Cultura
Pelourinho tem música, arte e diversidade com o projeto Verão na Bahia
Evento do Governo do Estado reúne artistas e público em celebração à identidade baiana e à pluralidade cultural no coração do Centro Histórico
O Pelourinho viveu, na noite deste sábado (3), mais um momento de celebração da cultura baiana dentro da programação do projeto “Verão na Bahia. Um Estado de Alegria”, iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura (Secult-BA). O secretário de Cultura, Bruno Monteiro, acompanhou de perto a apresentação da cantora Aila Menezes, que reuniu um grande público no Largo Quincas Berro d’Água e reafirmou a força da música produzida na Bahia.
No palco, Aila Menezes celebrou o encontro com o público e a oportunidade de integrar a programação oficial do verão. “Não há nada como a gente estar no Centro Histórico, que é o nosso Quilombo, de onde a gente nasce, a nossa matriz, fervendo tanto nesse verão e exalando música, diversidade, cores e tudo que a Bahia é especialista em fazer”, declarou a artista.
O público que acompanhou o show também aprovou a iniciativa. Para a estudante Mariana Santos, que assistiu à apresentação, o projeto fortalece a relação da população com o Centro Histórico. “É maravilhoso ver o Pelourinho vivo, com programação gratuita e shows de artistas incríveis. Dá orgulho de ser baiana”, disse.
A apresentação integrou a programação cultural que vem movimentando o Centro Histórico de Salvador, ocupando largos, ruas e praças do Pelourinho com shows gratuitos e acessíveis, parte do projeto “Verão na Bahia. Um Estado de Alegria”. Durante o evento, Bruno Monteiro destacou a importância da ação para a valorização da cultura baiana e para a dinamização do Centro Histórico.
“O Pelourinho é um território histórico de memória e de muita cultura e o Governo do Estado tem uma presença constante aqui ao longo do ano, sempre investindo nessa diversidade cultural. E essa agenda se intensifica de uma forma muito especial no verão, quando celebramos a Bahia como esse estado de alegria, com uma programação muito diversa”, afirmou o titular da Secult-BA.
A agenda começou nesse final de semana e vai até depois do carnaval, com muita diversidade musical e também com teatro, dança, exposições, literatura, além de programação infantil. Uma oportunidade para que os diferentes públicos se encontrem e se reconheçam no Pelourinho.
Domingo
A programação segue com destaque especial para este domingo (4), quando o Pelourinho recebe atrações para todos os públicos. As crianças poderão se divertir com o show de Tio Paulinho, no Largo Pedro Archanjo, à tarde; enquanto o samba reggae toma conta do Largo Tereza Batista com Didá e convidadas – As Rainhas do Samba Reggae. No mesmo dia, o público ainda poderá conferir a apresentação da banda Resenha do VP e o show de Viola de Doze, reforçando a diversidade musical que marca o projeto.
Programação
Com início oficial na quinta-feira (1º), com o tradicional Pôr do Som, comandado por Daniela Mercury, no Farol da Barra, a programação marca simbolicamente a abertura da estação no estado. Desde então, uma série de ações culturais vem sendo realizadas, integrando também políticas públicas nas áreas de saúde, segurança, direitos humanos e infraestrutura, com o objetivo de garantir um verão seguro e acolhedor para baianos e turistas.
No Pelourinho, as atividades começaram na sexta-feira (2) e seguem até terça-feira (6), com apresentações de nomes como Márcia Freire, Nara Couto, Samba de Oyá, Didá, Cortejo Afro, Olodum, entre outras atrações, ocupando espaços como os largos Pedro Archanjo, Tereza Batista, Quincas Berro d’Água, além das ruas do Pelô e da Praça das Artes.
Cultura
Pelourinho recebe programação especial do projeto “Verão na Bahia” neste domingo
Iniciativa do Governo do Estado movimenta o Centro Histórico com música, cultura e diversão para toda a família
O projeto “Verão na Bahia. Um estado de alegria” anima este domingo (18) no Pelourinho com atrações para todas as idades. Desenvolvida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), a iniciativa reafirma o compromisso com a dinamização do Centro Histórico, valorizando a arte e as diversas expressões culturais.
A programação começa às 14h30 com atividades voltadas para o público infantil e segue com apresentações musicais. No Largo Pedro Archanjo, Tio Paulinho comanda a festa para as crianças, com brincadeiras, ludicidade e muita criatividade. Já no Largo Tereza Batista, às 15h, a Banda Didá reafirma a força e o protagonismo feminino na percussão, em um espetáculo reconhecido nacional e internacionalmente, com participação de convidados especiais.
Às 16h, no Largo Quincas Berro D’Água, o grupo Afrosambah promove um diálogo entre o samba e ritmos de matriz africana. À noite, às 19h, no Largo Pedro Archanjo, tradição e modernidade se encontram na apresentação de O Gringo, representante da nova geração da música nordestina.
E tem mais: o Olodum vai ecoar pelos quatro cantos do Centro Histórico, reunindo fãs, baianos e turistas para celebrar o samba-reggae. Fundado no Pelô pelo Mestre Neguinho do Samba, o bloco afro se apresenta gratuitamente no Largo do Pelourinho, às 15h, com um repertório que inclui clássicos como “Nossa Gente”, “Rosa”, “Requebra” e “Vem Meu Amor”.
