Política
Prefeito aliado de ACM Neto garante apoio a Jerônimo Rodrigues
O chefe do executivo de Santa Maria da Vitória sinalizou caminhar ao lado do petista nas eleições de 2026
Durante reunião com prefeitos de diferentes partidos para autorizar um conjunto de licitações para o abastecimento de água no interior da Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) recebeu a declaração de apoio do prefeito de Santa Maria da Vitória, Tonho de Zé de Agdônio (UB).
O gestor, que em 2022 apoiou ACM Neto na disputa pelo Executivo, não escondeu a emoção diante do ato assinado pelo governador e sinalizou caminhar ao lado do petista nas eleições 2026. “Estou muito feliz. Fiz muito no meu primeiro mandato, fui reeleito com quase 70% dos votos, mas agora ao seu lado, governador, eu quero fazer muito mais por Santa Maria da Vitória. Pode contar comigo. Estivemos em lados opostos, nós estamos juntos nesse novo projeto do senhor e com a Santa Maria cada vez mais forte e melhor”, disse.
A declaração do prefeito foi dada durante reunião de autorizo para licitação para construção de nove sistemas de abastecimento de água, beneficiando 108 localidades rurais de nove municípios baianos, tornando a Bahia o primeiro estado a publicar a licitação do Novo PAC Saneamento Rural.
Articulada pela Secretaria de Relações Institucionais (Serin), a reunião contou também com a presença dos prefeitos de Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Dom Basílio, Entre Rios, Feira da Mata, Jaguararí, Juazeiro e Livramento de Nossa Senhora. Além do vice-governador, Geraldo Júnior; a secretária de infraestrutura Hídrica, Larissa Moraes; o secretário de Relações institucionais, Adolfo Loyola; o presidente da CERB, Jayme Vieira Lima; e demais secretários estaduais.
Política
Marcelino Galo diz que mulher que provocou Jerônimo no 2 de Julho é ligada à oposição
Ex-deputado afirma que abordagem ao governador foi provocação articulada por adversários políticos e rejeita tentativa de associar autora do ato ao PT
O ex-deputado estadual Marcelino Galo (PT) afirmou que a tentativa de caracterizar como agressão o episódio envolvendo o governador Jerônimo Rodrigues durante o cortejo do 2 de Julho representa uma manipulação política promovida pela oposição. Segundo ele, Jerônimo é reconhecido por sua defesa dos direitos e da proteção das mulheres, e o caso deve ser interpretado como uma provocação protagonizada por Cristiele Santos, pessoa com histórico de atuação política contra o governo estadual.
De acordo com Galo, Cristiele não é uma cidadã que teria aparecido espontaneamente na celebração cívica, mas uma agente política de Camaçari, com filiação partidária, histórico de candidatura e vínculos públicos com grupos adversários ao governo. Ela disputou uma vaga na Câmara Municipal pelo Democratas, legenda que posteriormente se fundiu ao PSL para formar o União Brasil, partido liderado na Bahia por ACM Neto.
Cristiele também mantém ligação política com o ex-prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo (União Brasil), pré-candidato a deputado estadual e aliado de ACM Neto.
Para o petista, esse histórico enfraquece a narrativa de que a abordagem ao governador teria sido uma manifestação isolada e sem motivação política.
“Não foi uma cidadã comum. Foi uma pessoa com lado, com partido, com atuação política e com ligação conhecida com a oposição. Ela abordou o governador, criou a provocação e depois tentaram vender a cena como se Jerônimo tivesse agredido alguém. Isso é método de quem não faz debate político limpo”, afirmou Galo.
O ex-deputado também contestou tentativas de associar Cristiele ao PT. Segundo ele, a informação é falsa e já foi desmentida publicamente pelo diretório estadual do partido. Ele ressaltou que registros oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que a vinculação partidária de Cristiele ocorreu pelo Democratas, sigla que integra a origem do atual União Brasil.
“Não adianta tentar jogar isso no colo do PT. O vínculo político dela é com o campo de ACM Neto, de Elinaldo e do União Brasil. Querem provocar no cortejo, criar a cena, recortar o vídeo e depois inverter a história. A Bahia viu o que aconteceu”, declarou.
