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Educação

PMBA abre inscrições para Colégios da Polícia Militar e Creche em 2026

Processo seletivo oferece 2.845 vagas; sorteio eletrônico será realizado em 16 de janeiro, com acompanhamento de órgãos fiscalizadores 

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A Polícia Militar da Bahia (PMBA) iniciou nesta segunda-feira (5) as inscrições para o processo seletivo de admissão de alunos nas 16 unidades
Foto: 📸 Sgt RR/C Barros

A Polícia Militar da Bahia (PMBA) iniciou nesta segunda-feira (5) as inscrições para o processo seletivo de admissão de alunos nas 16 unidades do Colégio da Polícia Militar (CPM) e na Creche da PM Nossa Senhora das Graças/CMEI para o ano letivo de 2026. As inscrições devem ser feitas pelo site https://www.pm.ba.gov.br/cpm2026/ até sexta-feira (9). 

O edital, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) na última quarta-feira (31), prevê 2.792 vagas para Ensino Fundamental e Médio nas unidades do CPM e 53 vagas para Educação Infantil na creche, totalizando 2.845 vagas. O ingresso será exclusivamente por sorteio, conforme detalhado no edital. 

Na capital, 70% das vagas são destinadas a filhos de militares estaduais, servidores civis da PM e Corpo de Bombeiros, professores da SEC e demais servidores públicos efetivos ligados às unidades, enquanto 30% são para o público externo. No interior, a divisão será de 50% para filhos de militares e servidores e 50% para o público externo. 

O sorteio eletrônico ocorrerá em 16 de janeiro, às 10h, no Salão Nobre do Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP), em Salvador, com acompanhamento de representantes do Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Ministério Público, Defensoria Pública, OAB, imprensa e associações de classe, além de dois responsáveis por alunos inscritos. 

Atualmente, a PMBA mantém 16 unidades do CPM em todo o estado, atendendo cerca de 16 mil alunos. Na capital, os colégios estão localizados em Dendezeiros, Luiz Tarquínio, Ribeira, Lobato e Cajazeiras. No interior, as unidades funcionam em Teixeira de Freitas, Alagoinhas, Ilhéus, Itabuna, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Candeias, Juazeiro, Jequié, Barreiras e Bom Jesus da Lapa. 

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Educação

Alba aprova gratificação para professores do sistema socioeducativo na Bahia

Medida amplia benefício da Geusp e reconhece atuação de docentes em unidades de internação de adolescentes

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Exercício em Unidade do Sistema Prisional (Geusp) aos professores vinculados às escolas do sistema socioeducativo.
Foto: Ananda Nunes/Fundac

O Governo da Bahia avançou no fortalecimento da política socioeducativa e na valorização dos profissionais da educação que atuam em unidades de internação. A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) aprovou o Projeto de Lei nº 26.292/2026, de autoria do Poder Executivo, que estende a Gratificação pelo Exercício em Unidade do Sistema Prisional (Geusp) aos professores vinculados às escolas do sistema socioeducativo.

A proposta altera a Lei nº 11.056, de 26 de junho de 2008, garantindo a inclusão dos docentes no recebimento da gratificação. A medida reconhece as especificidades do trabalho pedagógico desenvolvido nas unidades da Fundação da Criança e do Adolescente, onde os profissionais atuam em um ambiente que exige preparo técnico, atenção a protocolos de segurança e compromisso permanente com a formação educacional dos adolescentes.

Na mensagem enviada ao Legislativo, o governador Jerônimo Rodrigues destacou que os professores da socioeducação enfrentam desafios semelhantes aos que motivaram a criação da Geusp, reforçando a importância da valorização desses profissionais.

Para o vice-diretor do Colégio Estadual de Tempo Integral de Feira de Santana – Anexo CASE Zilda Arns, Carlos Alberto Alves Lima, a ampliação da gratificação representa o reconhecimento do papel estratégico da educação no processo socioeducativo. Segundo ele, a escolarização nas unidades é um dos pilares da ressocialização, contribuindo para a construção de novos projetos de vida, o fortalecimento da cidadania e a formação humana dos adolescentes.

