Política
Bahia homenageia personalidades com a Ordem 2 de Julho em cerimônia em Salvador
Honraria reconhece contribuições à democracia, às liberdades públicas e à memória da Independência no estado
O Governo da Bahia homenageou, nesta terça-feira (30), personalidades e instituições que contribuíram para o fortalecimento das liberdades públicas, da democracia e da soberania nacional. A cerimônia de entrega da Comenda Ordem 2 de Julho – Libertadores da Bahia foi realizada na Estação Calçada, em Salvador.
A honraria, uma das mais importantes concedidas pelo Estado, integra as celebrações da Independência da Bahia e reconhece trajetórias que ajudam a preservar a memória histórica e os valores que marcaram a consolidação da Independência do Brasil em território baiano.
Durante a sessão solene, o governador Jerônimo Rodrigues entregou as medalhas nos graus de comendador e cavaleiro a personalidades e organizações com atuação de destaque nas áreas de educação, cultura, ciência, justiça, movimentos sociais, religião, setor produtivo e defesa dos direitos dos povos e comunidades tradicionais.
“Antes do dia 2, homenageamos pessoas e instituições que contribuíram e continuam contribuindo para fortalecer essa história de coragem e de luta pela liberdade do povo brasileiro”, afirmou o governador.
Reconhecimento
Instituída pela Lei nº 11.902, de 2010, a Ordem 2 de Julho – Libertadores da Bahia simboliza o reconhecimento do Estado a pessoas e instituições que contribuem para a consolidação da Independência do Brasil na Bahia. A honraria reforça a importância do 2 de Julho como marco da identidade, da cidadania e da democracia brasileiras.
Entre os homenageados, o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, destacou o significado do reconhecimento.
“É uma honra muito grande estar aqui. É o resultado de um trabalho forte, com honestidade e dedicação à nossa Bahia e aos municípios baianos. Ao receber a notícia, me emocionei muito, porque acredito que vale a pena ser correto, ser honesto e trabalhar realizando sonhos de outras pessoas”, afirmou.
Com mais de cinco décadas de atuação na imprensa baiana, o jornalista Levi Vasconcelos ressaltou a emoção de receber a comenda e destacou o reconhecimento à profissão.
“Para mim, é uma honraria muito grande, porque é um dos maiores títulos do Estado. Na minha opinião, esse reconhecimento vem pelo jornalismo. Fui jornalista a vida toda e todos os dias peço a Deus que me permita morrer jornalista”, disse.
Também homenageado, o escritor baiano Itamar Vieira Junior afirmou que a cerimônia reforça o compromisso permanente com os ideais de liberdade e democracia.
“Quando celebramos a liberdade e a Independência da Bahia, celebramos, sobretudo, um sonho semeado naquele momento: o sonho de sermos livres. Esta noite serve para nos lembrar que liberdade e democracia são um projeto que não deve ter fim”, declarou.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, destacou que a homenagem reconhece trajetórias comprometidas com a construção de uma sociedade mais justa.
“Venho reverenciar a luta de cada uma e de cada um dos homenageados, que, de diferentes maneiras, contribuem para vivermos em um mundo mais justo, democrático e livre. Eles se comprometem com o que há de mais valioso na vida humana: a liberdade”, concluiu.
Homenageados
Receberam a Ordem 2 de Julho no grau de comendador a antropóloga Cecília Maria Bacellar Sardenberg, a Igreja Presbiteriana da Bahia, o escritor Itamar Rangel Vieira Junior, o cacique Zé Fragoso, a atriz Rejane Andrade Maya, a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Paula Gomes Medeiros, a ex-presidente da República Dilma Vana Rousseff e o ator Othon Bastos.
