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Saúde

Bahia amplia oferta de tratamento oncológico com inauguração de Unacon em Ruy Barbosa

Nova unidade recebeu investimento de R$ 6 milhões e beneficiará mais de 846 mil pessoas nas regiões de Seabra e Itaberaba

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com a inauguração da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital Regional de Ruy Barbosa (HRRB).
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

A oferta de tratamento oncológico na Bahia foi ampliada a partir deste sábado (21) com a inauguração da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital Regional de Ruy Barbosa (HRRB). Para a implantação do novo serviço, o Governo do Estado investiu R$ 6 milhões, destinados a obras e aquisição de equipamentos. A entrega foi realizada pelo governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado da secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana.

Durante a inauguração, o governador destacou a importância da descentralização da assistência oncológica no estado. “Estamos fazendo um esforço para garantir que toda a Bahia tenha um serviço mais próximo. A pessoa que tem câncer, muitas vezes, precisa do apoio de um familiar ou amigo e nem sempre dispõe de recursos para se manter longe de casa. Quando fortalecemos uma rede regionalizada, com prevenção e exames, o tratamento se torna menos sofrido para quem enfrenta esse problema”, afirmou Jerônimo Rodrigues.

Além do investimento na estrutura física da Unacon, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), garantirá cerca de R$ 15,5 milhões por ano, via contrato com a Santa Casa de Ruy Barbosa, para a prestação de serviços ambulatoriais e hospitalares, incluindo a assistência oncológica.

A Unacon do HRRB ofertará atendimento em oncologia clínica, com quimioterapia, e oncologia cirúrgica, abrangendo especialidades como mastologia, ginecologia, urologia, coloproctologia, cirurgia geral oncológica e dermatologia/cirurgia plástica.

Com a estrutura disponível, a unidade terá capacidade para realizar 650 cirurgias oncológicas e 5.300 sessões de quimioterapia por ano, além de procedimentos diagnósticos por imagem e exames laboratoriais. A Unacon será referência para as regiões de saúde de Seabra e Itaberaba, ampliando o acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer para 846.064 baianos, diretamente beneficiados.

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A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, ressaltou entre os principais impactos da nova unidade a redução do deslocamento dos pacientes e a maior agilidade no início do tratamento. “Existia um vazio assistencial, com pessoas precisando se deslocar para Salvador em busca de atendimento. Agora, pacientes de 25 municípios poderão realizar o tratamento aqui mesmo, em Ruy Barbosa”, destacou.

Atualmente, a Bahia conta com um Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e 22 Unacons em funcionamento, incluindo o Hospital Estadual de Oncologia do Alto Sertão, recentemente inaugurado em Caetité. Com a entrada em operação da Unacon do HRRB, o estado passa a contar com 23 Unacons, distribuídas por oito das nove macrorregiões de saúde.

Na ocasião, o governador também anunciou a construção da nova emergência do Hospital Regional de Ruy Barbosa, com investimento previsto de R$ 9,1 milhões, ampliando ainda mais a capacidade de atendimento à população do município e da região.

Fortalecimento da Atenção Básica

Ainda em Ruy Barbosa, Jerônimo Rodrigues autorizou a celebração de convênio para a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na comunidade Quilombo das Flores, com investimento de R$ 1,7 milhão. Também foram entregues equipamentos para as unidades básicas de saúde do município, incluindo quatro kits UBS e quatro kits odontológicos, totalizando R$ 167,5 mil.

Para os moradores, as ações representam um avanço significativo. “Antes, os pacientes precisavam ir para Salvador ou Feira de Santana, o que tornava tudo mais difícil por causa do deslocamento. Muitas pessoas não têm condições. Com o hospital aqui, a realidade vai melhorar muito”, afirmou a moradora e cuidadora de idosos, Jucileia Borges.

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Saúde

Bahia fortalece rede de saúde para enfrentar estiagem, queimadas e eventos climáticos extremos

Estado amplia ações de monitoramento, prevenção e resposta em saúde pública com estruturas inéditas no país, estoques estratégicos e apoio aos municípios diante dos impactos das mudanças climáticas

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A Bahia vem ampliando sua capacidade de preparação, vigilância e resposta às emergências em saúde pública relacionadas a eventos
Foto: Jamile Amine/Saúde GOVBA

A Bahia vem ampliando sua capacidade de preparação, vigilância e resposta às emergências em saúde pública relacionadas a eventos climáticos extremos. As ações estão organizadas por meio do Plano de Ações de Saúde para o Enfrentamento ao El Niño 2026/2027 e do Plano Estadual de Contingência para Estiagem e Seca, que estabelecem metas, indicadores e responsabilidades nas áreas de vigilância em saúde, assistência e gestão.

Entre os diferenciais da estratégia baiana estão estruturas consideradas referência nacional, como o primeiro Centro Estadual de Informação em Saúde e Clima (CISC) do Brasil, a Base Descentralizada da Força Nacional do SUS (FN-SUS) e uma Equipe de Resposta Rápida, criadas para ampliar a capacidade de monitoramento, produção de alertas e apoio técnico aos municípios em situações de emergência.

A vigilância em saúde acompanha continuamente indicadores relacionados a temperaturas extremas, baixa umidade do ar, queimadas, estiagem, decretos de emergência, abastecimento e qualidade da água. O monitoramento também abrange doenças e agravos associados aos eventos climáticos, como arboviroses, doenças diarreicas, problemas respiratórios provocados pela fumaça, acidentes com animais peçonhentos e impactos na saúde mental e na saúde do trabalhador.

Para reforçar a preparação da rede assistencial, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) mantém estoques estratégicos de medicamentos e insumos destinados a emergências em saúde pública. Entre os materiais disponíveis estão kits específicos para situações de estiagem, seca e enfrentamento das arboviroses.

