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Sete capitais começam ano com tarifas dos transportes mais caras
O aumento dos bilhetes já pesa no bolso dos passageiros de algumas cidades desde o fim de dezembro
Os usuários de transportes públicos de sete capitais brasileiras começaram o ano de 2025 com as tarifas de transportes públicos mais caras: Belo Horizonte, Florianópolis, Natal, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
O aumento dos bilhetes já pesa no bolso dos passageiros de algumas cidades desde o fim de dezembro.
1 – Belo Horizonte
Em Belo Horizonte, as tarifas de ônibus foram reajustadas nesta quarta-feira (1º). O valor da passagem das linhas curtas passou para R$ 2,75 e o das linhas convencionais, R$ 5,75. Neste último caso, o aumento foi de R$ 0,50. O último reajuste ocorreu em dezembro de 2023.
Em comunicado oficial, a prefeitura de Belo Horizonte justifica o aumento. “O reajuste é necessário para a continuidade dos investimentos no transporte público e melhoria dos serviços”. As 12 linhas que circulam nas vilas e favelas da capital dos mineiros continuarão gratuitas.
2 – Florianópolis
A tarifa de ônibus em Florianópolis foi reajustada nesta quarta-feira também. O novo preço passou para R$ 5,75 para os usuários do Cartão Cidadão do Sistema Integrado de Mobilidade, que pode ser adquirido em qualquer bilheteria dos terminais de integração da capital catarinense. Para os pagamentos em dinheiro ou QRCode, o valor é R$ 6,90, o que configura a passagem de ônibus mais cara do país.
3 – Natal
Em Natal, desde domingo (29), a tarifa de ônibus custa R$ 4,90. O reajuste do valor foi aprovado pelo Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana (CMTMU) em 26 de dezembro. Para as linhas de bairro, o preço inteiro do bilhete ficou em R$ 4,30.
Em nota, o conselho afirmou que para a recomposição de 8,88% na tarifa, levou em consideração todos os insumos que compõem a planilha tarifária do Sistema de Transporte Público de Passageiros, como o preço do óleo diesel, pneu, lubrificante, salário dos motoristas, entre outros itens.
4- Recife
Já as passagens de ônibus no Grande Recife serão reajustadas no próximo domingo (5). O Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) aprovou, na segunda-feira (30), a proposta do governo de Pernambuco de reajuste de 4,29% na tarifa dos ônibus da região metropolitana da capital pernambucana no chamado Anel A, usado por mais de 80% dos passageiros.
O percentual de reajuste anunciado foi o menor entre as capitais que aumentaram as tarifas do transporte público entre o fim de 2024 e o início deste ano novo.
Com a decisão, a tarifa do transporte do Anel A aumenta de R$ 4,10 para R$ 4,28 (podendo ser arredondada para R$ 4,30). Desde 2022, os valores das passagens não eram reajustados.
5 – Rio de Janeiro
A passagem do transporte coletivo no Rio de Janeiro subirá para R$ 4,70, a partir do próximo domingo. O anúncio foi feito logo após a cerimônia de posse do prefeito reeleito Eduardo Paes. A autorização para o reajuste foi publicada no Diário Oficial do município desta quinta-feira (2).
De acordo com a publicação, a tarifa única é válida para os serviços de BRT; de VLT; transporte de passageiros por ônibus e o serviço complementar comunitário, os chamados cabritinhos, como kombis e similares que atuam em locais de difícil acesso ou sem linhas regulares de transporte.
O aumento de R$ 0,40 equivale à correção monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA – considerado a inflação oficial do país – referente aos dois anos em que a tarifa ficou sem reajuste. O último havia sido em janeiro de 2023.
A tarifa de trens urbanos no Rio de Janeiro passará de R$ 7,10 para R$ 7,60, a partir de 2 de fevereiro. Em comunicado na internet, a SuperVia, concessionária que administra o transporte, afirma que o reajuste anual considera custos fixos “impactados pela inflação, como energia, manutenção dos trens e da via férrea, aquisição de peças e equipamentos importados para reposição nos trens, entre outros.”
Este reajuste não alcança os passageiros que têm direito ao Bilhete Único Intermunicipal (BUI).
