Política
Governo do Estado apresenta pacote de investimentos para Salvador
O governador Jerônimo Rodrigues reuniu parlamentares para anunciar ações em celebração ao aniversário da capital baiana
Com o objetivo de apresentar as ações e entregas do Governo do Estado referentes aos 476 anos de Salvador, na manhã desta terça-feira (25), o governador Jerônimo Rodrigues promoveu um café da manhã com parlamentares no Centro de Operações Inteligência (COI), em Salvador. Durante o encontro, que reuniu secretários, vereadores (as) e deputados (as), o chefe do executivo baiano reforçou a importância da colaboração mútua para a execução de políticas públicas que atendam às necessidades da população. O investimento nas ações chega a R$506 milhões.
“A partir de agora, precisamos construir um diálogo estratégico. Estamos acompanhados por deputados federais, estaduais, vereadores, movimentos sociais e lideranças de diversos setores, como cultura, além dos partidos políticos. O objetivo é iniciarmos esse processo de planejamento”, destacou Jerônimo Rodrigues, ao se referir à semana que Salvador receberá investimentos em celebração ao aniversário da cidade.
O evento contou também com as presenças do vice-governador, Geraldo Júnior, e lideranças políticas que trataram de assuntos como direitos humanos, saúde, educação, cultura, esporte, segurança, mobilidade, saneamento e emprego. Na ocasião, o secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, falou sobre as entregas previstas até o próximo domingo com detalhes de obras que serão executadas e equipamentos. Um dos pontos discutidos a ordem de licitação para início das obras de reforma e ampliação do Hospital Geral do Estado (HGE), um investimento estimado em R$118 milhões.
“Para nós, isso é muito importante, e é com grande satisfação que apresentamos os investimentos que o governador disponibilizou. Reunimos e concentramos esses recursos para esta semana de aniversário. Agradecemos também aos deputados federais e estaduais pelas emendas que possibilitaram tornar essa semana tão significativa para nós. Estamos celebrando, pela primeira vez na história, uma semana de entregas em comemoração ao aniversário de Salvador”, pontuou durante a sua apresentação, Adolpho Loyola.
Política
Jerônimo propõe parceria com prefeitura para construção do primeiro hospital municipal e maternidade de Jequié
Governador afirma que Estado está disposto a dividir investimentos para ampliar a rede de saúde e reduzir demanda no Hospital Prado Valadares
O governador Jerônimo Rodrigues anunciou uma proposta de parceria com a Prefeitura de Jequié para viabilizar a construção do primeiro hospital municipal e da primeira maternidade própria do município. Segundo ele, a iniciativa contribuiria para fortalecer a rede de atenção básica e reduzir a sobrecarga do Hospital Geral Prado Valadares (HGPV), unidade administrada pelo Governo do Estado.
Em entrevista à Rádio 93 FM, nesta quarta-feira (8), o governador afirmou que o Estado está disposto a compartilhar os investimentos necessários para tirar o projeto do papel.
“Jequié merece ter um hospital municipal. Estou me colocando à disposição para dividir os investimentos e assumir a parte que couber ao Estado. Eu não estou aqui fazendo qualquer tipo de desafio para agredir ninguém. Eu só acho que Jequié merece ter um hospital municipal”, declarou.
Jerônimo destacou ainda que Jequié não possui maternidade própria e defendeu a construção de um equipamento que atenda às necessidades da população. A proposta prevê a implantação de um hospital-maternidade com cerca de 120 leitos, incluindo unidades de terapia intensiva (UTIs) adulto e neonatal.
O governador ressaltou que a iniciativa não tem motivação político-partidária e afirmou que o foco é ampliar a assistência à população do município.
“Estou me colocando aqui à disposição para a minha querida Jequié. Não estou olhando aqui o partido do prefeito, estou olhando o meu povo de Jequié”, afirmou.
De acordo com Jerônimo Rodrigues, parte da demanda atualmente atendida pelo Hospital Geral Prado Valadares poderia ser absorvida por equipamentos de responsabilidade municipal, como unidades básicas de saúde, policlínicas e um hospital municipal.
Durante a entrevista, o governador também citou investimentos do Governo da Bahia na área da saúde no interior do estado, incluindo a estadualização do hospital de Jaguaquara, a implantação de cinco novas unidades básicas de saúde em Jequié e a construção de hospitais nos municípios de Valença, Maracás e Gandu.
Política
Rui Costa: “A chapa de ACM Neto é bolsonarista e anti-Lula”
Pré-candidato ao Senado pelo PT afirma que oposição na Bahia representa o bolsonarismo e critica histórico de posições adotadas por adversários
O pré-candidato ao Senado Rui Costa (PT) afirmou que a chapa majoritária da oposição na Bahia, liderada pelo pré-candidato ao governo ACM Neto (União Brasil), representa o bolsonarismo no estado. Em entrevista à rádio Baiana FM, o ex-ministro da Casa Civil classificou o grupo como “bolsonarista e anti-Lula” e acusou seus integrantes de terem atuado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos primeiros anos do atual mandato.
