Agricultura
Bahia conquista novos parceiros para comercialização de citros
O estado habilitou unidades de produção de lima ácida Tahiti a exportarem seus frutos para o Chile

A Bahia deu um importante passo na comercialização internacional de citros. A Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab), juntamente com o Ministério da Agricultura (Mapa), habilitaram unidades de produção de lima ácida Tahiti do estado a exportarem seus frutos para o Chile. O processo, iniciado há dois meses, foi concluso durante a Fruit Attraction São Paulo, principal feira internacional para o mercado de frutas e hortaliças no hemisfério Sul, que termina hoje.
Para o diretor geral da Adab e engenheiro agrônomo, Paulo Sérgio Luz, que participou do evento e das negociações, essa conquista é resultado de uma política pública estadual que valoriza o setor como um todo, da produção à comercialização. “O Governo do Estado, por meio das secretarias da Agricultura (Seagri) e de Desenvolvimento Rural (SDR), tem atuado conjuntamente com ações de fomento, organização, inovação e conquista de mercados consumidores”, avalia, ressaltando também o trabalho dos órgãos reguladores, das esferas estadual e federal, responsáveis pela execução da defesa agropecuária.
A Adab e o Mapa atuam no trânsito interestadual de vegetais; prevenção e monitoramento de pragas; certificação fitossanitária; emissão de documentos intra e interestadual; fiscalização do uso e comércio de agrotóxicos; elaboração de instrumentos legais; campanhas de educação sanitária.
Para a especialista em citros, da Adab, Suely Brito, a Fruit Attraction foi uma grande oportunidade não só para a realização de negócios, mas para ratificar o protagonismo do Programa Fitossanitário do Citros, no atendimento às demandas de um território grande em extensão e diverso na sua produção, como a Bahia. “Mostramos aos produtores, beneficiadores, exportadores e responsáveis técnicos, que visitaram a feira, que a Bahia é detentora de uma vantagem competitiva, comparada a outras regiões produtoras do país: seu status fitossanitário livre de Cancro Cítrico e do Greening”, conclui a também coordenadora do Programa.
Agricultura
CETAB assegura qualidade da farinha de mandioca
O centro é responsável por análises laboratoriais que asseguram padrão e competitividade para os agricultores baianos

Com a cotação da farinha de mandioca em alta, atingindo R$ 280,00 a saca de 50 quilos em Salvador, a qualidade do produto se torna ainda mais estratégica. É nesse ponto que atua o Centro Tecnológico Agropecuário do Estado da Bahia (CETAB), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), responsável por análises laboratoriais que asseguram padrão e competitividade para os agricultores baianos.
O crescimento de 238% no número de análises em apenas um ano evidencia a importância do trabalho realizado. Os testes verificam aspectos físico-químicos, como teor de amido e fibra bruta, além das características físicas da farinha como a sua granulometria. Dessa forma, assegura-se a proteção ao consumidor e a valorização do produto no mercado, fortalecendo a cadeia produtiva da mandioca.
“Nosso trabalho é assegurar que a farinha atenda às exigências do mercado e, ao mesmo tempo, dar suporte técnico aos agricultores para terem um produto valorizado”, destaca Paulo Mesquita, coordenador do CETAB. As análises não apenas garantem qualidade, mas também mantêm os produtores competitivos.
Controle de Qualidade
A avaliação da farinha de mandioca envolve uma série de procedimentos que asseguram a qualidade e a segurança alimentar. O processo começa na classificação física, que inclui a verificação das embalagens na chegada, a identificação de impurezas e a homogeneização das amostras, divididas entre conjuntos de trabalho e de arquivo.
As amostras passam por peneiras que permitem classificá-las como fina, média ou grossa, definição que influencia a tradição culinária regional. Além da granulometria, o CETAB avalia parâmetros físico-químicos como acidez, fibra, cinzas, amido e umidade, garantindo estabilidade e conformidade do produto.
Segundo Mesquita, a classificação é essencial para assegurar padrões de identidade e qualidade. “Com isso, protegemos o consumidor, valorizamos o produto no mercado interno e externo e asseguramos que a farinha esteja dentro dos padrões aceitáveis para consumo humano. A classificação também padroniza, facilita a comercialização e agrega valor ao trabalho do produtor”, explica.
Atuação ampla e suporte técnico
O trabalho do CETAB vai além da mandioca e abrange diversas áreas da agropecuária baiana. O centro dispõe de oito laboratórios especializados, onde são realizadas análises de solo, água para irrigação, produtos de origem vegetal e animal. Agricultores podem solicitar diagnósticos de fertilidade do solo e receber recomendações de adubação específicas, aumentando a produtividade e promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis.
Credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para classificação de produtos de origem vegetal, o CETAB também realiza diagnósticos e controle de qualidade em diferentes cadeias produtivas. Assim, atua como suporte técnico-científico direto para agricultores familiares, associações e cooperativas, reduzindo riscos e ampliando a competitividade da produção baiana.
Agricultura
Cinco agroindústrias familiares formam novo polo em Ibiassucê
O objetivo é fortalecer a produção de mandioca e gerar mais renda para agricultores e agricultoras familiares

O Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), inaugurou recentemente duas novas agroindústrias nas comunidades de Jabuticaba e Bom Sucesso, na zona rural de Ibiassucê. O objetivo é fortalecer a produção de mandioca e gerar mais renda para agricultores e agricultoras familiares.
Com as inaugurações, Ibiassucê passa a contar com cinco agroindústrias familiares, localizadas nas comunidades de Bom Sucesso, Careta, Capoeirão, Grama e Jabuticaba.
O presidente da Associação de Desenvolvimento Comunitário da Comunidade Bonsucesso, Gerson Rodrigues, destacou a importância da nova unidade de beneficiamento. “Era o que faltava para a nossa comunidade se desenvolver. Agora, vamos poder produzir farinha e polvilho com os novos equipamentos, como forno, ralador e descascador de mandioca.”
Na Associação de Desenvolvimento Comunitário da Comunidade do Careta, a produção de biscoitos e pães já está a todo vapor. Para a presidente Leide Laura Amado, as novas unidades vão beneficiar diretamente a produção local. “Nossa agroindústria trabalha com produtos acabados da mandiocultura, enquanto as outras unidades produzirão fécula, que é nossa matéria-prima. Assim, se forma uma cadeia produtiva que vai gerar mais renda e dinamizar a economia do município.”
Para fortalecer a produção e a comercialização, as cinco unidades foram contempladas pelo projeto da CAR, Bahia que Produz e Alimenta, que já contratou um profissional para cada agroindústria, com o objetivo de apoiar a gestão e otimizar a produção.
“A produção cresceu bastante, principalmente depois da contratação do agente de negócios. Melhorou nossas vendas e o envolvimento da equipe na produção”, comentou Leide Laura.
Agricultura
Formação de pedreiros de cisternas gera renda e segurança hídrica no interior

A construção de cisternas é uma das principais ações para garantir o acesso à água nas comunidades rurais da Bahia. Além de implantar a tecnologia social de armazenamento da água da chuva, a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), também investe na formação de mão de obra local, para que a prática se multiplique e gere novas oportunidades.
As organizações beneficiadas com cisternas pela CAR, por meio do Programa Água para Todos, recebem também uma capacitação específica para formar novos cisterneiros, pedreiros especializados na construção da estrutura. Em cada curso, 10 aprendizes são treinados por um instrutor e um pedreiro experiente. Ao todo, 150 agricultores e agricultoras serão capacitados na técnica de construção da cisterna calçadão, voltada para a produção de alimentos.
A coordenadora das ações do Programa Água para Todos na CAR, Kamilla Ferreira, explica que a formação é completa, envolvendo teoria e prática. “Um pedreiro mais experiente, que é o instrutor, ensina passo a passo, fazer a placa, colocar os caibros, fazer o reboco, acertar o traço da massa. O aprendiz constrói três cisternas com a supervisão do instrutor e, ao final, está apto a trabalhar na área. É um curso que muda vidas, porque deixa um legado para a comunidade e cria novas oportunidades de renda”.
Além de ampliar a capacidade das comunidades em manter e expandir a infraestrutura hídrica, o curso abre portas para quem busca novas formas de trabalho. É o caso de Josevan Carneiro, morador do distrito de Itatiaia, em São José, que viu na formação uma chance de empreender. “Este curso foi muito importante para nós que não sabíamos construir cisternas de calçadão. Aprendi e agora já tenho como ganhar dinheiro com as construções da nossa região. Esse projeto é fundamental, não só para as famílias, mas também para nós, pedreiros.”
Com a iniciativa, as comunidades rurais passam a contar com profissionais capacitados para construir e manter as cisternas, garantindo mais segurança hídrica e sustentabilidade produtiva. Para quem participa, é a oportunidade de aprender um ofício, gerar renda e contribuir diretamente para melhorar a vida das famílias do meio rural.
-
Economiahá 3 dias
SDE inicia pesquisa do impacto do tarifaço em empresas na Bahia
-
Políticahá 2 dias
Bahia abre 5ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres
-
Serviçoshá 2 dias
Vagas de emprego na Bahia para esta quinta-feira (28)
-
Infraestruturahá 2 dias
Embasa conclui obra de esgotamento sanitário na Av. ACM