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Economia

SEI lança estudo sobre impacto econômico de eventos em Mucugê

Relatório utiliza tecnologia de big data para medir efeitos de festas e competições na economia local da Chapada Diamantina

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Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) lança, no dia 17 de novembro, às 19h, no Colégio Estadual de Tempo Integral de Mucugê,
Foto: Thuane Maria/GOVBA

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) lança, no dia 17 de novembro, às 19h, no Colégio Estadual de Tempo Integral de Mucugê, o Relatório Técnico “Avaliação do impacto econômico de eventos em economias locais com uso de dados fiscais: o caso de Mucugê-BA, 2024”. 

O documento apresenta uma análise inédita sobre a movimentação econômica gerada por eventos turísticos, culturais e esportivos realizados no município ao longo de 2024, com base em dados fiscais provenientes de Notas Fiscais de Consumidor Eletrônicas (NFC-e). A metodologia, considerada inovadora no Brasil, utiliza tecnologia de big data para mensurar, de forma empírica, como essas iniciativas contribuem para dinamizar a economia local. 

Elaborado pela SEI a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA), o estudo oferece subsídios para gestores públicos, investidores e empresários compreenderem o alcance econômico dos eventos, apoiando decisões estratégicas em políticas de turismo e desenvolvimento regional. 

O evento de lançamento é aberto ao público e direcionado especialmente a empreendedores, comerciantes e representantes do setor público e da sociedade civil de Mucugê, interessados em entender como os eventos impactam a geração de renda, o consumo local e a economia da Chapada Diamantina. 

O trabalho piloto, desenvolvido pela Diretoria de Pesquisas da SEI, será referência para estudos futuros e reforça a importância da gestão pública baseada em evidências, sobretudo no planejamento de políticas voltadas ao turismo, cultura e desenvolvimento territorial. 

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Economia

Receita Federal libera consulta ao primeiro lote de restituição automática do IRPF nesta quarta-feira

Mais de 3,5 milhões de contribuintes serão beneficiados pelo novo modelo de restituição automática, com pagamentos previstos para 15 de julho via Pix

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A Receita Federal abre às 9h desta quarta-feira (8) a consulta ao primeiro lote especial de restituição automática do Imposto
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal abre às 9h desta quarta-feira (8) a consulta ao primeiro lote especial de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), modalidade que o órgão denomina de “cashback”. Ao todo, 3.551.101 contribuintes serão beneficiados nesta etapa, que totaliza cerca de R$ 460 milhões em restituições.

O pagamento será realizado em 15 de julho, diretamente na conta vinculada à chave Pix do tipo CPF do contribuinte.

Quem recebe

O lote contempla pessoas que não eram obrigadas a apresentar a declaração do Imposto de Renda de 2025 e, por esse motivo, não enviaram o documento. Ainda assim, tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2024 e passaram a ter direito à restituição.

Para identificar esses casos, a Receita Federal utiliza informações disponíveis em suas bases de dados para gerar automaticamente uma declaração simplificada, sem necessidade de solicitação prévia por parte do contribuinte.

O valor da restituição está limitado a R$ 1 mil por pessoa.

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Além de não estar obrigada a declarar o Imposto de Renda em 2025, a pessoa precisa manter o CPF em situação regular e possuir uma chave Pix vinculada ao CPF até o fim de junho deste ano. Segundo a Receita, cerca de 500 mil contribuintes deixaram de receber o benefício por não atender a um desses requisitos.

Como consultar

A consulta poderá ser feita pelo portal da Receita Federal, na página “Consulta Cashback”, criada especificamente para o serviço de restituição automática, ou por meio do aplicativo oficial da Receita.

Também será possível acessar a declaração gerada automaticamente na área “Meu Imposto de Renda”. O documento poderá ser conferido, complementado ou retificado antes da conclusão do processamento, caso o contribuinte identifique informações que precisem ser corrigidas.

Pagamento

A restituição será depositada exclusivamente em conta vinculada à chave Pix do tipo CPF. Não haverá depósito em contas bancárias convencionais nem emissão de ordem de pagamento.

Quem tiver direito à restituição, mas não cumprir os requisitos exigidos para o lote automático — como não possuir chave Pix cadastrada dentro do prazo, estar com CPF irregular ou ter valor superior a R$ 1 mil a receber — poderá apresentar declaração de Imposto de Renda de exercícios anteriores para solicitar a restituição.

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A página “Download do Programa de Imposto de Renda”, disponível no portal da Receita Federal, reúne orientações para o preenchimento online ou por meio dos programas geradores de declaração de anos anteriores.

Lote separado do calendário regular

A Receita Federal destaca que esse pagamento não integra o calendário regular de restituições do Imposto de Renda de 2026. O lote especial foi criado exclusivamente para contribuintes que não entregaram a declaração por não serem obrigados.

