Cidade
VLT realiza primeira viagem-teste e inaugura nova era na mobilidade de Salvador
Modal sustentável promete integração, conforto e redução de desigualdades no transporte público baiano
O primeiro teste de circulação do VLT, realizado nesta sexta-feira (19), marcou o início de uma nova fase do transporte sobre trilhos em Salvador. Marco histórico, as obras do Governo do Estado promovem avanços para a mobilidade e para o deslocamento da população baiana. A primeira viagem-teste, no trecho Calçada–Lobato, contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do senador Jaques Wagner, além de outras autoridades.
Os moradores do Subúrbio Ferroviário acompanharam a viagem-teste com entusiasmo. Para o comerciário Paulo Menezes, morador da Calçada há 28 anos, o retorno dos trens ao bairro trouxe emoção e expectativa. “Ver o trem passando de novo aqui é uma alegria que não dá para explicar. A gente cresceu ouvindo o barulho dos trilhos e agora vê um transporte moderno chegando. Para nós, que dependemos do deslocamento todos os dias, é esperança de um caminho mais rápido e mais digno.”
“O VLT representa dignidade no deslocamento, redução de desigualdades e a integração de comunidades historicamente excluídas das grandes intervenções urbanas. Estamos investindo em um modal sustentável que dialoga com o meio ambiente e com a inclusão social. É uma obra feita com responsabilidade e com foco em quem mais depende do transporte”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacou o impacto do modal. “Com mais de 40 quilômetros de VLT somados aos 40 quilômetros do metrô, a Bahia passa a ter 80 quilômetros de transporte sobre trilhos, ficando atrás apenas de São Paulo. O sistema amplia a integração urbana ao conectar o VLT às estações Retiro, Águas Claras e Bairro da Paz, e estender o serviço até regiões como Cajazeiras, a orla e Simões Filho, consolidando uma das maiores obras de mobilidade do país.”
A secretária estadual de Desenvolvimento Urbano, Jusmari Oliveira, explicou os próximos passos. “A partir dessa primeira viagem-teste, iniciaremos uma série de viagens experimentais, assistidas pelos técnicos, já com nossos pilotos treinados em Hortolândia pela empresa responsável pelos trens.” Segundo a gestora, em meados de 2026 será iniciada a operação assistida, que será o transporte definitivo de passageiros no primeiro trecho, da Calçada até a Ilha de São João. “A previsão é que, entre junho e julho de 2026, toda a população já possa utilizar esse trecho do VLT de Salvador”, concluiu Jusmari.
Estrutura e integração
O VLT terá aproximadamente 44 quilômetros de extensão e 47 paradas distribuídas em três trechos: Ilha de São João–Comércio, Paripe–Águas Claras e Águas Claras–Piatã. O sistema foi projetado para integrar-se ao metrô e atender regiões como Cajazeiras, Cidade Baixa, Subúrbio Ferroviário, Orla e Simões Filho, ampliando a cobertura do transporte público sobre trilhos e oferecendo um modal mais acessível e sustentável para a população.
Eracy Lafuente, presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), que coordena as intervenções em parceria com os consórcios responsáveis pela execução, ressaltou a importância da etapa técnica. “A viagem-teste permite avaliar o desempenho do sistema, calibrar equipamentos e garantir segurança. Cada avanço é resultado de muito trabalho técnico e planejamento. Estamos diante de um transporte eficiente, confortável e alinhado a padrões contemporâneos, que terá reflexos positivos no cotidiano de milhares de pessoas.”
Cidade
Greve dos rodoviários é suspensa e ônibus voltam às ruas em Salvador
Após cerca de oito horas de paralisação e acordo mediado pelo TRT, categoria encerra movimento e sistema começa a ser normalizado na capital
A greve dos rodoviários de Salvador foi suspensa na manhã desta sexta-feira (22), após assembleia da categoria que aprovou uma proposta negociada com os empresários do transporte público. Com a decisão, os ônibus começaram a voltar gradualmente às ruas da capital baiana, com expectativa de normalização ao longo do dia.
