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Política

Governo do Estado apresenta pacote de investimentos para Salvador

O governador Jerônimo Rodrigues reuniu parlamentares para anunciar ações em celebração ao aniversário da capital baiana 

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Com o objetivo de apresentar as ações e entregas do Governo do Estado referentes aos 476 anos de Salvador, na manhã desta terça-feira (25),
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

Com o objetivo de apresentar as ações e entregas do Governo do Estado referentes aos 476 anos de Salvador, na manhã desta terça-feira (25), o governador Jerônimo Rodrigues promoveu um café da manhã com parlamentares no Centro de Operações Inteligência (COI), em Salvador. Durante o encontro, que reuniu secretários, vereadores (as) e deputados (as), o chefe do executivo baiano reforçou a importância da colaboração mútua para a execução de políticas públicas que atendam às necessidades da população. O investimento nas ações chega a R$506 milhões.

“A partir de agora, precisamos construir um diálogo estratégico. Estamos acompanhados por deputados federais, estaduais, vereadores, movimentos sociais e lideranças de diversos setores, como cultura, além dos partidos políticos. O objetivo é iniciarmos esse processo de planejamento”, destacou Jerônimo Rodrigues, ao se referir à semana que Salvador receberá investimentos em celebração ao aniversário da cidade.

O evento contou também com as presenças do vice-governador, Geraldo Júnior, e lideranças políticas que trataram de assuntos como direitos humanos, saúde, educação, cultura, esporte, segurança, mobilidade, saneamento e emprego. Na ocasião, o secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, falou sobre as entregas previstas até o próximo domingo com detalhes de obras que serão executadas e equipamentos. Um dos pontos discutidos a ordem de licitação para início das obras de reforma e ampliação do Hospital Geral do Estado (HGE), um investimento estimado em R$118 milhões.

“Para nós, isso é muito importante, e é com grande satisfação que apresentamos os investimentos que o governador disponibilizou. Reunimos e concentramos esses recursos para esta semana de aniversário. Agradecemos também aos deputados federais e estaduais pelas emendas que possibilitaram tornar essa semana tão significativa para nós. Estamos celebrando, pela primeira vez na história, uma semana de entregas em comemoração ao aniversário de Salvador”, pontuou durante a sua apresentação, Adolpho Loyola.

Eleições 2026

Campanhas deverão informar arrecadação eleitoral em até 72 horas, determina Justiça Eleitoral

Nova etapa das eleições de 2026 reforça a transparência sobre recursos de campanha; contratação de despesas preparatórias também já está autorizada

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financiamento das campanhas das Eleições Gerais de 2026. As informações deverão ser encaminhadas em até 72 horas após o recebimento
Foto: Pixabay

A partir desta segunda-feira (20), partidos políticos, candidatas e candidatos estão obrigados a informar à Justiça Eleitoral os recursos financeiros recebidos para o financiamento das campanhas das Eleições Gerais de 2026. As informações deverão ser encaminhadas em até 72 horas após o recebimento dos valores, permitindo a divulgação pública dos dados na internet.

A medida integra as regras de prestação de contas definidas para o processo eleitoral e tem como objetivo ampliar a transparência sobre a origem e a utilização dos recursos arrecadados durante a campanha.

Gastos preparatórios já podem ser contratados

Também passa a valer a autorização para que partidos e candidatos realizem contratações voltadas à preparação das campanhas e à instalação física e virtual dos comitês eleitorais após a realização das convenções partidárias que oficializam as candidaturas.

Entre as despesas permitidas estão serviços e estruturas necessários para o planejamento e a organização das campanhas, desde que os contratos sejam devidamente formalizados.

No entanto, o pagamento dessas despesas somente poderá ser efetuado após o cumprimento de exigências legais, como:

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  • Obtenção do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da campanha;
  • Abertura de conta bancária específica para movimentação dos recursos eleitorais;
  • Emissão dos respectivos recibos eleitorais.
Regras previstas na legislação eleitoral

As determinações estão previstas na Resolução nº 23.607/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que regulamenta a arrecadação e os gastos de recursos por partidos e candidatos, e também na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997).

As normas buscam assegurar maior controle sobre o financiamento das campanhas e permitir que eleitores, órgãos de fiscalização e a sociedade acompanhem em tempo real a movimentação financeira dos candidatos durante o período eleitoral.

Fonte: TSE

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Eleições 2026

Eleições 2026 terão eleitorado recorde de 158,7 milhões de brasileiros aptos a votar 

Número de eleitores cresce 1,46% em relação a 2022; Norte lidera avanço proporcional e eleitorado no exterior registra alta de 31,8% 

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O Brasil terá 158.745.463 eleitores aptos a votar nas Eleições 2026, que acontecem em 4 de outubro, primeiro turno do pleito.
Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

O Brasil terá 158.745.463 eleitores aptos a votar nas Eleições 2026, que acontecem em 4 de outubro, primeiro turno do pleito. O número representa um crescimento de 2.291.452 eleitores, ou 1,46%, em comparação com as eleições gerais de 2022. 

