SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS

Economia

Operação Fogo Cruzado investiga fraude fiscal de R$ 14 milhões na Bahia 

Força-Tarefa cumpre mandados em cinco cidades e prende empresário acusado de liderar esquema de sonegação e lavagem de dinheiro

Publicado

em

A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a Operação Fogo Cruzado,
Foto: Adriano Cardoso

A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a Operação Fogo Cruzado, que apura a sonegação de mais de R$ 14 milhões em impostos estaduais por empresários do setor varejista de armas e munições. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana, Irecê, Jussara e Coração de Maria, além de uma ordem judicial de prisão temporária em Feira contra o empresário apontado como líder do grupo criminoso. 

Segundo as investigações, o grupo deixava de recolher o ICMS declarado aos cofres públicos no prazo legal, de forma continuada, utilizando diversas manobras para fraudar o tributo, como sucessão empresarial fraudulenta e interposição fictícia de sócios e administradores. A apuração conduzida pela Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip), pelo Ministério Público e pela Polícia Civil identificou a constituição de empresas vinculadas entre si, por meio de “laranjas”, com o objetivo de ocultar o verdadeiro proprietário e postergar indefinidamente o pagamento do imposto. 

A Força-Tarefa também investiga associação criminosa e um esquema de lavagem de dinheiro oriundo da atividade ilícita, utilizando o comércio de joias como fachada. A operação contou com sete promotores de Justiça, 14 delegados, 56 policiais do Necot/Draco, seis servidores do Fisco Estadual, oito do MP-BA e sete policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz). 

Intensificação das ações 

As autoridades reforçam que práticas como declarar o débito de ICMS e não repassar o imposto à Fazenda, de forma reiterada, configuram crime contra a ordem tributária e, muitas vezes, servem para mascarar fraudes ainda mais graves. Essas condutas causam prejuízos à coletividade, já que o imposto foi pago pelos consumidores, mas não chegou aos cofres públicos, comprometendo recursos destinados a políticas e serviços essenciais. 

Composição da Força-Tarefa 

O grupo é formado pelo Gaesf (MP-BA), pela Infip (Sefaz) e pelo Necot/Draco (Polícia Civil da Bahia). 

ANÚNCIO

Economia

Construção civil no Nordeste é tema de encontro com empresários e poder público em Salvador

Evento reúne setor produtivo e gestores para discutir cenário de 2026, inovação, habitação e perspectivas de crescimento regional

Publicado

em

Região Nordeste, que reúne empresários, especialistas e representantes do poder público para debater o cenário da construção civil
Foto: Eduardo Andrade/Ascom SDE

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) participou, nesta quinta-feira (5), em Salvador, do Encontro de Incorporadores e Construtores da Região Nordeste, que reúne empresários, especialistas e representantes do poder público para debater o cenário da construção civil em 2026 e as perspectivas de crescimento do setor na região.

Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o evento segue até sexta-feira (6) e conta com apoio da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA) e da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA).

Entre os temas discutidos estão os desafios operacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, os avanços da industrialização da construção civil, a incorporação de inovações tecnológicas no setor e a análise do cenário econômico nacional e seus impactos sobre o mercado imobiliário e a produção habitacional.

Representando o governador Jerônimo Rodrigues, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, destacou o papel estratégico da construção civil para a economia. Segundo ele, o setor é fundamental para a geração de empregos e para a dinamização de diferentes cadeias produtivas, reforçando a importância do diálogo permanente entre governo e iniciativa privada para estimular investimentos, inovação e ampliar o acesso à moradia.

Também presente no encontro, o presidente do Comitê da Cadeia Produtiva da Construção Civil da FIEB, Vicente Matos, ressaltou a relevância do evento para o debate sobre desenvolvimento e redução do déficit habitacional. Ele destacou que programas estruturantes vão além das obras físicas, promovendo dignidade e oportunidades para milhões de famílias.

ANÚNCIO

O encontro contou ainda com a participação de Renato Correia, presidente da CBIC; Eduardo Bastos, presidente do Sinduscon-BA; Cláudio Cunha, presidente da Ademi-BA; Carlos Tomé, secretário nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Ministério das Cidades; e do deputado estadual Eduardo Salles, presidente da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

Continue Lendo

Economia

Rendimento médio bate recorde e desemprego segue em queda até janeiro de 2026

Renda habitual alcança R$ 3.652, o maior valor da série, enquanto taxa de desocupação permanece em 5,4% e indicadores do mercado de trabalho mostram melhora

Publicado

em

A taxa de desocupação ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, mantendo-se estável em relação ao trimestre
Foto ilustrativa: Mateus Pereira/GOVBA

A taxa de desocupação ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, mantendo-se estável em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2025 (5,4%) e recuando 1,1 ponto percentual na comparação com o trimestre móvel de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (6,5%).

A população desocupada foi estimada em 5,9 milhões de pessoas, também estável frente ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo período de um ano antes, houve queda de 17,1%, o equivalente a 1,2 milhão de pessoas a menos (de 7,1 milhões para 5,9 milhões).

Já a população ocupada atingiu 102,7 milhões, mantendo estabilidade no trimestre e registrando alta de 1,7% no ano (mais 1,7 milhão de pessoas). O nível de ocupação chegou a 58,7%, sem variação relevante no trimestre (58,8%) e com avanço de 0,5 ponto percentual no ano (58,2%).