A paralisação, iniciada durante a madrugada, durou cerca de oito horas e provocou transtornos nas primeiras horas do dia, com ausência de coletivos, pontos de ônibus lotados e dificuldades de deslocamento para a população.
O acordo que viabilizou o fim da greve foi mediado pelo Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-5) e prevê reajuste salarial de 4,11%, aumento no ticket alimentação e mudanças nas condições de trabalho da categoria.
Com o encerramento do movimento, equipes da Secretaria de Mobilidade (Semob) e das concessionárias foram mobilizadas para acompanhar a saída dos veículos das garagens e a retomada progressiva da operação do transporte coletivo na cidade.
Cidade
Salvador amanhece sem ônibus por conta da greve dos rodoviários
Paralisação por tempo indeterminado começou à meia-noite desta sexta (22) após impasse nas negociações, e Justiça determinou circulação parcial da frota
Sem ônibus nas ruas e com milhares de usuários sem saber como se deslocar, Salvador amanheceu nesta sexta-feira (22) sob os impactos da greve dos rodoviários. A paralisação, iniciada à 0h, foi aprovada pela categoria após mais uma rodada de negociações sem acordo com as empresas de transporte, deixando a mobilidade urbana da capital baiana parcialmente comprometida desde as primeiras horas do dia.
Diante da possibilidade de interrupção total do serviço, o Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-5) interveio e determinou, em decisão liminar na quinta-feira (21), a circulação mínima de ônibus para reduzir os impactos à população. Pela decisão, as empresas devem manter pelo menos 60% da frota nos horários de pico — das 4h30 às 8h30 e das 17h às 20h — e 40% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, foi estipulada multa diária de R$ 50 mil ao sindicato.
A medida busca garantir um nível básico de funcionamento do sistema, já que o transporte público é considerado serviço essencial. A desembargadora Ivana Mércia Nilo de Magaldi destacou a necessidade de equilibrar o direito de greve dos trabalhadores com a preservação da mobilidade urbana, evitando prejuízos maiores à população que depende diariamente dos ônibus.
Além disso, a decisão judicial também proíbe qualquer tipo de bloqueio nas garagens, determinando que o movimento ocorra de forma pacífica e sem impedir a saída dos veículos autorizados a circular. A orientação reforça a tentativa de manter o transporte operando, mesmo com limitações, durante o impasse entre rodoviários e empresários.
A greve foi deflagrada após quase dois meses de negociações sem consenso. Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão reajuste salarial com ganho real, melhorias nas condições de trabalho, aumento do tíquete-alimentação e redução da jornada. Por outro lado, as empresas apresentaram propostas consideradas insuficientes pela categoria, o que levou à decisão de paralisação por tempo indeterminado.
Com o impasse ainda sem solução, novas reuniões e assembleias estão previstas, mantendo a incerteza sobre a normalização do transporte público em Salvador. Enquanto isso, a população enfrenta dificuldades para se deslocar, evidenciando a dependência do sistema de ônibus na rotina da cidade.
Cidade
Nova Rodoviária da Bahia avança em eficiência e se consolida como novo polo de mobilidade em Salvador
Com estrutura moderna, integração multimodal e tecnologia, terminal em Águas Claras amplia capacidade operacional e melhora a experiência dos passageiros
A Nova Rodoviária da Bahia – Terminal Salvador, localizada às margens da BR-324, no bairro de Águas Claras, completou quatro meses de funcionamento nesta quarta-feira (20), consolidando-se como um marco na modernização da mobilidade intermunicipal na capital baiana. O equipamento, fruto de contrato de concessão gerido pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) e administrado pela Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico (Sinart), vem registrando fluxo diário intenso de passageiros desde o início das operações, em 20 de janeiro deste ano.