As ações estaduais estão integradas ao Grupo de Trabalho de Convivência com o Semiárido, fortalecendo a articulação entre saúde, assistência social, abastecimento de água e demais áreas envolvidas na resposta aos efeitos das condições climáticas adversas.

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Apoio federal

No âmbito federal, o Ministério da Saúde também tem ampliado as ações de preparação e resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) no Nordeste. As iniciativas incluem monitoramento de eventos climáticos extremos, emissão de alertas epidemiológicos e apoio aos gestores locais na organização dos serviços de saúde.

A região conta atualmente com uma base da Força Nacional do SUS em Salvador, além da previsão de instalação de novas unidades em Recife e Fortaleza. De forma integrada, os Centros de Informação em Saúde e Clima localizados nas capitais baiana e cearense monitoram temperaturas extremas e níveis de estiagem para orientar decisões dos gestores públicos.

Entre as medidas adotadas estão a antecipação do envio de medicamentos, a implantação de zonas de resfriamento em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), a capacitação de profissionais, o reforço da assistência às populações mais vulneráveis e a ampliação da rede de unidades preparadas para enfrentar eventos climáticos severos.

O Governo Federal também tem fortalecido o atendimento de urgência por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e ampliado ações voltadas ao acesso à água potável, com investimentos em cisternas e outras soluções de abastecimento para comunidades afetadas pela seca.

Com a atuação integrada entre os governos estadual e federal, a expectativa é fortalecer a capacidade de resposta do SUS na Bahia, ampliando a proteção da população diante dos impactos provocados pelas mudanças climáticas e pelos eventos extremos que afetam diversas regiões do estado.

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Saúde

Lula anuncia distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS para pacientes com obesidade

Medida apresentada pelo presidente prevê a oferta de medicamentos da classe GLP-1 na rede pública de saúde, com protocolos clínicos e acompanhamento especializado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que pacientes com obesidade passarão a ter acesso, por meio do Sistema Único de Saúde
Foto: Receita Federal/divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que pacientes com obesidade passarão a ter acesso, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), a medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Segundo o Ministério da Saúde, a oferta dos medicamentos será realizada com base em estudos científicos e na definição de protocolos clínicos específicos, garantindo critérios de indicação e acompanhamento médico especializado.

A decisão ocorre após resultados considerados positivos em um estudo desenvolvido pelo Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. Desde junho, pacientes atendidos pelo SUS participam de acompanhamento com uso da semaglutida, um dos principais princípios ativos utilizados no tratamento da obesidade.

De acordo com a pasta, o objetivo é ampliar as opções terapêuticas disponíveis na rede pública para pessoas com obesidade grave ou associada a outras doenças, assegurando acompanhamento contínuo por equipes multiprofissionais.

Atualmente, 250 pacientes do SUS participam do estudo. Entre os focos da pesquisa está a avaliação do impacto do medicamento em pessoas que aguardam cirurgia bariátrica. Os especialistas analisam se a perda de peso promovida pelo tratamento pode reduzir ou até eliminar a necessidade do procedimento cirúrgico em determinados casos.

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Além do controle da obesidade, o estudo também investiga possíveis benefícios relacionados à redução de problemas cardiovasculares e à diminuição do risco de reincidência de câncer de mama.

A incorporação dos medicamentos ao SUS deverá ocorrer de forma gradual, seguindo critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para garantir segurança, eficácia e acompanhamento adequado dos pacientes.

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Saúde

Bahia autoriza construção de cinco unidades de saúde indígena em Ilhéus com investimento de R$ 18 milhões

Novas estruturas serão implantadas em aldeias do sul do estado para ampliar o acesso à atenção primária e fortalecer o atendimento de saúde voltado aos povos originários

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A região sul da Bahia contará com cinco novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs). A ordem de serviço para a construção

A região sul da Bahia contará com cinco novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs). A ordem de serviço para a construção das estruturas foi assinada nesta quinta-feira (17), na Aldeia Serra Negra, localizada na zona rural de Ilhéus. O investimento total é de R$ 18 milhões e integra ações voltadas à ampliação da assistência à saúde dos povos indígenas.

Além da unidade prevista para a Aldeia Serra Negra, outras quatro UBSIs serão construídas nas aldeias Acuípe do Meio, Acuípe de Baixo I, Santana I e Sapucaeira I. As estruturas serão implantadas diretamente nos territórios indígenas, aproximando os serviços de saúde das comunidades e fortalecendo o atendimento de atenção primária.

A iniciativa é desenvolvida por meio do Programa de Fortalecimento do SUS no Estado da Bahia (PROSUS II), no âmbito do contrato de financiamento firmado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

As novas unidades serão destinadas à realização de atendimentos básicos de saúde, ações preventivas, acompanhamento de pacientes, promoção da saúde e assistência direta às comunidades. O objetivo é garantir um cuidado mais próximo da população indígena e alinhado às especificidades culturais e sociais de cada povo.

Em todo o estado, o projeto prevê a implantação de UBSIs em 38 aldeias, ampliando a infraestrutura da saúde indígena e fortalecendo a oferta de serviços de atenção primária nos territórios tradicionais.

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A elaboração dos projetos contou com análises do Distrito Sanitário Especial Indígena da Bahia (DSEI-BA) e validação do Conselho Distrital de Saúde Indígena da Bahia (CONDISI/BA), assegurando que as estruturas atendam às necessidades identificadas pelas próprias comunidades.

Os projetos arquitetônicos também incorporam soluções voltadas à sustentabilidade, ao conforto dos usuários e à melhoria das condições de trabalho das equipes de saúde. A proposta busca associar infraestrutura qualificada, respeito às tradições indígenas e atendimento mais eficiente para as populações beneficiadas.

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