Neste ano, os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. 

Norte registra maior crescimento proporcional 

Entre as regiões do país, o Norte apresentou o maior crescimento proporcional do eleitorado. O número de eleitores passou de 12.560.410, em 2022, para 13.109.354, em 2026, um aumento de 548.944 pessoas, equivalente a 4,37%. 

Com esse avanço, a região passou a representar 8,26% do eleitorado nacional. 

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Outro destaque é o crescimento do eleitorado brasileiro residente no exterior. Em 2026, 918.876 eleitores estão aptos a votar fora do país, número 31,82% superior ao registrado em 2022, quando eram 697.078 eleitores. 

Estados com maior crescimento 

Os maiores avanços proporcionais ocorreram em: 

  • Roraima: 9,63%; 
  • Tocantins: 8,07%; 
  • Mato Grosso: 6,84%. 

Já o Rio de Janeiro apresentou crescimento mais modesto. O estado alcançou 12.857.000 eleitores, com acréscimo de apenas 29.704 novos registros, alta de 0,23%. 

Crescimento por região 

O Centro-Oeste também cresceu acima da média nacional, passando de 11.539.323 para 11.997.001 eleitores, avanço de 3,97%. 

O Nordeste chegou a 43.529.845 eleitores, registrando aumento de 1.138.869 pessoas em comparação com 2022. A região concentra 27,42% do eleitorado brasileiro. 

No Sul, o eleitorado passou de 22.558.759 para 22.861.012 pessoas, crescimento de 1,34%. 

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Já o Sudeste, apesar de continuar sendo a região com maior concentração de eleitores, registrou queda de 0,56%, passando de 66.707.465 para 66.329.375 votantes. Sua participação nacional caiu de 42,64% para 41,78%. 

Os maiores colégios eleitorais do país 

São Paulo segue como o maior colégio eleitoral brasileiro, com 34.104.226 eleitores, o equivalente a 21,48% do total nacional. 

Na sequência aparecem: 

  • Minas Gerais – 16.377.659 eleitores (10,32%); 
  • Rio de Janeiro – 12.857.000 (8,10%); 
  • Bahia – 11.321.005 (7,13%); 
  • Paraná – 8.609.026 (5,42%). 

Juntos, os cinco estados concentram 83.268.916 eleitores, o que representa 52,45% do eleitorado brasileiro. 

Cadastro eleitoral mais diverso 

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que as Eleições 2026 contarão com o cadastro eleitoral mais diverso da série histórica recente. 

O número de eleitores sem declaração de raça ou cor caiu de 140 milhões para 126 milhões de registros. Com isso, houve crescimento em todas as categorias de autodeclaração. 

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O eleitorado pardo passou de 8,5 milhões para 16,9 milhões de pessoas. Já o eleitorado preto cresceu de 1,8 milhão para 3,5 milhões. 

Entre os demais grupos: 

  • Brancos: de 5,2 milhões para 11,6 milhões; 
  • Indígenas: de 155 mil para 287 mil; 
  • Amarelos: de 114 mil para 229 mil. 
Mulheres seguem maioria 

As mulheres continuam sendo maioria entre os eleitores brasileiros. 

Em 2026, elas somam 83.877.126 eleitoras, correspondendo a 52,84% do eleitorado nacional. Em 2022, eram 82.373.164. 

Já o eleitorado masculino passou de 74.044.065 para 74.845.001 pessoas aptas a votar. 

Eleitorado está mais envelhecido 

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A faixa etária mais numerosa em 2026 é a de 40 a 44 anos, com 15.994.391 eleitores. 

  • Também se destacam os grupos: 
  • 45 a 49 anos: 15.271.754; 
  • 35 a 39 anos: 15.262.815; 
  • 30 a 34 anos: 15.178.204; 
  • 25 a 29 anos: 14.990.259. 

Os dados mostram ainda um envelhecimento do eleitorado. A população com 60 anos ou mais passou de 32,8 milhões para 37,4 milhões de eleitores, elevando sua participação de 21,02% para 23,60%. 

Por outro lado, a faixa de 21 a 34 anos diminuiu de 43,8 milhões para 41 milhões de pessoas, reduzindo sua participação proporcional no total de eleitores. 

Jovens representam 2,25% do eleitorado 

O cadastro eleitoral de 2026 reúne 3.571.159 jovens com até 18 anos, o equivalente a 2,25% do eleitorado nacional. 

