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Agricultura

Entregas de kits para a produção fortalecem a agricultura familiar 

A ação tem sido uma importante ferramenta de inclusão e aprimoramento técnico para os seis principais sistemas produtivos

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O Projeto Kits Produtivos, o Governo do Estado, por meio da parceria entre a Companhia de Desenvolvimento e
Foto: Ascom/CAR

O Projeto Kits Produtivos, o Governo do Estado, por meio da parceria entre a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e o Consórcio Intermunicipal do Semiárido Nordeste II da Bahia (Cisan), tem promovido o incremento da renda de 1.780 agricultores e agricultoras familiares de 19 municípios do território Semiárido Nordeste II, que compõem o Consórcio. 

A ação, que iniciou no ano de 2021 e também envolve as equipes técnicas das secretarias municipais de Agricultura, tem sido uma importante ferramenta de inclusão e aprimoramento técnico para os seis principais sistemas produtivos da agricultura familiar da região, além de se consolidar como uma política territorial que gera renda e promove melhores condições de trabalho e de vida para as famílias envolvidas. 

No âmbito do projeto, foram disponibilizados kits para bovinocultura leiteira, apicultura, ovinocaprinocultura, avicultura, mandiocultura e cajucultura. Já foram entregues 23 tanques resfriadores, com capacidade para dois mil litros; 39 máquinas forrageiras; 3.800 colmeias completas, com indumentárias; 10 maniveiros irrigados; 100 galinheiros rústicos equipados, com 100 matrizes iniciais cada. 

Também foram realizadas 680 análises de solos; e entregues 640 toneladas de calcário dolomítico; 18.000 mudas de cajueiro; além de mais de 1,1 milhão de raquetes de palma miúda sem espinho e resistente à cochonilha do carmim. A ação também incluiu a entrega de 27 motocicletas, para melhorar a mobilidade das secretarias de agricultura. 

“Só tenho a agradecer por esse resfriador e essa forrageira, que irão ajudar muita gente. Nem todos os produtores têm uma forrageira e aí isso vai ajudar muito no tempo que for fazer silagem. E o resfriador é muito importante para a nossa comunidade e já faz uma diferença muito grande para o produtor, principalmente para o pequeno produtor”, ressalta o produtor Murilo Oliveira Bezerra Almeida, presidente da Associação dos Produtores de Leite do Pé de Serra, da Comunidade Espinheiro, município de Jeremoabo. 

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O engenheiro agrônomo, Waldemar Rodrigues, que coordena o Projeto dos kits produtivos no Cisan, relata que o resultado desse incremento produtivo já é perceptível no dia a dia dos produtores. “A experiência exitosa do Cisan se deu desde o início do projeto, quando fizemos o planejamento por município com as secretarias municipais de Agricultura e, posteriormente, as comunidades foram mobilizadas e as famílias cadastradas com os critérios de interesse, aptidão produtiva e cumprimento das recomendações técnicas de cada cadeia produtiva”, lembrou. 

Para a assentada da reforma agrária Rosenilva Figueiredo Alves dos Santos (Dona Nilva), do Assentamento Fazenda Renata, Agrovila Paraíso da Fronteira, município de Ribeira do Amparo, beneficiada com um kit produtivo de cajucultura, o projeto vem no momento ideal para aumentar a produção de frutas do assentamento, sobretudo no período chuvoso do mês de maio. “Espero, num futuro breve, produzir caju de mesa e castanhas”. 

O engenheiro Agrônomo Joilson dos Santos Lima, da equipe técnica do município de Olindina, confirma que a parceria entre Estado, Consórcio e Município corrobora para que as secretarias municipais tenham melhores condições de prestação de assistência técnica rural aos produtores, não apenas para os inseridos no projeto, mas de todo o município. 

