Saúde
Valença contará com Hospital e Maternidade Costa do Dendê
Com investimento de R$ 160 milhões, Governo do Estado autoriza construção de unidade com 255 leitos
Nesta sexta-feira (4), o município de Valença foi contemplado com a ampliação da rede pública de saúde, a partir da assinatura da ordem de serviço para a construção do Hospital e Maternidade Costa do Dendê, com 255 leitos. O documento foi assinado pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, que integra a coordenação do Novo PAC. A obra será realizada com recursos dos governos estadual e federal, totalizando mais de R$ 160 milhões, sendo R$ 100 milhões do Governo da Bahia e R$ 60 milhões de investimentos federais. A previsão é de que a obra seja concluída em 2027.
“Estamos dando início a uma obra que representa um marco para a saúde do Baixo Sul. Não estamos apenas construindo paredes, estamos garantindo dignidade, acesso e cuidado. É um hospital que nasce com estrutura de excelência e olhar humano, para atender mães, crianças, idosos e toda a população com respeito e eficiência”, destacou o governador Jerônimo Rodrigues.
Integrando as redes de atenção às urgências, saúde materno-infantil, doenças crônicas e saúde mental, o novo hospital contribuirá para descentralizar os serviços de média e alta complexidade, garantindo atendimento mais próximo da população, com equipe qualificada e infraestrutura adequada.
Para moradores como Clara Medeiros, mãe de três filhos, a construção da maternidade traz alívio e esperança. “Quando a gente precisa de um parto ou atendimento mais urgente, tem que ir para outra cidade. Já vivi isso na pele. Ter essa maternidade aqui vai salvar vidas e trazer mais tranquilidade para muitas mães”, relatou.
Infraestrutura
A nova unidade de saúde será um hospital geral de grande porte, com 255 leitos, incluindo 30 de UTI, e reforçará a estrutura do SUS no Baixo Sul da Bahia, beneficiando toda a região. Já a maternidade contará com 170 leitos, sendo 20 de UTI, além de ambulatório, urgência e emergência obstétrica, centro cirúrgico e obstétrico, centro de parto normal, quartos PPP (Pré-Parto, Parto e Pós-Parto) e a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera. Também terá banco de leite humano, unidade de cuidados especiais, serviço de acolhimento a vítimas de violência, exames de imagem (ultrassonografia, eletrocardiograma, raio-x e tomografia), nutrição e áreas de apoio técnico e logístico.
A parte hospitalar oferecerá 85 leitos, sendo 10 de UTI adulto, e estrutura completa para urgência e emergência adulto e pediátrica, com salas de estabilização, observação, reanimação, consultórios e centro cirúrgico com três salas. A internação será dividida entre 60 leitos para adultos e 17 pediátricos. A unidade também contará com serviço de endoscopia digestiva, copa de distribuição, farmácia e espaço ecumênico.
“O Novo PAC tem como prioridade ampliar o acesso à saúde pública em todas as regiões do Brasil, com obras estruturantes que fortalecem o SUS e melhoram a vida da população. Essa parceria com os estados mostra que estamos avançando juntos, com responsabilidade e foco no cuidado com as pessoas”, afirmou o ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Saúde
Governo da Bahia entrega primeira etapa da reforma do Hospital Geral de Itaparica
Unidade recebeu investimento de mais de R$ 6,3 milhões e ganha nova maternidade e centro cirúrgico para reforçar a regionalização do SUS
Com o objetivo de fortalecer a regionalização da assistência e qualificar o Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia, o Governo do Estado inaugurou, nesta segunda-feira (4), a primeira etapa da reforma e ampliação do Hospital Geral de Itaparica (HGI). A entrega foi realizada pelo vice-governador Geraldo Júnior e pelo superintendente de Atenção Integral à Saúde da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), Karlos Figueredo.
Com investimento superior a R$ 6,3 milhões em obras e equipamentos, a unidade passa a contar com uma nova maternidade, equipada com oito leitos de enfermaria e três leitos de observação obstétrica, além de uma sala de pré-parto, parto e pós-parto (PPP). As intervenções incluem ainda um centro cirúrgico moderno, composto por uma sala cirúrgica, farmácia satélite e uma Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) com quatro leitos.
Durante a entrega, o superintendente da Sesab destacou a importância do investimento para o fortalecimento da rede estadual de saúde. “Estamos qualificando a assistência e ampliando a capacidade de atendimento do hospital, garantindo mais resolutividade e segurança para os usuários do SUS. Essa entrega reafirma o compromisso do Governo do Estado com a regionalização e com a oferta de serviços cada vez mais próximos de quem mais precisa”, afirmou Karlos Figueredo.
O vice-governador Geraldo Júnior reforçou que a entrega de parte da reforma integra a estratégia do Governo do Estado de regionalizar o atendimento em saúde. “Com a reforma e ampliação do Hospital Geral de Itaparica, seguimos firmes no compromisso de transformar a vida dos baianos e fortalecer a democratização da saúde em todo o estado”, destacou.
Com conclusão prevista ainda para este ano, as intervenções no HGI contemplam a ampliação do centro cirúrgico, com a implantação de mais uma sala operatória, além da criação de áreas de apoio, como sala administrativa, sala de parto, sala de utilidades e espaço de convivência para as equipes. As obras, orçadas em cerca de R$ 6,5 milhões, incluem ainda a construção de guarita, cozinha com refeitório e da Central de Material e Esterilização (CME), ampliando a capacidade operacional da unidade e qualificando os serviços prestados.