6 – Salvador
A partir deste sábado (4), a tarifa do transporte público de Salvador aumentará R$ 0,40 – alta de 7,69% – e a passagem subirá de R$ 5,20 para R$ 5,60 para ônibus comum, para ônibus do Subsistema Local Integrado de Transporte (SLIT), conhecido por amarelinho, e o BRT.
O novo valor foi publicado em portaria da Agência Reguladora e Fiscalizadora dos Serviços Públicos de Salvador (Arsal) no Diário Oficial do Município, nesta quinta-feira (2).
Em comunicado público, a prefeitura de Salvador justifica que o novo valor é equivalente à inflação acumulada desde o último reajuste, em novembro de 2023. “O novo valor leva em consideração o resultado dos estudos técnicos da revisão tarifária para o quadriênio 2023-2026, desenvolvidos pela Arsal.” O poder público local afirma que a nova tarifa será praticada ao longo de todo o ano de 2025
Devido à integração no sistema de transportes, o passageiro que possuir o Salvador Card pode usar até três destes modais, e também o metrô, pagando apenas uma tarifa.
7 – São Paulo
A nova tarifa de ônibus municipais de São Paulo entrará em vigor a partir de segunda-feira (6). O valor passará de R$ 4,40 para R$ 5, o que corresponde a alta de 13,6%. A medida definida pelo Conselho Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT) foi mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo nesta quarta-feira, após contestação da nova tarifa por parlamentares.
A tarifa de ônibus anterior (R$ 4,40) não era reajustada desde 2020.
No entanto, a gratuidade das passagens de ônibus nos domingos e feriados continua na capital paulista. O Domingão Tarifa Zero é direito de todos os passageiros com o Bilhete Único, até mesmo os turistas. De acordo com a prefeitura, o benefício é válido para os ônibus da cidade de São Paulo e não engloba o transporte sobre trilhos ou o sistema intermunicipal.
E não é só no ônibus que o aumento de tarifas será sentido, em São Paulo. A partir de segunda também, o governo do Estado anunciou o aumento de R$ 5 para R$ 5,20 na tarifa de trens e das linhas de metrô. E o vale transporte sobe para R$ 5,70.
Outras cidades
Em Aracaju, a passagem de ônibus da Grande Aracaju foi reajustada em 11%, nesta quarta-feira, mas a Lei 6.111/24, sancionada no fim de dezembro, prorroga o subsídio do governo local para a tarifa do transporte coletivo e a gratuidade para pessoas com deficiência (PCD) e seus acompanhantes. Com isso, a tarifa foi mantida sem aumento aos usuários do sistema de transporte coletivo de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Socorro e São Cristóvão.
Fora das capitais brasileiras, o aumento da tarifa do transporte público também poderá ser verificado nas cidades de São Paulo. Entre elas estão: Barueri, Caieiras, Carapicuíba, Campinas, Ferraz de Vasconcelos, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Osasco, Ribeirão Pires, Santo André, Suzano, Taboão da Serra, além do Corredor Metropolitano ABD da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), nas linhas que ligam os terminais São Mateus/Jabaquara; Diadema/Brooklin. No decorrer do mês o reajuste será nos bilhetes de Arujá e Mauá, no interior do estado.
O incremento nos valores das passagens ainda atinge os moradores de Caxias do Sul (RS) e Contagem (MG).
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Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 13 milhões após sorteio sem ganhadores
Concurso 2.987 não teve apostas vencedoras na faixa principal; próximo sorteio acontece na terça-feira (24)
O concurso 2.987 da Mega-Sena, realizado neste sábado (21) no Espaço da Sorte, em São Paulo, não teve ganhadores na faixa principal. Com isso, o prêmio acumulou e está estimado em R$ 13 milhões para o próximo sorteio, marcado para terça-feira (24), de acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF).
As dezenas sorteadas foram:
16 – 17 – 20 – 28 – 46 – 47
Apesar de nenhuma aposta ter acertado os seis números, 23 apostas acertaram a quina e cada uma vai receber R$ 65.305,07. Já a quadra teve 1.950 apostas premiadas, com prêmio individual de R$ 1.269,66.
A arrecadação total do concurso foi de R$ 37.692.798,00.
A Mega-Sena realiza três sorteios semanais, sempre às terças, quintas e sábados. As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio, em casas lotéricas credenciadas ou pelos canais digitais da Caixa.
