Cidade
Primeira viagem-teste do VLT mobiliza moradores e marca nova fase da mobilidade em Salvador
Evento reuniu comunidade, autoridades e imprensa no trajeto entre a Calçada e o Lobato, consolidando avanços da obra e aproximando a população do novo modal
“Hoje estou muito feliz porque, graças a Deus, a promessa foi cumprida através do nosso governador Jerônimo. Esse VLT já está transformando nossa comunidade”, afirmou a comerciante Analúcia dos Santos, moradora do bairro do Lobato, durante a primeira viagem-teste do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), realizada neste sábado (31) com a participação da população. O momento simbólico para o Subúrbio Ferroviário ocorreu no trecho entre a Calçada e o Lobato, em Salvador, e foi acompanhado pelo governador Jerônimo Rodrigues, autoridades, imprensa e moradores, que vivenciaram de perto o novo modal de transporte.
“Acolher a população tem um significado muito grande. Eu estou falando do pertencimento de quem mora aqui. Nesta semana, a gente já se antecipou, já esteve no segundo e no terceiro trecho. Estamos acompanhando diariamente o andamento das obras, porque combinamos entregar no começo do segundo semestre de 2026”, destacou o governador Jerônimo Rodrigues.
A programação teve início na Estação Calçada. Ao longo do trajeto de ida, cerca de 120 pessoas embarcaram nas cinco paradas existentes até o Lobato. O percurso de ida e volta permitiu avaliar o desempenho real do sistema em operação.
Para o presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Eracy Lafuente, o teste com passageiros representa um marco importante. “As obras avançaram significativamente. As demais paradas terão os trabalhos intensificados após o Carnaval. Atendendo à solicitação do governador, estamos iniciando hoje uma nova fase de testes, permitindo que as pessoas conheçam e se habituem ao trem”, afirmou.
A secretária de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Jusmari Oliveira, destacou o impacto estrutural do projeto. “O VLT é uma realidade que transforma toda a Bahia em termos de mobilidade. Ele será integrado à nova rodoviária, ao sistema metroviário e representa a marca de um governo que inova em nível nacional, seja pela tecnologia utilizada, seja pela forma de construir e pelas soluções aplicadas à engenharia”, acrescentou.
Após o teste principal, o VLT realizou uma nova viagem para levar os moradores de volta às suas localidades.
Projeto em andamento
Atualmente, o Trecho 1 supera 50% de execução, com mais de 21 quilômetros de via permanente implantados e 4 quilômetros energizados entre Calçada e Lobato. O Pátio de Manutenção da Calçada avança, enquanto o Pátio de Periperi segue em obras. Também estão em andamento a reforma da Estação Calçada, a construção das paradas, a Unidade de Beneficiamento de Pescados, em São João do Cabrito, o Mercado São Brás do Subúrbio, em Plataforma, além de obras de macrodrenagem e da recuperação da Ponte de São João.
No Trecho 2, prosseguem a duplicação da BA‑528, a construção do viaduto sobre a BR‑324 e a implantação da passagem inferior do Hospital do Subúrbio.
Cidade
Plantio de 3 mil mudas de mangue reforça recuperação ambiental no Subúrbio de Salvador
Ação da CTB mobiliza comunidade e estudantes no Lobato e integra projeto que prevê o plantio de 67 mil mudas para restaurar áreas de manguezal
Julho, mês dedicado à Proteção dos Manguezais, foi marcado por uma importante ação ambiental na orla do Lobato, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Nesta terça-feira (28), a área recebeu o plantio de três mil mudas de mangue, em uma atividade que reuniu moradores, estudantes da rede estadual de ensino, professores e autoridades.
A iniciativa teve como objetivo conscientizar a população sobre a importância ecológica, social e econômica dos manguezais, ecossistemas que fazem a transição entre os ambientes terrestre e marinho e desempenham papel fundamental na preservação da biodiversidade e na proteção da costa.
Promovida pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), a ação integra um projeto mais amplo que prevê o plantio de 67 mil mudas e a recuperação de aproximadamente dois hectares de manguezal no Subúrbio Ferroviário.
Além dos benefícios ambientais, a estratégia de recuperação dos manguezais contribui para a captura de carbono da atmosfera. Esses ecossistemas são considerados eficientes no armazenamento de carbono, favorecendo a geração de créditos de carbono, mecanismo que certifica a remoção ou compensação de emissões de dióxido de carbono (CO₂) e outros gases de efeito estufa.
A iniciativa também evidencia como infraestrutura e sustentabilidade podem caminhar juntas, fortalecendo a conscientização ambiental e promovendo impactos positivos na qualidade de vida e no desenvolvimento sustentável da região.
Para os estudantes que participaram da atividade no Lobato, a experiência proporcionou uma nova percepção sobre o território onde vivem. Segundo os participantes, o aprendizado fora da sala de aula contribuiu para compreender o manguezal não apenas como uma paisagem natural, mas como um patrimônio ambiental essencial para o equilíbrio ecológico e para o futuro da comunidade.
Cidade
Montagem de equipamentos para obras da Ponte Salvador-Itaparica avança em estaleiro baiano
Balsa que dará suporte à construção da plataforma provisória no mar está sendo preparada em Simões Filho e deve iniciar operações em breve na Baía de Todos-os-Santos
A montagem dos equipamentos que serão utilizados na construção da Plataforma Linear Provisória (PLP), estrutura fundamental para o início das obras da Ponte Salvador-Itaparica em ambiente marítimo, segue avançando no Estaleiro Belov, localizado em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
Nesta terça-feira (21), o secretário da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica (SVPonte), Mateus Dias, visitou o estaleiro para acompanhar os preparativos da balsa Jaguaribe, embarcação que dará suporte às operações de cravação das estacas que sustentarão a plataforma de trabalho no mar.