Para Marcelino Galo, o episódio deve ser compreendido como uma ação política da oposição durante a principal festa cívica da Bahia. Ele afirmou que setores ligados à direita tentaram utilizar o 2 de Julho para gerar constrangimento público ao governador, provocar tumulto no cortejo e alimentar uma narrativa nas redes sociais.
“Eles provocam, editam, recortam e depois posam de vítima. Isso não é manifestação espontânea, é operação política. Jerônimo foi abordado de forma invasiva e se desvencilhou. O resto é tentativa de fabricar desgaste contra um governador que respeita as mulheres e tem compromisso com a proteção das mulheres da Bahia”, concluiu.
Política
Bahia consolida política integrada e amplia combate à fome com mais de 19 milhões de refeições
Programa Bahia Sem Fome articula ações estruturantes, alcança 370 mil famílias e inspira estratégia nacional
Há pouco mais de três anos, a Bahia decidiu enfrentar a fome por um caminho diferente. Em vez de concentrar esforços apenas na distribuição de alimentos, o Estado passou a integrar políticas de segurança alimentar, assistência social, agricultura familiar, acesso à água, alimentação escolar, pesquisa científica e fortalecimento dos municípios em uma estratégia permanente de combate à fome.
O resultado desse modelo aparece no balanço do Bahia Sem Fome (BSF), programa do Governo do Estado que reúne ações de diversas secretarias e órgãos estaduais. Atualmente, são 505 cozinhas comunitárias em funcionamento, mais de 19,3 milhões de refeições servidas, 370 mil famílias alcançadas pela distribuição de alimentos e iniciativas presentes em todos os 27 Territórios de Identidade da Bahia.
A experiência baiana ajudou a inspirar a criação do Plano Brasil Sem Fome, política nacional lançada pelo governo federal para enfrentar a insegurança alimentar, segundo o governador Jerônimo Rodrigues.
“Quando estruturamos o Bahia Sem Fome, mostramos que era possível transformar o combate à fome em uma política de Estado, envolvendo diversas áreas do governo e a sociedade civil. Essa experiência inspirou o presidente Lula a criar o Brasil Sem Fome. Combater a fome é garantir comida na mesa, mas também cuidar da produção, da água, da renda, da educação, da saúde e da dignidade das pessoas”, afirmou.
A principal vitrine dessa política pública é a Rede de Equipamentos Integrados para o Combate à Fome. O estado conta atualmente com 505 cozinhas comunitárias fortalecidas pelo programa, sendo 333 em parceria com Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e outras 172 executadas em conjunto com prefeituras municipais. A rede atende cerca de 101 mil pessoas e já forneceu 19.364.800 refeições, resultado de um investimento de R$ 145 milhões.
No entanto, o Bahia Sem Fome foi estruturado para ir além do atendimento imediato às famílias em situação de insegurança alimentar. Ao longo desses três anos, o programa passou a articular iniciativas voltadas à produção de alimentos, ao acesso à água, ao fortalecimento da agricultura familiar, à alimentação escolar, à pesquisa científica e à integração das políticas públicas de segurança alimentar.
Segundo o coordenador-geral de Ações Estratégicas de Combate à Fome do Governo da Bahia, Tiago Costa, o BSF é o maior programa estadual de combate à fome do país.
“O Bahia Sem Fome é o maior programa estadual de combate à fome e o que teve maior investimento, com R$ 5 bilhões aplicados, alcançando pessoas que estavam fora do alcance das políticas públicas. Entendemos que combater a fome vai muito além da entrega de alimentos. É construir uma rede permanente de assistência alimentar, proteção social e produção de alimentos, apoiando cozinhas comunitárias, fortalecendo a agricultura familiar, ampliando o acesso à água, promovendo ciência, integrando os sistemas públicos e fortalecendo os municípios”, destacou.
Ainda de acordo com o gestor, trata-se de uma política pública estruturante, que atua tanto em situações emergenciais quanto em ações de longo prazo, buscando enfrentar na raiz as causas da insegurança alimentar, relacionadas à pobreza estrutural e às desigualdades sociais.
