Cidade
Periferia de Direitos estreia nos 43 anos do Bairro da Paz
Cerca de 4 mil atendimentos foram realizados na Praça das Decisões e no Colégio Estadual Mestre Paulo dos Anjos
Moradores do Bairro da Paz, em Salvador, celebraram os 43 anos de história da localidade, nesta terça-feira (29), com uma programação especial, com o apoio do Governo do Estado, por meio das secretarias de Relações Institucionais (Serin) e de Saúde. Cerca de 4 mil atendimentos foram realizados na Praça das Decisões e no Colégio Estadual Mestre Paulo dos Anjos, para acesso a serviços de cidadania, por meio do projeto-piloto Periferia de Direitos; além de uma edição da Feira Saúde Mais Perto.
“Esse bairro carrega uma história de força, resistência, amor, luta e esperança. Nada mais justo que o Governo do Estado apoiar o aniversário dessa localidade, presenteando com serviços, políticas públicas, através desse projeto-piloto na área da cidadania, do social, da saúde, do reconhecimento e do acolhimento do nosso povo. Viva a comunidade do Bairro da Paz!”, celebrou o vice-governador, Geraldo Júnior.
Em sua primeira edição, realizada no Bairro da Paz, o Periferia de Direitos tem o objetivo de promover feiras de serviços nos territórios urbanos periféricos baianos. Diversos órgão e instituições parceiras, como a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e de Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTs, Secretaria da Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e Coordenação Geral de Políticas de Juventude (Cojuve) colaboram com a iniciativa. A Caravana do Lazer e o Sinebahia móvel, da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) também colaboraram com o mutirão, que ainda ofereceu orientações sobre a primeira linha de crédito do CrediAfro, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). Ainda foram ofertados serviços de emissão da carteira de identidade e 2° via da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
“Um dos melhores mutirões que eu já fui na minha vida. Consegui resolver umas seis coisas. Estou feliz, realizada, porque eu consegui economizar mais de R$ 1 mil reais. Está de parabéns, muito bom! Que possa vir outras e outras vezes”, disse a doceira Rosimeire Andrade, que aproveitou para tirar o documento de identidade, fez exames médicos e outros serviços.
O Periferia de Direitos também disponibilizou atendimento e orientação sobre os direitos de crianças e adolescentes, por meio do Conselho Tutelar; distribuiu refeições e informativos para conscientização e mobilização contra a exploração sexual e o trabalho infantil. O evento contou ainda com a ação pública Corra Pro Abraço, da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), para redução de riscos e danos de populações em situação de vulnerabilidade, além de atendimentos da Embasa, Coelba e Defensoria Pública.
“Uma parceria do Governo do Estado, com oferta de 49 serviços do Estado, a gente quer que isso se repita em toda a cidade”, indicou o coordenador de Articulação Social da Serin, Joel Meireles. A ação ainda conta com a ativação da campanha Oxe, Me Respeite!, de prevenção às violências de gênero, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM); além de atividades da Secretaria da Educação (SEC) direcionadas aos estudantes e jovens da comunidade e da Biblioteca Móvel da Fundação Pedro Calmon (FPC), órgão vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA).
“Um dia de muita celebração. Uma festa linda, muita representatividade, uma festa para celebrar todo esse legado de mais de 40 anos. Isso é fruto dessa mobilização, dessa articulação.”, comemorou um dos líderes comunitários do bairro, Paulo de Almeida Filho.
Feira de saúde
Também faz parte da programação o “Saúde Mais Perto”, com a disponibilização de exames laboratoriais, ultrassonografia, eletrocardiograma e odontológicos. A ação de saúde e a emissão de RG, por meio do SAC móvel, se estenderá até esta quarta-feira (30).
