Cidade
Governo da Bahia entrega primeira etapa da duplicação da Estrada do Derba
Intervenção integrada ao VLT amplia capacidade viária, reduz congestionamentos e melhora o acesso ao Hospital do Subúrbio
A mobilidade urbana no Subúrbio Ferroviário de Salvador ganhou um importante reforço nesta quinta-feira (18), com a entrega da primeira etapa da duplicação da BA-528, conhecida como Estrada do Derba. A obra foi inaugurada pelo governador Jerônimo Rodrigues no trecho entre Águas Claras e a passagem inferior de acesso ao Hospital do Subúrbio, integrando o conjunto de intervenções estruturantes vinculadas à implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador e Região Metropolitana.
“Nós fizemos questão de adiantar esse processo para que a cidade de Salvador e as pessoas que utilizam essa estrada já pudessem ser beneficiadas pelo projeto do VLT. Poderíamos executar apenas a via do VLT e depois cuidar da BA-528, mas decidimos antecipar essa intervenção por compreender a importância dessa ligação para quem circula diariamente pela região”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.
Coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), a primeira etapa recebeu investimento de R$ 251,1 milhões. Desse total, R$ 239,4 milhões foram destinados à duplicação da rodovia e R$ 11,7 milhões à construção da passagem inferior de acesso ao Hospital do Subúrbio.
A intervenção contempla 5,84 quilômetros de novas vias, sendo 3,8 quilômetros de pista principal duplicada e dois quilômetros de alças de acesso. A obra foi executada para eliminar pontos críticos de congestionamento e melhorar a fluidez do tráfego em uma das principais ligações viárias da capital.
“Com a entrega deste trecho e o avanço das obras do VLT, estamos construindo uma rede integrada de mobilidade que vai conectar diferentes regiões de Salvador, do Subúrbio a Águas Claras, articulando metrô, ônibus e outros modais. É uma transformação inédita, que amplia o acesso das pessoas à cidade e melhora a qualidade de vida da população”, destacou o presidente da CTB, Eracy Lafuente.
Além do aumento da capacidade viária, a nova infraestrutura incorpora soluções voltadas à mobilidade ativa e à acessibilidade. Foram implantados 3,89 quilômetros de ciclovia e cerca de oito quilômetros de calçadas, proporcionando mais segurança para pedestres e ciclistas.
O sistema de iluminação conta com 122 postes de iluminação pública e outros 157 destinados à futura rede aérea do VLT. A duplicação também fortalece a integração com o Complexo Intermodal de Águas Claras, que reúne estação de metrô, terminal de ônibus e a nova Rodoviária de Salvador, facilitando os deslocamentos entre diferentes regiões da capital e da Região Metropolitana.
A obra incluiu ainda ações de requalificação ambiental, com o plantio de 429 mudas de espécies nativas, entre elas pata-de-vaca, ipê-rosa, jacarandá-mimoso, ipê-amarelo, pau-ferro, jatobá, quaresmeira e ipê-branco.
Para moradores e trabalhadores que utilizam diariamente a Estrada do Derba, a intervenção representa mais fluidez no trânsito, redução do tempo de viagem e melhores condições de deslocamento.
O sorriso estampado no rosto da servente de obras Ingrid Magnalva dos Santos, de 55 anos, traduzia o sentimento de quem ajudou a construir a intervenção e também será beneficiada por ela. Moradora da região há 17 anos, Ingrid acompanhou de perto as mudanças promovidas pela duplicação da Estrada do Derba e comemorou a transformação do local. “Estou encantada com o que está acontecendo aqui. Graças a Deus, estou fazendo parte dessa nova história e dessa mudança. Quem conheceu essa região antes e voltar agora vai ficar sem palavras. É uma transformação maravilhosa”, afirmou.
Para quem utiliza a via diariamente, os benefícios já são percebidos na prática. Motoboy e morador da região, Jean Silva destacou os ganhos em mobilidade e infraestrutura proporcionados pela obra. “Mudou tudo. A estrutura foi completamente renovada e a duplicação melhorou a ligação entre os bairros. Ficou tudo novo e, principalmente, muito melhor para quem circula por aqui todos os dias”, disse.
