Política
Robinson Almeida rebate Bruno Reis e destaca investimentos do Governo do Estado na saúde de Salvador
Segundo o parlamentar, a fala do prefeito a construção e entrega de diversas unidades de saúde ao município
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) rebateu as declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), que afirmou que o Governo do Estado não realiza repasses voluntários para a saúde da capital. Segundo o parlamentar, a fala do prefeito omite os investimentos diretos da gestão estadual, que garantiram a construção e entrega de diversas unidades de saúde ao município, além da ampliação de leitos hospitalares e da oferta de serviços essenciais para a população soteropolitana.
“Ao invés de criar uma narrativa distorcida, Bruno Reis deveria reconhecer o trabalho do Governo do Estado no fortalecimento da rede de saúde de Salvador. Apenas em equipamentos construídos, equipados e entregues à Prefeitura, o governo estadual investiu mais de R$ 20,8 milhões. O prefeito recebeu essas unidades prontas, mas agora parece querer apagar da história essa contribuição fundamental para o atendimento da população”, afirmou Robinson.
Entre os equipamentos entregues pela gestão estadual estão o CAPS III de Armação e as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Cajazeiras, IAPI, Imbuí e Itapuã, além das UBS III com Academias de Saúde de Pirajá e San Martin. Esses equipamentos foram construídos e equipados pelo Estado e posteriormente transferidos ao município, reforçando a atenção primária, que é de responsabilidade da Prefeitura.
Além dessas entregas, o deputado destacou que o Governo da Bahia tem feito investimentos expressivos na ampliação da rede hospitalar da capital. Somente nos últimos dois anos, foram abertos 781 novos leitos, distribuídos entre os hospitais Ortopédico, da Mulher, do Subúrbio, 2 de Julho, Estadual Mont Serrat, Manoel Victorino e Ana Nery.
A expansão dos serviços também inclui a criação do primeiro Centro de Referência para Doença Falciforme do Brasil, a implantação de uma nova UTI Neonatal e um Centro de Parto Normal na Maternidade Albert Sabin, além da construção de policlínicas nos bairros de Escada e Narandiba. Obras estratégicas, como a modernização do Hospital Especializado Octávio Mangabeira e a Unidade de Emergência do Curuzu, seguem em andamento.
Robinson Almeida também criticou a incapacidade da gestão municipal em garantir o atendimento básico à população. Ele citou como exemplo a baixa cobertura da atenção primária em Salvador, que atinge apenas 51,8% da população, deixando metade dos moradores sem assistência médica regular. Além disso, 60% dos soteropolitanos não têm acesso regular a um dentista, reflexo da baixa cobertura do serviço de saúde bucal no município.
Outro ponto destacado pelo parlamentar é a falta de transparência no Sistema Vida, plataforma da Prefeitura responsável pelo agendamento de exames e consultas. Segundo ele, há relatos frequentes de pacientes que esperam meses para conseguir procedimentos básicos, enquanto a gestão municipal não apresenta dados claros sobre a demanda e o tempo de espera.
“O prefeito Bruno Reis se esquece de que a Prefeitura de Salvador é responsável por gerir 44% dos recursos da alta complexidade da cidade, o que representa R$ 724 milhões anuais, mas só quer empurrar as responsabilidades para o Estado”, criticou Robinson. Ele questionou a aplicação desses valores pela administração municipal e lembrou que 80% das transferências de pacientes da Prefeitura de Salvador são encaminhadas para hospitais estaduais, o que sobrecarrega a rede estadual diante da insuficiência dos serviços municipais.
O deputado concluiu afirmando que, ao invés de atacar o Governo do Estado, o prefeito deveria prestar contas sobre sua própria gestão na saúde. “Bruno Reis tem a oportunidade de explicar à população por que, em 475 anos de Salvador, nunca foi construída uma maternidade municipal. Ele precisa responder por que 70% das gestantes da capital não conseguem realizar as sete consultas de pré-natal recomendadas pelo Ministério da Saúde. Antes de criticar o Governo do Estado, que segue investindo e ampliando os serviços, o prefeito deveria olhar para a realidade da sua gestão e se preocupar em entregar aquilo que prometeu à população”, finalizou Robinson Almeida.