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Embasa reúne lideranças no Dia Mundial da Água e anuncia investimentos em segurança hídrica
Encontro no Parque da Embasa destaca uso de tecnologia, monitoramento de mananciais e ações para enfrentar os impactos das mudanças climáticas no abastecimento
Como parte das comemorações pelo Dia Mundial da Água, celebrado neste domingo (22 de março), a Embasa realiza, na próxima terça-feira (24), um encontro que reunirá lideranças institucionais, equipe técnica e convidados. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o debate sobre práticas sustentáveis e promover reflexões sobre o papel da água como bem público essencial, além dos desafios relacionados à segurança hídrica. O evento será realizado a partir das 9h, no Parque da Embasa, no Lucaia, bairro do Rio Vermelho.
Entre os temas em destaque está a ampliação da estratégia de segurança hídrica da empresa, que conta com investimentos da ordem de R$ 23 milhões, voltados ao monitoramento e à gestão dos mananciais utilizados em sua área de atuação. O conjunto de iniciativas busca fortalecer a capacidade de resposta da Embasa diante dos impactos das mudanças climáticas, como a irregularidade das chuvas, a ocorrência de eventos extremos e a crescente pressão sobre os recursos hídricos. A estratégia está baseada na ampliação do monitoramento, no uso de tecnologias avançadas e na geração de dados hidrológicos e operacionais qualificados para subsidiar a tomada de decisões.
Para o biólogo Fabrício Tourinho, gerente socioambiental da Embasa, o avanço das mudanças climáticas representa atualmente o principal desafio para as companhias de abastecimento. “Nesse cenário de eventos climáticos cada vez mais extremos, torna-se fundamental o apoio da tecnologia para minimizar os impactos desses eventos, que exigem adaptação contínua das empresas de saneamento”, destaca.
O cenário recente reforça a importância desses investimentos. No início de fevereiro, por exemplo, fortes chuvas associadas à passagem de uma frente fria provocaram impactos operacionais em diversos sistemas de abastecimento no interior da Bahia. Houve interrupções temporárias no fornecimento de água em municípios de diferentes regiões, em função de alterações na qualidade da água bruta, alagamentos em estruturas operacionais e danos em equipamentos e redes de distribuição.
“A recorrência desses eventos evidencia a crescente exposição dos sistemas aos riscos climáticos e reforça a necessidade de aprimoramento contínuo da gestão operacional”, frisa.
Principais linhas de ação
Entre os projetos em andamento, a Embasa desenvolve a modelagem hidrodinâmica e de qualidade da água das barragens de Pedra do Cavalo e Joanes II, responsáveis pelo abastecimento da Região Metropolitana de Salvador (RMS). “Esse tipo de projeto utiliza ferramentas técnicas para simular cenários operacionais e climáticos, avaliar riscos e orientar a gestão dos recursos hídricos com maior precisão”, explica Fabrício Tourinho.
Os principais resultados esperados incluem a ampliação da capacidade de antecipação de eventos que impactam a qualidade da água, permitindo ajustes operacionais preventivos, a redução de riscos operacionais e maior eficiência no planejamento das estações de tratamento, além de suporte técnico qualificado para decisões em situações críticas.
Outro eixo estruturante da estratégia de segurança hídrica é a implantação e ampliação da rede de monitoramento hidrometeorológico, com cerca de 60 pontos de coleta distribuídos em diversas regiões hidrográficas do estado. Com investimento estimado em R$ 12 milhões, o sistema permitirá o acompanhamento em tempo real de variáveis como chuva, vazão e nível dos reservatórios, ampliando a previsibilidade operacional e a capacidade de resposta a eventos críticos.
Estratégia prioritária
A estratégia também contempla projetos voltados à identificação precoce de alterações nos mananciais, contribuindo para ajustes nos processos de tratamento e para a prevenção de problemas como eutrofização e proliferação de cianobactérias. Integram ainda o pacote de investimentos ações de diagnóstico ambiental, remediação de reservatórios e projetos de recuperação de bacias hidrográficas, reforçando o compromisso da empresa com a proteção dos mananciais e a sustentabilidade dos sistemas de abastecimento.
