Política
Jerônimo Rodrigues reúne mais de 40 prefeitos em Itabuna
O encontro ocorreu durante agenda extensa do governador que vai passar 4 dias na região sul da Bahia
O governador Jerônimo Rodrigues montou acampamento na região sul do Estado e iniciou nesta quinta-feira (13) uma agenda de quatro dias na região. Mostrando força política e uma grande articulação reuniu mais de 40 prefeitos, em jantar promovido pelo gestor da cidade, Augusto Castro (PSD) que terminou na madrugada desta sexta (14).
A agenda contou com a presença do ministro Rui Costa, do ex-deputado e presidente do Avante, Ronaldo Carleto, do novo presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, além de ex-prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais e lideranças de toda a região.
O número expressivo é reflexo dos recorrentes atendimentos realizados pelo chefe do Executivo, sob articulação da Secretaria de Relações Institucionais (Serin).
Em Itabuna, o governador realizou diferentes entregas nas áreas da saúde, infraestrutura e segurança, contabilizando um total de R$ 342,3 milhões de obras concluídas e em andamento, nos últimos dois anos.
Política
Uesc concede título de Doutor Honoris Causa a Jerônimo Rodrigues
A outorga inédita conferida a um governador da Bahia celebra os 34 anos de estadualização da universidade
Nesta sexta-feira (5), a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) comemorou 34 anos de estadualização com um marco histórico: a outorga do título de Doutor Honoris Causa ao governador Jerônimo Rodrigues, que se torna o primeiro chefe do Executivo baiano, em exercício, a receber a honraria na história da instituição. A sessão solene especial, realizada pelo Conselho Universitário (Consu), celebrou a trajetória da universidade e reconheceu personalidades que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento da Bahia e do país.
O Consu aprovou a concessão da honraria ao governador durante sessão especial realizada em fevereiro de 2025. O título reconhece a atuação de Jerônimo Rodrigues na formulação e execução de políticas públicas voltadas ao benefício da sociedade, especialmente na área da educação, com foco no fortalecimento do ensino superior no estado.
“Eu saio daqui doutor, mas com uma responsabilidade ainda maior: fortalecer a educação baiana em parceria com os municípios, avançar na alfabetização, cuidar do ensino fundamental, cumprir nosso papel no ensino médio e seguir fortalecendo a educação superior”, afirmou o homenageado.
A honraria
O título de Doutor Honoris Causa é a mais alta distinção concedida pela Uesc e reconhece personalidades que contribuem de forma marcante para a sociedade, seja na área acadêmica, científica, cultural ou social.
O reitor Alessandro Santana destacou que o momento simboliza não apenas o reconhecimento ao governador, mas também o compromisso da Uesc com valores humanísticos, científicos e democráticos. “Feliz de um estado que tem um professor governador com sensibilidade pela educação e pelas causas sociais”, disse.
Estadualização e impacto
Em 1991, o governo da Bahia incorporou a antiga Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (Fespi) ao sistema público de educação, por meio da Lei nº 6.344, de 5 de dezembro daquele ano.
Atualmente, a Uesc atende 9,5 mil estudantes e conta com 819 professores na docência de 30 cursos de graduação. A universidade mantém 37 programas de pós-graduação, entre especializações, mestrados e doutorados, todos distribuídos em um único campus, consolidando-se como um polo de conhecimento, pesquisa e inovação para a região Sul da Bahia.
“Um vetor de crescimento, de pesquisa e de indução do desenvolvimento para o sul da Bahia, com forte impacto no território e na formação de professores. Uma universidade que é nossa e da qual precisamos nos apropriar cada vez mais”, afirmou a secretária da Educação, Rowenna Brito.
Opinião
Em artigo, secretário Manoel Vitório rebate “negacionismo” oposicionista
Ao contrário das insinuações oposicionistas, Vitório afirma que “o caixa estadual demonstra solidez ao bancar a maior parte das obras”.
O secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório, escreveu um didático artigo sobre as finanças públicas. No texto, ele expõe a insistência do “negacionismo” diante da realidade dos investimentos públicos para o desenvolvimento e a qualidade de vida do povo baiano.
Vitório assinala que o setor público investe com recursos próprios ou com empréstimos, caso tenha crédito na praça. Aponta a tranquila condição baiana: “o Estado da Bahia deve apenas 33% de sua receita corrente líquida, em contraste com os maiores estados brasileiros, que passam dos 100%”.
Ainda ressalta: “Com histórico de bom pagador e o estoque da dívida em queda, a Bahia conta com o aval da União para novas operações de crédito”. E explica: “o endividamento do governo baiano correspondia a 182% da receita em 2002. Chegou a 37% em 2024 e continua decrescendo”.
