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Cidade

Estação Calçada é inaugurada e marca avanço do VLT em Salvador 

Primeira entrega do sistema reforça mobilidade urbana, preserva patrimônio histórico e integra modais na capital baiana 

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O governador Jerônimo Rodrigues inaugurou, nesta quarta-feira (17), a Estação Calçada, a primeira entregue do Veículo Leve sobre
Foto: Joá Souza/GOVBA

O governador Jerônimo Rodrigues inaugurou, nesta quarta-feira (17), a Estação Calçada, a primeira entregue do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador e Região Metropolitana. A obra representa um dos principais marcos do projeto de mobilidade implantado pelo Governo do Estado na capital baiana e integra um conjunto de investimentos voltados à conexão entre bairros, à redução do tempo de deslocamento e à integração com outros modais de transporte. 

Com investimento de aproximadamente R$ 13 milhões, a Estação Calçada foi requalificada para integrar a nova estrutura do VLT. A intervenção contemplou cerca de 7,5 mil metros quadrados de área total, incluindo a recuperação dos espaços de circulação, novas esquadrias em madeira e vidro com padrão semelhante ao original, piso em granito, plataformas de embarque e desembarque, catracas de acesso, além de paisagismo e iluminação cênica na fachada e no pátio central. 

Jerônimo ressaltou que a recuperação da Estação Calçada recoloca no cotidiano da cidade um espaço que atravessa gerações e ajuda a contar a história de Salvador. Para o governador, a entrega também reafirma o compromisso do Estado com regiões que, por muito tempo, aguardaram investimentos estruturantes.
“A Calçada não é apenas um ponto de passagem. Ela faz parte da vida de muita gente, da memória de quem pegou o trem, de quem trabalhou aqui, de quem viu o Subúrbio crescer a partir dessa estação. Hoje, esse lugar volta a olhar para o futuro, com dignidade, beleza e a força de uma obra que ajuda Salvador a se desenvolver sem esquecer de onde veio”, afirmou. 

Próximas etapas 

A entrega da Estação Calçada faz parte do Lote 1 do VLT, no trecho Calçada–Ilha de São João, que já alcançou mais de 64% de execução. Ao todo, o sistema terá cerca de 44 quilômetros de extensão, 50 paradas e integração física e operacional com o metrô em Águas Claras e no Bairro da Paz. A proposta é oferecer uma alternativa mais eficiente, confortável e sustentável para milhares de usuários do transporte público. 

O VLT de Salvador e Região Metropolitana está dividido em três trechos, além da extensão Calçada–Comércio. O Trecho 1, entre Ilha de São João e Calçada, terá cerca de 17 quilômetros e 19 paradas. A extensão Calçada–Comércio, também vinculada ao Lote 1, terá aproximadamente 3,6 quilômetros e seis paradas e está com cerca de 7% de execução. Essa etapa vai aproximar o sistema de áreas estratégicas do Centro Histórico e do Comércio, facilitando o acesso ao Mercado Modelo, ao Elevador Lacerda e a outros espaços de grande importância cultural, turística e econômica. 

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O Trecho 2, entre Paripe e Águas Claras, terá cerca de nove quilômetros e oito paradas. A obra já se aproxima de 47% de execução. Em Águas Claras, o VLT será integrado ao metrô, ao terminal rodoviário e à Nova Rodoviária, consolidando uma nova centralidade de transporte na capital. 

Já o Trecho 3, entre Águas Claras e Piatã, terá aproximadamente 10,5 quilômetros e nove paradas. Essa etapa está em fase inicial, com cerca de 3% de execução, e prevê integração ao Sistema Metroviário Salvador–Lauro de Freitas, na estação Bairro da Paz. 

Infraestrutura urbana e novos espaços públicos 

Os impactos do VLT vão além da mobilidade. Na extensão Calçada–Comércio, o projeto prevê intervenções para enfrentar alagamentos históricos na região da Calçada, Águas de Meninos e Comércio, beneficiando moradores, trabalhadores, comerciantes e usuários do transporte público. As obras reforçam o papel do empreendimento na requalificação de áreas estratégicas da capital. 

Segundo o presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Eracy Lafuente, a intervenção restaurou o prédio histórico, preservou elementos arquitetônicos originais e integrou o equipamento à nova estrutura do VLT. 

“A Estação Calçada foi requalificada para atender a novas funções, sem perder sua identidade histórica. A intervenção envolveu a adequação dos espaços para novos usos, com áreas de circulação, acessibilidade, além da requalificação do pátio central como espaço de convivência. É muito gratificante ver um patrimônio tão importante para a memória ferroviária da Bahia ganhar nova vida e se preparar para integrar o futuro sistema do VLT”, explicou. 