Mais do que a transferência física de localização, o novo terminal representa um salto de qualidade na infraestrutura do transporte rodoviário. Projetado como um hub multimodal, o equipamento integra rodoviária, metrô, ônibus urbanos e metropolitanos — e, futuramente, o VLT — o que amplia a eficiência operacional e facilita a mobilidade dos usuários.
Agora, o terminal se prepara para a primeira Operação São João, considerada um dos períodos de maior demanda do ano. A expectativa é de cerca de 195 mil embarques e uma movimentação total aproximada de 380 mil pessoas ao longo do período junino, com pico previsto para o dia 19 de junho.
“Estamos trabalhando de forma integrada para garantir organização, segurança e atendimento eficiente aos milhares de passageiros que devem utilizar o equipamento”, destaca o diretor de qualidade dos serviços da Agerba, David Portinari. Como se trata da primeira operação de grande porte desde a inauguração, o planejamento antecipado e a atuação conjunta entre órgãos públicos, concessionária e forças de segurança são considerados fundamentais.
Para o gerente-geral do terminal, Adevaldo Santos, o foco está na experiência do usuário. “Estamos empenhados em oferecer a melhor experiência possível, especialmente nos dias de maior fluxo, entre 19 e 23 de junho”, afirma.
Estrutura moderna e ganho operacional
Com investimento de aproximadamente R$ 200 milhões, a Nova Rodoviária da Bahia foi concebida dentro de padrões modernos de infraestrutura, tecnologia e sustentabilidade. O complexo conta com cerca de 70 mil metros quadrados de área construída, 41 plataformas de embarque e 24 de desembarque, além de estacionamento com mais de 800 vagas.
A estrutura foi dimensionada para atender linhas intermunicipais e interestaduais, cobrindo cerca de 370 municípios, e ampliando significativamente a capacidade do sistema rodoviário no estado.
Entre os diferenciais apontados por reportagens especializadas estão a digitalização de processos de embarque e desembarque, o uso de tecnologias como reconhecimento facial e monitoramento integrado, além de soluções sustentáveis, como reaproveitamento de água e eficiência energética.
Além disso, a separação física entre embarque e desembarque, a sinalização moderna e os espaços amplos contribuem para maior organização dos fluxos internos, reduzindo tempo de circulação e aumentando o conforto dos passageiros.
Conforto e serviços ampliados
Outro avanço significativo do novo equipamento está na oferta de serviços. O terminal reúne áreas comerciais, praça de alimentação, salas VIP, unidade do SAC e serviços diversos, concentrando em um só espaço soluções que antes estavam dispersas.
Projetado com foco em acessibilidade e conforto, o terminal dispõe de elevadores, escadas rolantes, áreas climatizadas e espaços de descanso, elevando o padrão de atendimento e aproximando a experiência do usuário à de grandes centros de transporte.
Especialistas apontam que a mudança também tem potencial para melhorar a fluidez do trânsito urbano, ao retirar o fluxo de ônibus de regiões centrais e redistribuí-lo para uma área com melhor capacidade de absorção viária.
Preparação para alta demanda
Para o período junino, a operação contará com reforço logístico, ampliação de equipes e atuação integrada de órgãos de fiscalização, empresas de transporte e forças de segurança. A expectativa é que o desempenho durante a festa sirva como teste para consolidar o modelo operacional do novo terminal.
Com estrutura ampliada, integração entre modais e investimentos em tecnologia, a Nova Rodoviária da Bahia avança na proposta de oferecer um sistema mais eficiente, seguro e confortável, consolidando-se como um dos mais modernos equipamentos de transporte do país.
-
Serviçoshá 13 horasVagas de emprego na Bahia para esta segunda-feira (25)
-
Políticahá 8 horasGoverno da Bahia entrega equipamentos e fortalece agricultura familiar em Jequié e região
-
Políticahá 3 diasGoverno da Bahia envia à Alba projetos para valorização dos servidores públicos
-
Políticahá 3 horasCâmara e governo acordam redução da jornada para 40 horas semanais