Próxima etapa
A requalificação completa da BA-528 prevê 7,1 quilômetros de extensão e investimento total de R$ 382,3 milhões. Com a conclusão da primeira fase, as obras da segunda etapa seguem em execução, com previsão de entrega em agosto de 2028.
Cidade
Plantio de 3 mil mudas de mangue reforça recuperação ambiental no Subúrbio de Salvador
Ação da CTB mobiliza comunidade e estudantes no Lobato e integra projeto que prevê o plantio de 67 mil mudas para restaurar áreas de manguezal
Julho, mês dedicado à Proteção dos Manguezais, foi marcado por uma importante ação ambiental na orla do Lobato, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Nesta terça-feira (28), a área recebeu o plantio de três mil mudas de mangue, em uma atividade que reuniu moradores, estudantes da rede estadual de ensino, professores e autoridades.
A iniciativa teve como objetivo conscientizar a população sobre a importância ecológica, social e econômica dos manguezais, ecossistemas que fazem a transição entre os ambientes terrestre e marinho e desempenham papel fundamental na preservação da biodiversidade e na proteção da costa.
Promovida pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), a ação integra um projeto mais amplo que prevê o plantio de 67 mil mudas e a recuperação de aproximadamente dois hectares de manguezal no Subúrbio Ferroviário.
Além dos benefícios ambientais, a estratégia de recuperação dos manguezais contribui para a captura de carbono da atmosfera. Esses ecossistemas são considerados eficientes no armazenamento de carbono, favorecendo a geração de créditos de carbono, mecanismo que certifica a remoção ou compensação de emissões de dióxido de carbono (CO₂) e outros gases de efeito estufa.
A iniciativa também evidencia como infraestrutura e sustentabilidade podem caminhar juntas, fortalecendo a conscientização ambiental e promovendo impactos positivos na qualidade de vida e no desenvolvimento sustentável da região.
Para os estudantes que participaram da atividade no Lobato, a experiência proporcionou uma nova percepção sobre o território onde vivem. Segundo os participantes, o aprendizado fora da sala de aula contribuiu para compreender o manguezal não apenas como uma paisagem natural, mas como um patrimônio ambiental essencial para o equilíbrio ecológico e para o futuro da comunidade.
Cidade
Montagem de equipamentos para obras da Ponte Salvador-Itaparica avança em estaleiro baiano
Balsa que dará suporte à construção da plataforma provisória no mar está sendo preparada em Simões Filho e deve iniciar operações em breve na Baía de Todos-os-Santos
A montagem dos equipamentos que serão utilizados na construção da Plataforma Linear Provisória (PLP), estrutura fundamental para o início das obras da Ponte Salvador-Itaparica em ambiente marítimo, segue avançando no Estaleiro Belov, localizado em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
Nesta terça-feira (21), o secretário da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica (SVPonte), Mateus Dias, visitou o estaleiro para acompanhar os preparativos da balsa Jaguaribe, embarcação que dará suporte às operações de cravação das estacas que sustentarão a plataforma de trabalho no mar.
A balsa está sendo equipada com dois guindastes de grande porte. Um deles, com capacidade para 100 toneladas, será responsável pelo apoio logístico e pelo transporte das camisas metálicas e demais estruturas utilizadas na obra. O segundo, com capacidade para 320 toneladas, executará o posicionamento das estacas na estrutura-guia para a realização da cravação em ambiente marítimo.
Além dos guindastes, a embarcação receberá martelos vibratórios, utilizados na etapa inicial de encaixe das camisas metálicas, e um martelo de cravação, equipamento responsável pela fixação definitiva das estruturas no leito da Baía de Todos-os-Santos.
Durante a visita, o secretário Mateus Dias destacou o cumprimento do cronograma previsto e a participação de empresas baianas na execução da obra.
“Estou bastante satisfeito com a visita de hoje. Estamos na balsa Jaguaribe, do Estaleiro Belov, empresa baiana que está fornecendo esse equipamento que dará apoio à construção da plataforma de trabalho. É muito positivo verificar que o cronograma está sendo cumprido e que essa balsa deverá iniciar sua atuação em breve na Baía de Todos-os-Santos. É importante destacar também que, somente nesta etapa de montagem dos equipamentos, contamos com cinco empresas baianas contratadas”, afirmou.
