Meio Ambiente
Inema avança na conservação da flora baiana com programa de monitoramento
Órgão estadual inicia tratativas para implantar metodologia nacional e reforça ações do PAN Hileia Baiana na Mata Atlântica
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) está fortalecendo sua atuação na proteção da biodiversidade ao iniciar as tratativas para implantação do Programa de Monitoramento da Flora na Bahia, por meio da Coordenação de Gestão da Biodiversidade (CGBIO). A iniciativa segue metodologias do Programa Monitora, coordenado pelo ICMBio em parceria com o IBGE.
O monitoramento será realizado em campo com a metodologia Cruz de Malta, reconhecida nacionalmente e aplicada no Componente Flora – Alvo Florestal do Programa Monitora. Essa ferramenta permite acompanhar a vegetação nativa ao longo do tempo, reunindo dados sobre estrutura das florestas, regeneração, espécies indicadoras e impactos ambientais — informações essenciais para decisões sobre conservação e manejo.
As ações se somam ao trabalho do Inema no sul da Bahia com o Plano de Ação Nacional para a Conservação de Árvores Ameaçadas de Extinção do Sul da Bahia (PAN Hileia Baiana), vigente até 2028. O plano abrange 36 municípios da Mata Atlântica e acompanha 218 espécies arbóreas ameaçadas, além de outras 216 beneficiadas indiretamente.
Um exemplo dos resultados foi a descoberta da bromélia Wittmackia aurantiolilacina, registrada no Parque Nacional do Alto Cariri por pesquisadores do CNCFlora/Jardim Botânico do Rio de Janeiro, durante expedição vinculada ao PAN.
Segundo Mara Angélica dos Santos, coordenadora da CGBIO, a experiência do PAN e a implantação do monitoramento abrem caminho para novos avanços: “Em breve, o Inema pretende aplicar a metodologia nos parques estaduais do sul da Bahia, ampliando o conhecimento sobre a biodiversidade e fortalecendo estratégias de conservação”.
Com ações baseadas em ciência e integração institucional, o Inema reafirma seu compromisso com a proteção da Mata Atlântica e a construção de políticas ambientais eficazes e transparentes.
Meio Ambiente
Inema divulga boletim de balneabilidade das praias baianas para o fim de semana
Levantamento aponta 26 trechos próprios para banho em Salvador e orienta população sobre condições do litoral em todo o estado
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) divulgou, nesta sexta-feira (29), o mais recente boletim de balneabilidade das praias baianas. O monitoramento avalia a qualidade da água destinada à recreação de contato primário e orienta banhistas sobre as condições de banho em diferentes trechos do litoral do estado neste fim de semana.
O acompanhamento da balneabilidade é realizado regularmente pelo instituto, por meio da Coordenação de Monitoramento (Comon), com base nos critérios estabelecidos pela Resolução nº 274 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). As análises consideram a presença de bactérias indicadoras de contaminação, como a Escherichia coli (E. coli), a partir de amostras coletadas semanalmente.
Salvador
Neste fim de semana, Salvador registra 26 trechos da orla considerados adequados para banho de mar e outras atividades recreativas. São eles: Pedra Furada, Boa Viagem, Roma, Cantagalo, Contorno, Porto da Barra, Forte de Santa Maria, Farol da Barra (em dois trechos), Ondina (em dois trechos), Rio Vermelho (em dois trechos), Buracão, Amaralina (em dois trechos), Pituba (em dois trechos), Piatã, Placaford, Itapuã (em dois trechos), Farol de Itapuã, Stella Maris e Praia do Flamengo (em dois trechos).
Por outro lado, os pontos classificados como impróprios para banho são: São Tomé de Paripe, Tubarão, Periperi, Penha, Bogari, Bonfim, Armação, Boca do Rio, Corsário e Patamares.
Litoral Norte
No Litoral Norte do estado, apenas os trechos de Vilas do Atlântico, Buraquinho e Busca Vida foram considerados impróprios para banho de mar. As demais praias monitoradas apresentam condições adequadas, incluindo destinos bastante frequentados por baianos e turistas, como Praia do Forte, Guarajuba, Itacimirim, Imbassaí, Porto de Sauípe e Subaúma.
Baía de Todos-os-Santos
Na região da Baía de Todos-os-Santos, os pontos impróprios identificados no boletim são Madre de Deus (em três trechos), Nossa Senhora, Mutá, Cações e Mar Grande. As outras 22 praias monitoradas apresentam condições adequadas para recreação, entre elas Bom Jesus dos Pobres, Cabuçu, Salinas das Margaridas, Berlinque, Itaparica, Barra do Gil e Ponta de Areia.
