de processos licitatórios para a construção de contenções de encostas em áreas estratégicas da cidade.
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

O governador Jerônimo Rodrigues cumpriu agenda em Ilhéus, nesta quarta-feira (27), para autorizar um robusto pacote de investimentos em infraestrutura no município da Costa do Cacau, no sul da Bahia. Durante a visita, o chefe do Executivo estadual assinou ordens de serviço e autorizou a abertura de processos licitatórios para a construção de contenções de encostas em áreas estratégicas da cidade.

As intervenções, projetadas para prevenir deslizamentos de terra, erosões e desmoronamentos, estão integradas ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). As obras têm como objetivo proteger mais de 3,7 mil famílias que vivem em áreas de vulnerabilidade social e sob risco geológico.

“Estamos falando de quatro encostas, fruto de parceria com o Governo Federal. Pessoas da comunidade nos relataram que nunca haviam recebido investimentos como estes para proteção. Estamos aqui em uma encosta no Alto da Gamboa, que já tem 6% de execução, com a fase inicial de preenchimento com cimento para, posteriormente, receber a estrutura de concreto. Até dezembro voltamos para entregar”, afirmou o governador, durante visita a uma das obras na Rua Vidal Santos.

Executadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), as intervenções somam cerca de R$ 17 milhões em investimentos. Entre as ações imediatas, foi assinada a ordem de serviço para a contenção na Rua Amélia Nunes, antiga Rua das Oficinas, com aporte de R$ 1,9 milhão. Também foi autorizada a abertura de licitação para obras na Rua da Fazendinha, no bairro Alto do Carvalho, e na Avenida Vereador Fernandes, no Alto do São João.

O diretor de Habitação e Urbanização Integrada da Conder, Daniel Belo, destacou a importância das obras para a população local. “São investimentos fundamentais para a segurança, o conforto e a dignidade das famílias que vivem nessas áreas. Essas intervenções fazem parte de um pacote superior a R$ 332 milhões oriundos do PAC”, afirmou. Segundo ele, a Bahia já contabiliza 136 encostas concluídas em Salvador e outras 23 no interior do estado.

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Moradora do bairro Alto da Gamboa há 60 anos, Maria Amaral, de 67 anos, destacou a necessidade das obras. “Aqui já houve desabamentos; minha filha e meu filho perderam suas casas. Agora acredito que vai melhorar com a contenção”, disse.

As intervenções em Ilhéus reforçam o avanço das políticas de ordenamento urbano e proteção civil no estado. Entre 2023 e 2026, foram entregues 38 obras desse tipo em Salvador e 19 no interior.

Ao final da agenda, o governador visitou o Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Nelson Schaun, onde participou de um café com estudantes e equipes da unidade.

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Política

Avanço do PGP gera reação da oposição na Bahia, avalia presidente do PT 

Programa do governo Jerônimo Rodrigues ganha força no interior, enquanto adversários enfrentam críticas por falta de participação popular 

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O avanço do Programa de Governo Participativo (PGP), liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, e sua repercussão positiva
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA 

O avanço do Programa de Governo Participativo (PGP), liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, e sua repercussão positiva no interior da Bahia têm provocado reação da oposição, que tenta lançar uma versão semelhante da iniciativa. Para o presidente estadual do PT, Tássio Brito, a movimentação, liderada por ACM Neto, enfrenta resistência até mesmo entre aliados, por não manter a principal essência da proposta petista: a escuta popular. 

Segundo o dirigente, o histórico político de ACM Neto é marcado por decisões centralizadas, descumprimento de acordos e distanciamento das lideranças do interior. “Enquanto o PGP reúne prefeitos, vereadores, movimentos sociais e milhares de participantes em plenárias regionais, a oposição sofre com a falta de capilaridade no estado”, afirma Tássio. 

De acordo com o presidente do PT, lideranças municipais apontam que Neto perdeu espaço no interior ao adotar um modelo político considerado fechado e restrito a grupos de confiança. Para ele, a tentativa de replicar o formato de um programa participativo sem engajamento popular genuíno demonstra oportunismo eleitoral. 

Na avaliação de Tássio Brito, o PGP se consolidou como uma das principais ferramentas de construção democrática na Bahia. O programa percorre os 27 territórios de identidade do estado promovendo plenárias, encontros temáticos e escuta ativa da população para definir prioridades em áreas como saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento social. 

O dirigente destaca que o diferencial do programa está na participação popular permanente. Segundo ele, a gestão de Jerônimo Rodrigues transformou o diálogo com a sociedade em método de governo, aproximando o Estado das demandas reais da população. 

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“O sucesso do programa está na credibilidade construída junto ao povo baiano. O PGP não é uma ação de marketing, mas um compromisso com a participação popular e a construção coletiva”, afirma. 

Para Tássio, a iniciativa da oposição não passa de tentativa de criação de fato político sem conteúdo. “Sem diálogo verdadeiro e sem conexão com o interior, a estratégia promovida por ACM Neto não convence e reforça a percepção de uma ação voltada apenas para propaganda eleitoral”, conclui. 

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