Turismo
Conectividade entre o Aeroporto e Metrô de Salvador passa ser feita com ônibus elétricos
Veículos novos substituíram os ônibus a diesel, contribuindo na redução da emissão de poluentes
O Aeroporto Internacional de Salvador ganhou, nesta quarta-feira (26), um novo jeito de se conectar a Estação do metrô com a chegada do shuttle elétrico, que fará em quatro minutos o trajeto de forma confortável e sustentável. O governador Jerônimo Rodrigues foi o primeiro a embarcar nesta nova jornada, dando início a um projeto que promete reduzir a emissão de poluentes, além de modernizar a mobilidade urbana da capital baiana. A viagem inaugural ocorreu com a presença também da secretária de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Jusmari Oliveira, do diretor da CCR, Júlio Freitas, do secretário do Meio Ambiente (Sema), Eduardo Sodré e outras autoridades. Na ocasião, o chefe do executivo fez o trajeto que será percorrido atendendo o metrô.
Atualmente, o serviço gratuito, é operado pela CCR Metrô Bahia, utilizando ônibus a diesel. Durante os horários de pico, das 7h às 8h e das 17h30 às 18h30, o intervalo entre as viagens é de 10 minutos, e ao longo do dia, inclusive aos domingos, o intervalo é de 15 minutos. Em média, são realizadas 230 viagens diárias, e em 2024, o serviço transportou mais de 1,4 milhão de passageiros. “Estamos celebrando mais uma parceria com a CCR, trazendo uma inovação importante para Salvador e para a Bahia. Embora seja um transporte de curta distância, seu impacto é enorme. Para os moradores de Salvador, que já estão acostumados com o transporte coletivo, agora terão à disposição uma opção elétrica, sem emissão de gás carbônico, contribuindo para um futuro mais sustentável. Esse é um passo importante na transição energética da nossa cidade”, ressaltou o chefe do executivo, Jerônimo Rodrigues.
Agora os ônibus a diesel serão substituídos por veículos elétricos. Esse novo serviço funcionará com ligação de ponto a ponto entre a estação metroviária e o Aeroporto de forma direta, sem paradas intermediárias, e será operado exclusivamente por ônibus elétricos tipo aeroportuário, com ar-condicionado, capacidade média e piso baixo, garantindo acessibilidade para todos os passageiros. Os ônibus contarão com espaços e mobiliário específico para bagagens e até assentos dobráveis, já que o trajeto é de curta distância, priorizando o conforto e a praticidade.
A mudança da matriz energética, estimulada pela Sedur/CTB, levou a CCR Metrô Bahia a propor a substituição dos ônibus a diesel por modelos elétricos, como parte de um contrato de Parceria Público-Privada (PPP), onde a concessionária se compromete a buscar excelência na prestação do serviço. Foram adquiridos três novos ônibus elétricos da marca BYD, sendo dois operacionais e um reserva. Os veículos contarão com conectores USB para recarga de celulares, ar-condicionado, suspensão a ar e design moderno. “Essa é a marca do compromisso do Governo do Estado com a sustentabilidade no transporte público coletivo. Agora, os ônibus são totalmente elétricos, mas também estamos dando continuidade a diversas ações, como a autorização para a CCR para realizar a transição energética no metrô”, completou a secretária Jusmari Oliveira.
Esta mudança representa um marco na preservação ambiental, já que os motores elétricos possuem duas vezes melhor eficiência energética que os modelos a diesel e evitarão a liberação de 128 toneladas de CO₂ por ano. De acordo com o diretor da CCR, Júlio Freitas, a operação será mais silenciosa, oferecendo mais qualidade e conforto para os usuários do metrô. “Esse é um transporte extremamente importante, pois faz a ligação entre dois modais essenciais, o Aeroporto de Salvador, que é a principal porta de entrada para a cidade e a Região Metropolitana, e o sistema metroviário, que hoje transporta mais de 420 mil pessoas diariamente. Além de sua importância estratégica, a qualidade do serviço também é destacável com um ônibus é super silencioso, sustentável e que contribui para a melhoria contínua do nosso sistema de transporte”, completou.
Turismo
Turismo rural de base comunitária valoriza culturas tradicionais
Roteiros apoiados pelo Governo do Estado oferecem experiências culturais, contato com a natureza e geração de renda em comunidades rurais
A Bahia reúne uma ampla diversidade de roteiros de turismo rural de base comunitária que proporcionam experiências culturais autênticas, contato direto com a natureza e vivências em territórios de povos e comunidades tradicionais. As iniciativas atraem visitantes interessados em conhecer histórias, saberes ancestrais, práticas culturais e a culinária local, além de explorar paisagens naturais como praias, rios e cachoeiras presentes em comunidades rurais do estado.