A balsa está sendo equipada com dois guindastes de grande porte. Um deles, com capacidade para 100 toneladas, será responsável pelo apoio logístico e pelo transporte das camisas metálicas e demais estruturas utilizadas na obra. O segundo, com capacidade para 320 toneladas, executará o posicionamento das estacas na estrutura-guia para a realização da cravação em ambiente marítimo.
Além dos guindastes, a embarcação receberá martelos vibratórios, utilizados na etapa inicial de encaixe das camisas metálicas, e um martelo de cravação, equipamento responsável pela fixação definitiva das estruturas no leito da Baía de Todos-os-Santos.
Durante a visita, o secretário Mateus Dias destacou o cumprimento do cronograma previsto e a participação de empresas baianas na execução da obra.
“Estou bastante satisfeito com a visita de hoje. Estamos na balsa Jaguaribe, do Estaleiro Belov, empresa baiana que está fornecendo esse equipamento que dará apoio à construção da plataforma de trabalho. É muito positivo verificar que o cronograma está sendo cumprido e que essa balsa deverá iniciar sua atuação em breve na Baía de Todos-os-Santos. É importante destacar também que, somente nesta etapa de montagem dos equipamentos, contamos com cinco empresas baianas contratadas”, afirmou.
Impacto na economia local
Segundo o governo estadual, a participação de empresas baianas reforça o compromisso do empreendimento com o desenvolvimento econômico local. Além de estimular fornecedores e prestadores de serviço do estado, a implantação da Ponte Salvador-Itaparica deverá impulsionar a geração de empregos, fortalecer a cadeia produtiva regional e ampliar oportunidades de negócios para a população baiana.
Considerada uma das maiores obras de infraestrutura em execução no país, a Ponte Salvador-Itaparica terá papel estratégico para a integração logística da Bahia e para o desenvolvimento econômico da região da Baía de Todos-os-Santos e do interior do estado.
Cidade
Obras da Ponte Salvador-Itaparica avançam com construção de plataforma provisória na Baía de Todos-os-Santos
Estrutura de apoio terá 11,2 quilômetros de extensão e promete ampliar a segurança, a eficiência logística e o controle ambiental durante a execução do projeto
As obras de implantação da Ponte Salvador-Itaparica seguem avançando dentro do cronograma previsto. Neste mês de julho, os trabalhos estão concentrados no canteiro de Vera Cruz, onde ocorre a concretagem das sapatas que servirão de base para a Plataforma Linear Provisória (PLP), além da demolição de estruturas preexistentes na área destinada à construção.
Paralelamente, equipes realizam a montagem e os testes dos equipamentos que serão utilizados na etapa de cravação das estacas metálicas da plataforma no mar. Entre os equipamentos estão a estrutura-guia para posicionamento das estacas, um martelo vibratório, um martelo de percussão e dois guindastes de grande porte, com capacidade entre 150 e 320 toneladas, instalados sobre balsas para dar suporte às operações offshore.
Segundo o secretário de Infraestrutura da Bahia, Saulo Pontes, a Plataforma Linear Provisória será fundamental para garantir mais segurança e eficiência à execução das obras.
“Com a PLP, vamos organizar melhor a operação, dar mais previsibilidade ao cronograma e reduzir em quase 70% o número de embarcações circulando na Baía durante a construção. Além disso, teremos ganhos ambientais importantes, com um controle mais eficiente da coleta e do descarte dos resíduos gerados na obra”, destacou.
A plataforma será construída paralelamente ao traçado da futura Ponte Salvador-Ilha de Itaparica e terá aproximadamente 11,2 quilômetros de extensão. A execução ocorrerá em duas etapas: inicialmente a partir da margem de Itaparica e, posteriormente, do lado de Salvador. As duas frentes de trabalho avançarão progressivamente até se encontrarem na região central da travessia.
De acordo com o superintendente de Projetos e Engenharia da SVPonte, Ubaldo Brito, a estrutura provisória proporcionará maior estabilidade às operações de construção.
“Obras desse porte normalmente dependem de balsas para o transporte de equipes, equipamentos e materiais, o que as torna suscetíveis às condições do mar e às variações das marés. Com a plataforma provisória, esse deslocamento poderá ocorrer a qualquer momento e com as mesmas condições de segurança durante todo o período da obra”, explicou.
A construção da ponte ocorrerá em uma área de mar aberto da Baía de Todos-os-Santos, sujeita a fatores como ventos, correntes marítimas, oscilações de maré e ondas. Nesse contexto, a utilização da PLP é considerada uma solução estratégica para minimizar riscos operacionais, aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais.
Capaz de suportar equipamentos de grande porte e máquinas pesadas, a plataforma oferecerá uma base estável para atividades que exigem alta precisão. Como não estará sujeita diretamente às interferências das marés, ondulações e variações de vento, a estrutura permitirá a continuidade dos trabalhos em condições mais seguras, contribuindo para a redução do prazo total da obra.
Além dos ganhos operacionais, a plataforma deverá otimizar a execução das fundações e da superestrutura da ponte, aumentando a eficiência construtiva e reduzindo os riscos inerentes às intervenções realizadas em ambiente marítimo.
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