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Educação

CEE-BA orienta sobre uso de aparelhos eletrônicos nas escolas

A medida traz diretrizes para equilibrar o uso pedagógico da tecnologia e os desafios da hiperconectividade

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Diante do cenário atual e da promulgação da Lei nº 15.100/2025, o Conselho Estadual de Educação da Bahia (CEE-BA)
Foto: Rafael Martins/GOVBA

Por um lado, a tecnologia é ferramenta indispensável para o ensino contemporâneo, por outro, o seu uso desmedido tem gerado impactos preocupantes na saúde mental e no desempenho acadêmico dos estudantes. Diante do cenário atual e da promulgação da Lei nº 15.100/2025, o Conselho Estadual de Educação da Bahia (CEE-BA) publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (31), a Deliberação nº 01/2025, que estabelece orientações e regras para o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais pelos estudantes da educação básica, em unidades escolares públicas e privadas da Bahia. A medida traz diretrizes para equilibrar o uso pedagógico da tecnologia e os desafios da hiperconectividade.

Estudos recentes apontam que a exposição prolongada às telas tem efeitos diretos no desenvolvimento cognitivo, no bem-estar emocional e nas relações interpessoais dos estudantes. Portanto, as diretrizes colocam o Estado na vanguarda da regulamentação do tema, com a proposta de equilibrar a incorporação da tecnologia ao processo pedagógico e os riscos do uso descontrolado das telas no ambiente escolar, definindo quando, como e por que os dispositivos eletrônicos devem ser utilizados nas escolas.

Em meio às diretrizes, há a permissão do uso dos aparelhos para fins pedagógicos supervisionados, bem como em casos de necessidade urgente, acessibilidade e gerenciamento de condições de saúde. Entretanto, a deliberação também determina restrições severas, exigindo das escolas protocolos claros para minimizar os riscos da hiperconectividade, incluindo a implementação de espaços de acolhimento para estudantes com sofrimento psíquico ligado ao uso excessivo de telas. A Deliberação também exige que as unidades escolares promovam formação periódica para educadores e gestores escolares sobre os impactos do uso excessivo das telas; e disponibilizem espaços de acolhimento para estudantes com sofrimento psíquico relacionado à dependência digital, além de manter diálogo contínuo com as famílias, garantindo uma abordagem conjunta na gestão da tecnologia dentro e fora do ambiente escolar.

Para o presidente do CEE-BA, Roberto Gondim Pires, a deliberação representa um avanço na conscientização e na reflexão acerca do uso de tecnologias nas salas de aula, pois a regulamentação do uso de celulares nas escolas não é apenas uma questão burocrática, “trata-se de um marco na organização da experiência educacional do século XXI. A tecnologia na educação deve ser um caminho para ampliar o aprendizado, não um obstáculo para a socialização e o desenvolvimento dos estudantes. Essa deliberação visa criar um ambiente equilibrado, no qual os aparelhos possam ser aliados do ensino, mas sem comprometer a atenção, a interação social e a saúde mental dos alunos”.

Gondim destaca que o Conselho vai acompanhar a implementação da Lei nº 15.100/2025 e exigir que as escolas adequem seus regimentos e projetos político-pedagógicos (PPP), tornando-se um critério obrigatório para a aprovação e renovação de autorizações de funcionamento das instituições privadas.

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A nova normativa chega em um momento em que escolas da Bahia e de todo o Brasil buscam estratégias para lidar com a onipresença dos dispositivos móveis entre os jovens. O uso responsável da tecnologia já é um debate global, e a Bahia agora se posiciona na linha de frente da regulamentação. A deliberação do CEE-BA já antecipa os desafios e aponta caminhos práticos para as escolas. A expectativa agora é que a medida estimule um diálogo nacional sobre a relação entre tecnologia e educação, inspirando outros estados a adotar diretrizes semelhantes.

A regulamentação efetiva do tema dependerá da normatização do Conselho Nacional de Educação (CNE). Até lá, a deliberação do CEE-BA serve como um norte para as instituições se adaptarem, garantindo um uso mais consciente e pedagógico da tecnologia dentro das salas de aula.