Política
Bahia homenageia personalidades com a Ordem 2 de Julho em cerimônia em Salvador
Honraria reconhece contribuições à democracia, às liberdades públicas e à memória da Independência no estado
O Governo da Bahia homenageou, nesta terça-feira (30), personalidades e instituições que contribuíram para o fortalecimento das liberdades públicas, da democracia e da soberania nacional. A cerimônia de entrega da Comenda Ordem 2 de Julho – Libertadores da Bahia foi realizada na Estação Calçada, em Salvador.
A honraria, uma das mais importantes concedidas pelo Estado, integra as celebrações da Independência da Bahia e reconhece trajetórias que ajudam a preservar a memória histórica e os valores que marcaram a consolidação da Independência do Brasil em território baiano.
Durante a sessão solene, o governador Jerônimo Rodrigues entregou as medalhas nos graus de comendador e cavaleiro a personalidades e organizações com atuação de destaque nas áreas de educação, cultura, ciência, justiça, movimentos sociais, religião, setor produtivo e defesa dos direitos dos povos e comunidades tradicionais.
“Antes do dia 2, homenageamos pessoas e instituições que contribuíram e continuam contribuindo para fortalecer essa história de coragem e de luta pela liberdade do povo brasileiro”, afirmou o governador.
Reconhecimento
Instituída pela Lei nº 11.902, de 2010, a Ordem 2 de Julho – Libertadores da Bahia simboliza o reconhecimento do Estado a pessoas e instituições que contribuem para a consolidação da Independência do Brasil na Bahia. A honraria reforça a importância do 2 de Julho como marco da identidade, da cidadania e da democracia brasileiras.
Entre os homenageados, o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, destacou o significado do reconhecimento.
“É uma honra muito grande estar aqui. É o resultado de um trabalho forte, com honestidade e dedicação à nossa Bahia e aos municípios baianos. Ao receber a notícia, me emocionei muito, porque acredito que vale a pena ser correto, ser honesto e trabalhar realizando sonhos de outras pessoas”, afirmou.
Com mais de cinco décadas de atuação na imprensa baiana, o jornalista Levi Vasconcelos ressaltou a emoção de receber a comenda e destacou o reconhecimento à profissão.
“Para mim, é uma honraria muito grande, porque é um dos maiores títulos do Estado. Na minha opinião, esse reconhecimento vem pelo jornalismo. Fui jornalista a vida toda e todos os dias peço a Deus que me permita morrer jornalista”, disse.
Também homenageado, o escritor baiano Itamar Vieira Junior afirmou que a cerimônia reforça o compromisso permanente com os ideais de liberdade e democracia.
“Quando celebramos a liberdade e a Independência da Bahia, celebramos, sobretudo, um sonho semeado naquele momento: o sonho de sermos livres. Esta noite serve para nos lembrar que liberdade e democracia são um projeto que não deve ter fim”, declarou.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, destacou que a homenagem reconhece trajetórias comprometidas com a construção de uma sociedade mais justa.
“Venho reverenciar a luta de cada uma e de cada um dos homenageados, que, de diferentes maneiras, contribuem para vivermos em um mundo mais justo, democrático e livre. Eles se comprometem com o que há de mais valioso na vida humana: a liberdade”, concluiu.
Homenageados
Receberam a Ordem 2 de Julho no grau de comendador a antropóloga Cecília Maria Bacellar Sardenberg, a Igreja Presbiteriana da Bahia, o escritor Itamar Rangel Vieira Junior, o cacique Zé Fragoso, a atriz Rejane Andrade Maya, a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Paula Gomes Medeiros, a ex-presidente da República Dilma Vana Rousseff e o ator Othon Bastos.
No grau de cavaleiro foram homenageados o presidente da Fieb, Carlos Henrique de Oliveira Passos; a educadora Celi Nelza Zulke Taffarel; Dilson Barbosa Campos; o jornalista Dilton Coutinho Fonseca; Gabriel Kraychete; o padre Lázaro Silva Muniz; o jornalista Levi Reis Vasconcelos; o médico e pesquisador Manoel Barral Netto; a ialorixá Nilza Nascimento Ferreira (Nilza D’Oxum); o professor Osvaldo Barreto Filho; Wilson Paes Cardoso; e o apóstolo Ivan Milton Pitzer de Souza.
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