Vitório ratifica a responsabilidade fiscal da Bahia no comparativo com o endividamento dos grandes estados brasileiros: “Já a dívida do Rio de Janeiro equivale hoje a 202% da receita, a do Rio Grande do Sul a 176%, a de Minas Gerais a 150%, e a de São Paulo, a 121%.
O secretário da Fazenda lembra ainda que a Bahia “deve à União R$ 5,9 bilhões, enquanto São Paulo deve R$ 295,6 bilhões. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul devem mais de R$ 100 bilhões cada. Somos a sétima economia do país, mas nossa dívida é muito menor”.
Ao contrário das insinuações oposicionistas, Vitório afirma que “o caixa estadual demonstra solidez ao bancar a maior parte das obras. A Bahia cumpre com folga a regra de ouro para finanças públicas, segundo a qual um governo não pode investir menos que o obtido via empréstimos. Dos investimentos já realizados, 74% contaram com recursos próprios”.
O governo de Jerônimo Rodrigues, informa o secretário, soma R$ 20,2 bilhões em investimentos. “Tornou-se líder nacional ao desbancar São Paulo e somar R$ 4,17 bilhões investidos em 2025”. Observa: “As 18 operações efetivamente contratadas desde 2023 somam R$ 9,01 bilhões. Destes, R$ 5,4 bilhões já foram aplicados nos investimentos da atual gestão, restando R$ 3,7 bilhões a serem desembolsados pelas instituições financeiras”.
Vitório destaca: “São empréstimos que, conforme a lei, destinam-se exclusivamente para investimentos ou melhoria do perfil da dívida”. E acrescenta: “Outras operações aprovadas pela Assembleia Legislativa aguardam etapas como a aprovação do Tesouro Nacional para o aval da União. Uma dessas operações financia o pagamento de precatórios, e outra substituirá empréstimos em vigor cobrando juros menores”.
O secretário Manoel Vitório lista os efeitos positivos dos investimentos públicos: “sem a presença do Estado, não haveria BYD em Camaçari. Os investimentos estaduais estão em todo o território baiano: VLT em Salvador, escolas de tempo integral, hospitais, policlínicas, milhares de quilômetros de rodovias, equipamentos para as polícias, infraestrutura hídrica. Tais projetos mantêm a Bahia na trilha do desenvolvimento e estão à vista de todos. É preciso ser negacionista para não enxergar”.
Política
Bahia sedia conferência nacional sobre estatísticas e geociências
Evento reúne especialistas e gestores para definir plano estratégico de dados até 2030; governador anuncia novos convênios de cooperação
Até o dia 5 de dezembro, Salvador se torna o centro nacional das discussões sobre estatísticas e geociências ao sediar a Conferência Nacional dos Agentes Produtores e Usuários de Dados (CONFEST/CONFEGE) 2025, no Senai Cimatec. Organizado pelo IBGE, com apoio do Governo do Estado e da FIEB, o encontro marca a retomada da principal conferência brasileira dedicada à integração e modernização de dados e, pela primeira vez, ocorre fora do Rio de Janeiro. Na manhã desta quarta-feira (3), o governador Jerônimo Rodrigues participou da abertura.
Durante três dias, especialistas, representantes de instituições nacionais e internacionais, gestores públicos e usuários de informações oficiais contribuem para a elaboração do Plano Geral de Informações Estatísticas e Geográficas (PGIEG) 2026–2030, que vai orientar a produção, integração e uso estratégico de dados no país.
“Os dados produzidos pelo IBGE e por outras instituições públicas são o que nos permitem planejar com precisão, identificar desigualdades, antecipar demandas e construir políticas mais justas. A Bahia vem investindo fortemente no uso de bases oficiais para organizar iniciativas nas áreas estratégicas do Estado”, afirmou Jerônimo Rodrigues.
O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, destacou que trazer o evento para Salvador simboliza uma nova fase do instituto, voltada à descentralização e democratização do acesso às informações:
“Estados como a Bahia tendem a se beneficiar das novas estratégias que o IBGE vem implementando para ampliar a disponibilidade de estatísticas e geodados para gestores, pesquisadores e sociedade”, disse.
Para Cláudio Peixoto, superintendente da SEI, a conferência reforça o papel estratégico das estatísticas e geodados:
“São ativos essenciais para decisões de governo, pois permitem compreender realidades sociais e territoriais com precisão”, pontuou.
Novas iniciativas de cooperação
Durante o evento, o governador autorizou a adesão do IBGE ao Convênio de Cooperação Técnica nº 82/2025, que prevê a implantação de uma unidade do Projeto CASA BRASIL IBGE no Posto SAC Comércio, em Salvador. O espaço será dedicado à memória institucional, disseminação de dados oficiais e educação estatística e cartográfica.
Além disso, foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica entre IBGE, SENAI CIMATEC e FIEB para fortalecer competências analíticas, ampliar o uso integrado de bases de dados e promover qualificação técnica em análises socioeconômicas, ambientais e territoriais.
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