Cultura
Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho é restaurado
Tanto a área do museu, como o atracadouro estão ganhando nova estrutura para receber os visitantes
As obras de recuperação e restauração do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho em Caboto, Candeias, é uma das 13 intervenções do Prodetur Nacional Bahia. O parque tem área total de 26 mil metros quadrados e encontra-se com aproximadamente 60% das obras concluídas. São 142 funcionários trabalhando, com previsão de conclusão para o final de março de 2021. O investimento no complexo é de mais de R$ 25 milhões.
Tanto a área do museu, como o atracadouro que dá acesso marítimo ao seu conjunto arquitetônico, estão ganhando nova estrutura para receber os visitantes, que podem chegar por mar ou por terra. Além do museu, o complexo, situado na área do histórico Engenho Freguesia, abrigará restaurantes, lanchonetes, minigalerias, miniconvention, praça, cerimonial e salas multiuso, entre outros equipamentos.
A construção possui quatro andares e 75 cômodos, incluindo a capela lateral, e conserva a arquitetura original. Foi desenvolvida em torno de dois pátios, para os quais estão voltados quartos, salas e alcovas. O acervo do museu possui mais de 200 peças, entre roupas, paramentos, pinturas, cerâmica, objetos decorativos e mobiliário, produzidos a partir do século 17.
O prédio, que no passado foi a casa grande de um importante engenho de açúcar, transformou-se em 1971 no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho e hoje faz parte do lote um de intervenções do Prodetur Nacional Bahia, para ser integrado ao roteiro náutico e cultural desta zona turística. O sítio é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Mês da Mulher
Exposição “Mulheres Fotografam a Bahia” estreia no Shopping Barra e celebra olhares femininos sobre o estado
Mostra reúne 30 fotógrafas e integra a programação do Mês da Mulher, com registros que exaltam a cultura, a fé e a identidade baiana
A exposição Mulheres Fotografam a Bahia estreia nesta quinta-feira (19), no Shopping Barra, como parte das celebrações do Mês da Mulher, iniciadas com o consagrado Prêmio Barra Mulher. Realizada em parceria com a Caixa Mágica — grupo dedicado à promoção da cultura e das artes —, a mostra apresenta uma coletânea de 30 fotografias assinadas por 30 fotógrafas, que capturam a essência da Bahia a partir de olhares diversos e sensíveis. A luz do estado, revelada sob a perspectiva feminina, transforma-se em poesia visual.
“A exposição Mulheres Fotografam a Bahia reafirma o talento e a sensibilidade das fotógrafas em um mês especial, no qual celebramos o poder feminino. Convidamos o público a enxergar a Bahia a partir desses pontos de vista plurais, profundamente conectados à nossa cultura. Ao reunir obras produzidas exclusivamente por mulheres, reforçamos a diversidade e damos visibilidade às vozes femininas. A mostra está em sintonia com o Barra Mulher, premiação que homenageia trajetórias transformadoras e inspiradoras de baianas”, destaca a gerente de Marketing do Shopping Barra, Karina Brito.
Aberta ao público no espaço Barra Gourmet (Piso L1), a exposição apresenta ainda registros em homenagem aos 477 anos de Salvador, celebrados no próximo dia 29 de março. Da fé que move multidões às cores vibrantes das ruas; do silêncio das paisagens naturais à potência cultural que pulsa em cada canto, cada imagem revela não apenas cenários, mas histórias, memórias e sentimentos traduzidos pela sensibilidade feminina. A mostra se afirma como um manifesto visual que exalta o talento, a força criativa e a importância das mulheres na construção da narrativa cultural baiana.
“Ter sido co-curadora desta exposição foi entrar em contato com toda a potência da fotografia feminina baiana. Uma experiência absolutamente incrível e encantadora”, afirma Lu Brito, fotógrafa premiada no Brasil e no exterior, que integra a mostra por meio da Caixa Mágica — projeto dos fotógrafos Giácomo Mancini, Tarciso Albuquerque e Fernando Antônio. A exposição conta ainda com a participação da jornalista Camila Marinho, homenageada em 2025 com o troféu Barra Mulher.
Agricultura
Governo da Bahia dialoga com produtores rurais em Formosa do Rio Preto
Secretário da Agricultura participa de encontro no Oeste baiano para ouvir demandas e discutir estratégias de fortalecimento do setor agropecuário
O Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), participou, neste domingo (15), de um encontro com produtores rurais no município de Formosa do Rio Preto, no Oeste baiano. A reunião foi realizada na sede do Sindicato dos Produtores Rurais da cidade e contou com a presença do secretário estadual da Agricultura, Pablo Barrozo, que ouviu demandas e discutiu estratégias para fortalecer o setor agropecuário local.
