Economia
Agricultura familiar baiana leva diversidade, inovação e oportunidades de negócios à SuperBahia 2026
Cooperativas e associações apresentarão produtos de qualidade e identidade regional na maior feira do varejo alimentar do Norte e Nordeste, realizada em Salvador
A diversidade, a qualidade e a inovação dos produtos da agricultura familiar baiana estarão em destaque na SuperBahia 2026, maior feira do varejo alimentar das regiões Norte e Nordeste, que será realizada entre os dias 28 e 30 de julho, no Centro de Convenções de Salvador. Durante o evento, consumidores, supermercadistas, distribuidores e atacadistas poderão conhecer uma ampla variedade de produtos desenvolvidos por cooperativas e associações de diferentes territórios do estado.
Entre os itens que estarão em exposição estão laticínios, cafés, chocolates, mel, polpas de frutas, derivados de mandioca, embutidos, frutas desidratadas, barras de cereais e cortes especiais de caprinos e ovinos, evidenciando a riqueza e a diversidade da produção rural baiana.
Ao longo dos três dias da feira, compradores de diversas regiões da Bahia e do Brasil terão a oportunidade de conhecer de perto a força da agricultura familiar do estado, que vem ampliando sua presença no varejo ao oferecer produtos com qualidade, identidade regional, inovação e valor agregado. A expectativa é fortalecer a presença desses alimentos nas gôndolas dos supermercados e abrir novas oportunidades de negócios para centenas de pequenos produtores rurais.
A participação da agricultura familiar na SuperBahia é resultado de uma parceria entre o Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bahia (Unicafes-BA) e a Associação Baiana de Supermercados (Abase). A iniciativa tem como objetivo aproximar os empreendimentos da agricultura familiar das grandes redes varejistas, distribuidores e atacadistas, ampliando a comercialização dos produtos baianos e impulsionando o desenvolvimento econômico dos territórios rurais.
Para a presidente da Abase, Amanda Vasconcelos, a presença da agricultura familiar reforça o papel da feira como espaço de fortalecimento da cadeia de abastecimento.
“A SuperBahia conecta quem produz a quem comercializa. Essa aproximação cria oportunidades para os pequenos produtores, fortalece a economia regional e amplia a presença dos produtos da agricultura familiar nas gôndolas dos supermercados”, afirma.
Cooperativas apresentam inovação e agregação de valor
Entre os destaques da feira está a Cooperativa de Produção Agropecuária de Jiló e Região (Coopag), sediada no município de Várzea Nova. Com mais de 20 anos de atuação, a cooperativa reúne 430 agricultores e gera cerca de 180 empregos diretos, consolidando-se como uma das principais referências da produção de laticínios da Bahia.
Atualmente, a Coopag produz itens já consolidados no mercado, como iogurte de morango, queijo muçarela e manteiga, além de produtos diferenciados, como iogurtes de umbu e licuri, queijo coalho e ricota.
Outro exemplo de inovação é o aproveitamento integral da produção. Os cerca de 63 mil litros de soro de leite gerados diariamente passaram a ser utilizados na fabricação de ricota e na alimentação dos suínos criados pela cooperativa. A iniciativa resultou no desenvolvimento de uma linha de carnes suínas defumadas, agregando valor à produção e reduzindo o desperdício.
Para Pedro Neto, representante da Coopaita, a participação na SuperBahia representa uma oportunidade estratégica para ampliar mercados e fortalecer a presença da agricultura familiar no varejo.
“A SuperBahia é uma vitrine estratégica para a agricultura familiar. Participar da feira nos permite prospectar novos clientes, estreitar relacionamentos com fornecedores e apresentar produtos inovadores que atendem às novas demandas do consumidor. Estivemos na última edição e voltaremos este ano com a expectativa de ampliar nossa presença no varejo”, destaca.
Segundo o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, a feira desempenha um papel fundamental na aproximação entre os empreendimentos da agricultura familiar e as principais redes varejistas do estado.