Programação completa deste domingo (18):
Largo Pedro Archanjo
- Tio Paulinho – 14h30 – Gratuito
- O Gringo – 19h – Gratuito
Largo Tereza Batista
- Banda Didá e convidados – 15h – Gratuito
Largo Pelourinho
- Olodum – 15h – Gratuito
Largo Quincas Berro D’Água
- Afrosambah e convidados – 16h – Gratuito
Carnaval 2026
“O Samba Nasceu Aqui” será o tema da maior festa de rua do planeta
Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, o gênero musical será o protagonista da maior festa de rua do planeta
Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade e originário do Recôncavo Baiano, o samba será o fio condutor do Carnaval de Salvador em 2026. Com o tema “O Samba Nasceu Aqui”, a próxima edição da folia celebra a Bahia como berço de um dos ritmos mais emblemáticos da música brasileira.
A identidade visual do Carnaval 2026 aposta em cores intensas e grafismos que evocam alegria, dinamismo e ancestralidade, criando um diálogo entre tradição e a força dos trios elétricos, blocos afro, afoxés e escolas de samba. A proposta é valorizar a memória coletiva e ampliar a conexão entre o ritmo e as múltiplas expressões musicais que consolidam Salvador como referência mundial do Carnaval.
História
Surgido no século XIX a partir da fusão de ritmos africanos, como o semba, com manifestações culturais já presentes no Brasil, o samba de roda tornou-se a base do gênero no país. No Recôncavo Baiano, em cidades como Santo Amaro, Cachoeira e São Félix, nasceram expressões fundamentais que unem música, dança e poesia, com forte presença de atabaques, pandeiros e palmas. Em 2005, o samba de roda foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
O samba na Bahia
Na cena local, o ritmo dialoga com outras sonoridades, como ijexá, afoxé e, mais tarde, o samba-reggae. Blocos afro como Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy e Olodum contribuíram para sua renovação. Atualmente, artistas como Ivete Sangalo, Xanddy e iniciativas como Banjo Novo e Samba Saboeiro mantêm a tradição viva em diferentes pontos da cidade.
Nomes como Riachão, Batatinha, Edil Pacheco, Walmir Lima, Roberto Mendes, Mariene de Castro, Nelson Rufino e o Grupo Botequim são referências essenciais para compreender o samba feito na Bahia — cotidiano, ancestral e profundamente popular.
Carnaval 2026
A festa começa oficialmente na quinta-feira (12), antecedida pelo Furdunço, no sábado (7), e pelo Fuzuê, no domingo (8), além das apresentações de fanfarras na quarta-feira (11), na Barra. Blocos como Camaleão (Bell Marques), Coruja (Ivete Sangalo), Largadinho (Claudia Leitte), Timbalada, Crocodilo (Daniela Mercury) e Me Abraça (Durval Lélys) já confirmaram presença.
Cultura
Palacete Saldanha será sede da nova CAIXA Cultural em Salvador
Prédio histórico do Pelourinho receberá investimento de R$ 72,2 milhões para restauração e instalação de equipamentos culturais
Imóvel histórico do Centro de Salvador, o Palacete Saldanha, antigo Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, sediará a nova CAIXA Cultural na capital baiana. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (16), durante assinatura do contrato de cessão do espaço à Caixa Econômica Federal pelo Governo da Bahia. A cerimônia aconteceu no Pelourinho e contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues.
“De forma responsável, o Governo Federal tem colocado a cultura no orçamento, a Caixa tem outros equipamentos de cultura no Brasil e nosso diálogo tem sido para que até o segundo semestre a primeira etapa desse projeto seja inaugurada”, afirmou o governador durante visita técnica ao espaço. Também participaram do evento a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o secretário estadual da Cultura, Bruno Monteiro, e representantes da Caixa.
Com arquitetura que remete ao barroco de influência hispano-americana, o edifício tombado pelo Iphan terá investimento estimado em R$ 72,2 milhões para recuperação das estruturas e restauração de peças, mantendo as características originais do casarão. Segundo o presidente da Caixa, Carlos Vieira, o projeto prevê a instalação de duas galerias, sala de cinema, teatro e uma agência conceito, em um espaço de sete mil metros quadrados.
“Essa será uma das maiores Caixas Culturais do Brasil e todo investimento terá retorno proporcional em geração de emprego e oportunidades que o setor cultural movimenta”, destacou Vieira.
A ministra Margareth Menezes ressaltou a importância da iniciativa: “Esse ato marca o início de uma nova história para o Liceu de Artes e Ofícios, que se torna mais um importante equipamento cultural para Salvador, para a Bahia e para o Brasil. Um prédio imponente, que respira séculos de arte e resistência, não poderia permanecer de portas fechadas”.
O secretário Bruno Monteiro afirmou que a entrega reforça o calendário de investimentos na cultura baiana: “Estamos semeando desde 2023 e, em 2026, anunciamos esse novo espaço, que vai sediar a CAIXA Cultural. Já iniciamos o CCBB e avançamos em conversas com o Banco do Nordeste para outro centro cultural no Pelourinho”.
Construído no início do século XVIII, o Palacete Saldanha abrigou o Liceu de Artes e Ofícios de 1874 a 2007, oferecendo formações gratuitas em marcenaria, carpintaria, serralheria e artes, formando centenas de pessoas durante o período da escravização. Com a nova CAIXA Cultural, o espaço ampliará as atividades do equipamento artístico, hoje localizado na Avenida Carlos Gomes.
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