Educação

Bahia inicia ano letivo de 2026 com investimentos em infraestrutura e reforço à educação pública 

Governador inaugura unidade escolar modernizada em Salvador e destaca ações de combate ao feminicídio nas escolas estaduais

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marcada, nesta segunda-feira (9), por novos investimentos em infraestrutura e pelo fortalecimento da educação pública
Foto: Amanda Ercília/GOVBA

A abertura oficial do ano letivo de 2026 da rede estadual de ensino da Bahia foi marcada, nesta segunda-feira (9), por novos investimentos em infraestrutura e pelo fortalecimento da educação pública. Em Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues participou da aula inaugural realizada no Colégio Estadual de Tempo Integral Manoel Devoto, no bairro do Rio Vermelho, cuja requalificação e modernização foram inauguradas durante o evento. A unidade passou por uma ampla intervenção estrutural, com investimento de R$ 21,3 milhões, realizada pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC). 

As obras contemplaram a requalificação de 26 salas de aula, biblioteca, ginásio coberto e quatro laboratórios (Ciências, Escritório Criativo, Matemática/Física e Informática), além da implantação de vestiários, guarita, restaurante estudantil para cerca de 150 pessoas e um auditório adaptado para teatro, com capacidade para 200 lugares. A escola atende mais de 1,4 mil estudantes matriculados no Ensino Médio regular, na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e na Educação Profissional. 

“Estou muito feliz com a entrega desse novo colégio, com a estrutura surreal. Realmente faz a diferença para nós, estudantes da rede pública, ter uma escola moderna”, declarou a estudante Maria Clara Portela, do 3º ano do Ensino Médio. 

“Estamos inaugurando um novo Manoel Devoto. Não dá para chamar de reforma. São 22 milhões investidos, com acessibilidade, salas com ar-condicionado, restaurante equipado, um teatro ainda mais bonito do que já era e a quadra coberta totalmente requalificada. É um ponto estratégico, em um bairro e numa região muito importantes — Rio Vermelho, Nordeste de Amaralina. Crianças e jovens de toda essa área vêm estudar aqui. Por isso, essa inauguração precisa ser celebrada”, destacou o governador Jerônimo Rodrigues, lembrando que mais de 600 escolas foram inauguradas e que a rede estadual atingiu quase 630 mil matrículas em 2026. 

Combate ao feminicídio 

Durante a inauguração, o governador enfatizou que a rede estadual de ensino será espaço de debate sobre respeito às minorias e, em especial, de enfrentamento ao feminicídio. “A mensagem aqui hoje diz respeito à nossa preocupação do ano, que é a aprendizagem para a democracia, a soberania, o respeito aos negros, à comunidade LGBT, aos povos indígenas e, acima de tudo, vamos trabalhar muito forte sobre a violência contra a mulher. Este ano, em cada portaria de escola, quero pedir que seja colocada uma mensagem para que o estudante leve para casa o respeito às irmãs, mães, avós. Precisamos criar um ambiente de respeito à mulher. Feminicídio não é brincadeira, é coisa séria. O recado é principalmente para nós, homens, para que conversemos uns com os outros e para que a mulher não seja tratada como objeto.” 

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A secretária estadual da Educação, Rowenna Brito, reforçou: “São 417 municípios, todos começando as aulas hoje. Estamos focados na aprendizagem dos estudantes este ano, com um olhar muito dedicado à garantia da justiça social e, nesse exercício, às minorias, àqueles que sofrem ao longo da vida, da nossa história. A escola é, sim, lugar de debate acerca dos direitos das mulheres”. 

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Educação

Estudantes criam repelente natural para combater avanço das arboviroses

Produzido à base de cravo‑da‑índia, o creme desenvolvido por jovens da rede estadual busca oferecer alternativa acessível para prevenir picadas do Aedes aegypti

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Samara Pereira e Yêgo Gabriel, do Colégio Estadual de Tempo Integral Leila Janaína Brito Gonçalves, de Presidente Dutra, criaram um repelente
Foto: Magali Souza

Dengue, Zika e Chikungunya são algumas das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. De acordo com dados apresentados por pesquisadores do InfoDengue, o Brasil deve atingir em 2026 o pico de 1,8 milhão de novos casos da doença. Pensando numa alternativa acessível para prevenir picadas do mosquito, os estudantes Samara Pereira e Yêgo Gabriel, do Colégio Estadual de Tempo Integral Leila Janaína Brito Gonçalves, de Presidente Dutra, criaram um repelente em creme à base de cravo-da-índia. 

Responsável pela orientação do projeto, a professora Mirian de Carvalho explica que entre os principais objetivos da pesquisa estão compartilhar o conhecimento produzido e permitir que mais pessoas tenham acesso a soluções simples e de baixo custo. “Outro ponto importante é o baixo custo de produção, já que os ingredientes são acessíveis e fáceis de encontrar, o que torna o produto mais viável para comunidades com menor poder aquisitivo”, diz. 

