Economia
Cira recupera mais de R$ 12 milhões e amplia ações contra sonegação fiscal na Bahia em 2026
Comitê interinstitucional avalia resultados do primeiro semestre e define novas estratégias para fortalecer a arrecadação estadual e a recuperação de ativos
O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira) realizou, nesta terça-feira (18), uma reunião na sede do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), em Salvador, para avaliar os resultados das ações desenvolvidas ao longo de 2026 e definir novas estratégias para intensificar o enfrentamento à sonegação fiscal e ampliar a recuperação de ativos até o fim do ano.
No primeiro semestre, a força-tarefa do Cira deflagrou duas grandes operações, denominadas Ágora e Khalas, e recuperou diretamente mais de R$ 12 milhões para o fisco estadual. O grupo atuou em 58 novas notícias-crime, além das que já estavam sob sua competência, envolvendo valores superiores a R$ 431,9 milhões. As notícias-crime resultam na instauração de procedimentos investigatórios criminais ou inquéritos policiais, que podem originar novas ações de combate à sonegação fiscal.
No mesmo período, foram instaurados 16 Procedimentos Investigatórios Criminais (PICs) e oito inquéritos policiais, além da proposição de 21 medidas cautelares. A atuação integrada também resultou na realização de 23 oitivas conjuntas. Segundo o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Conexos do Ministério Público da Bahia (Gaesf), promotor de Justiça Alex Neves, essa estratégia deverá ser ampliada nos próximos meses. Durante o encontro, ele apresentou os resultados alcançados e destacou o potencial de expansão das ações no segundo semestre.
A reunião contou com a presença do presidente do TJBA, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano; do procurador-geral de Justiça, Pedro Maia; do secretário estadual da Fazenda e presidente do Cira, Manoel Vitório; do secretário-geral do Comitê, promotor de Justiça Hugo Casciano Sant’Anna; dos desembargadores Geder Gomes, Lidivaldo Reaiche e Maria de Lourdes Pinho Medauar; do juiz assessor da Presidência II do TJBA para Assuntos Institucionais, Sadraque Oliveira Rios Tognin; além dos secretários estaduais Marcelo Werner (Segurança Pública) e Rodrigo Pimentel (Administração), entre outras autoridades e representantes das instituições que integram o Comitê.
Entre os temas debatidos estiveram o desempenho da arrecadação estadual, as medidas administrativas voltadas ao enfrentamento da omissão de pagamento do Diferencial de Alíquota do ICMS (Difal), a adoção de Regime Especial de Fiscalização em casos de débito declarado e o fortalecimento das oitivas integradas promovidas pelo Cira. A expectativa é de que novas operações sejam deflagradas nos próximos meses.
Durante a reunião, o superintendente de Administração Tributária da Secretaria da Fazenda, José Luiz Santos Souza, apresentou os resultados da arrecadação estadual entre janeiro e julho, além das ações adotadas para combater a omissão de pagamento do Difal e de débitos declarados.
Para o presidente do TJBA, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, os resultados demonstram a relevância da atuação conjunta entre os órgãos públicos. “Recuperar ativos significa recuperar a capacidade do Estado de investir em saúde, educação, segurança, infraestrutura e em tantas outras áreas essenciais à população”, afirmou.
O supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), desembargador Geder Gomes, ressaltou a importância da participação do Judiciário nos trabalhos do Comitê. “É muito importante a participação do Poder Judiciário nas definições da política de Estado que diz respeito à recuperação de ativos”, pontuou.
O procurador-geral de Justiça Pedro Maia destacou os resultados alcançados e defendeu a intensificação das atividades do Cira nos próximos meses, combinando medidas repressivas e consensuais para fortalecer a arrecadação estadual.
Já o presidente do Cira e secretário da Fazenda, Manoel Vitório, afirmou que o trabalho do Comitê tem sido fundamental para a Administração Pública Estadual há mais de uma década. Segundo ele, as ações contribuem para intensificar o combate à sonegação, garantir a concorrência leal entre as empresas e preservar o equilíbrio das contas públicas.
