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Cultura

Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho é restaurado

Tanto a área do museu, como o atracadouro estão ganhando nova estrutura para receber os visitantes

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As obras de recuperação e restauração do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho em Caboto (Candeias) é uma das 13 intervenções do Prodetur Nacional Bahia.
Fotos: Fernando Vivas/GOVBA

As obras de recuperação e restauração do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho em Caboto, Candeias, é uma das 13 intervenções do Prodetur Nacional Bahia. O parque tem área total de 26 mil metros quadrados e encontra-se com aproximadamente 60% das obras concluídas. São 142 funcionários trabalhando, com previsão de conclusão para o final de março de 2021. O investimento no complexo é de mais de R$ 25 milhões.

Tanto a área do museu, como o atracadouro que dá acesso marítimo ao seu conjunto arquitetônico, estão ganhando nova estrutura para receber os visitantes, que podem chegar por mar ou por terra. Além do museu, o complexo, situado na área do histórico Engenho Freguesia, abrigará restaurantes, lanchonetes, minigalerias, miniconvention, praça, cerimonial e salas multiuso, entre outros equipamentos.

A construção possui quatro andares e 75 cômodos, incluindo a capela lateral, e conserva a arquitetura original. Foi desenvolvida em torno de dois pátios, para os quais estão voltados quartos, salas e alcovas. O acervo do museu possui mais de 200 peças, entre roupas, paramentos, pinturas, cerâmica, objetos decorativos e mobiliário, produzidos a partir do século 17.

O prédio, que no passado foi a casa grande de um importante engenho de açúcar, transformou-se em 1971 no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho e hoje faz parte do lote um de intervenções do Prodetur Nacional Bahia, para ser integrado ao roteiro náutico e cultural desta zona turística. O sítio é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Agricultura

Governo da Bahia reúne mais de 600 produtores em Ilhéus para fortalecer cadeia do cacau e do chocolate 

Encontro promovido pela CAR, no âmbito do projeto Parceiros da Mata, discutiu assistência técnica, agregação de valor e sustentabilidade da produção cacaueira 

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uma reunião com cooperativas e representantes da cadeia produtiva do cacau e do chocolate, no âmbito do projeto Parceiros da Mata. 
Foto: Marta Medeiros

O Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), promoveu, nesta quarta-feira (29), na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus, uma reunião com cooperativas e representantes da cadeia produtiva do cacau e do chocolate, no âmbito do projeto Parceiros da Mata. 

O encontro reuniu mais de 600 produtores, além de cooperativas, técnicos, gestores públicos e instituições parceiras, com o objetivo de alinhar estratégias, fortalecer a produção regional e ampliar as oportunidades de desenvolvimento sustentável. Entre os temas debatidos, estiveram a assistência técnica e a extensão rural, bem como a agregação de valor, a exemplo da Indicação Geográfica (IG) do cacau. 

O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, destacou a importância do evento como um espaço de diálogo e construção coletiva, reunindo cooperativas, agricultores familiares, chocolateiros, equipes técnicas da CAR e da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), além de instituições parceiras como a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), prefeituras e consórcios intermunicipais. “Reunimos produtores organizados em cooperativas e associações para debater temas estratégicos, como assistência técnica e agregação de valor. Essas ações são fundamentais para ampliar a produção, gerar renda e fortalecer a qualidade do cacau baiano”, afirmou. 

Durante o evento, foi assinado o Memorando de Entendimento para a continuidade do projeto Cacau+ nos municípios do Baixo Sul, por meio da parceria entre o Consórcio Ciapra, a CAR/SDR, a Bahiater e outros parceiros, como a World Cocoa Foundation, o Instituto Arapyaú e o Instituto Clima e Sociedade (ICS). A iniciativa tem contribuído para o aumento da qualidade, da produtividade e da sustentabilidade da produção de cacau na região. 

A agricultora Damiana Martins, da Associação de Mulheres Agricultoras Familiares de Duas Barras do Fojo, ressaltou a relevância das políticas públicas para o desenvolvimento rural. “Para nós e para a Bahia, a CAR é um divisor de águas na perspectiva do desenvolvimento e da implementação de políticas públicas que fortalecem e empoderam mulheres e homens do campo. Participar de um evento como esse, discutindo novos investimentos e a possibilidade de produzir nossa própria manteiga de cacau, é muito importante. O apoio do Governo do Estado tem sido fundamental, mas também é essencial que os produtores se reconheçam como protagonistas na busca por soluções”, destacou. 

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Programação 

A programação do encontro incluiu a apresentação e o debate de temas estratégicos, como o Projeto Cacau e Chocolate, no âmbito da ação Agroindústria Familiar da Bahia, apresentado pelo diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro; a Assistência Técnica e Extensão Rural na Bahia, com foco na região cacaueira, apresentada por Lanns Almeida, diretor-geral da Bahiater; e o Projeto Cacau+, apresentado como experiência de sucesso no Baixo Sul por Leandro de Jesus, do Ciapra. 

Também foi discutido o projeto de Indicação Geográfica (IG) do cacau, com apresentação de Angélica Anunciação e Cristiano Santana, da Cooperativa de Pequenos Produtores de Cacau, Mandioca e Banana do Centro-Sul da Região Cacaueira (Coopercentrosul).