O educador ressaltou ainda que o trabalho nas unidades vai além do conteúdo curricular. Além da formação pedagógica, os profissionais atuam diretamente na reconstrução de trajetórias e no desenvolvimento de novas perspectivas para os jovens, preparando-os para o retorno ao convívio social com mais autonomia e oportunidades.

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“A educação para a liberdade é um dos maiores desafios da escolarização dentro do socioeducativo”, afirmou Carlos Alberto Alves Lima, ao destacar que a valorização dos professores amplia também a responsabilidade dos profissionais que atuam diariamente nas unidades.

A extensão da Geusp integra uma estratégia mais ampla do Governo do Estado para o fortalecimento do sistema socioeducativo, alinhada ao programa Bahia Pela Paz. Entre as ações, estão obras de reforma e requalificação de unidades, incluindo a antiga Case CIA e a Case Feminina, melhorias nas unidades de semiliberdade, implantação de scanner corporal e ampliação de capacitações para equipes técnicas e socioeducativas.

Os avanços também têm refletido nos resultados educacionais dos adolescentes atendidos pela Fundação, com participação em olimpíadas do conhecimento, melhoria no desempenho escolar e expansão do acesso a atividades pedagógicas, culturais e profissionalizantes.

A iniciativa reafirma a educação como eixo central da socioeducação e fortalece as ações voltadas à garantia de direitos, responsabilização e construção de novas perspectivas para adolescentes e jovens atendidos pelo sistema socioeducativo baiano.

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Educação

Governador inaugura complexo educacional em Eunápolis

Nova unidade integra ensino médio, formação profissional, esporte e cultura; agenda incluiu anúncios nas áreas de saúde, infraestrutura, mobilidade e habitação

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entre os mais de 800 alunos atendidos pelo Complexo Integrado de Educação Básica, Profissional e Tecnológica de Eunápolis,
Foto: Joá Souza/GOVBA

“Sou apaixonado por vôlei desde criança e poder conciliar os estudos com o esporte dentro da escola é bom demais”, afirmou, entusiasmado, o estudante do 1º ano do Ensino Médio Pedro Ítalo Santos Vilar. Ele está entre os mais de 800 alunos atendidos pelo Complexo Integrado de Educação Básica, Profissional e Tecnológica de Eunápolis, inaugurado nesta terça-feira (12) pelo governador Jerônimo Rodrigues, no Território Costa do Descobrimento. 

Com investimento de aproximadamente R$ 24 milhões em ampliação e modernização, a unidade conta com 26 salas de aula climatizadas, laboratórios, biblioteca, sala multifuncional, sala de dança, teatro, restaurante estudantil, quadra poliesportiva coberta, campo society com pista de atletismo e piscina semiolímpica. Durante a cerimônia, também foi entregue um ônibus escolar rural, ampliando o acesso de estudantes que vivem em comunidades mais afastadas. 

Na ocasião, o governador destacou a expansão da rede estadual de ensino em tempo integral no interior da Bahia. “São mais de 100 novas escolas entregues em todo o estado. Estamos investindo para garantir educação pública de qualidade, com estrutura moderna, formação integral e mais oportunidades para que os jovens construam o seu futuro”, afirmou Jerônimo Rodrigues. 

Investimentos em diversas áreas
A agenda do governador em Eunápolis incluiu ainda a entrega de uma van para Tratamento Fora do Domicílio (TFD), uma ambulância e um veículo administrativo. Também foi inaugurado o Sistema de Abastecimento de Água, que beneficiará moradores das localidades de Ponto de Maneca, Areal, Igrejinha, Escolinha, Senhorinha, Elias, Bairro Novo e Rotatória, situadas a cerca de 25 quilômetros da sede do município. 