“A presença da agricultura familiar na SuperBahia é resultado de uma política pública que vem fortalecendo a produção rural e ampliando o acesso dos nossos empreendimentos ao mercado. Essa aproximação com o varejo beneficia quem produz, que conquista novos canais de comercialização, e também os supermercadistas, que passam a oferecer produtos baianos de qualidade, com identidade regional e incentivos fiscais previstos pelo Estado. É uma parceria que gera desenvolvimento para toda a cadeia produtiva”, afirma.
Feira também promove ação solidária
Além de fomentar negócios, inovação e geração de renda, a SuperBahia reforça seu compromisso social por meio da SuperBahia Solidária, campanha de arrecadação de alimentos que mobiliza expositores, supermercadistas e visitantes durante os três dias do evento.
Os alimentos arrecadados serão destinados a instituições sociais, contribuindo para a segurança alimentar de famílias em situação de vulnerabilidade.
A SuperBahia 2026 conta com o patrocínio do Banco do Nordeste e do Governo Federal. O evento se consolida como uma importante vitrine para a produção baiana, promovendo conexões comerciais e fortalecendo o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar no estado.
Economia
Bahia amplia política de Economia Solidária com adesão de 27 municípios
Estratégia fortalece parceria entre Estado e prefeituras para ampliar geração de renda, inclusão social e desenvolvimento sustentável
A política de Economia Solidária ganhou novo impulso na Bahia com a adesão de 27 municípios à estratégia de municipalização. Prefeitos, secretários municipais e representantes da sociedade civil participaram, nesta sexta-feira (14), de um ato realizado em Salvador que marcou a ampliação da atuação conjunta entre o Governo do Estado e as administrações municipais.
A iniciativa tem como objetivo fortalecer ações voltadas à geração de trabalho e renda, à inclusão social e ao desenvolvimento sustentável nos territórios baianos.
Com a adesão, os municípios passam a integrar a estratégia estadual e terão acesso a iniciativas destinadas ao fortalecimento de cooperativas, associações, grupos produtivos, empreendimentos da agricultura familiar, bancos comunitários e espaços de comercialização solidária.
Atualmente, a política estadual de Economia Solidária já beneficiou mais de 23 mil baianos. A rede conta com 23 Centros Públicos de Economia Solidária (Cesol), distribuídos em 24 territórios de identidade, prestando atendimento a cerca de 2,5 mil empreendimentos em todo o estado.
A municipalização também amplia o alcance de ações de qualificação profissional, assistência técnica e apoio à comercialização, além de contribuir para o fortalecimento da organização coletiva dos trabalhadores.
A estratégia está alinhada à Lei Paul Singer, que institui o Sistema Nacional de Economia Solidária, e busca promover o desenvolvimento econômico aliado à inclusão social, à preservação ambiental e à valorização dos direitos dos trabalhadores.
Economia
Inteligência Artificial ganha espaço na construção civil durante a Construnordeste 2026
Palestra promovida pela Coopercon debateu o impacto da IA nos negócios e destacou avanços tecnológicos que já transformam o setor da construção
A Inteligência Artificial (IA), um dos temas mais relevantes da atualidade no ambiente corporativo, esteve em destaque na programação da Construnordeste 2026, nesta sexta-feira (14). A Coopercon Bahia (Cooperativa de Compras do Sinduscon-BA) promoveu a palestra “A Inteligência Artificial Generativa”, ministrada por Edney Souza (InterNey), professor, palestrante, conselheiro em IA e autor do best-seller Engenharia de Prompts na Prática.
Com mais de 30 anos de experiência nas áreas de tecnologia, inovação e transformação digital, Edney apresentou aplicações práticas da Inteligência Artificial no ambiente empresarial e discutiu como a tecnologia vem transformando processos de gestão, produtividade, tomada de decisões e competitividade das organizações.
Durante o encontro, o especialista destacou que a construção civil também está sendo profundamente impactada pelos avanços tecnológicos.