A atividade, que contribui para a geração de renda, o fortalecimento da identidade cultural e o desenvolvimento local sustentável, conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR).
Entre os roteiros apoiados estão a Reserva da Jaqueira, em Porto Seguro, que promove o turismo étnico do povo Pataxó; a Vivertur Matarandiba, nas ilhas de Vera Cruz e Itaparica; o Quilombo Jatimane, em Nilo Peçanha; e o Quilombo Quingoma, no município de Lauro de Freitas, além de outros destinos espalhados pelo estado.
Na Reserva da Jaqueira, os visitantes são convidados a vivenciar práticas culturais do povo Pataxó. Segundo Nayara Pataxó, liderança local, a experiência vai além da visita turística. “Aqui temos o pajé, nosso líder espiritual, palestras, danças tradicionais, além do museu e da culinária típica no restaurante. É um espaço onde as pessoas podem interagir, aprender e sentir a energia da Mãe Natureza e da Mãe Terra junto com a gente”, afirma.
Outro destaque é o Quilombo Jatimane, localizado às margens do Rio Jatimane, no município de Nilo Peçanha, região que abriga 47 comunidades remanescentes de antigos quilombos e está situada no caminho para a praia de Pratigi. No local, o turismo de base comunitária inclui trilhas ecológicas, vivências gastronômicas — como a tradicional tainha defumada —, além do artesanato produzido com coco e piaçava e a visita a um jardim sensorial.
Para Jéssica Oliveira do Rosário, presidente da Associação Comunitária do Jatimane, o turismo fortalece a identidade do território. “Quem nos visita se conecta com a natureza viva, com nossas tradições e com a força da cultura quilombola. Cada trilha e cada rio carregam a memória dos nossos ancestrais. Aqui, a natureza acolhe, a cultura ensina e a comunidade recebe”, destaca.
Rota da Liberdade
No município de Cachoeira, a Rota da Liberdade apresenta aos visitantes os saberes e fazeres das comunidades quilombolas da região. De acordo com Ananias Viana, quilombola e ativista cultural, o roteiro inclui visitas à produção de ostras, azeite de dendê, farinha e xarope, além de rodas de conversa, trocas de conhecimentos e passeios fluviais. “É uma experiência de aprendizado e valorização das práticas tradicionais”, explica.
Investimentos e fortalecimento comunitário
Os investimentos do Governo do Estado no turismo rural de base comunitária incluem a construção de centros de artesanato, receptivos turísticos, kijemes (dormitórios indígenas), reformas de museus, implantação de cozinhas comunitárias, capacitações, criação de áreas temáticas, instalação de quiosques e aquisição de equipamentos. As ações fortalecem a organização produtiva das comunidades e ampliam a oferta turística de forma sustentável.
Contatos para reservas e agendamentos
- Reserva da Jaqueira – (73) 3288-1256 | Instagram: @institutopataxo_
- Rota da Liberdade – (71) 99607-1452 | Instagram: @turismo_rotadaliberdade
- Quilombo Jatimane – (71) 98365-6127 | Instagram: @turismodejatimane
Turismo
Baianas de acarajé e mingau recebem capacitação gratuita em Camaçari
Quase 300 profissionais foram certificadas em cursos da Setur-BA voltados à qualificação do turismo e ao fortalecimento do empreendedorismo feminino
Quase 300 baianas e baianos de acarajé e mingau que atuam em Camaçari, na Costa dos Coqueiros, receberam, nesta segunda-feira (9), os certificados de cursos gratuitos de capacitação promovidos pela Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA). A cerimônia foi realizada no Empório Jacuípe e reuniu autoridades, representantes do trade turístico e lideranças comunitárias.
As capacitações tiveram 32 horas de duração e abordaram temas como gestão de negócios, marketing digital e boas práticas na manipulação e higienização de alimentos. A programação incluiu ainda oficinas de confecção de turbantes e de valorização da indumentária tradicional, reforçando a identidade cultural das baianas.
Para o secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, a iniciativa contribui diretamente para o fortalecimento do destino turístico. “A qualificação dos serviços nos tabuleiros da gastronomia baiana valoriza Camaçari, especialmente em seus 42 quilômetros de orla, onde estão algumas das praias mais procuradas por turistas nacionais e estrangeiros. Além disso, abre novas oportunidades de negócios e amplia a renda das famílias”, destacou.