“O fortalecimento da segurança hídrica é uma prioridade estratégica diante do cenário de mudanças climáticas e crescimento urbano, que ampliam a demanda por água e aumentam a complexidade da gestão dos recursos disponíveis. Esse conjunto de investimentos contribui para aumentar a resiliência dos nossos sistemas, garantindo a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à população baiana”, afirma o presidente da Embasa, Gildeone Almeida.
As ações estão alinhadas ao Marco Legal do Saneamento (Lei nº 11.445/2007), à Política Nacional de Recursos Hídricos e às diretrizes de segurança da água, incorporando a variável climática à gestão dos sistemas e fortalecendo a resiliência operacional. As iniciativas integram o planejamento estratégico da companhia e têm potencial de ampliação progressiva para toda a sua área de atuação, consolidando a segurança hídrica como eixo estruturante da sustentabilidade dos serviços de abastecimento.
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Água tratada impulsiona desenvolvimento e transforma vidas no sudoeste baiano
Campanha “Histórias que Conectam”, da Embasa, destaca impactos sociais do saneamento e revela como o Sistema Adutor do Algodão levou qualidade de vida a milhares de famílias
Importante vetor de desenvolvimento econômico e social no sudoeste baiano, o acesso à água tratada é retratado na campanha “Histórias que Conectam”, lançada recentemente pela Embasa. A iniciativa reúne relatos de funcionários da empresa e de moradores de comunidades que tiveram suas rotinas transformadas a partir dos investimentos em infraestrutura de saneamento, refletindo ganhos diretos em saúde pública e qualidade de vida nos municípios atendidos.
Uma dessas histórias é protagonizada por Rosane Brito, funcionária da unidade regional da Embasa em Caetité, e por seu pai, José Maria Brito, produtor agrícola da Fazenda Pedra Redonda, localizada no município. Sertanejos, pai e filha relatam com emoção como a chegada da água tratada, por meio do Sistema Adutor do Algodão, a partir de 2015, representou uma mudança profunda na vida da família.
“Eu já estava pensando em ir embora daqui. Estava difícil demais. Sem água era complicado, os poços secavam e não dava para fazer nada. A água aqui foi uma bênção”, conta José Maria. No vídeo de um minuto disponível no canal da Embasa no YouTube — e atualmente veiculado em emissoras de TV aberta — Rosane apresenta uma fotografia registrada no momento em que a água tratada chegou à propriedade. A imagem mostra o pai, vestido de vaqueiro, lavando o rosto suado após a lida com o gado, e foi premiada em um concurso comemorativo pelos 50 anos da Embasa, em 2021.
Cinco anos depois, o vídeo da campanha revela que o acesso ao abastecimento público de água tratada permitiu que José Maria permanecesse no campo, garantindo qualidade de vida para sua família e para a comunidade ao redor. “Quando não tinha água aqui, se chegasse muita gente, eu ficava preocupado de a água acabar”, relembra.
O Sistema Adutor do Algodão representa um investimento de R$ 163 milhões, implantado em duas etapas. A primeira, concluída em 2012, possibilitou que a água captada no Rio São Francisco, no município de Malhada, fosse tratada e distribuída para as sedes de Malhada, Iuiu, Palmas de Monte Alto, Candiba, Pindaí, Matina e Guanambi, além das localidades de Ceraíma, Mutãs e Morrinhos (em Guanambi), Julião (Malhada), Guirapá (Pindaí) e Pilões (Candiba).
A segunda etapa foi finalizada em 2015 e viabilizou a chegada da água tratada às sedes de Caetité e Lagoa Real, bem como às localidades de Maniaçu, Morrinhos, Lagoa de Dentro, Lagoa de Fora, Pajéu do Vento e Brejinho das Ametistas, em Caetité, além de Ibitira, no município de Rio do Antônio.
Sem mananciais perenes, as regiões de Caetité e Guanambi historicamente enfrentaram longos períodos de escassez de chuvas e de água adequada ao abastecimento público. Nesse contexto, o Sistema Adutor do Algodão tornou-se um marco para milhares de famílias. Mesmo durante estiagens prolongadas, a água tratada chega hoje a cerca de 80 mil domicílios por meio da rede distribuidora, assegurando dignidade, permanência no campo e desenvolvimento regional.
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