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Agricultura

Chocolate da agricultura familiar impulsiona renda e valoriza o cacau no sul da Bahia 

Marca Natucoa, criada por cooperativa em Ilhéus, aposta na produção artesanal de chocolates veganos e fortalece toda a cadeia produtiva do cacau

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A valorização da agricultura familiar aliada à produção de alimentos diferenciados tem impulsionado a marca Natucoa Chocolates,
Foto: André Frutuôso

A valorização da agricultura familiar aliada à produção de alimentos diferenciados tem impulsionado a marca Natucoa Chocolates, criada pela Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), em Ilhéus. Fundada em 2018, a iniciativa investe na produção artesanal de chocolates veganos e sem glúten, agregando valor ao cacau produzido por agricultores e agricultoras da região. 

A proposta surgiu com o objetivo de diversificar a produção e ampliar a renda dos cooperados, incentivando a qualificação do cultivo do cacau para atender às exigências do mercado. Com isso, além de melhorar a qualidade da matéria-prima, a iniciativa fortalece toda a cadeia produtiva. 

Criada em 2008, a Coopessba já atuava na comercialização de produtos da agricultura familiar por meio de políticas públicas do Governo Federal, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), atendendo 18 municípios da região. 

Com a criação da Natucoa Chocolates, a cooperativa avançou na industrialização da produção. A iniciativa contou com investimento superior a R$ 4 milhões do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), possibilitando a estruturação da fábrica, com a construção de galpão, aquisição de máquinas e equipamentos, além da oferta de assistência técnica contínua, capacitações e kits agrícolas aos associados. 

Segundo a diretora da Coopessba, Carine Assunção, a criação da marca trouxe ganhos em toda a cadeia produtiva. “A Natucoa Chocolates nasceu com o objetivo de ofertar um produto diferenciado e de qualidade, mas também de fortalecer a base da cadeia do cacau. Os agricultores passam a compreender que fazem parte de todo o processo e que a qualificação da produção agrega valor ao produto final”, destaca. 

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Com o crescimento da marca, a produção saltou de 200 quilos para mais de uma tonelada de chocolate por mês. A mudança também impactou diretamente a renda dos produtores. “Hoje, muitos agricultores conseguem se ver inseridos no mercado de forma mais estruturada, com geração de renda e melhores condições de vida”, completa Carine. 

Atualmente, com 300 associados, a cooperativa produz, sob a marca Natucoa Chocolates, barras com teores entre 56% e 80% de cacau, além de geleias de mel de cacau, nibs, pastas de cacau com licuri ou castanha, drágeas e chocolate em pó. 

Qualificação da produção do cacau 

A melhoria da produção foi fundamental para atender às demandas da agroindústria. Os agricultores passaram por capacitações em técnicas de plantio e manejo e receberam equipamentos que contribuíram para o aumento da produtividade. 

A agricultora Iraildes Lima destaca os resultados alcançados. “Com a assistência técnica, conseguimos aumentar nossa produção. Recebemos equipamentos como estufa e cocho, além de aprendermos técnicas como clonagem e poda. Saímos de uma produção de cinco a dez arrobas para cerca de 20 arrobas, o que melhorou significativamente nossa renda e possibilitou construir duas casas e garantir estudos e cursos para meus filhos”, relata. 

Para o agricultor Josevaldo Santos, as novas condições proporcionadas pela cooperativa contribuíram diretamente para o aumento da rentabilidade dos associados. “Eu trabalhava como gerente em algumas fazendas, mas, com a oportunidade oferecida pelo Governo do Estado, pude valorizar minha própria propriedade. Com a capacitação e a entrega de equipamentos, consegui aperfeiçoar o plantio. É muito gratificante ver o cacau produzido na minha terra se transformar em um chocolate de qualidade”, afirma. 

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Além de fortalecer o campo, a iniciativa também gera oportunidades de trabalho na cidade. A fábrica e a loja da Natucoa Chocolates empregam atualmente oito pessoas. 