Política
Presidente de associação rural rebate ACM Neto e defende permanência da Fenagro em Salvador
Almir Lins afirma que transferência da feira para Feira de Santana colocaria em risco o futuro do Parque de Exposições e reduziria a aproximação entre a população urbana e o setor agropecuário
A proposta do ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), de transferir a Feira Nacional da Agropecuária (Fenagro) para Feira de Santana recebeu críticas do presidente da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Bahia, Almir Lins. Para o dirigente, a mudança representaria uma ameaça à continuidade das atividades realizadas no Parque de Exposições de Salvador.
“Quando alguém defende retirar a Fenagro para ir para outro local, ele também está defendendo acabar o Parque de Exposições”, afirmou Lins. “Isso é uma coisa que não pode acontecer de jeito nenhum.”
Segundo o representante do setor agropecuário, a discussão não se limita à escolha da cidade-sede do evento. Ele argumenta que o Parque de Exposições desempenha papel estratégico ao abrigar associações, fomentar negócios e promover a integração entre a população urbana e o meio rural.
Para Lins, a permanência da Fenagro em Salvador contribui para aproximar os moradores da capital da realidade do campo, permitindo que crianças, jovens e famílias tenham contato direto com animais e atividades ligadas à produção agropecuária.
“É um evento da população de Salvador, isso é muito importante ser lembrado”, declarou.
O dirigente também contestou a avaliação de que grandes exposições agropecuárias devam ocorrer exclusivamente em municípios do interior. Na sua visão, a realização desses eventos em capitais amplia o alcance das atividades e fortalece a divulgação do setor junto a públicos que normalmente não têm contato com a produção rural.
Embora reconheça a relevância da tradicional exposição agropecuária de Feira de Santana, Almir Lins rejeita a ideia de utilizar a importância do município como justificativa para retirar a Fenagro de Salvador.
Para ele, as duas iniciativas podem coexistir e contribuir para o fortalecimento do agronegócio baiano sem comprometer a estrutura e a tradição consolidada pela Fenagro na capital.
Política
Anotação com nome “Netinho” encontrada na casa de Ciro Nogueira gera especulações nas redes sociais
Documento apreendido pela Polícia Federal continha lista de nomes e números; identidade da pessoa citada como “Netinho” não foi confirmada pelos investigadores
Uma anotação encontrada pela Polícia Federal (PF) na residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, passou a repercutir nas redes sociais após a divulgação de trechos da investigação pelo portal G1.
Segundo a reportagem, a PF localizou, em uma churrasqueira da casa do parlamentar, uma lista contendo nomes e números. Entre as anotações estaria o nome “Netinho”, acompanhado do número 5. De acordo com o relato de uma funcionária aos investigadores, Ciro Nogueira teria orientado que os documentos fossem queimados sob a justificativa de que eram antigos ou não tinham utilidade. No entanto, os papéis não chegaram a ser destruídos e acabaram sendo apreendidos para análise.
A divulgação do conteúdo provocou especulações nas redes sociais. Alguns usuários associaram o apelido “Netinho” ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), que é pré-candidato ao governo da Bahia. Contudo, os trechos do relatório policial divulgados pela imprensa não identificam quem seria a pessoa mencionada na anotação.
Além de “Netinho”, a PF avalia se outros nomes registrados na lista poderiam estar relacionados a figuras políticas nacionais. Segundo a reportagem, os investigadores analisam referências que poderiam corresponder ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), ao atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e aos deputados federais Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Doutor Luizinho (PP-RJ), Adolfo Viana (PSDB-BA) e Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL).
