Economia
Finep financia R$ 33,6 milhões em projeto de Feira de Santana
Investimentos serão utilizados para execução do Plano Estratégico de Inovação das empresas Pró-Linhas Nordeste e XpertPack Indústria de Embalagens
A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) aprovou o financiamento de R$ 33,6 milhões para o Plano Estratégico de Inovação das empresas Pró-Linhas Nordeste e XpertPack Indústria de Embalagens (PEI Pró-Linas & XpertPack), que prevê o desenvolvimento de embalagens sustentáveis e que garantem mais segurança e menor impacto ambiental. A inovação representa um grande avanço no setor agroindustrial. A cerimônia de assinatura do contrato será realizada nesta quinta-feira (28), em Feira de Santana (BA) e contará com a presença do diretor de Inovação da Finep, Elias Ramos de Souza, e do presidente Antônio César Alves de Oliveira, presidente da Xpert Pack e Pró-linhas.
Com custo total de R$ 53,4 milhões, o Plano Estratégico de Inovação tem o objetivo de reduzir o impacto ambiental e assegurar a segurança alimentar, em consonância com a resolução do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial sobre cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais, bioeconomia e transição energética voltadas à preservação dos recursos para as futuras gerações. Além dos recursos financiados pela Finep, por meio do programa Finep Mais Inovação, as empresas custearão R$ 19,8 milhões do projeto. O contrato tem duração de 144 meses.
“A Finep reafirma seu compromisso com o desenvolvimento de soluções sustentáveis que contribuam para a área de inovação da indústria brasileira. A criação de soluções estratégicas, sustentáveis e inovadoras promovem ganhos expressivos para várias esferas da sociedade, sobretudo para o setor agroindustrial e para o meio ambiente”, afirma Elias Ramos de Souza.
Projeto conta com três inovações de produto
A execução do projeto contempla três fases de inovação. A primeira delas é o desenvolvimento de Big Bags com Polímero Reciclado Pós-Consumo (PCR), que utiliza tecnologia avançada de filtragem para incorporar resinas recicladas, contribuindo para a redução de resíduos e o aumento da eficiência mecânica das fitas de ráfia.
A segunda inovação contempla o desenvolvimento de Big Bag sem costura (Big Bag Fusion), que substitui o processo tradicional de costura por fusão térmica. Com este modelo de solução, é possível eliminar riscos de contaminação, ampliando a durabilidade do produto. Além disso, o quesito segurança é amplamente reforçado com a incorporação de lacres invioláveis e laminação interna, que dispensa o uso de liner, um tipo de revestimento interno normalmente produzido com plástico.
Já na terceira fase, o projeto desenvolve Big Bags e Sacarias Herméticas com Atmosfera Modificada (ATM), capazes de controlar a composição de gases internos, oferecendo proteção adicional a produtos sensíveis contra oxidação, umidade e microrganismos.
A iniciativa é liderada pela Pró-Linhas, empresa fundada em 2012 e referência na produção de fios e tecidos de ráfia, com sede em Feira de Santana (BA) e mais de 600 colaboradores. Ao seu lado, está a XpertPack, criada em 2022, que atua na etapa final de produção das Big Bags e opera com quatro unidades industriais no Brasil, empregando cerca de 1.100 pessoas. O projeto também conta com a parceria da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), reforçando o compromisso com a pesquisa aplicada e a inovação tecnológica.
Finep Mais Inovação
Desenvolvido em parceria com o BNDES e sob coordenação do Governo Federal, o Finep Mais Inovação está alinhado às diretrizes da Resolução CNDI/MDIC 01/2023, com foco na segurança alimentar e na descarbonização da economia. Considerado o maior programa de apoio à inovação da história da Finep, tem como objetivo impulsionar projetos estratégicos de inovação industrial no país, com previsão de investir R$ 41 bilhões até 2028 por meio de financiamento reembolsável.
Economia
Produção em alta impulsiona agronegócio baiano, apesar de leve recuo nominal
PIB do setor cresce 1,7% em termos reais no 1º trimestre de 2026, refletindo avanço da atividade, mesmo com impacto da queda de preços
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), somou R$ 19,18 bilhões em valores correntes no primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, o setor apresentou leve retração nominal de 0,2%, equivalente a R$ 29,0 milhões.
Apesar da pequena variação negativa em termos correntes, o desempenho do setor foi marcado pelo avanço da produção agropecuária em diversas cadeias relevantes da economia baiana. O crescimento da atividade produtiva, especialmente nas lavouras temporárias, evidenciou o dinamismo do agronegócio no estado.
Em termos reais — isto é, descontando os efeitos das variações de preços —, o PIB do agronegócio registrou expansão de 1,7% na mesma base de comparação. O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção dos principais produtos agrícolas colhidos no período, com destaque para a soja, os cereais e outras culturas temporárias.
A leve queda nominal observada reflete, sobretudo, a redução dos preços de comercialização de produtos agropecuários e dos segmentos de alimentos e bebidas, que recuaram 11% e 9%, respectivamente. Ainda assim, o avanço da produção física foi suficiente para garantir crescimento em termos reais.
“Apesar da redução observada em valores correntes, o crescimento real do setor evidencia a manutenção do dinamismo da atividade agropecuária baiana, sustentada pelo aumento da produção física das principais culturas agrícolas do estado”, afirma o economista e coordenador de Contas Regionais da SEI, João Paulo Caetano.