Cidade
Estado inicia entrega de cestas básicas para famílias afetadas por contaminação em São Tomé de Paripe
Mais de 2 mil famílias serão beneficiadas pela ação emergencial do Governo da Bahia após suspensão da pesca e da mariscagem na região
O Governo da Bahia iniciou, na terça-feira (4), a entrega de cestas básicas para famílias afetadas pelo desastre tecnológico ambiental registrado em São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A ação é coordenada pela Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec) e pelo programa Bahia Sem Fome, com apoio do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMB).
A medida faz parte do conjunto de ações adotadas pelo Estado desde a identificação da contaminação da área, em fevereiro deste ano, com o objetivo de reduzir os impactos sociais provocados pela paralisação das atividades de pesca e mariscagem, principais fontes de renda de muitas famílias da região.
De acordo com a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, a coordenação da resposta ao desastre cabe ao Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil, enquanto o Estado atua oferecendo suporte técnico, operacional e institucional às ações de atendimento à população afetada.
A distribuição dos alimentos começou nesta terça-feira e será realizada em quatro etapas, com atividades programadas até sexta-feira (7). Ao todo, mais de 2 mil famílias que vivem no entorno de São Tomé de Paripe serão contempladas pela iniciativa emergencial.
A ação é executada por meio do programa Bahia Sem Fome, política pública voltada à promoção da segurança alimentar e nutricional, em articulação com a Sudec e demais órgãos envolvidos na resposta à emergência ambiental.
Medidas adotadas pelo Estado
Desde a identificação da contaminação, o Governo da Bahia vem implementando uma série de medidas para contenção dos impactos ambientais e sociais da ocorrência.
Entre as ações já realizadas estão:
- Inspeções técnicas conduzidas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema);
- Instalação de placas de advertência na área afetada;
- Interdição temporária do Terminal Itapuã;
- Aplicação de multa de R$ 50 milhões à empresa Gerdau Aços Longos S.A.;
- Aplicação de multa de R$ 20 milhões à Intermarítima, responsável pelo Terminal Itapuã;
Participação na Sala de Situação coordenada pelo Ministério Público da Bahia, com a atuação integrada de órgãos federais, estaduais e municipais, além de representantes das comunidades atingidas.
Segundo o governo estadual, a entrega das cestas básicas busca garantir apoio imediato às famílias impactadas pela suspensão das atividades pesqueiras e pela restrição à comercialização de produtos provenientes da área contaminada, enquanto seguem as ações de monitoramento e recuperação ambiental da região.
Cidade
Apartamentos sem garagem ganham espaço em Salvador e podem custar até R$ 60 mil menos
Mudança no perfil dos compradores e novas opções de mobilidade fazem consumidores priorizarem localização e preço na hora de adquirir o primeiro imóvel
A vaga de garagem, tradicionalmente vista como um item indispensável na compra de um apartamento, vem perdendo importância para parte dos consumidores de Salvador. Em empreendimentos voltados ao público econômico, imóveis sem garagem podem custar até R$ 60 mil a menos, fator que tem influenciado diretamente a decisão de compra de famílias mais sensíveis ao valor do financiamento e às condições de acesso à casa própria.
A mudança já é observada pela MRV, construtora com quase duas décadas de atuação na Bahia. Em lançamentos recentes na capital baiana, o interesse por unidades sem vaga de garagem tem crescido de forma significativa.
Um exemplo é o Residencial Bela Vista, localizado em Pernambués, que chegou ao mercado com um número reduzido de unidades com garagem e registrou rápida velocidade de vendas. Situação semelhante foi registrada no Golf Riviera, em Jardim Cajazeiras, lançado no fim de 2025.
Segundo a construtora, a procura por apartamentos sem vaga é mais expressiva entre famílias com renda mensal de até R$ 8 mil. Acima dessa faixa, os compradores ainda tendem a priorizar imóveis que ofereçam estacionamento.
O comportamento revela uma mudança nas prioridades de quem busca o primeiro imóvel, especialmente entre consumidores que não possuem veículo próprio ou que deixaram de considerar o carro uma necessidade imediata.
