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Segurança

FPI identifica violações ambientais e trabalhistas em Bom Jesus da Lapa

A força-tarefa vistoriou áreas de agricultura irrigada e pecuária, priorizando locais com riscos ambientais e situações de vulnerabilidade no campo

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Uma operação da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) revelou sérias irregularidades ambientais e trabalhistas em
Foto: Matheus Lemos – Ascom Sema/Inema 

Uma operação da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) revelou sérias irregularidades ambientais e trabalhistas em propriedades rurais de Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia. A força-tarefa — que mobiliza órgãos estaduais e federais — vistoriou, nesta quarta-feira (28), áreas de agricultura irrigada e pecuária, priorizando locais com riscos ambientais e situações de vulnerabilidade no campo. 

As equipes do Inema, Ministério Público do Trabalho (MPT), CREA-BA e Adab constataram um cenário alarmante: trabalhadores em condições precárias, lidando com agrotóxicos sem proteção adequada, enquanto o meio ambiente enfrenta desmatamento irregular e ausência de controle hídrico. 

Rotina invisível no campo 

Ainda antes do amanhecer, o caminho para o trabalho já começou. Às sete da manhã, homens e mulheres estão a pleno vapor sob um sol quente. O boné surrado é a única proteção contra o calor. Botas são fornecidas pelos empregadores, mas faltam luvas, óculos e roupas apropriadas. Mesmo assim, eles seguem — o sustento das famílias não espera. 

Neste contexto, o MPT colheu depoimentos e identificou uma série de infrações: transporte de trabalhadores em caçambas de trator por motoristas não habilitados, ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) como perneiras e chapéus, inexistência de registro de ponto no local, alojamentos precários e falta de documentação básica. Um retrato de negligência sistemática. 

Meio ambiente sob pressão 

No campo ambiental, a situação também é crítica. O Inema identificou propriedades com outorgas de uso da água vencidas, sistemas de irrigação sem controle e ausência de hidrômetros. Em uma delas, uma nascente perene estava desprotegida, e áreas de preservação permanente (APPs) haviam sido ocupadas de forma irregular, com licenças indevidamente emitidas por prefeituras, que não têm competência legal para realizar. 

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A supressão de vegetação nativa sem autorização permanece recorrente. “Há uma visão equivocada de que o direito à terra permite desmatar”, alerta o fiscal do Inema, Geraldo Onofre. Os impactos encontrados ultrapassam os limites das propriedades e comprometem rios como o São Francisco e o Corrente, afetando a biodiversidade e o equilíbrio do ciclo hidrológico. 

Segundo o CREA-BA, a ausência de responsáveis técnicos foi um dos problemas mais frequentes. A equipe encontrou falhas graves: equipamentos contaminados, uso inadequado de defensivos agrícolas, ausência de receituário agronômico e falta de assistência técnica. Muitos produtores também não apresentaram o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho), documento obrigatório para a segurança no campo. 

A Adab confirmou o cenário: uso de produtos vencidos, embalagens abertas misturadas a produtos novos e receituários indicando aplicação em culturas inexistentes nas propriedades. “Essa prática oferece risco direto ao trabalhador, ao meio ambiente e ao consumidor final”, frisou a engenheira agrônoma Sueli Brito Haddad. 

Segundo o coordenador de campo da FPI, Valdinei de Souza, todas as propriedades fiscalizadas foram autuadas e notificadas, recebendo orientações técnicas e prazos para regularização. Caso não cumpram as determinações, poderão sofrer penalidades como multas. 

Cooperação para transformar 

Criada em 2002, a FPI do São Francisco promove ações conjuntas entre instituições públicas e civis em defesa do meio ambiente e da legalidade no campo. Com caráter preventivo e repressivo, a força-tarefa busca transformar realidades — promovendo um campo mais justo para quem trabalha e mais seguro para quem consome. 