No grau de cavaleiro foram homenageados o presidente da Fieb, Carlos Henrique de Oliveira Passos; a educadora Celi Nelza Zulke Taffarel; Dilson Barbosa Campos; o jornalista Dilton Coutinho Fonseca; Gabriel Kraychete; o padre Lázaro Silva Muniz; o jornalista Levi Reis Vasconcelos; o médico e pesquisador Manoel Barral Netto; a ialorixá Nilza Nascimento Ferreira (Nilza D’Oxum); o professor Osvaldo Barreto Filho; Wilson Paes Cardoso; e o apóstolo Ivan Milton Pitzer de Souza.
Eleições 2026
Campanhas deverão informar arrecadação eleitoral em até 72 horas, determina Justiça Eleitoral
Nova etapa das eleições de 2026 reforça a transparência sobre recursos de campanha; contratação de despesas preparatórias também já está autorizada
A partir desta segunda-feira (20), partidos políticos, candidatas e candidatos estão obrigados a informar à Justiça Eleitoral os recursos financeiros recebidos para o financiamento das campanhas das Eleições Gerais de 2026. As informações deverão ser encaminhadas em até 72 horas após o recebimento dos valores, permitindo a divulgação pública dos dados na internet.
A medida integra as regras de prestação de contas definidas para o processo eleitoral e tem como objetivo ampliar a transparência sobre a origem e a utilização dos recursos arrecadados durante a campanha.
Gastos preparatórios já podem ser contratados
Também passa a valer a autorização para que partidos e candidatos realizem contratações voltadas à preparação das campanhas e à instalação física e virtual dos comitês eleitorais após a realização das convenções partidárias que oficializam as candidaturas.
Entre as despesas permitidas estão serviços e estruturas necessários para o planejamento e a organização das campanhas, desde que os contratos sejam devidamente formalizados.
No entanto, o pagamento dessas despesas somente poderá ser efetuado após o cumprimento de exigências legais, como:
- Obtenção do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da campanha;
- Abertura de conta bancária específica para movimentação dos recursos eleitorais;
- Emissão dos respectivos recibos eleitorais.
Regras previstas na legislação eleitoral
As determinações estão previstas na Resolução nº 23.607/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que regulamenta a arrecadação e os gastos de recursos por partidos e candidatos, e também na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997).
As normas buscam assegurar maior controle sobre o financiamento das campanhas e permitir que eleitores, órgãos de fiscalização e a sociedade acompanhem em tempo real a movimentação financeira dos candidatos durante o período eleitoral.
Fonte: TSE
Eleições 2026
Eleições 2026 terão eleitorado recorde de 158,7 milhões de brasileiros aptos a votar
Número de eleitores cresce 1,46% em relação a 2022; Norte lidera avanço proporcional e eleitorado no exterior registra alta de 31,8%
O Brasil terá 158.745.463 eleitores aptos a votar nas Eleições 2026, que acontecem em 4 de outubro, primeiro turno do pleito. O número representa um crescimento de 2.291.452 eleitores, ou 1,46%, em comparação com as eleições gerais de 2022.
Neste ano, os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
Norte registra maior crescimento proporcional
Entre as regiões do país, o Norte apresentou o maior crescimento proporcional do eleitorado. O número de eleitores passou de 12.560.410, em 2022, para 13.109.354, em 2026, um aumento de 548.944 pessoas, equivalente a 4,37%.
Com esse avanço, a região passou a representar 8,26% do eleitorado nacional.
Outro destaque é o crescimento do eleitorado brasileiro residente no exterior. Em 2026, 918.876 eleitores estão aptos a votar fora do país, número 31,82% superior ao registrado em 2022, quando eram 697.078 eleitores.
Estados com maior crescimento
Os maiores avanços proporcionais ocorreram em:
- Roraima: 9,63%;
- Tocantins: 8,07%;
- Mato Grosso: 6,84%.
Já o Rio de Janeiro apresentou crescimento mais modesto. O estado alcançou 12.857.000 eleitores, com acréscimo de apenas 29.704 novos registros, alta de 0,23%.
