Política
Estado empossa 44 novos conselheiros e nova presidente do Confoco na Bahia
O titular da Serin, Adolpho Loyola, explica que o estado foi primeiro na criação do conselho e referencial técnico para gestores e entidades em todo o país
Fruto dos objetivos estabelecidos pelo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, conhecida como lei MROSC, de 2014, o Conselho Estadual de Fomento e Colaboração (Confoco) da Bahia, coordenado pela Secretaria de Relações Institucionais da Bahia (Serin), apresentou, nesta terça-feira (23), a nova presidente, Kelly Costa, e 44 novos conselheiros que atuarão de 2025 a 2029. O governador Jerônimo Rodrigues participou da cerimônia de posse realizada no auditório do Centro de Operações e Inteligência da Segurança Pública (COI), em Salvador, na qual o Confoco-BA apresentou o trabalho de execução e monitoramento de políticas públicas, realizado desde 2016, em parceria com organizações sociais e a administração pública.
“Essa é uma agenda de esquerda e não existe problema nenhum em afirmar isso. O conceito de esquerda é esse: de participação popular, de colaboração. É por isso que nós estamos aqui hoje. Não existe política pública sem a fiscalização da sociedade civil, que é motivo de existir de uma política. Por isso, o conselho media esse diálogo e pauta o governo, fiscaliza, sugere, aponta urgências”, enfatizou o governador Jerônimo Rodrigues, que esteve presente na cerimônia acompanhado de secretários estaduais.
O titular da Serin, Adolpho Loyola, explica que o estado foi primeiro na criação do conselho e referencial técnico para gestores e entidades em todo o país. “A marca do governo deve ser o diálogo. Nosso exemplo acabou virando escola para o restante do Brasil. Mesmo atravessando governos autoritários, aqui na Bahia, a gente conseguiu chegar à maturidade da escuta dos movimentos sociais e de fazer valer a aplicação da lei”.
Empossada como nova presidente do conselho, Kelly Costa reforçou o compromisso de aprimorar a aplicação da lei. “Nossa perspectiva é colocar na pauta aquilo que precisamos avançar, como a simplificação de editais para trazer a democratização do acesso às parcerias e investir em formação, tanto dos servidores do poder público, quanto das organizações da sociedade civil, garantindo equidade, transparência e justiça social”, disse.
Desde sua criação, o Confoco-BA atua na formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas de cooperação entre Estado e sociedade civil. Uma das fundadoras do conselho, Eliana Rollemberg conta que, no começo, em 2016, a atuação do conselho precisou ser regionalizada. “Em 2016 tivemos o golpe contra a presidente Dilma. Então, aqui na Bahia, nós achamos importante pensar um trabalho regionalizado, porque nacionalmente ficou mais difícil. Por isso, todo o nosso trabalho de garantir o rigor da MROSC estava ligado ao fortalecimento da democracia, desde as bases, e isso foi muito importante para apoiar a lei na solidificação da democracia aqui e em outros estados brasileiros”.
Certificado de Boas Práticas
Durante a cerimônia, também foi entregue o Certificado Boas Práticas, iniciativa do Confoco-BA, que reconhece experiências bem-sucedidas de aplicação do MROSC. Seis projetos da sociedade civil e de órgãos da administração pública do Estado foram certificados, dois deles executados pela Associação Agenda 21, que trabalha em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), com vítimas de violência doméstica na zona rural de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano.
“Esse certificado nos dá uma credibilidade. De sonhar novas parcerias, de buscar novas possibilidades para o nosso trabalho, principalmente na zona rural, porque na zona urbana a gente sabe que as informações chegam com mais facilidade do que na zona rural. Então, é lá que a gente desenvolve o trabalho de corte e costura, de culinária, de informações sobre violência doméstica, e agora faremos isso com um respaldo maior para alcançar ainda mais mulheres”, enfatizou a representante da organização, Iranildes Cortes.
Na categoria Outros Relatos, a Secretaria da Administração do Estado (Saeb) também foi certificada pelos projetos Manual MROSC e ChatBot do MROSC, ferramenta digital interativa, desenvolvida para fornecer respostas rápidas às principais dúvidas sobre a lei.