A supervisora de produção, Vânia Santos, destaca a oportunidade profissional. “Tive a chance de trabalhar novamente na minha cidade após um período fora, quando me especializei na produção de chocolate. Trabalhar com chocolate vegano também trouxe novos desafios”, ressalta. 

Ela ainda convida o público a conhecer os produtos. “Vale a pena experimentar. É um chocolate de qualidade, com um diferencial importante por vir da agricultura familiar”, conclui. 

Agricultura

Nova agroindústria é inaugurada em Mata de São João e prevê geração de até 150 empregos 

Com apoio do Governo da Bahia, unidade da Saboreio fortalece a agroindustrialização, amplia a produção de alimentos e impulsiona o desenvolvimento econômico regional

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Pesca e Aquicultura (Seagri), participou nesta terça-feira (29) da inauguração da Saboreio Indústria de Alimentos, em Mata de São João. 
Foto: Marcos Braga/ Ascom SDE

Com foco na atração de investimentos, no fortalecimento da indústria e na geração de empregos, o Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), participou nesta terça-feira (29) da inauguração da Saboreio Indústria de Alimentos, em Mata de São João. 

A cerimônia marcou o início das operações da primeira fase da unidade agroindustrial, instalada na Fazenda Coqueiral. A Seagri acompanhou o processo de implantação do empreendimento e prestou apoio institucional para a instalação da indústria, especializada na produção de embutidos e defumados. 

A iniciativa fortalece a cadeia produtiva de alimentos, contribui para a geração de emprego e renda e estimula a agroindustrialização e o desenvolvimento econômico do município e da região. 

A Saboreio atua na produção, industrialização e comercialização de proteínas animais, incluindo bovinos, suínos, caprinos, ovinos e pescados, além de derivados lácteos, molhos, pimentas, embutidos e produtos defumados. 

Nesta primeira etapa de operação, a expectativa é de geração de 90 empregos diretos. Com a conclusão de todo o parque fabril, a empresa prevê alcançar 150 postos de trabalho diretos. O processo seletivo para contratação de colaboradores segue em andamento, e profissionais técnicos formados na região já integram a equipe. 

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Atualmente, a unidade possui capacidade para produzir até 1 milhão de quilos de proteína animal por mês, operando em dois turnos. A estrutura conta com um galpão de 10 mil metros quadrados destinado à cadeia produtiva de suínos, além de uma área de 2 mil metros quadrados preparada para a criação de galinhas caipiras e cerca de 1.800 metros quadrados destinados à criação de ovinos. 

A nova agroindústria reforça a estratégia estadual de incentivo à produção agroindustrial, promovendo o aumento da capacidade produtiva, a agregação de valor aos produtos do campo e o desenvolvimento sustentável do setor. 

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Agricultura

Bahia entrega equipamentos sociais, fortalece agricultura familiar e moderniza escola da Polícia Militar

Ações realizadas em Piatã, Rafael Jambeiro e Salvador ampliam o acesso à segurança alimentar, incentivam a produção rural e reforçam a infraestrutura educacional na capital

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O Governo da Bahia realizou, nesta terça-feira (22), uma série de entregas nos municípios de Piatã, Rafael Jambeiro e Salvador
Foto ilustrativa: Mateus Fernando/Seades

O Governo da Bahia realizou, nesta terça-feira (22), uma série de entregas nos municípios de Piatã, Rafael Jambeiro e Salvador, contemplando as áreas de segurança alimentar, agricultura familiar e educação. As iniciativas reforçam os investimentos estaduais na ampliação de serviços públicos, no fortalecimento da produção rural e na melhoria da infraestrutura escolar.

Em Piatã, foi inaugurada uma Cozinha Comunitária Municipal por meio do Projeto Comida no Prato, integrante do Bahia Sem Fome. O equipamento será responsável pela produção e distribuição de refeições gratuitas para pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar. A estrutura tem capacidade para atender até 400 pessoas, cinco vezes por semana, com a oferta estimada de 100,8 mil refeições ao longo de um ano.