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A 51ª edição reúne 45 instituições, entre elas Inema, MPT, Adab, CREA-BA, Ibama, Polícia Federal, Sesab, universidades e diversos órgãos técnicos. Também participam: Agência Peixe Vivo (APV), AGENDHA, AGERSA, Animallia, ANM, CBHSF, Corpo de Bombeiros Militar (CBM-BA), CERB, CIPPA, CRT-BA, CRMV-BA, CRQ, DIVISA-SESAB, Fundação José Silveira (FJS), FBCA, FUNASA-MS, GERMEN, Instituto HORI, IPHAN, Marinha do Brasil, Ministérios da Saúde (MS) e do Meio Ambiente (MMA), MP-BA, MPF, Polícia Civil, Polícia Militar da Bahia, Seagri, Sefaz, Sepromi, Bahiater/SDR, SIHS, SINTEC-BA, SSP, SUDEC, Uneb, UFBA e UFRB. 

Segurança

Governo da Bahia participa de operação integrada contra o crime organizado em 15 estados

Força Total das FICCOs, na edição Bahia, cumpriu ordens judiciais em Feira de Santana e na capital paulista

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O Governo da Bahia participou, nesta quarta-feira (18), de uma operação integrada de combate ao crime organizado, com ações simultâneas
Foto: Divulgação SSP

O Governo da Bahia participou, nesta quarta-feira (18), de uma operação integrada de combate ao crime organizado, com ações simultâneas em 15 estados brasileiros. Na edição Bahia da Força Total das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), foram cumpridas ordens judiciais na cidade de Feira de Santana, segunda maior do estado, e na capital paulista.

A ação, denominada Operação Epílogo, teve como alvo uma facção criminosa com atuação em Feira de Santana e ramificações no estado de São Paulo. Durante o cumprimento das ordens judiciais, sete integrantes da organização criminosa foram alcançados — seis na Bahia e um em São Paulo.

Na operação, foram apreendidas armas de fogo, munições e entorpecentes, reforçando o impacto das ações integradas no enfrentamento às organizações criminosas e na redução da criminalidade.

A Força Total das FICCOs na Bahia contou com a atuação conjunta das Polícias Militar, Civil, Federal e Penal, além da própria FICCO Bahia, evidenciando a integração entre os órgãos de segurança pública no combate ao crime organizado.

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Segurança

Bahia forma primeira turma do Curso de Formação da Polícia Penal

Solenidade em Salvador marcou a conclusão de uma etapa fundamental para o fortalecimento do sistema prisional e da política de ressocialização no estado

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policiais penais da Bahia, que passam a reforçar o sistema prisional estadual após concluírem o Curso de Formação da Polícia Penal.
Foto: Joá Souza/GOVBA

O sentimento de conquista e dever cumprido marcou a formatura dos 250 novos policiais penais da Bahia, que passam a reforçar o sistema prisional estadual após concluírem o Curso de Formação da Polícia Penal. A cerimônia, realizada na noite desta terça-feira (17), em Salvador, celebrou o encerramento de uma etapa essencial da preparação técnica e profissional dos formandos.

Durante a solenidade, alguns destaques individuais foram reconhecidos, entre eles o de Ludmila Palmeira, que obteve a maior pontuação do curso. “Esse concurso foi muito difícil, com muitas fases. Estou muito honrada, principalmente por receber o prêmio das mãos do governador Jerônimo Rodrigues. Meu sentimento é de pertencimento”, afirmou. O reconhecimento simbolizou o desempenho e o comprometimento demonstrados ao longo da formação, que envolveu toda a turma.

O governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado do vice-governador Geraldo Júnior, ressaltou a importância da qualificação dos novos servidores para a consolidação da Polícia Penal no estado. “É uma turma preparada, capacitada e animada. Desejo sucesso aos formandos e às suas famílias e espero que possamos consolidar cada vez mais essa profissão na Bahia”, declarou.

O secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado da Bahia, José Castro, destacou o impacto da formação para o sistema prisional baiano. “Estamos formando 250 policiais penais na Academia da Polícia Penal, inaugurada no ano passado. Isso demonstra o investimento contínuo na qualificação do sistema prisional e na valorização dos servidores”, pontuou.