No conjunto da economia estadual, o agronegócio respondeu por 13,5% do PIB da Bahia no primeiro trimestre de 2026. Embora relevante, a participação é inferior à registrada no mesmo período de 2025, quando o setor representava 14,3% da atividade econômica do estado.
Economia
Bahia avança na liderança em energias renováveis com nova fábrica da Windey
Unidade em Camaçari vai produzir sistemas de armazenamento de energia e reforça posição estratégica do estado na transição energética
A Bahia deu mais um passo para consolidar sua posição como referência nacional em energias renováveis e inovação tecnológica. Nesta terça-feira (9), o governador Jerônimo Rodrigues participou, no Polo Industrial de Camaçari, da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da primeira fábrica brasileira da Windey Energy, uma das maiores fabricantes de equipamentos para energia renovável do mundo.
“Minha alegria é saber que a Windey realizou estudos sobre os melhores lugares para instalar uma planta industrial e escolheu o Nordeste, a Bahia, que possui terras com elevado potencial de vento, sol e biomassa. O complexo que está sendo implantado aqui para baterias não diz respeito apenas a uma fonte de energia, mas a um conjunto capaz de garantir o armazenamento”, ressaltou o governador.
O empreendimento representa a segunda etapa da instalação da Windey no Brasil, após a inauguração, em 2025, de seu escritório nacional e de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, em parceria com o Senai Cimatec, em Salvador. A nova unidade posiciona a Bahia de forma estratégica no mercado latino-americano de armazenamento energético, considerado um dos segmentos mais promissores da transição energética global.
Desenvolvimento do projeto
Na unidade, será realizada a produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS), tecnologia utilizada para ampliar a segurança energética, aumentar a eficiência do sistema elétrico e fortalecer a integração das fontes renováveis à matriz energética nacional.
Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Aécio Moreira, a escolha da Bahia reforça a capacidade do estado de atrair investimentos de alto valor agregado e gerar novas oportunidades para a população.
“O Governo do Estado lançou um programa de atração de investimentos nessa área de energia renovável, e as próprias condições do estado já o consolidam como polo atrativo. Trata-se de um investimento robusto, em um segmento que tem gerado muitos empregos, não apenas no polo regional, mas em toda a Bahia, tanto na fase de implantação quanto na operação dos sistemas”, destacou.
Geração de emprego qualificado
Segundo o presidente da Windey Energy Brasil, Ricardo Galvão, a unidade deverá impulsionar a geração de emprego e renda na região.
“Vamos investir, nos próximos anos, cerca de R$ 100 milhões nesta fábrica, incluindo aquisição de máquinas, importações e recursos humanos. Trata-se de uma unidade trazida da China, com um alto nível de automação — em alguns casos, chegando a 98%. A expectativa é contar com entre 70 e 120 profissionais quando estivermos em plena operação”, afirmou.
Ele acrescentou que a empresa pretende firmar parcerias com o Senai Cimatec e outras instituições para capacitar trabalhadores em diferentes níveis de formação, desde funções operacionais até áreas técnicas e de ensino superior, contribuindo para atender à demanda por mão de obra especializada.
“Estamos falando da criação de soluções e do fortalecimento de uma indústria de energia que aproveita o vento abundante na Bahia para produção elétrica. Também se trata de criar condições para atender às demandas do setor econômico, onde ainda há espaço para crescimento”, concluiu o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos.
Economia
Bahia apresenta potencial industrial à Minth Group para atrair novos investimentos
Encontro em São Paulo destacou oportunidades no setor automotivo e na cadeia de eletromobilidade no estado
O potencial econômico, logístico e industrial da Bahia foi apresentado a representantes da Minth Group Limited, uma das maiores fabricantes de componentes automotivos do mundo, durante reunião realizada em São Paulo. O encontro contou com a participação do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico em exercício, Aécio Moreira, do diretor de Estratégia Global da empresa, William Chin, do diretor de Novos Negócios da BYD, Alexandre Liu, e do deputado estadual Angelo Almeida.
A agenda integra as ações do Governo do Estado voltadas à atração de investimentos e ao fortalecimento da cadeia automotiva, especialmente diante da implantação da BYD em Camaçari e do crescimento do setor de eletromobilidade.
Durante a reunião, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) destacou os diferenciais competitivos da Bahia, como infraestrutura logística, localização estratégica, disponibilidade de áreas industriais e políticas de incentivo à instalação de novos empreendimentos.
Segundo Aécio Moreira, o estado tem atuado de forma estratégica para se consolidar como um dos principais polos industriais do país. Ele ressaltou que a chegada da BYD amplia as oportunidades para atrair fornecedores e fortalecer a cadeia produtiva local.
A Minth Group, que atua nos segmentos de metais, plásticos, sistemas de vedação e componentes automotivos, possui operações em 15 países e atende grandes montadoras na América do Norte, Europa e Ásia. Durante o encontro, William Chin destacou o processo de expansão internacional da empresa e indicou o Brasil como um possível novo destino de investimentos.
De acordo com Alexandre Liu, da BYD, municípios do entorno de Camaçari vêm sendo avaliados para a instalação de fornecedores, com destaque para Feira de Santana, devido à sua localização estratégica e proximidade com a planta industrial.
As tratativas entre o Governo da Bahia e a Minth Group devem avançar com novos estudos técnicos, voltados à avaliação da viabilidade de instalação da empresa no estado.
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