Cidade
Governo autoriza nova etapa da Ponte Salvador-Itaparica e avança para fase em terra
Intervenções onshore em Vera Cruz marcam início da fase executiva do projeto, considerado o maior investimento em infraestrutura da Bahia
A Ponte Salvador-Itaparica, maior obra de infraestrutura em execução na Bahia, entrou em uma nova fase nesta segunda-feira (15), com a autorização para as intervenções da etapa onshore (em terra), no município de Vera Cruz. Na Governadoria, em Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues assinou, ao lado do vice-governador Geraldo Júnior e de representantes das empresas chinesas que compõem o consórcio, a autorização para o início das obras de implantação do empreendimento.
“Este é um marco histórico para o nosso estado. Estamos tirando do papel um projeto que vai transformar a realidade socioeconômica da Bahia, gerando emprego, renda e encurtando distâncias para quem precisa se deslocar diariamente”, destacou o governador durante o ato.
A autorização contempla as intervenções do projeto em Vera Cruz e inclui a Portaria de Autorização de Obras em Área da União, totalizando mais de 35 mil m² de terrenos. Nesse contexto, a implantação da plataforma linear provisória funcionará como uma estrutura estratégica de suporte à logística da construção e à execução das próximas etapas.
De acordo com o superintendente do Patrimônio da União na Bahia (SPU-BA), Otávio Freire, esta fase integra o conjunto de cessões de áreas da União. “Além das áreas terrestres em Salvador, na Ilha de Itaparica e em Vera Cruz, temos também todo o espelho d’água, ou seja, o trajeto da ponte, e está aprovada a cessão desse patrimônio para o Estado da Bahia”, explicou.
Segundo o titular da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste (SVPonte), Mateus Dias, o momento representa um avanço relevante. “Esta é uma das últimas autorizações necessárias para o início da fase executiva. Já estamos com tudo pronto. A previsão é iniciar a cravação da primeira estaca do primeiro pilar em julho”, afirmou.
O evento contou ainda com a presença dos prefeitos Igor Pinho, de Vera Cruz, e José Elias das Virgens, de Itaparica, além de comitivas municipais que destacaram a expectativa com o início das obras. Para as administrações locais, a ponte deve impulsionar a infraestrutura urbana, a mobilidade, o turismo, a geração de empregos e o desenvolvimento econômico da região.
Estrutura
Com 12,4 quilômetros de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos, a Ponte Salvador–Itaparica será a maior da América Latina. O projeto integra o Sistema Rodoviário Salvador–Itaparica, um dos maiores investimentos em infraestrutura do país, e inclui ainda 4,4 quilômetros de vias estruturadas em Salvador, uma via expressa de 22 quilômetros na Ilha de Itaparica e a duplicação de 8 quilômetros da BA-001, no trecho entre Tairu e a Ponte do Funil.
A expectativa é de que a nova ligação impulsione a integração entre a capital, a Ilha de Itaparica, o Baixo Sul e outras regiões do estado, reduzindo significativamente o tempo de deslocamento e fortalecendo a logística baiana. Com o início das intervenções em terra e da construção da estrutura provisória de apoio, a população passa a acompanhar a fase mais visível da implantação de um dos projetos mais importantes da história recente do país.
Cidade
Obras de contenção de encostas beneficiam mais de 12 mil moradores no Pau Miúdo e Cidade Nova
Intervenções executadas pela Conder avançam em áreas de risco de Salvador e incluem ações de urbanização e criação de espaços de convivência para a comunidade
Os bairros do Pau Miúdo e da Cidade Nova, em Salvador, estão sendo beneficiados por obras de contenção de encostas. As intervenções integram as ações executadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), com foco na redução de riscos e na proteção de famílias que vivem em áreas vulneráveis.
Ao todo, três obras estão sendo realizadas na região do Sertanejo, beneficiando cerca de 12.310 moradores. Neste sábado (15), o governador Jerônimo Rodrigues visitou os locais onde as intervenções estão sendo executadas.
As obras estão localizadas nas ruas Graciete Leal, Dr. Esteves de Assis e Alto do João Pompílio. Na Rua Dr. Esteves de Assis, duas intervenções fazem parte de uma mesma área de atuação e apresentam 98,5% e 71% de execução física. Já na Rua Graciete Leal, as duas intervenções previstas foram concluídas, assim como a obra de contenção realizada na Rua Alto do João Pompílio.
O projeto reúne diferentes soluções de engenharia para a estabilização de áreas de solo e rocha, ampliando a segurança das comunidades. Além disso, prevê a urbanização dos espaços remanescentes após as obras, com a implantação de equipamentos de lazer definidos em diálogo com os moradores.
Na Rua Graciete Leal, uma área que anteriormente servia como ponto de descarte irregular de lixo está sendo transformada para ampliar os espaços de convivência e lazer da comunidade.