Crescimento por região
O Centro-Oeste também cresceu acima da média nacional, passando de 11.539.323 para 11.997.001 eleitores, avanço de 3,97%.
O Nordeste chegou a 43.529.845 eleitores, registrando aumento de 1.138.869 pessoas em comparação com 2022. A região concentra 27,42% do eleitorado brasileiro.
No Sul, o eleitorado passou de 22.558.759 para 22.861.012 pessoas, crescimento de 1,34%.
Já o Sudeste, apesar de continuar sendo a região com maior concentração de eleitores, registrou queda de 0,56%, passando de 66.707.465 para 66.329.375 votantes. Sua participação nacional caiu de 42,64% para 41,78%.
Os maiores colégios eleitorais do país
São Paulo segue como o maior colégio eleitoral brasileiro, com 34.104.226 eleitores, o equivalente a 21,48% do total nacional.
Na sequência aparecem:
- Minas Gerais – 16.377.659 eleitores (10,32%);
- Rio de Janeiro – 12.857.000 (8,10%);
- Bahia – 11.321.005 (7,13%);
- Paraná – 8.609.026 (5,42%).
Juntos, os cinco estados concentram 83.268.916 eleitores, o que representa 52,45% do eleitorado brasileiro.
Cadastro eleitoral mais diverso
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que as Eleições 2026 contarão com o cadastro eleitoral mais diverso da série histórica recente.
O número de eleitores sem declaração de raça ou cor caiu de 140 milhões para 126 milhões de registros. Com isso, houve crescimento em todas as categorias de autodeclaração.
O eleitorado pardo passou de 8,5 milhões para 16,9 milhões de pessoas. Já o eleitorado preto cresceu de 1,8 milhão para 3,5 milhões.
Entre os demais grupos:
- Brancos: de 5,2 milhões para 11,6 milhões;
- Indígenas: de 155 mil para 287 mil;
- Amarelos: de 114 mil para 229 mil.
Mulheres seguem maioria
As mulheres continuam sendo maioria entre os eleitores brasileiros.
Em 2026, elas somam 83.877.126 eleitoras, correspondendo a 52,84% do eleitorado nacional. Em 2022, eram 82.373.164.
Já o eleitorado masculino passou de 74.044.065 para 74.845.001 pessoas aptas a votar.
Eleitorado está mais envelhecido
A faixa etária mais numerosa em 2026 é a de 40 a 44 anos, com 15.994.391 eleitores.
- Também se destacam os grupos:
- 45 a 49 anos: 15.271.754;
- 35 a 39 anos: 15.262.815;
- 30 a 34 anos: 15.178.204;
- 25 a 29 anos: 14.990.259.
Os dados mostram ainda um envelhecimento do eleitorado. A população com 60 anos ou mais passou de 32,8 milhões para 37,4 milhões de eleitores, elevando sua participação de 21,02% para 23,60%.
Por outro lado, a faixa de 21 a 34 anos diminuiu de 43,8 milhões para 41 milhões de pessoas, reduzindo sua participação proporcional no total de eleitores.
Jovens representam 2,25% do eleitorado
O cadastro eleitoral de 2026 reúne 3.571.159 jovens com até 18 anos, o equivalente a 2,25% do eleitorado nacional.
Embora o número permaneça expressivo, houve redução de 14,52% em comparação com 2022, quando o país registrou 4.177.627 eleitores nessa faixa etária.
Regionalmente, o Nordeste lidera em número de jovens eleitores, com 1.315.104 registros, seguido por:
- Sudeste: 1.074.280;
- Norte: 478.070;
- Sul: 410.993;
- Centro-Oeste: 283.436.
Os dados apontam para um eleitorado brasileiro cada vez mais diverso, feminino e envelhecido, cenário que deverá influenciar as estratégias dos partidos e candidatos na disputa eleitoral de 2026.