Durante a visita, foi anunciada a licitação para pavimentação do trecho que liga as BRs-101 e 367, no bairro Arnaldão, ao Contorno Viário de Eunápolis. O projeto prevê cerca de sete quilômetros de extensão, investimento estimado em R$ 13 milhões e conclusão prevista para março de 2027. Segundo o secretário estadual de Infraestrutura, Saulo Pontes, a obra vai aliviar o tráfego e melhorar significativamente a mobilidade urbana da cidade. 

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A agenda incluiu ainda a autorização para a construção do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS AD III) e do Centro Especializado em Reabilitação (CER), a assinatura da ordem de serviço para implantação da sinalização de trânsito, além da sanção da lei que torna a Festa do Pedrão patrimônio cultural imaterial da Bahia. O governador também acompanhou a inauguração da nova sede da Secretaria Municipal de Saúde, vistoriou as obras da Avenida David Jonas Fadini, a construção de 496 unidades habitacionais dos residenciais Eunápolis 1 e 2, do programa Minha Casa Minha Vida, e participou da entrega da nova Usina de Asfalto de Eunápolis. 

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Educação

Educação pública sob gestão privada avança no país e acende alerta na Bahia

Modelo adotado no Paraná e em São Paulo, associado ao ex-secretário Renato Feder, inspira ACM Neto e já opera em Salvador, onde é alvo de investigações do Ministério Público

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Enquanto o Paraná é apresentado como vitrine da educação pública brasileira — líder no IDEB e campeão em investimentos — uma engrenagem
Foto: Pixabay

Enquanto o Paraná é apresentado como vitrine da educação pública brasileira — líder no IDEB e campeão em investimentos — uma engrenagem silenciosa avança nos bastidores: a transferência da gestão de escolas públicas para empresas privadas, financiada com dinheiro do contribuinte. É esse modelo que o pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, declarou admirar e pretende replicar caso vença as eleições de 2026. Em Salvador, o protótipo já existe — e está sendo investigado pelo Ministério Público. 

O arquiteto do modelo 

A peça central dessa história tem nome: Renato Feder. Empresário do setor de tecnologia, ex-CEO da Multilaser por 15 anos, foi convidado por Ratinho Jr. para comandar a Secretaria de Educação do Paraná entre 2019 e 2023. No período, construiu a reputação de gestor eficiente — os índices do IDEB subiram, as escolas ganharam computadores e programas de intercâmbio foram lançados. Resultados concretos, reconhecidos por dados independentes. 

Mas, junto com os avanços, Feder implantou o embrião do que viria a ser o Programa Parceiro da Escola: a terceirização da gestão administrativa de escolas públicas para empresas privadas. Em 2023, o modelo migrou com ele para São Paulo, onde passou a comandar a pasta sob o governo Tarcísio de Freitas — repetindo o mesmo roteiro, desta vez na maior rede de ensino do país. 

Conflito de interesses documentado 

O movimento levantou uma questão incômoda: a Multilaser, empresa da qual Feder é sócio por meio de uma offshore no paraíso fiscal de Delaware (EUA), acumulou R$ 200 milhões em contratos com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo — pasta que ele próprio comanda. 

O último contrato, de R$ 76 milhões para fornecimento de notebooks, foi assinado em 21 de dezembro de 2022 — exatamente quando Feder já havia sido publicamente anunciado para o cargo, mas ainda não havia tomado posse. A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo abriu investigação. O Tribunal de Contas do Estado também. Três convocações da Assembleia Legislativa paulista foram ignoradas pelo secretário. 

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A Controladoria-Geral da União (CGU) chegou a proibir temporariamente a Multilaser de assinar contratos públicos após atrasos na entrega de equipamentos à Universidade Federal do Paraná. Feder, como responsável pela fiscalização dos contratos em São Paulo, optou por não punir a própria empresa por falhas semelhantes no estado. 