Já os contribuintes que apresentaram a declaração dentro do prazo continuam seguindo o cronograma tradicional de restituições. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho.

Fonte: Agência Brasil
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Economia

Bahia lidera geração de empregos por pequenos negócios no Nordeste em 2026

Estado criou mais de 22 mil vagas no primeiro quadrimestre, com destaque para os setores de serviços e construção

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Nos primeiros quatro meses de 2026, a Bahia registrou a criação de 22.913 postos de trabalho por micro e pequenas empresas,
Foto: Thuane Maria/GOVBA

Nos primeiros quatro meses de 2026, a Bahia registrou a criação de 22.913 postos de trabalho por micro e pequenas empresas, o que coloca o estado na primeira posição do Nordeste. Somente em abril, foram gerados 6.031 novos empregos. Os dados constam no mais recente levantamento divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O setor de serviços apresentou o maior saldo de empregos no período, com 12.701 novas vagas criadas por micro e pequenas empresas. Na sequência, aparece o setor da construção, com 8.706 postos. A indústria registrou saldo de 3.101 vagas, enquanto o comércio apresentou queda de 1.942 no número de postos de trabalho gerados por pequenos negócios.

Na Bahia, as atividades econômicas que mais se destacaram na geração de empregos foram construção de edifícios (3.346 vagas), transmissão de energia elétrica (1.530), incorporação de serviços imobiliários (1.212), atividades de atendimento hospitalar (1.206) e obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações (920).

Na avaliação do secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, o estado vive um momento positivo no mercado de trabalho, refletindo políticas de atração de investimentos, ampliação da qualificação profissional e o fortalecimento do Programa de Microcrédito Produtivo Orientado. “As micro e pequenas empresas são as principais empregadoras no Brasil e, em nosso estado, não é diferente. Apoiar os pequenos negócios é fomentar o desenvolvimento, impulsionar a economia e criar oportunidades para a população”, afirmou o secretário. “A orientação do governador Jerônimo Rodrigues é intensificar as políticas de geração de emprego e renda”, completou.

Ranking nacional

No cenário nacional, a Bahia ocupa a sexta colocação no ranking de geração de empregos por micro e pequenas empresas, atrás de São Paulo (103.118 vagas), Minas Gerais (35.081), Paraná (34.921), Santa Catarina (30.080) e Goiás (27.542). O relatório destaca que, em todo o país, apenas no mês de abril, os pequenos negócios foram responsáveis por 83,9% dos postos de trabalho criados.

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O analista técnico do Sebrae Bahia, Anderson Teixeira, ressalta que os dados do Caged reforçam o protagonismo das micro e pequenas empresas na economia estadual. “O destaque dos setores de serviços e construção civil evidencia o dinamismo dessas atividades e sua capacidade de absorver mão de obra. Além disso, o fato de os pequenos negócios responderem por 83,9% das vagas criadas no país em abril reforça a importância de políticas de apoio ao empreendedorismo, à inovação e à competitividade, fundamentais para manter esse ciclo positivo de geração de emprego e renda”, concluiu.

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Economia

Produção em alta impulsiona agronegócio baiano, apesar de leve recuo nominal

PIB do setor cresce 1,7% em termos reais no 1º trimestre de 2026, refletindo avanço da atividade, mesmo com impacto da queda de preços

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O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI),
Foto:  Ascom Aiba/Divulgação

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), somou R$ 19,18 bilhões em valores correntes no primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, o setor apresentou leve retração nominal de 0,2%, equivalente a R$ 29,0 milhões.

Apesar da pequena variação negativa em termos correntes, o desempenho do setor foi marcado pelo avanço da produção agropecuária em diversas cadeias relevantes da economia baiana. O crescimento da atividade produtiva, especialmente nas lavouras temporárias, evidenciou o dinamismo do agronegócio no estado.

Em termos reais — isto é, descontando os efeitos das variações de preços —, o PIB do agronegócio registrou expansão de 1,7% na mesma base de comparação. O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção dos principais produtos agrícolas colhidos no período, com destaque para a soja, os cereais e outras culturas temporárias.

A leve queda nominal observada reflete, sobretudo, a redução dos preços de comercialização de produtos agropecuários e dos segmentos de alimentos e bebidas, que recuaram 11% e 9%, respectivamente. Ainda assim, o avanço da produção física foi suficiente para garantir crescimento em termos reais.

“Apesar da redução observada em valores correntes, o crescimento real do setor evidencia a manutenção do dinamismo da atividade agropecuária baiana, sustentada pelo aumento da produção física das principais culturas agrícolas do estado”, afirma o economista e coordenador de Contas Regionais da SEI, João Paulo Caetano.

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No conjunto da economia estadual, o agronegócio respondeu por 13,5% do PIB da Bahia no primeiro trimestre de 2026. Embora relevante, a participação é inferior à registrada no mesmo período de 2025, quando o setor representava 14,3% da atividade econômica do estado.

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