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A estrutura reúne áreas comerciais, salas de apoio e espaços operacionais, além de prever, no pavimento superior, um memorial ferroviário, reforçando a integração entre mobilidade, patrimônio histórico, cultura e convivência urbana. O pátio central, um dos principais espaços da estação, recebeu bancos de madeira, jardineiras, reutilização de postes antigos e elementos artísticos que dialogam com a identidade cultural da Bahia, como um mural inspirado em Oxalá, além de esculturas que representam os quatro elementos da natureza: água, fogo, terra e ar. 

No Subúrbio Ferroviário, o projeto também está associado a ações de urbanização, lazer e convivência. Entre elas está a implantação do Skatepark do Subúrbio, na orla de Praia Grande, com cerca de 5 mil metros quadrados e pistas voltadas às modalidades Park e Street. O conjunto de intervenções inclui, ainda, pavimentação do calçadão, ampliação de áreas verdes, nova iluminação pública e melhorias no acesso à praia. 

Cidade

Plantio de 3 mil mudas de mangue reforça recuperação ambiental no Subúrbio de Salvador 

Ação da CTB mobiliza comunidade e estudantes no Lobato e integra projeto que prevê o plantio de 67 mil mudas para restaurar áreas de manguezal

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Nesta terça-feira (28), a área recebeu o plantio de três mil mudas de mangue, em uma atividade que reuniu moradores, estudantes
Foto: Thuane Maria/GOVBA

Julho, mês dedicado à Proteção dos Manguezais, foi marcado por uma importante ação ambiental na orla do Lobato, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Nesta terça-feira (28), a área recebeu o plantio de três mil mudas de mangue, em uma atividade que reuniu moradores, estudantes da rede estadual de ensino, professores e autoridades. 

A iniciativa teve como objetivo conscientizar a população sobre a importância ecológica, social e econômica dos manguezais, ecossistemas que fazem a transição entre os ambientes terrestre e marinho e desempenham papel fundamental na preservação da biodiversidade e na proteção da costa. 

Promovida pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), a ação integra um projeto mais amplo que prevê o plantio de 67 mil mudas e a recuperação de aproximadamente dois hectares de manguezal no Subúrbio Ferroviário. 

Além dos benefícios ambientais, a estratégia de recuperação dos manguezais contribui para a captura de carbono da atmosfera. Esses ecossistemas são considerados eficientes no armazenamento de carbono, favorecendo a geração de créditos de carbono, mecanismo que certifica a remoção ou compensação de emissões de dióxido de carbono (CO₂) e outros gases de efeito estufa. 

A iniciativa também evidencia como infraestrutura e sustentabilidade podem caminhar juntas, fortalecendo a conscientização ambiental e promovendo impactos positivos na qualidade de vida e no desenvolvimento sustentável da região. 

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Para os estudantes que participaram da atividade no Lobato, a experiência proporcionou uma nova percepção sobre o território onde vivem. Segundo os participantes, o aprendizado fora da sala de aula contribuiu para compreender o manguezal não apenas como uma paisagem natural, mas como um patrimônio ambiental essencial para o equilíbrio ecológico e para o futuro da comunidade. 

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Montagem de equipamentos para obras da Ponte Salvador-Itaparica avança em estaleiro baiano

Balsa que dará suporte à construção da plataforma provisória no mar está sendo preparada em Simões Filho e deve iniciar operações em breve na Baía de Todos-os-Santos

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A montagem dos equipamentos que serão utilizados na construção da Plataforma Linear Provisória (PLP), estrutura fundamental
Fotos: Thuane Maria/GOVBA

A montagem dos equipamentos que serão utilizados na construção da Plataforma Linear Provisória (PLP), estrutura fundamental para o início das obras da Ponte Salvador-Itaparica em ambiente marítimo, segue avançando no Estaleiro Belov, localizado em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

Nesta terça-feira (21), o secretário da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica (SVPonte), Mateus Dias, visitou o estaleiro para acompanhar os preparativos da balsa Jaguaribe, embarcação que dará suporte às operações de cravação das estacas que sustentarão a plataforma de trabalho no mar.

A balsa está sendo equipada com dois guindastes de grande porte. Um deles, com capacidade para 100 toneladas, será responsável pelo apoio logístico e pelo transporte das camisas metálicas e demais estruturas utilizadas na obra. O segundo, com capacidade para 320 toneladas, executará o posicionamento das estacas na estrutura-guia para a realização da cravação em ambiente marítimo.

Além dos guindastes, a embarcação receberá martelos vibratórios, utilizados na etapa inicial de encaixe das camisas metálicas, e um martelo de cravação, equipamento responsável pela fixação definitiva das estruturas no leito da Baía de Todos-os-Santos.