O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, ressaltou o impacto da ação para o município. “Essa certificação fortalece o turismo e o empreendedorismo feminino, ao mesmo tempo em que valoriza a cultura e a gastronomia, grandes atrativos da nossa região”, afirmou.
A baiana Eleine Nascimento, de 40 anos, que mantém um tabuleiro na praia de Guarajuba, recebeu o certificado motivada. “Vendo acarajé desde pequenininha. Minha mãe é a líder do ponto, mas hoje quem está à frente sou eu. O curso agregou muito conhecimento. Mesmo vindo de uma família de baianas, aprendizado nunca é demais. A parte sobre armazenamento de alimentos foi a que mais me chamou atenção”, relatou.
Para a presidente da Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (ABAM), Rita Santos, parceira da Setur-BA, a atualização profissional é fundamental. “O saber ancestral as baianas já têm. Mas o mundo mudou, e é importante estar sempre atualizada. Essas capacitações melhoram o atendimento e a preparação dos quitutes, oferecendo serviços de ainda mais qualidade para moradores e turistas”, pontuou.
Turismo
Turismo ecológico fortalece preservação ambiental na Bahia
A data comemorativa destaca práticas responsáveis, educação ambiental e iniciativas de conservação em unidades de preservação
Celebrado em 1º de março, o Dia do Turismo Ecológico convida à reflexão sobre uma prática que vai além da simples visita a paisagens naturais. O turismo ecológico se consolida como uma importante ferramenta de educação ambiental, geração de renda e, sobretudo, de conservação da natureza. Ao optar por conhecer áreas naturais de forma responsável, o visitante contribui diretamente para a proteção dos ecossistemas, fortalecendo iniciativas que conciliam preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
A conservação da biodiversidade, dos ecossistemas e o uso racional dos recursos naturais, aliados à valorização sociocultural das comunidades locais e à geração de renda de maneira sustentável, são pilares do turismo ecológico. Para a turismóloga e técnica do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Luciana Calil, a educação ambiental é o eixo central dessa prática, pois promove a interpretação do ambiente e a sensibilização dos visitantes.
“Quando realizado de forma responsável, o turismo ecológico estimula a manutenção das unidades de conservação, incentiva a fiscalização, fortalece projetos socioambientais e amplia a conscientização sobre a importância da biodiversidade. Além disso, a presença consciente de visitantes ajuda a dar visibilidade às áreas protegidas, reforçando seu valor ambiental e social”, destacou.
Na prática, o turismo ecológico envolve atitudes simples, mas fundamentais, como respeitar as normas das áreas protegidas, reduzir impactos ambientais, não descartar resíduos de forma irregular, valorizar guias e iniciativas locais e buscar conhecimento sobre o território visitado.
Trilhas de longo curso como ferramentas de conservação
A Bahia reúne importantes áreas destinadas à preservação ambiental e ao uso público sustentável. Esses espaços desempenham papel estratégico na proteção da biodiversidade, na conservação dos recursos hídricos e na promoção da educação ambiental. Ao visitá-los de forma consciente, o cidadão passa a integrar ativamente o processo de preservação.
Nesse contexto, o Inema fomenta políticas públicas voltadas à implantação de Trilhas de Longo Curso em unidades de conservação estaduais sob sua gestão. O Parque Estadual Ponta da Tulha, o Parque Estadual Serra do Conduru e as Áreas de Proteção Ambiental (APA) Costa de Itacaré/Serra Grande e APA Santo Antônio são exemplos de unidades envolvidas nessas ações, em articulação com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), comunidades locais e outros órgãos parceiros.
Luciana Calil também destacou os avanços para a implantação de Trilhas de Longo Curso na região da Chapada Diamantina, projeto que envolverá oito unidades de conservação. A iniciativa está sendo iniciada no território de Rio de Contas, com diálogo junto aos órgãos municipais e condutores locais.
Segundo a turismóloga, as trilhas de longo curso são ferramentas estratégicas para a conservação ambiental, pois funcionam como corredores ecológicos, promovendo a conectividade entre áreas protegidas. “Isso fortalece a conservação dos ecossistemas e do ambiente natural. Ao mesmo tempo, cria um potencial turístico significativo, conectando as pessoas à natureza, promovendo sensibilização ambiental, geração de emprego e renda e fortalecendo o turismo comunitário nas regiões envolvidas”, concluiu.
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