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Cultura

Exposição sobre ritual Pataxó leva a força da cultura baiana à Bulgária

Fotografias de Pedro Nunes registram o Aragwaksã, celebração ancestral de resistência e identidade dos povos originários da Bahia

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Sob o olhar sensível do fotógrafo Pedro Nunes e curadoria de Uiler Costa, a exposição “Aragwaksã — A Grande Conquista do Território” 
Foto: Pedro Nunes

Sob o olhar sensível do fotógrafo Pedro Nunes e curadoria de Uiler Costa, a exposição “Aragwaksã — A Grande Conquista do Território” apresenta ao público internacional a força e a ancestralidade da cultura baiana. A abertura acontece no próximo dia 15 de maio, na Casa da Juventude, em Pazardzhik, Bulgária, onde a mostra permanece em cartaz até junho de 2026. 

As imagens captadas por Pedro Nunes revelam o Aragwaksã, ritual sagrado que celebra o aniversário da Aldeia Pataxó da Jaqueira, localizada em Porto Seguro, no sul da Bahia. Realizado anualmente em 1º de agosto, o evento vai além de uma festividade. “O povo Pataxó se reúne para o Aragwaksã não apenas para uma festa, mas para um rito de existência e resistência”, afirma o fotógrafo. 

No dia da celebração, a aldeia desperta envolta nos aromas da resina, do barro e das folhas verdes, dando início a um ritual marcado pela força e pela identidade coletiva. A corrida de tora, a caçada e o batismo com a terra ancestral compõem o cenário em que a vida pulsa no cauim, na troca de cocares e nas pinturas corporais que narram histórias na pele. O Awê, em canto e dança, une a comunidade em uma oração coletiva — um universo registrado pelas lentes de Pedro Nunes ao longo de uma década. 

Para o artista, fotografar o Aragwaksã é um ato de preservação. “É registrar o que não pode ser apagado; é preservar a memória e a resistência dos povos originários do Brasil”, ressalta. 

Soteropolitano de corpo e alma, Pedro Nunes vê como missão difundir a cultura da Bahia no exterior, exaltando a identidade e a resistência dos Pataxó da Reserva da Jaqueira. “Sinto um orgulho imenso de dar esse lugar de destaque ao povo Pataxó por meio das minhas obras”, declara. 

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Aos 43 anos, o fotógrafo baiano construiu uma trajetória marcada pela valorização do cotidiano como expressão artística. Seu acervo ultrapassa 2 mil obras comercializadas, e um de seus trabalhos mais emblemáticos foi realizado em Porto Seguro, onde registrou com sensibilidade, respeito e profundidade humana a vivência da comunidade indígena Pataxó. 

A exposição conta com o apoio do Zenon Instituto Cultural, Instituto Pataxó de Etnoturismo, Casa da Juventude de Pazardzhik e Hospital Ramos. 

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Agronegócio

Bahia Farm Show 2026 é lançada em Salvador com foco no fortalecimento do agronegócio baiano 

Feira chega à 20ª edição com expectativa de 160 mil visitantes, R$ 180 milhões em investimentos e geração de cerca de 8 mil empregos

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O fortalecimento do agronegócio baiano foi destaque nesta segunda-feira (27), durante o lançamento da Bahia Farm Show 2026,
Foto: Amanda Ercília/GOVBA

O fortalecimento do agronegócio baiano foi destaque nesta segunda-feira (27), durante o lançamento da Bahia Farm Show 2026, realizado na Governadoria, em Salvador. Reconhecida como uma das maiores feiras de tecnologia agrícola e negócios do Brasil, a Bahia Farm Show chega à sua 20ª edição e será realizada entre os dias 8 e 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado. 

O evento, que deve reunir cerca de 160 mil visitantes e 500 expositores, tem expectativa de movimentar aproximadamente R$ 180 milhões em investimentos. A feira é realizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), com apoio do Governo do Estado. 

“Estamos acompanhando de perto o crescimento do agro baiano, e a Bahia Farm Show é uma vitrine do que se produz em tecnologia, relações comerciais e produtos. É uma grande oportunidade de gerar emprego, renda e novas perspectivas para todas as regiões do estado”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues durante a cerimônia de lançamento. 

Com o tema “Somos um só”, a edição de 2026 destaca o protagonismo da Bahia no cenário agrícola nacional, com foco em inovação, sustentabilidade e uso de novas tecnologias no campo. A expectativa é de geração de cerca de 8 mil empregos diretos e indiretos, além da ampliação da área do evento em 35%. 

Presidente da AIBA e da Bahia Farm Show, Moisés Schmidt ressaltou a importância da parceria com o poder público para a realização da feira. “A Bahia Farm Show é construída de forma coletiva, com a participação fundamental do Governo do Estado. Esse apoio é essencial para ampliar a estrutura do evento e atrair cada vez mais investimentos”, destacou. 

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Crescimento do agronegócio baiano 

Entre 2023 e 2026, o agronegócio baiano consolidou-se como um dos principais motores da economia estadual, com crescimento consistente e diversificação da produção. O período foi marcado por recordes de produtividade de soja e milho no oeste do estado, impulsionados pela agricultura de precisão, além da consolidação da Bahia como o segundo maior produtor nacional de algodão, com foco na exportação de fibra de alta qualidade. 

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