Unidade da rede estadual e referência na Região de Saúde de Salvador, o Hospital Geral de Itaparica é uma unidade de médio porte que oferece atendimento ambulatorial nas especialidades de cirurgia geral, ortopedia, ginecologia e obstetrícia, além de anestesiologia, por meio de consultas pré-anestésicas. O hospital também realiza atendimentos de urgência e emergência nas áreas clínica, cirúrgica, pediátrica, traumato-ortopédica, obstétrica e em saúde mental.
Saúde
Síndromes respiratórias graves crescem 120% no Hospital do Oeste
Aumento da demanda respiratória acende alerta para municípios da macrorregião oeste da Bahia
O Hospital do Oeste (HO), unidade vinculada ao Governo do Estado e administrada pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Barreiras, registrou crescimento de 120% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e abril deste ano. As notificações passaram de 15 casos em janeiro para 33 em abril, em meio ao aumento da demanda por assistência respiratória na macrorregião oeste.
O avanço dos casos acende um alerta para os 36 municípios da região, especialmente durante o período de maior circulação de vírus respiratórios. Segundo a unidade, a demanda elevada tem impactado principalmente os setores de emergência e a ala pediátrica. Em 2026, o HO notificou 15 casos em janeiro, 10 em fevereiro, 24 em março e 33 em abril.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) reforça a importância da vacinação para todas as faixas etárias. Até a 12ª semana epidemiológica deste ano, foram notificados 1.732 casos de SRAG na Bahia, dos quais 254 foram confirmados para Influenza. O cenário exige atenção diante da sazonalidade do vírus Influenza e da identificação do subclado K da Influenza A H3N2.
A líder geral do Hospital do Oeste, Marina Barbizan, destaca que a unidade regional é referência para o atendimento de casos graves e de alta complexidade. “O cenário é sazonal, mas os municípios devem se atentar aos encaminhamentos via regulação. Sempre daremos preferência aos casos mais graves e, para evitar superlotação, fazemos este apelo aos municípios e à população: em situações menos graves, procurem as unidades de atenção primária”, afirmou.
De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Bahia está em alerta máximo para a incidência de SRAG. A síndrome ocorre quando pessoas com sintomas gripais, como febre, coriza e tosse, apresentam piora do quadro, evoluindo para dificuldade respiratória e necessidade de internação hospitalar. Em geral, a condição está associada a infecções virais, embora nem sempre o agente causador seja confirmado por exame laboratorial.
Para o médico pediatra e coordenador do Serviço de Pediatria do HO, Thiago Barreto, o aumento dos casos respiratórios impacta diretamente o fluxo da emergência pediátrica. “Temos recebido, com bastante frequência, crianças em estado mais grave, algumas em ventilação mecânica na sala de estabilização pediátrica, que demandam internação em UTI, o que evidencia o nível de complexidade deste momento”, afirmou. O especialista reforça que o serviço deve ser procurado, prioritariamente, por pacientes graves que necessitam de atendimento emergencial.
Em Barreiras, a orientação é que casos de baixa gravidade sejam direcionados à rede municipal de saúde. O Centro de Atendimento Pediátrico (CAP) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) funcionam 24 horas por dia, enquanto a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Jardim Ouro Branco atua como unidade sentinela para triagem nos turnos da manhã, tarde e noite. Na atenção primária, o município conta ainda com sete unidades com atendimento pediátrico ambulatorial. Apenas os casos de maior gravidade devem ser encaminhados ao Hospital do Oeste.
Saúde
Sesab esclarece óbito suspeito de dengue e reforça ações de enfrentamento à doença na Bahia
Secretaria afirma que regulação foi realizada dentro do prazo, lamenta a perda da paciente e repudia uso político do caso antes da apuração técnica
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informa, em primeiro lugar, que o óbito citado será investigado pelas instâncias competentes para a confirmação da causa da morte, conforme determina o protocolo sanitário. O prefeito de Salvador, Bruno Reis, deveria explicar à primeira-dama que não se deve transformar a dor de uma família em palanque político antes da apuração técnica dos fatos.
A Sesab esclarece que a regulação da paciente não ficou parada. A solicitação foi inserida às 14h35 e teve encaminhamento definido às 18h13, em menos de quatro horas. O quadro informado pela unidade de origem já era grave, com sinais de alarme e manifestação hemorrágica. Infelizmente, apesar da resposta do Estado, a paciente evoluiu a óbito. Trata-se de uma perda profundamente lamentada, mas a Secretaria não aceitará que uma tragédia seja utilizada de forma irresponsável contra quem atuou para salvar essa vida.
O Governo do Estado já vinha atuando em Uauá e em outros municípios em situação de alerta ou epidemia de dengue, com apoio técnico e operacional às gestões municipais, orientação às equipes de saúde, monitoramento epidemiológico e suporte à organização da rede assistencial. No município, já foi realizado ciclo de UBV (ultrabaixo volume), medida adotada conforme critérios técnicos da vigilância para reduzir a circulação do mosquito transmissor.
Os dados epidemiológicos demonstram que o trabalho segue em curso. Em 2026, até 27 de abril, a Bahia registrou 8.106 casos prováveis de dengue, uma redução de 45,5% em relação ao mesmo período de 2025. Em Uauá, foram 697 casos notificados.
Além das ações nos territórios, a Bahia vem reforçando o enfrentamento às arboviroses com a ampliação da vigilância, apoio ao manejo clínico, utilização de UBVs, distribuição de testes, vacinação, instalação do Centro de Operações de Emergência para Arboviroses e avanço de tecnologias como o método Wolbachia, em articulação com o Ministério da Saúde e os municípios.
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