Por sua vez, o secretário-geral do Comitê, promotor de Justiça Hugo Casciano Sant’Anna, destacou a necessidade de ampliar as estratégias de transação fiscal para alcançar contribuintes cujos gestores respondem a ações penais relacionadas a créditos fiscais de difícil recuperação.
Economia
IPCA registra deflação de 0,32% em agosto, impulsionada pelo Bônus de Itaipu e queda nos preços dos alimentos
Resultado é o menor para o mês desde 2022 e ficou abaixo das projeções do mercado financeiro; conta de luz, passagens aéreas e alimentos foram os principais responsáveis pela desaceleração dos preços
A inflação oficial do país registrou deflação de 0,32% em agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi influenciado principalmente pelo Bônus de Itaipu e pela redução dos preços dos alimentos, dos combustíveis e das passagens aéreas.
O desempenho representa a menor taxa para um mês de agosto desde 2022, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu -0,36%. Em julho deste ano, o indicador havia ficado em 0,07%, enquanto em agosto de 2025 registrou deflação de 0,11%.
Com o resultado, o IPCA acumulado em 12 meses desacelerou para 4,22%, abaixo dos 4,44% registrados em julho e o menor percentual desde março de 2026, quando o índice acumulava 4,14%.
A deflação de agosto também surpreendeu o mercado financeiro. O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na última semana, projetava queda de 0,23% para o período. Para o fechamento de 2026, a expectativa dos analistas continua em torno de 5%.
Conta de luz foi o principal fator de queda
O grupo Habitação registrou retração de 1,87%, a maior influência negativa do mês e a mais intensa para o segmento desde o início do Plano Real, em 1994.
O principal motivo foi a redução média de 7,63% nas tarifas de energia elétrica, resultado do Bônus de Itaipu. O mecanismo distribui aos consumidores o saldo positivo da conta de comercialização da usina hidrelétrica binacional, gerando créditos nas faturas de energia.
Segundo o IBGE, a queda da conta de luz teve o maior impacto individual sobre o IPCA de agosto, contribuindo decisivamente para o resultado negativo do índice.
Alimentos acumulam terceira queda consecutiva
O grupo Alimentação e Bebidas, que possui o maior peso na composição do IPCA e representa cerca de 21,5% da cesta de consumo das famílias, registrou queda de 0,34% em agosto.
Foi o terceiro recuo consecutivo dos preços dos alimentos, após reduções de 0,67% em julho e 0,24% em junho.
Entre os produtos com maiores quedas de preços destacam-se:
- Batata-inglesa: -19,89%;
- Cenoura: -11,22%;
- Cebola: -11,07%;
- Tomate: -10,94%;
- Ovo de galinha: -4,15%;
- Café moído: -1,86%.
A redução dos preços desses itens ajudou a aliviar o orçamento das famílias e contribuiu para a desaceleração da inflação no período.
Passagens aéreas e combustíveis também recuaram
No grupo Transportes, a deflação foi de 0,86%, impulsionada principalmente pela queda de 13,17% nas passagens aéreas, que registraram o segundo maior impacto negativo sobre o IPCA, atrás apenas da energia elétrica.
Os combustíveis também ajudaram a conter a inflação. Os preços do etanol caíram 3,95%, os do óleo diesel recuaram 0,80% e os da gasolina diminuíram 0,59%. O único combustível que apresentou alta foi o gás veicular, com aumento de 2,62%.
Outro destaque foi o transporte por aplicativo, que registrou redução de 4,57% no período.
Inflação segue acima do centro da meta
Apesar da deflação observada em agosto, a inflação acumulada em 12 meses permanece acima do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), fixada em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
Desde 2025, a avaliação do cumprimento da meta passou a considerar os 12 meses imediatamente anteriores. O objetivo é considerado descumprido caso a inflação permaneça fora da faixa de tolerância por seis meses consecutivos.
O índice de difusão, que mede o percentual de produtos e serviços com aumento de preços, ficou em 54% em agosto, acima dos 50% registrados em julho, indicando que a inflação continua presente em parte significativa da economia, apesar da queda do indicador geral.