Cidade
Mais de 6 mil crianças aguardam vaga em creches e escolas municipais de Salvador, aponta documento da Prefeitura
Dados da Secretaria Municipal de Educação revelam que 4,5 mil crianças estão na fila sem sequer ter uma unidade de referência definida pela rede municipal
Em Salvador, uma fila que afeta a vida de milhares de famílias não para de crescer. Documento oficial da própria Prefeitura de Salvador confirma que a capital baiana possui atualmente 6.096 crianças aguardando vagas em creches e escolas de educação infantil da rede municipal. Os dados são do Sistema de Matrículas da Secretaria Municipal de Educação (Smed), atualizados até 12 de agosto.
O cenário é ainda mais preocupante do que os números gerais sugerem. Das 6.096 crianças que aguardam matrícula, 4.502 não possuem sequer uma escola ou creche de referência definida pela Prefeitura. Na prática, quase 75% da fila de espera é composta por crianças para as quais a rede municipal ainda não apresentou uma solução de atendimento.
O drama enfrentado pelas famílias se repete em diferentes regiões da cidade. Em Barragem de Ipitanga, a Escola Municipal Coração de Maria registra 87 crianças na fila de espera. No Cassange, a Creche e Pré-Escola Primeiro Passo concentra 69 crianças aguardando vaga, sendo 53 apenas no Grupo 2, destinado a crianças de 2 anos.
A demanda reprimida também é expressiva em outros bairros da capital baiana, como Águas Claras (83 crianças), Bonfim (64), Plataforma (60), Engenho Velho de Brotas (56) e Nova Brasília (55), entre outros.
A existência de milhares de crianças sem matrícula em creches e escolas municipais evidencia os desafios enfrentados pela educação infantil em Salvador. O aumento da fila ocorre mesmo após a implementação do programa Pé na Escola, criado durante a gestão do ex-prefeito ACM Neto e posteriormente ampliado pelo atual prefeito Bruno Reis.
O programa, que prevê o encaminhamento de estudantes da rede municipal para instituições particulares, é alvo de investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e do Ministério Público Federal (MPF). As apurações envolvem suspeitas de superfaturamento e questionamentos sobre uma possível transferência gradual de responsabilidades da educação pública para a iniciativa privada.
Denúncias encaminhadas ao Ministério Público apontam ainda que o fechamento da Escola Municipal Paulo Mendes de Aguiar teria ocorrido após estudantes da região serem direcionados para escolas particulares, ao mesmo tempo em que unidades da rede pública municipal estariam sendo desativadas.
Cidade
Estado inicia entrega de cestas básicas para famílias afetadas por contaminação em São Tomé de Paripe
Mais de 2 mil famílias serão beneficiadas pela ação emergencial do Governo da Bahia após suspensão da pesca e da mariscagem na região
O Governo da Bahia iniciou, na terça-feira (4), a entrega de cestas básicas para famílias afetadas pelo desastre tecnológico ambiental registrado em São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A ação é coordenada pela Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec) e pelo programa Bahia Sem Fome, com apoio do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMB).
A medida faz parte do conjunto de ações adotadas pelo Estado desde a identificação da contaminação da área, em fevereiro deste ano, com o objetivo de reduzir os impactos sociais provocados pela paralisação das atividades de pesca e mariscagem, principais fontes de renda de muitas famílias da região.
De acordo com a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, a coordenação da resposta ao desastre cabe ao Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil, enquanto o Estado atua oferecendo suporte técnico, operacional e institucional às ações de atendimento à população afetada.
A distribuição dos alimentos começou nesta terça-feira e será realizada em quatro etapas, com atividades programadas até sexta-feira (7). Ao todo, mais de 2 mil famílias que vivem no entorno de São Tomé de Paripe serão contempladas pela iniciativa emergencial.
A ação é executada por meio do programa Bahia Sem Fome, política pública voltada à promoção da segurança alimentar e nutricional, em articulação com a Sudec e demais órgãos envolvidos na resposta à emergência ambiental.
Medidas adotadas pelo Estado
Desde a identificação da contaminação, o Governo da Bahia vem implementando uma série de medidas para contenção dos impactos ambientais e sociais da ocorrência.
Entre as ações já realizadas estão:
- Inspeções técnicas conduzidas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema);
- Instalação de placas de advertência na área afetada;
- Interdição temporária do Terminal Itapuã;
- Aplicação de multa de R$ 50 milhões à empresa Gerdau Aços Longos S.A.;
- Aplicação de multa de R$ 20 milhões à Intermarítima, responsável pelo Terminal Itapuã;
Participação na Sala de Situação coordenada pelo Ministério Público da Bahia, com a atuação integrada de órgãos federais, estaduais e municipais, além de representantes das comunidades atingidas.
Segundo o governo estadual, a entrega das cestas básicas busca garantir apoio imediato às famílias impactadas pela suspensão das atividades pesqueiras e pela restrição à comercialização de produtos provenientes da área contaminada, enquanto seguem as ações de monitoramento e recuperação ambiental da região.
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