Costa do Dendê
Na Costa do Dendê, apenas a 1ª Praia de Morro de São Paulo foi classificada como imprópria. Os demais sete pontos avaliados na região permanecem próprios para banho.
Costa do Cacau
No Sul da Bahia, na Costa do Cacau, 12 dos 18 trechos monitorados apresentaram condições adequadas. São eles: Pé de Serra, Ponta da Tulha, Barra de São Miguel, Sul, Opaba, Ceplus Montante, Ceplus Jusante, Milionários, Corurupe, Costa de Canavieiras, Itacaré e Lençóis.
Já os seis trechos considerados impróprios são: Concha, Marciano, Malhado, Avenida, Cristo e Olivença, em Ilhéus.
Costa do Descobrimento
Na Costa do Descobrimento, todos os nove trechos monitorados pelo Inema estão próprios para banho, incluindo locais como Araçaípe, Nativos, Mucugê, Taperapuã, Coroa Vermelha e Lençóis.
Cuidados
O Inema recomenda que a população evite o banho de mar em períodos chuvosos, em áreas próximas à saída de galerias pluviais, canais de drenagem, córregos, rios urbanos e locais com manchas de coloração suspeita na água. Essas condições podem indicar contaminação e aumentar o risco de doenças.
Os boletins completos de balneabilidade podem ser consultados no site oficial do Inema e por meio do aplicativo “Vai dar Praia”, disponível para Android e iOS.
Meio Ambiente
Maioria das praias do litoral baiano está própria para banho neste fim de semana
Boletim de balneabilidade indica boas condições na maior parte da costa, mas há pontos impróprios em Salvador e em áreas próximas a rios urbanos
A maioria das praias monitoradas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) ao longo do litoral baiano está em condições adequadas para banho neste fim de semana, conforme o boletim de balneabilidade divulgado nesta sexta-feira (22) pelo órgão, por meio da Coordenação de Monitoramento de Recursos Ambientais e Hídricos (Comon).
O levantamento abrange seis regiões costeiras e é produzido com base na concentração de Escherichia coli (E. coli) nas amostras de água, seguindo os critérios estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Pontos impróprios em Salvador exigem atenção
Na capital, a maior parte das praias analisadas apresenta condições próprias para banho. Entre os 24 trechos adequados à recreação de contato primário — que inclui atividades como natação, mergulho e surfe — estão Pedra Furada, Boa Viagem, Roma, Cantagalo, Contorno, Forte de Santa Maria, Farol da Barra (dois trechos), Ondina (dois trechos), Rio Vermelho (dois trechos), Buracão, Amaralina (dois trechos), Pituba (dois trechos), Piatã, Placaford, Itapuã (em frente à Rua Sargento Waldir Xavier), Farol de Itapuã, Stella Maris e Praia do Flamengo (dois trechos).
Por outro lado, 12 trechos da capital foram classificados como impróprios, entre eles São Tomé de Paripe, Tubarão, Periperi, Penha, Bogari, Bonfim, Porto da Barra, Armação, Boca do Rio, Corsário, Patamares e o trecho da orla de Itapuã em frente ao monumento da Sereia.
Litoral Sul apresenta cenário favorável
Nas regiões de maior apelo turístico do sul do estado, o cenário é amplamente positivo. Na Costa do Descobrimento, todos os nove pontos monitorados — incluindo Arraial d’Ajuda, Porto Seguro, Taperapuã e Coroa Vermelha — foram considerados próprios para banho. O mesmo ocorreu na Costa das Baleias, no Extremo Sul, que abrange municípios como Mucuri, Caravelas, Prado, Nova Viçosa e Cumuruxatiba.
Na Costa do Cacau, quatro pontos em Ilhéus (Marciano, Malhado, Avenida e Cristo) foram classificados como impróprios. Os demais locais da região, como Itacaré, Olivença, Canavieiras e Corurupe, apresentaram condições adequadas.
Morro de São Paulo e Baía de Todos-os-Santos
Na Costa do Dendê, Morro de São Paulo apresentou classificação mista: a primeira e a segunda praias foram consideradas impróprias, enquanto a terceira e a quarta são próprias para banho. Outras localidades da região, como Gamboa, Guaibim, Cachoeira de Pancada Grande e Pratigi, tiveram avaliação positiva.
Na Baía de Todos-os-Santos, a maior parte dos pontos monitorados também foi classificada como própria. As exceções incluem dois trechos em Madre de Deus (em frente à Igreja e à Câmara Municipal), além de Nossa Senhora e Mar Grande.