“Para uma parcela importante do público econômico, a vaga representa um custo adicional no apartamento. Quando conseguimos oferecer uma unidade até R$ 60 mil mais barata, ampliamos as possibilidades de acesso ao crédito imobiliário e à casa própria. Muitas vezes, estamos falando de uma família que antes não conseguia avançar na compra por causa do valor final do imóvel”, afirma Leandro Pinho, gestor comercial da MRV na Bahia.
Mobilidade influencia escolhas
A expansão das alternativas de mobilidade urbana, como os aplicativos de transporte, o metrô e o sistema BRT, também contribui para a mudança no comportamento dos consumidores.
Nesse cenário, a proximidade com estações de transporte público, centros comerciais, serviços e polos de emprego passou a disputar espaço com a vaga de garagem entre os principais critérios considerados na escolha de um imóvel.
A tendência tem influenciado inclusive a estratégia de desenvolvimento de novos empreendimentos, direcionando a busca por terrenos em áreas com melhor infraestrutura urbana e maior oferta de transporte coletivo.
“Estamos conseguindo levar o público econômico para regiões onde, historicamente, havia menos oportunidades de compra para esse perfil. A proximidade com o trabalho, os serviços e o transporte pode reduzir o tempo e o custo dos deslocamentos diários. A discussão sobre as vagas precisa considerar essa transformação na forma como as pessoas vivem e se movimentam pela cidade”, destaca Renata Bandarra, gestora de Desenvolvimento Imobiliário da MRV na Bahia.
Tendência nacional
De acordo com a construtora, o fenômeno acompanha uma transformação já observada em outras grandes cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, onde diferenças de renda, novas formas de deslocamento e mudanças nos hábitos de consumo têm reduzido a importância da vaga de garagem para determinados perfis de compradores.
A tendência reforça a busca por imóveis mais acessíveis e melhor localizados, refletindo uma nova lógica de ocupação urbana em que praticidade, mobilidade e custo-benefício ganham cada vez mais relevância na decisão de compra.
Cidade
Plantio de 3 mil mudas de mangue reforça recuperação ambiental no Subúrbio de Salvador
Ação da CTB mobiliza comunidade e estudantes no Lobato e integra projeto que prevê o plantio de 67 mil mudas para restaurar áreas de manguezal
Julho, mês dedicado à Proteção dos Manguezais, foi marcado por uma importante ação ambiental na orla do Lobato, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Nesta terça-feira (28), a área recebeu o plantio de três mil mudas de mangue, em uma atividade que reuniu moradores, estudantes da rede estadual de ensino, professores e autoridades.
A iniciativa teve como objetivo conscientizar a população sobre a importância ecológica, social e econômica dos manguezais, ecossistemas que fazem a transição entre os ambientes terrestre e marinho e desempenham papel fundamental na preservação da biodiversidade e na proteção da costa.
Promovida pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), a ação integra um projeto mais amplo que prevê o plantio de 67 mil mudas e a recuperação de aproximadamente dois hectares de manguezal no Subúrbio Ferroviário.
Além dos benefícios ambientais, a estratégia de recuperação dos manguezais contribui para a captura de carbono da atmosfera. Esses ecossistemas são considerados eficientes no armazenamento de carbono, favorecendo a geração de créditos de carbono, mecanismo que certifica a remoção ou compensação de emissões de dióxido de carbono (CO₂) e outros gases de efeito estufa.
A iniciativa também evidencia como infraestrutura e sustentabilidade podem caminhar juntas, fortalecendo a conscientização ambiental e promovendo impactos positivos na qualidade de vida e no desenvolvimento sustentável da região.
Para os estudantes que participaram da atividade no Lobato, a experiência proporcionou uma nova percepção sobre o território onde vivem. Segundo os participantes, o aprendizado fora da sala de aula contribuiu para compreender o manguezal não apenas como uma paisagem natural, mas como um patrimônio ambiental essencial para o equilíbrio ecológico e para o futuro da comunidade.
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