Embora o número permaneça expressivo, houve redução de 14,52% em comparação com 2022, quando o país registrou 4.177.627 eleitores nessa faixa etária. 

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Regionalmente, o Nordeste lidera em número de jovens eleitores, com 1.315.104 registros, seguido por: 

  • Sudeste: 1.074.280; 
  • Norte: 478.070; 
  • Sul: 410.993; 
  • Centro-Oeste: 283.436. 

Os dados apontam para um eleitorado brasileiro cada vez mais diverso, feminino e envelhecido, cenário que deverá influenciar as estratégias dos partidos e candidatos na disputa eleitoral de 2026. 

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Política

Governo edita MP para facilitar renegociação de dívidas rurais e ampliar acesso ao crédito

Medida provisória permite reestruturação de débitos de produtores afetados por perdas climáticas e queda nos preços agrícolas; volume renegociado pode superar R$ 100 bilhões

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A Medida Provisória nº 1.376/2026, editada pelo governo federal na última quarta-feira (15), autoriza a criação de linhas de crédito rural
Foto: Jaelson Lucas/Agência de Notícias do Paraná

A Medida Provisória nº 1.376/2026, editada pelo governo federal na última quarta-feira (15), autoriza a criação de linhas de crédito rural destinadas à renegociação de dívidas de produtores rurais e cooperativas agropecuárias afetados por eventos climáticos adversos ou pela redução dos preços de comercialização de seus produtos.

A iniciativa é resultado de um acordo entre o governo federal, representantes do setor agropecuário e parlamentares. O entendimento foi anunciado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, com o objetivo de destravar as negociações em torno das dívidas do setor rural.

Prorrogação de parcelas

Entre as medidas de impacto imediato, a MP autoriza as instituições financeiras a prorrogar, por até 30 dias, o vencimento das parcelas de principal e juros das operações de crédito contratadas por produtores que estavam adimplentes até o dia 14 de julho.

Segundo o governo, a medida busca fortalecer ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, além de reduzir os impactos provocados por calamidades públicas e por conflitos geopolíticos internacionais sobre a atividade agropecuária.

Renegociação pode alcançar R$ 100 bilhões

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o novo mecanismo deverá permitir a renegociação de mais de R$ 100 bilhões em dívidas rurais. O impacto estimado nas contas públicas é inferior a R$ 4 bilhões por ano.

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Publicada em edição extra do Diário Oficial da União, a medida também autoriza a União a participar como cotista de um fundo garantidor destinado a respaldar as operações de crédito, com possibilidade de adesão por estados e municípios.

Além das operações tradicionais de crédito rural, voltadas para custeio, comercialização, industrialização e investimento, a MP permite a renegociação das Cédulas de Produto Rural (CPRs) com liquidação financeira em atraso, com prazo de pagamento de até oito anos.

Critérios para adesão

Para acessar os benefícios, produtores rurais e cooperativas deverão comprovar perdas em duas ou mais safras entre os anos de 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda bruta esperada.

As perdas deverão ser comprovadas por meio de laudo técnico emitido por profissional habilitado.

Os limites de crédito variam conforme o enquadramento do beneficiário:

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  • Até R$ 400 mil para agricultores familiares do Pronaf;
  • Até R$ 2 milhões para produtores enquadrados no Pronamp;
  • Até R$ 4 milhões para os demais produtores.

As taxas de juros serão de 6% ao ano para operações do Pronaf, 9% para o Pronamp e 12% para os demais beneficiários. O prazo de pagamento poderá chegar a oito anos, com carência de até dois anos para o início da amortização do principal.

Condições especiais para casos mais graves

Produtores que registraram perdas em três ou mais safras e redução mínima de 40% da renda bruta terão acesso a condições mais favoráveis.

Nesses casos, os limites de crédito serão ampliados para:

  • Até R$ 500 mil para beneficiários do Pronaf;
  • Até R$ 2,5 milhões para enquadrados no Pronamp;
  • Até R$ 8 milhões para os demais produtores.
  • As taxas de juros cairão para 5% ao ano no Pronaf, 8% ao ano no Pronamp e 11% ao ano para os demais beneficiários. O prazo de reembolso poderá ser estendido para até dez anos.
Penalidades para fraudes

A medida provisória estabelece punições rigorosas para tentativas de fraude. Produtores e profissionais envolvidos responderão solidariamente pelos prejuízos causados aos cofres públicos.

A apresentação de informações ou documentos falsos para comprovação de perdas de safra ou renda implicará perda imediata do benefício, devolução dos recursos obtidos e proibição de contratação de crédito subvencionado pelo governo por um período de até cinco anos.

Tramitação no Congresso

Embora já esteja em vigor, a MP precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal em até 120 dias para ser convertida definitivamente em lei.

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Fonte: Agência Câmara de Notícias
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