Política
PEC da Segurança avança no Senado e pode ir ao Plenário nesta quinta (15)
CCJ conclui votação da proposta que fortalece o sistema de segurança pública e endurece medidas contra facções e milícias
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) concluiu nesta quarta-feira (14) a análise da PEC da Segurança (PEC 18/2025). Com a ausência dos autores de três emendas pendentes, os destaques foram considerados prejudicados e a proposta segue para votação no Plenário do Senado.
Segundo o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), há possibilidade de a matéria começar a ser apreciada já nesta quinta-feira (15), após a votação da proposta que trata do fim da escala 6×1. O parlamentar afirmou ainda que líderes partidários demonstraram apoio à tramitação da PEC.
A proposta altera a Constituição para ampliar a integração entre os órgãos de segurança pública, fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criar o Sistema de Políticas Penais e garantir maior proteção aos recursos destinados ao setor.
Entre os principais pontos do texto está a criação de regras mais rígidas para líderes e integrantes de facções criminosas, milícias e organizações paramilitares, com restrições a benefícios penais, possibilidade de confisco de bens e ampliação da proteção a vítimas e denunciantes.
A PEC também amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), fortalece as polícias penais e prevê a criação de polícias municipais civis, sob critérios específicos de formação, controle e capacidade financeira.
Política
Governo Federal destina R$ 3 bilhões do Novo PAC para a Ponte Salvador–Itaparica
Recursos formalizados nesta terça-feira fortalecem a viabilização do maior projeto de infraestrutura da Bahia, com investimento total estimado em R$ 11,6 bilhões e potencial para transformar a mobilidade e a economia do estado
O Governo Federal formalizou, nesta terça-feira (13), a destinação de R$ 3 bilhões para a implantação da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). O termo de compromisso foi assinado pelo governador Jerônimo Rodrigues, em Brasília, durante agenda com representantes dos governos estadual e federal.
Os recursos serão utilizados para custear parte dos aportes públicos previstos na parceria público-privada (PPP) responsável pela implantação do Sistema Rodoviário Ponte Salvador–Ilha de Itaparica. O investimento contempla infraestrutura, execução das obras, sistemas operacionais e demais componentes estabelecidos em contrato.
O acordo também define mecanismos de planejamento, acompanhamento e prestação de contas para a aplicação dos recursos, seguindo o cronograma de execução física e financeira da obra.
Projeto estratégico para a Bahia
Durante o encontro, o governador Jerônimo Rodrigues ressaltou a importância da parceria entre os governos federal e estadual para a concretização do empreendimento.
“A parceria com o governo federal é fundamental para avançarmos na implantação da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, um projeto estratégico para a Bahia. A obra vai fortalecer a integração regional, melhorar a mobilidade e criar novas oportunidades de emprego, renda e desenvolvimento para a população baiana”, afirmou.
Participaram também da agenda os senadores Jaques Wagner e Otto Alencar, além dos secretários estaduais Eracy Lafuente (Casa Civil) e Saulo Pontes (Infraestrutura).
Integração regional e desenvolvimento econômico
Com aproximadamente 12,4 quilômetros de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos, a ponte integra o Sistema Viário Oeste e possui investimento total estimado em R$ 11,6 bilhões.
O empreendimento pretende ampliar a integração entre Salvador, a Ilha de Itaparica e diversas regiões do interior baiano, reduzindo distâncias, fortalecendo a logística de transporte e impulsionando setores como turismo, comércio e indústria.
A expectativa também é de geração de milhares de empregos diretos e indiretos durante as fases de construção e operação.
Obras já avançam
O projeto prevê a utilização de uma Plataforma Linear Provisória (PLP), estrutura que permitirá o deslocamento de trabalhadores, equipamentos e materiais ao longo da área da obra, reduzindo a dependência de embarcações de apoio e aumentando a eficiência operacional.
Em 1º de julho deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Jerônimo Rodrigues participaram, no município de Vera Cruz, do ato simbólico de cravação da primeira estaca da ponte, marcando uma etapa importante do início da implantação do empreendimento.