Entre os principais temas abordados estiveram o fortalecimento das associações rurais — consideradas fundamentais para ampliar o acesso de pequenos produtores ao crédito e à assistência técnica — e as perspectivas de desenvolvimento do agronegócio no município.
Para o secretário, o encontro representou um importante momento de diálogo e aproximação com quem vive e produz no campo. Pablo Barrozo destacou ainda o empenho do presidente do sindicato, Hélio Justo, na articulação da reunião, que possibilitou o diálogo direto entre produtores e representantes dos governos estadual e municipal.
“Esse momento marca uma nova etapa para construirmos soluções em conjunto”, afirmou Barrozo, ressaltando que o governo seguirá trabalhando para fortalecer a agricultura e apoiar os produtores rurais em todo o estado.
A iniciativa integra a parceria entre o Governo da Bahia e o Sindicato dos Produtores Rurais de Formosa do Rio Preto, com foco no incentivo às associações rurais, no fortalecimento da produção e no desenvolvimento do setor agropecuário do município.
Cultura
Do groove brasileiro ao tapete vermelho de Hollywood
A homenagem a Paulinho da Costa e a presença brasileira no Oscar evidenciam um momento histórico de afirmação cultural no cenário internacional
Enquanto os holofotes de Hollywood se acendem neste domingo (15) para a cerimônia do Oscar, o Brasil vive um daqueles raros momentos em que o reconhecimento internacional deixa de ser exceção e passa a soar como consequência natural de uma trajetória construída ao longo de décadas. Na mesma semana em que o cinema nacional entra na disputa pela estatueta mais cobiçada do mundo, a música brasileira também tem motivos para celebrar: o percussionista Paulinho da Costa será homenageado, em 2026, com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.
Aos 77 anos, Paulinho se torna o segundo brasileiro a receber a honraria — e o primeiro nascido no Brasil — juntando‑se a Carmen Miranda no panteão de nomes que ajudaram a moldar a cultura pop global. Radicado nos Estados Unidos desde 1972, ele construiu uma carreira silenciosa e monumental, presente em mais de 1.500 gravações e em álbuns que marcaram gerações, de Michael Jackson a Madonna, de Celine Dion a trilhas sonoras do cinema. Seu pandeiro, seu surdo e seu groove atravessaram fronteiras sem pedir licença, fazendo da música brasileira um idioma compreendido em qualquer estúdio do mundo.
Essa trajetória ganhou, recentemente, um novo capítulo de reconhecimento com o lançamento do documentário “The Groove Under the Groove”, produzido pela Netflix, que registra os bastidores e a dimensão da contribuição de Paulinho da Costa para a música mundial. O documentário contribui para reforçar a percepção de que, muitas vezes longe dos holofotes, artistas brasileiros ajudaram a construir a sonoridade de clássicos globais — e só agora começam a ter suas histórias plenamente contadas.
A homenagem ao músico ecoa de forma simbólica no mesmo fim de semana em que o Brasil volta a ocupar espaço central na maior premiação do cinema internacional. “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, chega ao Oscar como uma das produções mais comentadas da temporada e alimenta a expectativa de uma nova conquista para o país. Independentemente do resultado, o simples fato de o filme disputar categorias centrais reforça a percepção de que o Brasil deixou de ser figurante para se tornar protagonista em narrativas globais.
Há um elo invisível entre essas duas histórias. Paulinho da Costa e O Agente Secreto representam gerações diferentes, linguagens distintas, mas partilham a mesma essência: obras criadas a partir de uma identidade brasileira forte, sem concessões, que encontram eco no mundo justamente por sua autenticidade. Não se trata de adaptar‑se ao gosto estrangeiro, mas de apresentar o Brasil em sua complexidade — rítmica, estética, política e humana.
Neste domingo, quando as estatuetas forem erguidas no Teatro Dolby, talvez o Brasil leve mais um Oscar para casa. Talvez não. Mas, como no caso de Paulinho da Costa, o que já está conquistado é maior que qualquer troféu: o reconhecimento de que a cultura brasileira — seja na música, seja no cinema — não apenas participa da história do entretenimento mundial, mas a escreve, compasso por compasso, cena por cena.
Seja no brilho discreto de uma estrela cravada na calçada de Hollywood ou no suspense da última categoria anunciada na noite do Oscar, o Brasil chega a este 15 de março com algo raro: a certeza de que o aplauso não é passageiro, mas fruto de um legado.
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