Impacto na economia local
Segundo o governo estadual, a participação de empresas baianas reforça o compromisso do empreendimento com o desenvolvimento econômico local. Além de estimular fornecedores e prestadores de serviço do estado, a implantação da Ponte Salvador-Itaparica deverá impulsionar a geração de empregos, fortalecer a cadeia produtiva regional e ampliar oportunidades de negócios para a população baiana.
Considerada uma das maiores obras de infraestrutura em execução no país, a Ponte Salvador-Itaparica terá papel estratégico para a integração logística da Bahia e para o desenvolvimento econômico da região da Baía de Todos-os-Santos e do interior do estado.
Cidade
Obras da Ponte Salvador-Itaparica avançam com construção de plataforma provisória na Baía de Todos-os-Santos
Estrutura de apoio terá 11,2 quilômetros de extensão e promete ampliar a segurança, a eficiência logística e o controle ambiental durante a execução do projeto
As obras de implantação da Ponte Salvador-Itaparica seguem avançando dentro do cronograma previsto. Neste mês de julho, os trabalhos estão concentrados no canteiro de Vera Cruz, onde ocorre a concretagem das sapatas que servirão de base para a Plataforma Linear Provisória (PLP), além da demolição de estruturas preexistentes na área destinada à construção.
Paralelamente, equipes realizam a montagem e os testes dos equipamentos que serão utilizados na etapa de cravação das estacas metálicas da plataforma no mar. Entre os equipamentos estão a estrutura-guia para posicionamento das estacas, um martelo vibratório, um martelo de percussão e dois guindastes de grande porte, com capacidade entre 150 e 320 toneladas, instalados sobre balsas para dar suporte às operações offshore.
Segundo o secretário de Infraestrutura da Bahia, Saulo Pontes, a Plataforma Linear Provisória será fundamental para garantir mais segurança e eficiência à execução das obras.
“Com a PLP, vamos organizar melhor a operação, dar mais previsibilidade ao cronograma e reduzir em quase 70% o número de embarcações circulando na Baía durante a construção. Além disso, teremos ganhos ambientais importantes, com um controle mais eficiente da coleta e do descarte dos resíduos gerados na obra”, destacou.
A plataforma será construída paralelamente ao traçado da futura Ponte Salvador-Ilha de Itaparica e terá aproximadamente 11,2 quilômetros de extensão. A execução ocorrerá em duas etapas: inicialmente a partir da margem de Itaparica e, posteriormente, do lado de Salvador. As duas frentes de trabalho avançarão progressivamente até se encontrarem na região central da travessia.
De acordo com o superintendente de Projetos e Engenharia da SVPonte, Ubaldo Brito, a estrutura provisória proporcionará maior estabilidade às operações de construção.
“Obras desse porte normalmente dependem de balsas para o transporte de equipes, equipamentos e materiais, o que as torna suscetíveis às condições do mar e às variações das marés. Com a plataforma provisória, esse deslocamento poderá ocorrer a qualquer momento e com as mesmas condições de segurança durante todo o período da obra”, explicou.
A construção da ponte ocorrerá em uma área de mar aberto da Baía de Todos-os-Santos, sujeita a fatores como ventos, correntes marítimas, oscilações de maré e ondas. Nesse contexto, a utilização da PLP é considerada uma solução estratégica para minimizar riscos operacionais, aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais.
Capaz de suportar equipamentos de grande porte e máquinas pesadas, a plataforma oferecerá uma base estável para atividades que exigem alta precisão. Como não estará sujeita diretamente às interferências das marés, ondulações e variações de vento, a estrutura permitirá a continuidade dos trabalhos em condições mais seguras, contribuindo para a redução do prazo total da obra.
Além dos ganhos operacionais, a plataforma deverá otimizar a execução das fundações e da superestrutura da ponte, aumentando a eficiência construtiva e reduzindo os riscos inerentes às intervenções realizadas em ambiente marítimo.
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