Os documentos foram encontrados na residência de Ciro Nogueira, localizada no Lago Sul, em Brasília. Conforme registrado pela polícia, a funcionária informou que não teve tempo de cumprir a orientação de destruir os papéis. O relatório não detalha quando a suposta determinação teria sido dada.
O material apreendido será submetido à análise da equipe responsável pela investigação, que busca compreender o significado das anotações e sua eventual relação com os fatos apurados.
Em manifestação ao g1, o deputado Elmar Nascimento repudiou qualquer associação ao documento e afirmou que a anotação é apócrifa, sem autoria identificada. O parlamentar também declarou que nunca fez política em conjunto com Ciro Nogueira.
A assessoria de Arthur Lira informou que o ex-presidente da Câmara desconhece os registros e não poderia comentar seu conteúdo. Já a equipe de Hugo Motta informou que não se pronunciaria sobre o caso. Na versão da reportagem divulgada pelo g1, a assessoria de Ciro Nogueira havia sido procurada, mas não havia apresentado resposta até a publicação do texto.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a identidade da pessoa citada como “Netinho”, nem indicação de envolvimento dela em qualquer irregularidade. A investigação segue em andamento.
Política
Humorista Gustavo Mendes ironiza ACM Neto em vídeo sobre contratos investigados pela Prefeitura de Salvador
Sátira faz referência à investigação do Ministério Público da Bahia sobre contratos públicos e menciona denúncias recentes envolvendo o Banco Master
Conhecido nacionalmente pela imitação da ex-presidenta Dilma Rousseff, o humorista Gustavo Mendes colocou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) no centro de uma sátira sobre contratos firmados pela Prefeitura de Salvador. Em vídeo publicado nas redes sociais, o artista faz referências a uma investigação conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) envolvendo cinco empresas que receberam, juntas, ao menos R$ 321 milhões do município entre 2015 e julho de 2026, período que abrange as gestões de ACM Neto e do atual prefeito, Bruno Reis.
De acordo com o MP-BA, o grupo empresarial é investigado por suspeitas de fraude em licitações, direcionamento de contratos e superfaturamento. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 38,3 milhões.
Caracterizado como Dilma Rousseff, personagem que o projetou nacionalmente e o levou ao elenco do programa Casseta & Planeta, da TV Globo, Gustavo Mendes simula um telefonema para ACM Neto e faz comentários irônicos sobre a fiscalização municipal. Entre as empresas citadas nas investigações está a Podium Distribuidora, que prestou serviços ao Gabinete do Prefeito em 2018, durante a gestão do ex-prefeito.
A publicação do humorista ocorre em um momento em que ACM Neto também aparece no noticiário em razão de acusações relacionadas ao caso Banco Master. Em proposta de delação premiada revelada pelo portal UOL em 10 de setembro, o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que ACM Neto e Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, teriam atuado para viabilizar investimentos de cerca de R$ 2 bilhões de fundos de previdência e da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) no banco, mediante uma suposta comissão de 10%.
Considerando o montante mencionado, os valores envolvidos poderiam chegar a R$ 200 milhões. Vorcaro, entretanto, não informou quanto teria sido efetivamente pago. As acusações são negadas pelos citados.
Em agosto, outra proposta de delação, atribuída ao ex-controlador da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, apontou que ACM Neto seria cotista exclusivo do fundo Seattle 95, administrado pela instituição e com aplicações ligadas a operações do Banco Master.
Já em abril, documentos da Receita Federal indicaram pagamentos de R$ 5,45 milhões realizados pelo Banco Master à A&M Consultoria, empresa ligada a ACM Neto e à sua esposa, entre os anos de 2023 e 2025. Também veio a público uma mensagem atribuída a Vorcaro afirmando que o ex-prefeito “foi lá em casa”.
Anteriormente, em março, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações de R$ 3,6 milhões em pagamentos do Banco Master e da Reag à A&M Consultoria.
Até o momento, não há condenação judicial relacionada aos fatos citados, e os casos seguem em apuração pelos órgãos competentes.
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