Subutilização e desalento recuam

A taxa composta de subutilização ficou em 13,8%, estável em relação ao trimestre anterior (13,9%) e com queda de 1,8 ponto percentual em um ano (15,5%). A população subutilizada foi estimada em 15,7 milhões, estável no trimestre e com recuo de 11,5% no ano (menos 2,0 milhões de pessoas).

A subocupação por insuficiência de horas trabalhadas permaneceu em 4,5 milhões, sem mudanças relevantes nas comparações. Já a população fora da força de trabalho totalizou 66,3 milhões, estável no trimestre e com aumento de 1,3% em um ano (mais 846 mil pessoas).

ANÚNCIO

O desalento — pessoas que desistiram de procurar trabalho — somou 2,7 milhões, estável no trimestre, mas com queda de 15,2% no ano (menos 476 mil pessoas). O percentual de desalentados ficou em 2,4%, estável no trimestre e 0,4 ponto percentual menor que no ano anterior (2,8%).

Mercado de trabalho: carteira assinada cresce e informalidade recua

O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada (exceto domésticos) chegou a 39,4 milhões, com estabilidade no trimestre e alta de 2,1% no ano (mais 800 mil). Já os empregados sem carteira no setor privado somaram 13,4 milhões, sem variações significativas no trimestre e no ano.

Entre os trabalhadores por conta própria, o total foi de 26,2 milhões, estável no trimestre e com avanço de 3,7% em um ano (mais 927 mil). O contingente de trabalhadores domésticos ficou em 5,5 milhões, estável no trimestre, mas com queda de 4,5% no ano (menos 257 mil).

A taxa de informalidade atingiu 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais. O indicador recuou frente ao trimestre encerrado em outubro (37,8%) e também em relação ao período de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (38,4%).

Renda e massa salarial avançam

O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.652, com crescimento de 2,8% no trimestre e de 5,4% em um ano. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 370,3 bilhões, aumentando 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% no ano (mais R$ 25,1 bilhões).

ANÚNCIO

A força de trabalho (ocupados e desocupados) totalizou 108,5 milhões de pessoas no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, estável no trimestre e com aumento de 0,4% em um ano (mais 472 mil).

Setores: altas em serviços e queda na indústria

Na comparação com o trimestre de agosto a outubro de 2025, houve aumento da ocupação em Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (+2,8%, ou +365 mil) e em Outros serviços (+3,5%, ou +185 mil). Em sentido contrário, a Indústria geral recuou (-2,3%, ou -305 mil).

Em relação ao trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025, a ocupação cresceu em Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (+4,4%, ou +561 mil) e em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+6,2%, ou +1,1 milhão). Já Serviços domésticos caiu (-4,2%, ou -243 mil).

Rendimentos por atividade e posição na ocupação

No trimestre móvel de novembro de 2025 a janeiro de 2026, o rendimento médio do trabalho principal aumentou, frente ao trimestre anterior, em Agricultura (+4,2%), Transporte (+3,2%), Administração pública e áreas sociais (+3,1%) e Outros serviços (+12,9%). Na comparação anual, houve alta também em Construção (+5,9%) e em Serviços domésticos (+4,7%), entre outros.

Por posição na ocupação, houve aumento no trimestre para empregados do setor público (+4,4%) e conta-própria (+4,9%). Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, todas as posições apresentaram crescimento de rendimento, incluindo empregados com e sem carteira, domésticos, setor público, empregadores e conta-própria.

ANÚNCIO
Continue Lendo

Economia

PIB cresce 2,3% em 2025 e soma R$ 12,7 trilhões

Agropecuária lidera avanço, enquanto consumo das famílias desacelera; economia fecha o ano com estabilidade no 4º trimestre

Publicado

em

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025 na comparação com 2024 e totalizou R$ 12,7 trilhões em valores correntes,
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025 na comparação com 2024 e totalizou R$ 12,7 trilhões em valores correntes, segundo as Contas Nacionais Trimestrais. O PIB per capita alcançou R$ 59.687,49, com avanço real de 1,9% frente ao ano anterior.

Pela ótica da oferta, o resultado foi puxado pela Agropecuária (11,7%), com crescimento associado à agricultura — com destaque para milho (23,6%) e soja (14,6%), que registraram recordes de produção — além de contribuição positiva da pecuária. A Indústria avançou 1,4%, impulsionada pelas Indústrias Extrativas (8,6%) com alta na extração de petróleo e gás, enquanto as Indústrias de Transformação recuaram 0,2%. No setor de Serviços, houve alta de 1,8%, com crescimento em todas as atividades, lideradas por Informação e comunicação (6,5%) e Atividades financeiras (2,9%).

Pela ótica da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) cresceu 2,9%, com influência da importação de bens de capital e do desenvolvimento de software. O consumo das famílias avançou 1,3%, mas desacelerou em relação a 2024, enquanto o consumo do governo subiu 2,1%. No setor externo, as exportações cresceram 6,2% e as importações, 4,5%.

No 4º trimestre de 2025, o PIB teve variação de 0,1% ante o 3º trimestre (série com ajuste sazonal), com alta em Serviços (0,8%) e Agropecuária (0,5%), e queda na Indústria (-0,7%). Na comparação com o 4º trimestre de 2024, a economia avançou 1,8%. Em 2025, a taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB e a taxa de poupança, em 14,4%.

Continue Lendo

Mais Lidas