Já em Rafael Jambeiro, associações ligadas à agricultura familiar receberam equipamentos destinados ao fortalecimento das atividades produtivas e à melhoria dos processos de produção, beneficiamento e comercialização. Entre os itens entregues estão um kit de irrigação, cinco kits de apicultura, 100 caixas d’água com capacidade de 500 litros cada, um trator com implementos agrícolas, uma forrageira e um tanque-pipa com capacidade para quatro mil litros.

Os investimentos visam ampliar a produtividade no campo, garantir melhores condições de trabalho para os agricultores familiares e fortalecer a geração de emprego e renda nas comunidades rurais do município.

Modernização do Colégio da Polícia Militar

Na capital baiana, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) entregou a modernização do Colégio da Polícia Militar (CPM) Dona Leonor Calmon, localizado no bairro de Fazenda Grande II. A unidade atende mais de 790 estudantes dos ensinos Fundamental e Médio.

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A intervenção contemplou a modernização de 14 salas, sendo 13 salas de aula e uma destinada ao Atendimento Educacional Especializado (AEE), além da requalificação de espaços como laboratório de Ciências, biblioteca, sala do núcleo psicossocial, teatro e restaurante estudantil.

A obra também incluiu a reforma e cobertura da quadra poliesportiva, implantação de vestiário e guarita, instalação de subestação elétrica e de uma usina solar fotovoltaica, promovendo mais eficiência energética e melhores condições para o desenvolvimento das atividades pedagógicas.

Com as entregas realizadas nos três municípios, o Governo da Bahia reforça ações voltadas à inclusão social, ao desenvolvimento rural sustentável e à melhoria da qualidade da educação pública, beneficiando diretamente milhares de baianos.

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Agricultura

Agroindústria familiar fortalece produção de mandioca e beneficia mais de 120 famílias em Belo Campo

Nova unidade de beneficiamento amplia geração de renda, agrega valor à produção local e fortalece a comercialização da agricultura familiar no sudoeste baiano

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Uma agroindústria familiar voltada ao processamento de mandioca entrou em operação na comunidade de Lagoa do Canto,
Foto: Marta Medeiros - ASCOM SDR

Uma agroindústria familiar voltada ao processamento de mandioca entrou em operação na comunidade de Lagoa do Canto, no município de Belo Campo, no sudoeste da Bahia. Administrada pela Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Lagoa do Canto, a unidade beneficia diretamente mais de 120 famílias de agricultores e agricultoras familiares da região.

A estrutura foi implantada para o processamento de fécula e outros derivados da mandioca, fortalecendo a cadeia produtiva local e ampliando as oportunidades de comercialização dos produtos da agricultura familiar.

A nova agroindústria reúne equipamentos destinados ao beneficiamento da mandioca e uma cozinha comunitária voltada à produção de alimentos derivados da raiz. Entre os produtos fabricados estão farinha, polvilho, xiringa, chimango, bolos e biscoitos.

Parte da produção já é destinada à alimentação escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além de atender outros mercados consumidores, ampliando as fontes de renda das famílias produtoras.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Rural, Elisabete Costa, o empreendimento representa um importante avanço para a organização produtiva da comunidade.

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“Essa unidade amplia a capacidade de beneficiamento da mandioca produzida pelas famílias e cria melhores condições para agregação de valor, diversificação dos produtos e acesso a mercados. É uma estrutura que contribui para organizar a produção e fortalecer a comercialização da agricultura familiar na região”, destacou.

Mais valor agregado e redução de custos

Para o presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Lagoa do Canto, João Pereira Neto, a agroindústria cria novas oportunidades de geração de emprego e renda, além de reduzir custos para os produtores locais.

“Com a agroindústria, temos a possibilidade de gerar emprego e renda e melhorar o escoamento da matéria-prima. Muitas vezes, o produtor precisava vender a mandioca por um preço mais baixo ou buscar compradores em locais mais distantes, o que aumentava os custos com transporte. Agora, a produção pode ser beneficiada aqui mesmo, reduzindo esses custos e atendendo também comunidades vizinhas”, afirmou.

A expectativa é que a unidade impulsione o desenvolvimento econômico da região, agregando valor à produção de mandioca, fortalecendo a agricultura familiar e ampliando o acesso dos produtores a mercados institucionais e privados.

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