Litoral Norte e recomendações
Na Costa dos Coqueiros, que se estende de Lauro de Freitas ao Litoral Norte, predominam condições favoráveis. No entanto, foram considerados impróprios trechos de Vilas do Atlântico, Buraquinho e Busca Vida, áreas com maior influência de rios urbanos.
O Inema recomenda cautela mesmo em locais classificados como próprios, especialmente durante períodos de chuvas intensas, nas proximidades de saídas de esgoto, canais de drenagem e desembocaduras de rios urbanos, ou diante da presença de manchas na água.
A população pode acompanhar as atualizações do boletim no site do órgão e também por meio do aplicativo “Vai Dar Praia”, disponível para dispositivos Android e iOS.
Meio Ambiente
Governo Federal anuncia R$ 1 bilhão para revitalização de bacias no país
Na Bahia, seis regiões hidrográficas ligadas ao Rio São Francisco podem receber até R$ 114 milhões em ações de recuperação ambiental e segurança hídrica
O Governo Federal anunciou investimento de R$ 1 bilhão no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que contempla seis regiões hidrográficas da Bahia para a revitalização de bacias ligadas ao Rio São Francisco. A iniciativa prevê ações de recuperação hidroambiental, monitoramento hídrico e fortalecimento da segurança hídrica em municípios estratégicos do estado.
Entre as bacias contempladas estão a do Rio Grande; dos rios Paramirim e Santo Onofre; do Rio Corrente; dos rios Verde e Jacaré; do Rio Salitre; e do entorno do Lago de Sobradinho. As ações alcançarão municípios como Sobradinho, Juazeiro, Barreiras, Angical, Riachão das Neves e Itaguaçu da Bahia, além de outras cidades baianas.
Os recursos são provenientes do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas, criado após a desestatização da Eletrobras. Embora o montante de R$ 1 bilhão seja destinado a várias bacias no país, o aporte estimado para ações em municípios baianos pode chegar a R$ 114 milhões.
As medidas previstas incluem capacitação para a gestão de recursos hídricos com base em informações meteorológicas; implantação de quintais produtivos; recuperação de pastagens degradadas em assentamentos da reforma agrária; revitalização do Rio Verde, em Itaguaçu da Bahia; restauração ecológica na bacia do São Francisco, em parceria com a iniciativa Floresta Viva, do BNDES; além da implantação de um porto público em Juazeiro.
O anúncio ocorre em um contexto de pressão ambiental sobre rios e nascentes no semiárido baiano. Dados do Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), apontam recorrência de estiagens em diferentes regiões do estado nos últimos anos, enquanto levantamentos ambientais indicam avanço do assoreamento, degradação de nascentes e redução da disponibilidade hídrica em áreas ligadas à bacia do São Francisco.
Para Lia Dugnani, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande, os investimentos reforçam práticas já adotadas por produtores rurais da região, voltadas ao uso eficiente da água, à conservação do solo e à agricultura regenerativa. “A revitalização das bacias e a recuperação das nascentes representam uma oportunidade importante para fortalecer práticas que muitos produtores já adotam, como o monitoramento hídrico e o cuidado com o solo. Hoje, sustentabilidade e produção caminham juntas, e o produtor rural tem papel fundamental nesse processo”, afirmou.
No norte do estado, a expectativa é de que as ações previstas para as bacias do Rio Salitre e do entorno do Lago de Sobradinho ampliem a capacidade de adaptação das comunidades locais diante dos ciclos prolongados de seca. “Quando falamos em revitalização de bacias, tratamos também de abastecimento humano, permanência das famílias no campo e redução da vulnerabilidade social em regiões que dependem diretamente da água”, destacou Almacks Carneiro, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Salitre.
Já nas regiões das bacias dos rios Verde e Jacaré, a recuperação ecológica pode contribuir para a redução do assoreamento e para a melhoria da qualidade da água em áreas pressionadas pelo desmatamento e pelo uso intensivo do solo. “A recomposição da vegetação, a proteção das margens e o monitoramento das condições dos rios têm impacto direto na qualidade da água e na sustentabilidade desses sistemas”, avaliou Paulo Neiva, presidente do Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Verde e Jacaré.
Sem cronograma detalhado divulgado até o momento, os projetos devem avançar em frentes associadas à recuperação ambiental, adaptação climática e segurança hídrica em regiões com forte atividade agrícola e alta dependência dos recursos hídricos. Segundo o governo federal, desde 2023 já foram aprovadas 250 ações de revitalização em bacias hidrográficas ligadas ao Rio São Francisco e a outras regiões estratégicas do país, com investimentos totais de R$ 5,2 bilhões.
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