A Ponte Salvador–Ilha de Itaparica será executada por meio de uma parceria público-privada entre o Governo da Bahia e uma concessionária formada por empresas chinesas, com participação financeira do Governo Federal por meio do Novo PAC.
Política
Governo anuncia perdão de dívidas e pacote de medidas para impulsionar os MEIs
Proposta prevê anistia de R$ 12,6 bilhões em débitos acumulados, criação de auxílio de até R$ 5 mil para investimentos, ampliação do teto de faturamento e facilidades para acesso ao crédito
O governo federal anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de cinco medidas voltadas aos Microempreendedores Individuais (MEIs), com o objetivo de reduzir o endividamento, ampliar o acesso ao crédito, estimular investimentos e modernizar as regras da categoria.
A principal iniciativa é o envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei complementar que prevê o perdão das dívidas dos MEIs com a União. A proposta poderá beneficiar cerca de 3,6 milhões de microempreendedores e alcançar aproximadamente R$ 12,6 bilhões em débitos acumulados.
Durante o anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a medida busca retirar obstáculos que dificultam o crescimento dos pequenos negócios.
“Nós vamos ajudar vocês a saírem do sufoco. Vamos dar oxigênio para vocês não morrerem asfixiados”, declarou.
Segundo o Ministério da Fazenda, a proposta também permitirá extinguir cobranças administrativas e ações judiciais relacionadas a esses débitos, além de retirar restrições que hoje impedem a regularização de milhares de empreendedores.
Desenrola 3.0 para dívidas privadas
Outra medida anunciada envolve a renegociação de dívidas privadas por meio do programa Desenrola 3.0.
O governo pretende adquirir débitos de MEIs junto a bancos e instituições financeiras, em uma operação que pode alcançar aproximadamente R$ 6 bilhões. Os credores deverão conceder descontos mínimos de 90% para adesão ao programa.
A expectativa é que a retirada simultânea das dívidas públicas e privadas facilite o retorno dos empreendedores ao mercado de crédito.
Pix MEI vai financiar investimentos
O pacote também cria o Pix MEI, iniciativa que prevê transferência direta de recursos para investimento produtivo.
A proposta permite o repasse de até R$ 5 mil por empreendedor para aquisição de equipamentos, melhorias estruturais e investimentos capazes de ampliar a produção e a geração de renda.
De acordo com o governo, o benefício não terá caráter de empréstimo e será acompanhado de orientação técnica para apoiar o desenvolvimento dos negócios.
Teto de faturamento será ampliado
Após oito anos sem reajuste, o limite de faturamento dos MEIs também deverá ser ampliado.
A proposta enviada ao Congresso prevê:
- R$ 110 mil por ano a partir de 2027;
- R$ 140 mil por ano a partir de 2028.
A mudança busca permitir a expansão dos pequenos negócios sem que os empreendedores precisem restringir vendas ou atividades para permanecer enquadrados na categoria.
Durante o anúncio, o governo também mencionou a possibilidade de permitir uma segunda contratação de empregado por parte dos MEIs.
Dispensa de nota fiscal para pessoa física
A quinta medida é a edição de um decreto para dar segurança jurídica à dispensa da emissão de nota fiscal em vendas e prestações de serviços realizadas diretamente para pessoas físicas.
A norma também deve beneficiar os chamados nanoMEIs, grupo formado por empreendedores com faturamento de até metade do limite permitido para a categoria.
Incentivo à prosperidade
Ao encerrar a cerimônia, o presidente Lula afirmou que as medidas nasceram de demandas apresentadas pelos próprios microempreendedores e têm como objetivo ampliar oportunidades de geração de renda e crescimento econômico.
“Essas soluções a gente vai encaminhando, vai transformando em projeto de lei, vai transformando em decreto.”
Segundo o presidente, o objetivo é garantir melhores condições para quem empreende no país.
“A palavra prosperidade não é privilégio, é direito de todo mundo prosperar.”
Fonte: Agência Brasil
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