Agricultura

Brasil suspende importação de cacau da Costa do Marfim por risco fitossanitário 

Decisão do Ministério da Agricultura atende articulação do Governo da Bahia e visa proteger a cacauicultura nacional em meio à crise do setor

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cacau provenientes da República da Costa do Marfim. A decisão baseia-se no risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos
Foto: André Frutuôso

O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou, nesta terça-feira (24), o Despacho Decisório nº 456/2026, que determina a suspensão imediata e temporária das importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da República da Costa do Marfim. A decisão baseia-se no risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos oriundos de países vizinhos para o território marfinense, o que permite a mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao mercado brasileiro. 

A medida resulta de uma ação articulada e coletiva, coordenada pelo Governo da Bahia em diálogo permanente com o Governo Federal, envolvendo representantes do setor produtivo, da Assembleia Legislativa da Bahia, do Congresso Nacional, do Ministério da Agricultura e de outros órgãos estratégicos. 

Para os produtores, a decisão tem impacto direto tanto na segurança fitossanitária da lavoura cacaueira quanto no ambiente econômico do setor. Ao reduzir o risco de entrada de pragas e doenças no território nacional, protege-se a produção baiana. Do ponto de vista de mercado, a diminuição da oferta externa contribui para a recomposição da renda do agricultor em um momento de forte instabilidade. 

Diante do agravamento da crise na cadeia produtiva do cacau, marcada por distorções de preços, insegurança regulatória e riscos sanitários, o Governo da Bahia liderou a instalação da Comissão para Discussões Iniciais da Cacauicultura, que passou a atuar de forma coordenada junto ao Ministério da Agricultura. A comissão acompanhou o envio de uma missão técnica à África, que identificou inconsistências nos fluxos de exportação para o Brasil, culminando na decisão do Ministério pela suspensão das importações. 

A suspensão, portanto, não é uma medida isolada, mas parte de um conjunto de ações estratégicas voltadas à proteção da cacauicultura brasileira, especialmente dos produtores baianos. 

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“O que estamos vendo agora é resultado de um trabalho coletivo, coordenado e responsável. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, liderou essa agenda, reuniu o setor, dialogou com a bancada federal e construiu, junto ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, uma resposta concreta. A suspensão das importações demonstra que estamos atentos à defesa fitossanitária e à proteção da renda do produtor”, afirmou Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e integrante da comissão. 

Agenda estruturante para o setor

A atuação do Governo da Bahia, no entanto, não se limita à questão das importações. A comissão instalada no início de fevereiro deste ano estruturou uma agenda mais ampla para enfrentar a crise do setor, incluindo discussões sobre o regime de drawback, medidas para coibir distorções de mercado e deságio, fortalecimento da fiscalização fitossanitária, ampliação da assistência técnica aos produtores, recomposição da capacidade institucional da Ceplac e a solicitação de um plano nacional de contenção da monilíase. 

Também foram articuladas ações junto à Conab e ao Ministério da Agricultura para garantir maior transparência na divulgação da previsão oficial da safra, instrumento essencial para a estabilidade dos preços. 

A suspensão temporária das importações representa, assim, um desdobramento concreto de uma agenda estruturada e construída de forma coletiva, com o objetivo de garantir segurança ao setor e estabilidade ao mercado do cacau no Brasil. 

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Agricultura

Investimentos ampliam e modernizam mercados municipais na Bahia 

Estado requalifica 88 unidades entre 2023 e 2025 e fortalece a agricultura familiar 

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Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), ampliou os investimentos na construção,
Foto: Gilson Barbosa/SDR/GOVBA

A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), ampliou os investimentos na construção, requalificação e modernização de mercados municipais em toda a Bahia. Entre 2023 e 2025, 88 unidades foram totalmente renovadas, fortalecendo o comércio local, melhorando as condições de trabalho dos feirantes e ampliando o acesso da população a alimentos saudáveis produzidos pela agricultura familiar. 

Os mercados municipais desempenham papel estratégico no escoamento da produção rural, na dinamização da economia dos municípios e na valorização das feiras livres como espaços de convivência, geração de renda e preservação da identidade cultural. As intervenções buscam garantir mais conforto, segurança e organização para comerciantes e consumidores. 

Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, os mercados “são a porta de entrada da agricultura familiar nas cidades. Quando o Estado investe nesses espaços, está garantindo dignidade para quem produz, melhores condições de trabalho para os feirantes e alimento de qualidade para a população. É desenvolvimento rural que se materializa no dia a dia dos municípios”. 

Em cidades como Ribeira do Pombal, os equipamentos passaram a contar com central de abastecimento, cobertura adequada, mercado de carnes e cereais, boxes padronizados, banheiros, rede elétrica segura, áreas de circulação ampliadas e acessibilidade. A modernização impacta diretamente a rotina de feirantes e consumidores. 

A feirante Emília de Jesus Santos destaca as melhorias no ambiente de trabalho. “Um lugar melhor para a gente trabalhar tem que ser assim, com barraca nova, cobertura e iluminação. Tudo limpinho e bonito para vender hortaliças, coentro, alface, cebolinha e outras coisas que colho na minha horta. Muito lindo, gostei demais!”, relata. 

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Além dos mercados, as feiras livres também receberam atenção especial, com a entrega de mais de 14 mil barracas padronizadas no mesmo período. A iniciativa garante mais organização, conforto e visibilidade para agricultores familiares e feirantes em diferentes regiões do estado. 

Com dezenas de novos equipamentos previstos para inauguração em 2026, o Governo da Bahia segue fortalecendo a agricultura familiar, levando investimentos diretamente a agricultores, agricultoras, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais, consolidando os mercados municipais como pilares do desenvolvimento rural e da segurança alimentar. 

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Agricultura

Bahia celebra avanços na produção de queijos no Dia Mundial do Queijo

Estado conquista reconhecimento nacional e internacional com políticas públicas que fortalecem agricultura familiar e cadeia do leite

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A produção de queijos na Bahia vive um momento de destaque e reconhecimento. Neste Dia Mundial do Queijo, celebrado nesta terça-feira
Fotos: Acervo Coopag

A produção de queijos na Bahia vive um momento de destaque e reconhecimento. Neste Dia Mundial do Queijo, celebrado nesta terça-feira (20/02), o estado comemora avanços expressivos no setor, impulsionados por políticas públicas estratégicas voltadas à agricultura familiar e ao sistema produtivo do leite, executadas pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). Nos últimos anos, mais de 90 empreendimentos familiares receberam apoio direto para fortalecer a produção de queijos e outros derivados do leite.

Os queijos baianos vêm conquistando novos mercados e reconhecimento nacional e internacional, com premiações em concursos como o Mondial du Fromage de Tours, na França, e o Concurso Mundial do Queijo, realizado no Brasil. A produção inclui uma ampla variedade: requeijão, queijo coalho de vaca e de cabra, queijos fermentados e maturados, além de receitas autorais e tipos inspirados na tradição europeia, como muçarela, ricota, parmesão e emmental.

Os investimentos do Governo do Estado abrangem assistência técnica, entrega de insumos e equipamentos, implantação e requalificação de agroindústrias familiares, além de ações de comercialização, como feiras e o Festival do Queijo Artesanal da Bahia, realizado em Salvador desde 2024.

Entre os resultados, destaca-se a Cooperativa de Produção Agropecuária de Giló e Região (Coopag), em Várzea Nova, que processa 30 mil litros de leite por dia e beneficia cerca de 400 famílias com a produção de queijos, iogurtes e manteiga. “Apesar dos desafios, a produção de derivados tem gerado renda e fortalecido a economia local”, afirma Fred Jordão, diretor comercial da Coopag.

O Festival do Queijo Artesanal da Bahia, em sua segunda edição em 2025, reuniu mais de 40 expositores, atraiu 25 mil visitantes e registrou recorde de vendas: 12 toneladas de queijos comercializadas e cerca de R$ 2 milhões em negócios. Para João Campos, presidente da Associação Queijo Baiano, “o apoio do Estado é essencial para o crescimento da cadeia produtiva”.

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Outra iniciativa estratégica é a certificação pelos Serviços de Inspeção Municipal (SIM) e pelo Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar (SUSAF-BA), que ampliam o acesso ao mercado e garantem a segurança dos produtos.

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