Parceiro da Escola: aprovado na marra 

No Paraná, o Programa Parceiro da Escola (Lei nº 22.006/2024) foi aprovado pela Assembleia Legislativa em regime de urgência, por 39 votos a 13 — enquanto 20 mil pessoas protestavam do lado de fora do plenário. Estudantes chegaram a ocupar o prédio durante a votação. 

O programa prevê o repasse de R$ 1,87 bilhão em recursos públicos a empresas privadas ao longo de quatro anos, para que cuidem da gestão administrativa das escolas. O grupo ligado ao bilionário Jorge Paulo Lemann figura como principal beneficiário. 

Quando as comunidades escolares foram consultadas, o resultado foi inequívoco: apenas 10 das 177 escolas (5,6%) votaram a favor. O governo, então, mudou as regras. Um decreto deu à própria Secretaria de Educação o poder de decidir unilateralmente nas escolas que não atingissem quórum mínimo — esvaziando qualquer caráter democrático da consulta. 

O Tribunal de Contas do Paraná apontou sete irregularidades no programa-piloto, incluindo o caso de uma empresa que recebeu R$ 6 milhões sem prestar contas. O programa enfrenta ainda uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7684) no STF, com a Advocacia-Geral da União já tendo se manifestado contra o modelo. 

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Salvador: o protótipo já funciona e é investigado 

O sinal de alerta já existe em Salvador. O programa “Pé na Escola”, criado pela Lei Municipal nº 9.410/2018, sancionada pelo então prefeito ACM Neto e continuamente ampliado por seu sucessor, Bruno Reis, destina recursos públicos a vagas em escolas privadas conveniadas para crianças de 2 a 5 anos. 

Os números, extraídos do Portal da Transparência da Prefeitura de Salvador, são contundentes. Entre 2021 e 2026, o programa consumiu R$ 811,8 milhões em recursos públicos — crescimento de 306% em valor absoluto. Em 2026, sozinho, foram R$ 217,9 milhões, o que representou 66,1% de todos os contratos de prestação de serviços da Secretaria Municipal de Educação. 

Enquanto isso, a rede pública municipal oferece apenas 22.613 vagas em creches e pré-escolas, ao passo que o Pé na Escola prevê atender mais de 40 mil crianças na mesma faixa etária por meio de escolas privadas — quase o dobro. 

Em março de 2026, o Ministério Público da Bahia expediu a Recomendação Conjunta nº 01/2026, apontando vagas ociosas na rede pública sendo ignoradas enquanto contratos privados se expandem, fechamento de escolas municipais sem estudos de viabilidade — como a Escola Municipal Paulo Mendes de Aguiar, no bairro do Rio Sena, encerrada em janeiro de 2026 após mais de 40 anos — e o uso do programa como mecanismo rotineiro, em desvio de sua finalidade temporária prevista em lei. 

Em abril de 2026, o Ministério Público Federal instaurou inquérito civil para investigar possível violação constitucional: a Emenda Constitucional nº 108/2020 proíbe expressamente o uso de recursos do Fundeb para repasses a instituições privadas com fins lucrativos. 

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ACM Neto, criador do programa, defendeu o modelo sob o argumento de que a vaga privada conveniada custa menos que a vaga pública. As investigações seguem, sem resposta conclusiva da prefeitura. 

O avanço da privatização do ensino público 

O que está em curso não é uma política isolada. Trata-se de uma estratégia que percorre Paraná, São Paulo e aponta para a Bahia: liderar rankings educacionais como capital político, avançar na privatização da gestão escolar, contornar resistências por meio de decretos e regimes de urgência legislativa e sustentar o discurso da modernização enquanto bilhões de reais em recursos públicos migram para o setor privado. 

Em Salvador, o roteiro já foi ensaiado na educação infantil. Em Brasília, o modelo é investigado pelo MPF. No STF, o Parceiro da Escola do Paraná aguarda julgamento de inconstitucionalidade. A pergunta que a Bahia precisa responder antes de 2026 é simples: quem, afinal, será o dono da escola pública baiana? 

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