“A construção civil é um dos setores mais importantes do Brasil. Quando olhamos para como a IA está transformando as profissões, vemos que esse setor também está sendo impactado, com a adoção de ferramentas cada vez mais avançadas. Já temos robôs atuando na construção, e essa tendência vai evoluir cada vez mais”, afirmou Edney Souza.
A palestra contou ainda com a participação dos debatedores Pedro Carvalho, diretor financeiro da Kubo Engenharia, e Vinícius Melo, diretor de Tecnologia (CTO) da Seu Agente IA, startup residente do Sinduscon-BA.
O debate ocorreu em um momento de forte expansão da Coopercon. A cooperativa encerrou o primeiro semestre de 2026 com R$ 200 milhões em compras realizadas. Nos últimos 12 meses, foram negociados R$ 80 milhões em esquadrias de alumínio, além da aquisição de 80 elevadores, 3 mil toneladas de aço, 4 mil metros cúbicos de concreto, R$ 14 milhões em louças e metais sanitários e R$ 20 milhões em tintas.
Nos últimos meses, a Coopercon também registrou um crescimento de 136%, o maior desde sua fundação. O resultado reflete a ampliação da escala das negociações coletivas e o fortalecimento da atuação da cooperativa em diferentes segmentos da cadeia da construção civil.
Para o presidente da Coopercon Bahia, Angelo Simões, a Inteligência Artificial representa uma mudança estratégica para o setor.
“Mais do que falar sobre uma nova tecnologia, estamos falando sobre uma transformação na maneira como os negócios são conduzidos. A construção civil precisa acompanhar esse movimento, entender o que a Inteligência Artificial pode trazer de ganho de eficiência e, principalmente, como ela pode contribuir para decisões mais estratégicas”, destacou.
Como parte dessa agenda de inovação, a Coopercon prepara para outubro uma missão internacional à China, com foco na prospecção de fornecedores, tecnologias, tendências e novas oportunidades de negócios para a construção civil.
Economia
Operação Safra 2026 soma 415 autuações e R$ 4,8 milhões em créditos reclamados
Fiscalização nas regiões Oeste e Centro-Norte da Bahia combate fraudes fiscais no transporte de produtos agrícolas
Saídas interestaduais de produtos sem o recolhimento do ICMS, circulação de mercadorias sem documentação fiscal, simulação de transferências para outros estados e operações comerciais fictícias estão entre as irregularidades já identificadas e autuadas pela força-tarefa da Operação Safra 2026. A iniciativa reforça a presença do fisco baiano nas rotas de circulação de mercadorias em duas das mais importantes regiões do agronegócio estadual: o Oeste e o Centro-Norte da Bahia.
De acordo com o balanço mais recente, os agentes do fisco já lavraram 415 autuações fiscais, totalizando R$ 4,8 milhões em créditos tributários reclamados.
Milho, soja, algodão e café lideram a lista de produtos com maior incidência de irregularidades. Entre os principais objetivos da Operação Safra 2026 estão garantir que a circulação da produção agrícola ocorra em conformidade com a legislação tributária e preservar a livre concorrência no mercado, por meio do combate à sonegação fiscal e à concorrência desleal.
Um dos esquemas identificados pela fiscalização envolve operações comerciais fictícias. Nesses casos, municípios como Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, no Oeste baiano, embora sejam grandes produtores de soja e milho, aparecem como destinatários de cargas desses mesmos produtos supostamente originadas em outros estados, o que levanta indícios de fraude fiscal.
A operação mobiliza cerca de 100 servidores, entre agentes da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-Ba) e policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz). O trabalho é realizado por meio de 27 unidades móveis de fiscalização, que alternam os pontos de abordagem de veículos de carga nas principais rotas de escoamento da produção agrícola.
Das autuações registradas até o momento, 233 ocorreram na região Oeste, resultando em R$ 3,1 milhões em créditos tributários reclamados. Já na região Centro-Norte foram contabilizadas 182 autuações, que somam R$ 1,7 milhão em créditos.
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