Com a grande variedade de repelentes disponíveis no mercado, a jovem cientista Samara Pereira faz questão de destacar os diferenciais do modelo criado a partir do Syzygium aromaticum, nome científico do cravo-da-índia. “Nosso produto é formulado com base natural, utilizando o cravo-da-índia, conhecido por suas propriedades repelentes, o que o torna uma alternativa para pessoas que buscam opções com menos química. Além disso, a forma em creme facilita a aplicação, melhora a fixação na pele e reduz a evaporação do princípio ativo, proporcionando maior conforto e, ao mesmo tempo, ajudando a hidratar a pele”. 

A formulação do produto, desde a sua concepção, valorizou, segundo o estudante Yêgo Gabriel, a utilização de recursos naturais abundantes na região onde vivem. “A ideia do repelente nasceu da necessidade de prevenção, aliada ao aproveitamento de recursos naturais, valorizando o conhecimento popular e oferecendo uma opção complementar para ajudar na proteção contra picadas de mosquitos, especialmente em comunidades onde o acesso a produtos comerciais é limitado”. 

Destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação, o projeto, que teve apoio da comunidade escolar, entra em novas fases para aprimoramento. “As próximas etapas envolvem o aperfeiçoamento da fórmula, buscando melhorar a fixação, o aroma e a durabilidade do efeito repelente. Também está prevista a realização de testes mais detalhados, observando a aceitação do produto e possíveis reações na pele, sempre com cautela”, afirma a professora Mirian. 

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Bahia Faz Ciência 

A Secti estreou no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que pode virar pauta deste projeto, as recomendações devem ser feitas através do e-mail ascom@secti.ba.gov.br. 

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Educação

Estudantes de Barra da Estiva criam pré-treino natural à base de beterraba

Produto desenvolvido por quatro amigas aposta no potencial energético da “Beta vulgaris” e mira o mercado de suplementos, que deve quase dobrar de tamanho até 2035

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a rotina de treinos em inspiração para inovar. As estudantes Beatriz Ramos, Lara Laviny, Sany Teixeira e Sheila Sabrina, do Colégio
Foto: Camile Amorim

Quatro amigas de Barra da Estiva, praticantes de ciclismo e musculação, transformaram a rotina de treinos em inspiração para inovar. As estudantes Beatriz Ramos, Lara Laviny, Sany Teixeira e Sheila Sabrina, do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana, decidiram criar um pré-treino natural à base de beterraba, utilizado como suplemento antes de atividades físicas. O projeto foi desenvolvido com apoio dos professores José Paulo Rocha e Joelma Santos. 

As jovens enxergam no produto uma oportunidade real de empreender. Dados da Future Market apontam que, em 2025, o mercado global de suplementos pré-treino foi avaliado em US$ 21,7 bilhões, com projeção de alcançar US$ 44,7 bilhões em 2035. “Acreditamos que nosso pré-treino natural à base de farinha de beterraba tem potencial no mercado, por ser um produto natural e funcional. Pensamos futuramente em buscar o patenteamento para proteger a criação e, ao mesmo tempo, empreender”, explicou Beatriz Ramos. 

O produto utiliza o potencial da Beta vulgaris — nome científico da beterraba — um dos vegetais mais estudados quando o tema é energia, circulação sanguínea e saúde cardiovascular. “Nosso pré-treino é totalmente orgânico, livre de cafeína e taurina, substâncias que interferem no sistema nervoso e cardiovascular”, destacou Lara Laviny. 

Com o apoio de agricultores familiares da região, que fornecem a matéria-prima, as estudantes se dedicam a divulgar o projeto e a apresentar seus diferenciais em relação aos pré-treinos industrializados. Para Sheila Sabrina, ver a ideia ganhar forma reforça a importância da ciência no cotidiano. “Projetos como o nosso mostram que a ciência pode estar ligada à vida real e que nós, jovens, somos capazes de pesquisar, criar e desenvolver ideias inovadoras”, afirmou. 

Bahia Faz Ciência 

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) estreou, em 8 de julho de 2019 — Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico — a série Bahia Faz Ciência. O projeto destaca semanalmente iniciativas de pesquisadores e cientistas baianos que desenvolvem ações em áreas como saúde, educação e segurança, contribuindo para melhorar a vida da população. As reportagens são divulgadas sempre às segundas-feiras, na mídia e nas redes oficiais da Secretaria. 

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