Fonte: Agência Brasil
Economia
Equipamentos da SDE terão horários especiais no feriado de 7 de Setembro
Ceasa funcionará normalmente durante o feriado da Independência do Brasil, enquanto mercados estaduais terão fechamento antecipado. Centro Gemológico estará fechado e o Museu Geológico não abrirá na segunda-feira
Os equipamentos administrados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) terão alterações no funcionamento durante o feriado da Independência do Brasil, celebrado em 7 de setembro. A Ceasa de Salvador manterá o funcionamento normal, enquanto os mercados estaduais operarão em horário especial, com encerramento antecipado das atividades.
O Centro Gemológico da Bahia (CGB) permanecerá fechado durante o feriado. Já o Museu Geológico da Bahia (MGB) não abrirá, seguindo seu calendário regular de funcionamento, já que não opera às segundas-feiras.
No sábado (5) e no domingo (6), todos os equipamentos funcionam normalmente.
Confira os horários de funcionamento no dia 7 de setembro:
Ceasa
- Abertura: 4h
- Fechamento: 17h
Mercado do Ogunjá
- Abertura: 6h
- Fechamento: 13h
Mercado de Paripe
- Abertura: 5h
- Fechamento: 14h
Mercado Sete Portas
- Abertura: 6h
- Fechamento: 14h
Mercado do Rio Vermelho (Ceasinha)
- Boxes: 7h às 14h
- Praças de alimentação: 7h às 16h
Centro Gemológico da Bahia
- Fechado
Museu Geológico da Bahia
- Não funciona às segundas-feiras
Economia
Desemprego cai para 5,3% e atinge menor nível da série histórica do IBGE
Número de pessoas ocupadas e de trabalhadores com carteira assinada bate recorde, enquanto contingente de desempregados recua para 5,8 milhões no trimestre encerrado em julho
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, o menor índice já registrado para esse período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma queda em relação ao trimestre encerrado em abril, quando a taxa era de 5,8%, e também na comparação com o mesmo período de 2025, quando o indicador registrava 5,6%.
A pesquisa revela ainda que o número de pessoas ocupadas alcançou 103,3 milhões, o maior patamar da série histórica. Também foi registrado recorde entre os trabalhadores com carteira assinada no setor privado, excluindo os empregados domésticos, com 39,4 milhões de pessoas formalmente empregadas.
Outro dado positivo é a redução do número de desempregados. O contingente de desocupados caiu para 5,8 milhões de pessoas, uma diminuição de 503 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior, equivalente a uma queda de 8%.
Por outro lado, o levantamento mostra crescimento do trabalho informal. O número de empregados sem carteira assinada chegou a 13,8 milhões, alta de 3,6% na comparação com o trimestre encerrado em abril, o que representa mais 477 mil pessoas nessa condição.
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, ligeiramente acima dos 37,2% registrados no trimestre anterior. O IBGE considera informais os trabalhadores sem carteira assinada, além de empregadores e trabalhadores por conta própria sem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
A pesquisa também apontou redução da população desalentada, formada por pessoas que desistiram de procurar trabalho por acreditarem que não conseguiriam uma vaga. O contingente caiu para 2,3 milhões de pessoas, uma redução de 9,7% em relação ao trimestre anterior.
Já o rendimento médio habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.762. Na comparação com o trimestre encerrado em abril, houve recuo de 0,7%, variação considerada estável pelo IBGE.
Realizada em 211 mil domicílios distribuídos em todos os estados e no Distrito Federal, a Pnad Contínua acompanha o comportamento do mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais, contemplando diferentes formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, trabalho temporário e atividade por conta própria.
O menor índice de desemprego já registrado pela pesquisa continua sendo o de 5,1%, observado no trimestre encerrado em dezembro de 2025. Já o maior percentual da série histórica foi de 14,9%, registrado durante a pandemia da Covid-19, nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021.
Fonte: Agência Brasil
-
Cidadehá 3 diasVLT de Salvador avança no Subúrbio com mais de 70% das obras concluídas no trecho 1
-
Saúdehá 2 diasFeira Saúde Mais Perto leva consultas, exames e serviços gratuitos à população da Liberdade
-
Políticahá 2 diasBahia amplia investimentos em infraestrutura, inclusão digital e proteção social em municípios do interior
-
Serviçoshá 2 diasVagas de emprego na Bahia para esta sexta-feira (11)