Política
Governo edita MP para facilitar renegociação de dívidas rurais e ampliar acesso ao crédito
Medida provisória permite reestruturação de débitos de produtores afetados por perdas climáticas e queda nos preços agrícolas; volume renegociado pode superar R$ 100 bilhões
A Medida Provisória nº 1.376/2026, editada pelo governo federal na última quarta-feira (15), autoriza a criação de linhas de crédito rural destinadas à renegociação de dívidas de produtores rurais e cooperativas agropecuárias afetados por eventos climáticos adversos ou pela redução dos preços de comercialização de seus produtos.
A iniciativa é resultado de um acordo entre o governo federal, representantes do setor agropecuário e parlamentares. O entendimento foi anunciado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, com o objetivo de destravar as negociações em torno das dívidas do setor rural.
Prorrogação de parcelas
Entre as medidas de impacto imediato, a MP autoriza as instituições financeiras a prorrogar, por até 30 dias, o vencimento das parcelas de principal e juros das operações de crédito contratadas por produtores que estavam adimplentes até o dia 14 de julho.
Segundo o governo, a medida busca fortalecer ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, além de reduzir os impactos provocados por calamidades públicas e por conflitos geopolíticos internacionais sobre a atividade agropecuária.
Renegociação pode alcançar R$ 100 bilhões
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o novo mecanismo deverá permitir a renegociação de mais de R$ 100 bilhões em dívidas rurais. O impacto estimado nas contas públicas é inferior a R$ 4 bilhões por ano.
Publicada em edição extra do Diário Oficial da União, a medida também autoriza a União a participar como cotista de um fundo garantidor destinado a respaldar as operações de crédito, com possibilidade de adesão por estados e municípios.
Além das operações tradicionais de crédito rural, voltadas para custeio, comercialização, industrialização e investimento, a MP permite a renegociação das Cédulas de Produto Rural (CPRs) com liquidação financeira em atraso, com prazo de pagamento de até oito anos.
Critérios para adesão
Para acessar os benefícios, produtores rurais e cooperativas deverão comprovar perdas em duas ou mais safras entre os anos de 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda bruta esperada.
As perdas deverão ser comprovadas por meio de laudo técnico emitido por profissional habilitado.
Os limites de crédito variam conforme o enquadramento do beneficiário:
- Até R$ 400 mil para agricultores familiares do Pronaf;
- Até R$ 2 milhões para produtores enquadrados no Pronamp;
- Até R$ 4 milhões para os demais produtores.
As taxas de juros serão de 6% ao ano para operações do Pronaf, 9% para o Pronamp e 12% para os demais beneficiários. O prazo de pagamento poderá chegar a oito anos, com carência de até dois anos para o início da amortização do principal.
Condições especiais para casos mais graves
Produtores que registraram perdas em três ou mais safras e redução mínima de 40% da renda bruta terão acesso a condições mais favoráveis.
Nesses casos, os limites de crédito serão ampliados para:
- Até R$ 500 mil para beneficiários do Pronaf;
- Até R$ 2,5 milhões para enquadrados no Pronamp;
- Até R$ 8 milhões para os demais produtores.
- As taxas de juros cairão para 5% ao ano no Pronaf, 8% ao ano no Pronamp e 11% ao ano para os demais beneficiários. O prazo de reembolso poderá ser estendido para até dez anos.
Penalidades para fraudes
A medida provisória estabelece punições rigorosas para tentativas de fraude. Produtores e profissionais envolvidos responderão solidariamente pelos prejuízos causados aos cofres públicos.
A apresentação de informações ou documentos falsos para comprovação de perdas de safra ou renda implicará perda imediata do benefício, devolução dos recursos obtidos e proibição de contratação de crédito subvencionado pelo governo por um período de até cinco anos.
Tramitação no Congresso
Embora já esteja em vigor, a MP precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal em até 120 dias para ser convertida definitivamente em lei.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
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