Durante a visita, o secretário Mateus Dias destacou o cumprimento do cronograma previsto e a participação de empresas baianas na execução da obra.

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“Estou bastante satisfeito com a visita de hoje. Estamos na balsa Jaguaribe, do Estaleiro Belov, empresa baiana que está fornecendo esse equipamento que dará apoio à construção da plataforma de trabalho. É muito positivo verificar que o cronograma está sendo cumprido e que essa balsa deverá iniciar sua atuação em breve na Baía de Todos-os-Santos. É importante destacar também que, somente nesta etapa de montagem dos equipamentos, contamos com cinco empresas baianas contratadas”, afirmou.

Impacto na economia local

Segundo o governo estadual, a participação de empresas baianas reforça o compromisso do empreendimento com o desenvolvimento econômico local. Além de estimular fornecedores e prestadores de serviço do estado, a implantação da Ponte Salvador-Itaparica deverá impulsionar a geração de empregos, fortalecer a cadeia produtiva regional e ampliar oportunidades de negócios para a população baiana.

Considerada uma das maiores obras de infraestrutura em execução no país, a Ponte Salvador-Itaparica terá papel estratégico para a integração logística da Bahia e para o desenvolvimento econômico da região da Baía de Todos-os-Santos e do interior do estado.

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Cidade

Obras da Ponte Salvador-Itaparica avançam com construção de plataforma provisória na Baía de Todos-os-Santos

Estrutura de apoio terá 11,2 quilômetros de extensão e promete ampliar a segurança, a eficiência logística e o controle ambiental durante a execução do projeto

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As obras de implantação da Ponte Salvador-Itaparica seguem avançando dentro do cronograma previsto. Neste mês de julho, os trabalhos
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As obras de implantação da Ponte Salvador-Itaparica seguem avançando dentro do cronograma previsto. Neste mês de julho, os trabalhos estão concentrados no canteiro de Vera Cruz, onde ocorre a concretagem das sapatas que servirão de base para a Plataforma Linear Provisória (PLP), além da demolição de estruturas preexistentes na área destinada à construção.

Paralelamente, equipes realizam a montagem e os testes dos equipamentos que serão utilizados na etapa de cravação das estacas metálicas da plataforma no mar. Entre os equipamentos estão a estrutura-guia para posicionamento das estacas, um martelo vibratório, um martelo de percussão e dois guindastes de grande porte, com capacidade entre 150 e 320 toneladas, instalados sobre balsas para dar suporte às operações offshore.

Segundo o secretário de Infraestrutura da Bahia, Saulo Pontes, a Plataforma Linear Provisória será fundamental para garantir mais segurança e eficiência à execução das obras.

“Com a PLP, vamos organizar melhor a operação, dar mais previsibilidade ao cronograma e reduzir em quase 70% o número de embarcações circulando na Baía durante a construção. Além disso, teremos ganhos ambientais importantes, com um controle mais eficiente da coleta e do descarte dos resíduos gerados na obra”, destacou.

A plataforma será construída paralelamente ao traçado da futura Ponte Salvador-Ilha de Itaparica e terá aproximadamente 11,2 quilômetros de extensão. A execução ocorrerá em duas etapas: inicialmente a partir da margem de Itaparica e, posteriormente, do lado de Salvador. As duas frentes de trabalho avançarão progressivamente até se encontrarem na região central da travessia.

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De acordo com o superintendente de Projetos e Engenharia da SVPonte, Ubaldo Brito, a estrutura provisória proporcionará maior estabilidade às operações de construção.

“Obras desse porte normalmente dependem de balsas para o transporte de equipes, equipamentos e materiais, o que as torna suscetíveis às condições do mar e às variações das marés. Com a plataforma provisória, esse deslocamento poderá ocorrer a qualquer momento e com as mesmas condições de segurança durante todo o período da obra”, explicou.

A construção da ponte ocorrerá em uma área de mar aberto da Baía de Todos-os-Santos, sujeita a fatores como ventos, correntes marítimas, oscilações de maré e ondas. Nesse contexto, a utilização da PLP é considerada uma solução estratégica para minimizar riscos operacionais, aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais.

Capaz de suportar equipamentos de grande porte e máquinas pesadas, a plataforma oferecerá uma base estável para atividades que exigem alta precisão. Como não estará sujeita diretamente às interferências das marés, ondulações e variações de vento, a estrutura permitirá a continuidade dos trabalhos em condições mais seguras, contribuindo para a redução do prazo total da obra.

Além dos ganhos operacionais, a plataforma deverá otimizar a execução das fundações e da superestrutura da ponte, aumentando a eficiência construtiva e reduzindo os riscos inerentes às intervenções realizadas em ambiente marítimo.

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