Segundo Rui, ACM Neto e o prefeito de Salvador, Bruno Reis, fizeram críticas frequentes ao presidente antes do período eleitoral. Para o petista, a mudança de postura dos adversários ocorreu em razão da alta aprovação de Lula na Bahia, onde, segundo ele, o presidente deverá repetir o desempenho alcançado nas últimas eleições.
O ex-governador também afirmou que os adversários sempre se posicionaram contra políticas públicas implantadas pelos governos petistas, como o sistema de cotas nas universidades e programas de inclusão social. Na avaliação de Rui Costa, essas posições aproximam toda a chapa de oposição do legado político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao comentar sua passagem pela Casa Civil, Rui afirmou que encontrou um cenário de forte desequilíbrio fiscal ao assumir o ministério, em janeiro de 2023. Segundo ele, o governo Bolsonaro deixou um déficit superior a R$ 200 bilhões, incluindo precatórios sem pagamento e despesas do Bolsa Família que, de acordo com o petista, não estavam previstas no Orçamento.
Rui também declarou que a gestão Lula recebeu milhares de obras nas áreas de saúde e educação paralisadas em todo o país. Apesar desse cenário, afirmou que o governo reorganizou as contas públicas, retomou investimentos e impulsionou a economia. Entre os resultados citados, destacou a redução do desemprego, o aumento da renda média da população e os programas de renegociação de dívidas voltados para famílias, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos empresários.
Política
Entram em vigor restrições do período eleitoral para agentes públicos em todo o país
Medidas previstas na legislação eleitoral passam a valer três meses antes do primeiro turno das Eleições 2026 e incluem limitações para contratações, publicidade institucional e transferências de recursos
Entraram em vigor neste sábado (4), data que marca o início do período eleitoral, três meses que antecede o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, as principais restrições impostas a agentes públicos. As regras permanecerão válidas até 25 de outubro.
O chamado defeso eleitoral reúne um conjunto de proibições e normas aplicáveis à administração pública, previstas na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e regulamentadas pela Resolução nº 23.735/2024 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O objetivo é garantir a igualdade de condições entre as candidaturas durante o processo eleitoral.
As restrições alcançam servidores públicos, sejam eles estatutários ou não, além de órgãos e entidades da administração pública direta e indireta nas esferas federal, estadual e municipal.
Cessão de servidores à Justiça Eleitoral
Até 4 de janeiro de 2027, nos estados que realizarem apenas o primeiro turno, e até 25 de janeiro de 2027, nas unidades da Federação onde houver segundo turno, órgãos e entidades da administração pública poderão ceder servidores à Justiça Eleitoral. A medida deve ocorrer apenas em situações específicas, mediante justificativa e solicitação formal dos tribunais eleitorais.
Atos de pessoal
A legislação proíbe, na circunscrição do pleito e até a posse dos eleitos, a nomeação, contratação, admissão, demissão sem justa causa, supressão ou readaptação de vantagens funcionais. Também ficam vedadas a remoção, a transferência e a exoneração de ofício de servidores públicos, sob pena de nulidade dos atos praticados.
A regra prevê exceções, entre elas:
- nomeação e exoneração para cargos em comissão e funções de confiança;
- nomeação para cargos do Poder Judiciário, Ministério Público, tribunais e conselhos de contas;
- nomeação de candidatos aprovados em concursos públicos homologados até 3 de julho de 2026;
- contratação necessária para a manutenção de serviços públicos essenciais, desde que autorizada expressamente pelo chefe do Poder Executivo;
- transferência ou remoção de militares, policiais civis e policiais penais.
Verbas públicas, publicidade e pronunciamentos
Até a realização das eleições, a legislação também restringe uma série de condutas da administração pública.
Entre elas está a transferência voluntária de recursos entre União, estados e municípios. A exceção vale para obras e serviços já em andamento, com cronograma previamente definido, e para situações de emergência ou calamidade pública devidamente justificadas.
Também fica proibida a publicidade institucional de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos e entidades da administração indireta. A vedação não se aplica a produtos e serviços sujeitos à concorrência de mercado nem a casos de grave e urgente necessidade pública reconhecidos pela Justiça Eleitoral.
Outra restrição diz respeito aos pronunciamentos em rede de rádio e televisão, que só poderão ocorrer fora do horário eleitoral gratuito em situações urgentes, relevantes e relacionadas às funções governamentais, mediante autorização da Justiça Eleitoral.
Adequação dos canais oficiais
Órgãos públicos devem adotar medidas para retirar de sites, redes sociais e demais canais oficiais referências que possam promover autoridades ou administrações cujos cargos estejam em disputa no processo eleitoral.
Permanecem disponíveis, contudo, as informações necessárias ao cumprimento das normas de transparência pública e acesso à informação. Na prática, o critério é a manutenção de conteúdo estritamente informativo e impessoal.
Inaugurações e shows artísticos
A legislação eleitoral também proíbe a contratação de shows artísticos custeados com recursos públicos para inaugurações de obras ou divulgação de serviços governamentais.
Além disso, candidatos ficam impedidos de participar de inaugurações de obras públicas durante o período eleitoral.
Penalidades
O descumprimento das regras pode resultar em multas aos agentes responsáveis e até mesmo na cassação do registro ou do diploma do candidato beneficiado pela irregularidade, sem prejuízo de outras sanções relacionadas ao abuso de poder político.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
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