Iniciado em novembro de 2025, o curso de formação abrangeu conteúdos nas áreas administrativa, saúde do servidor, técnicas operacionais e alternativas penais, além de estágio supervisionado. O acesso à formação ocorreu após um processo seletivo altamente concorrido, com cerca de 39 mil inscritos para pouco mais de 200 vagas, incluindo provas objetivas, testes de aptidão física, avaliações médicas e psicológicas e investigação social.

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A cerimônia contou ainda com a presença do secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, do delegado-geral da Polícia Civil, André Viana, e do comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, Antônio Carlos Silva Magalhães. A expectativa é que a atuação do novo contingente contribua para o fortalecimento da segurança nas unidades prisionais e para o aprimoramento das ações de ressocialização em todo o estado.

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Segurança

Final do Baianão vira palco de mobilização contra a violência de gênero

Campanha Laço Branco marcou decisão entre Bahia e Vitória e convidou torcedores a assumirem compromisso público de respeito às mulheres

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Arena Fonte Nova, torcedores foram convidados a assumir um compromisso simbólico contra a violência de gênero.
Foto: Matheus Landim/GOVBA

Antes da bola rolar para a final do Campeonato Baiano, neste sábado (7), entre Bahia e Vitória, na Arena Fonte Nova, torcedores foram convidados a assumir um compromisso simbólico contra a violência de gênero. Na entrada do estádio, equipes da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM) distribuíram pulseiras da campanha Laço Branco, convocando principalmente os homens a declarar publicamente que não praticam, não silenciam e não aceitam a violência contra as mulheres.

A ação marcou o encerramento de uma mobilização realizada ao longo de todo o campeonato, utilizando o futebol — espaço de grande visibilidade e alcance popular — como instrumento de conscientização.

Entre os torcedores que chegaram para acompanhar a decisão, a iniciativa foi vista como um lembrete de que o esporte também pode promover responsabilidade social. O professor Caio Cerqueira destacou a importância de envolver os homens no debate. “O estádio precisa ser um lugar onde todo mundo se sinta seguro. A gente vem para torcer e celebrar o futebol, e é importante que os homens também assumam essa responsabilidade”, afirmou.

Para as mulheres presentes, a campanha representa um passo importante para fortalecer o respeito dentro das arquibancadas. A engenheira Camila Ribeiro ressaltou que ações como essa ajudam a reafirmar o futebol como um espaço de convivência segura. “Muitas mulheres gostam de futebol e querem viver esse momento com tranquilidade. Quando vemos campanhas assim, sentimos que o assunto está sendo levado a sério”, disse.

A mobilização foi resultado de uma carta-compromisso firmada entre o Governo da Bahia, por meio da SPM e do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), e os dez clubes participantes do Baianão. A iniciativa contou ainda com a parceria da Federação Baiana de Futebol, da Defensoria Pública do Estado e da Polícia Civil da Bahia.

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Segundo a secretária da SPM, Neusa Cadore, utilizar o futebol como espaço de diálogo amplia o alcance da mensagem. “O Campeonato Baiano reúne milhares de torcedores e tem grande visibilidade. Levar o enfrentamento à violência contra as mulheres para esse ambiente é fundamental para sensibilizar a sociedade e reforçar que essa é uma responsabilidade de todos”, afirmou.

Transmissão e alcance

A final do Campeonato Baiano foi transmitida ao vivo pela TVE, emissora pública responsável pela cobertura de toda a competição. A transmissão começou às 16h, com o pré-jogo, que incluiu conteúdos informativos e mensagens de conscientização sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres.

Ao longo do campeonato, os jogos exibidos pela emissora registraram alta audiência, ampliando o alcance da campanha para torcedores em todo o estado, tanto pela televisão quanto pelas plataformas digitais da TVE, como YouTube e TV Brasil.

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