Economia
Rendimento médio bate recorde e desemprego segue em queda até janeiro de 2026
Renda habitual alcança R$ 3.652, o maior valor da série, enquanto taxa de desocupação permanece em 5,4% e indicadores do mercado de trabalho mostram melhora
A taxa de desocupação ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, mantendo-se estável em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2025 (5,4%) e recuando 1,1 ponto percentual na comparação com o trimestre móvel de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (6,5%).
A população desocupada foi estimada em 5,9 milhões de pessoas, também estável frente ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo período de um ano antes, houve queda de 17,1%, o equivalente a 1,2 milhão de pessoas a menos (de 7,1 milhões para 5,9 milhões).
Já a população ocupada atingiu 102,7 milhões, mantendo estabilidade no trimestre e registrando alta de 1,7% no ano (mais 1,7 milhão de pessoas). O nível de ocupação chegou a 58,7%, sem variação relevante no trimestre (58,8%) e com avanço de 0,5 ponto percentual no ano (58,2%).
Subutilização e desalento recuam
A taxa composta de subutilização ficou em 13,8%, estável em relação ao trimestre anterior (13,9%) e com queda de 1,8 ponto percentual em um ano (15,5%). A população subutilizada foi estimada em 15,7 milhões, estável no trimestre e com recuo de 11,5% no ano (menos 2,0 milhões de pessoas).
A subocupação por insuficiência de horas trabalhadas permaneceu em 4,5 milhões, sem mudanças relevantes nas comparações. Já a população fora da força de trabalho totalizou 66,3 milhões, estável no trimestre e com aumento de 1,3% em um ano (mais 846 mil pessoas).
O desalento — pessoas que desistiram de procurar trabalho — somou 2,7 milhões, estável no trimestre, mas com queda de 15,2% no ano (menos 476 mil pessoas). O percentual de desalentados ficou em 2,4%, estável no trimestre e 0,4 ponto percentual menor que no ano anterior (2,8%).
Mercado de trabalho: carteira assinada cresce e informalidade recua
O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada (exceto domésticos) chegou a 39,4 milhões, com estabilidade no trimestre e alta de 2,1% no ano (mais 800 mil). Já os empregados sem carteira no setor privado somaram 13,4 milhões, sem variações significativas no trimestre e no ano.
Entre os trabalhadores por conta própria, o total foi de 26,2 milhões, estável no trimestre e com avanço de 3,7% em um ano (mais 927 mil). O contingente de trabalhadores domésticos ficou em 5,5 milhões, estável no trimestre, mas com queda de 4,5% no ano (menos 257 mil).
A taxa de informalidade atingiu 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais. O indicador recuou frente ao trimestre encerrado em outubro (37,8%) e também em relação ao período de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (38,4%).
Renda e massa salarial avançam
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.652, com crescimento de 2,8% no trimestre e de 5,4% em um ano. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 370,3 bilhões, aumentando 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% no ano (mais R$ 25,1 bilhões).
A força de trabalho (ocupados e desocupados) totalizou 108,5 milhões de pessoas no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, estável no trimestre e com aumento de 0,4% em um ano (mais 472 mil).
Setores: altas em serviços e queda na indústria
Na comparação com o trimestre de agosto a outubro de 2025, houve aumento da ocupação em Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (+2,8%, ou +365 mil) e em Outros serviços (+3,5%, ou +185 mil). Em sentido contrário, a Indústria geral recuou (-2,3%, ou -305 mil).
Em relação ao trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025, a ocupação cresceu em Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (+4,4%, ou +561 mil) e em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+6,2%, ou +1,1 milhão). Já Serviços domésticos caiu (-4,2%, ou -243 mil).
Rendimentos por atividade e posição na ocupação
No trimestre móvel de novembro de 2025 a janeiro de 2026, o rendimento médio do trabalho principal aumentou, frente ao trimestre anterior, em Agricultura (+4,2%), Transporte (+3,2%), Administração pública e áreas sociais (+3,1%) e Outros serviços (+12,9%). Na comparação anual, houve alta também em Construção (+5,9%) e em Serviços domésticos (+4,7%), entre outros.
Por posição na ocupação, houve aumento no trimestre para empregados do setor público (+4,4%) e conta-própria (+4,9%). Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, todas as posições apresentaram crescimento de rendimento, incluindo empregados com e sem carteira, domésticos, setor público, empregadores e conta-própria.
Economia
PIB cresce 2,3% em 2025 e soma R$ 12,7 trilhões
Agropecuária lidera avanço, enquanto consumo das famílias desacelera; economia fecha o ano com estabilidade no 4º trimestre
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025 na comparação com 2024 e totalizou R$ 12,7 trilhões em valores correntes, segundo as Contas Nacionais Trimestrais. O PIB per capita alcançou R$ 59.687,49, com avanço real de 1,9% frente ao ano anterior.
Pela ótica da oferta, o resultado foi puxado pela Agropecuária (11,7%), com crescimento associado à agricultura — com destaque para milho (23,6%) e soja (14,6%), que registraram recordes de produção — além de contribuição positiva da pecuária. A Indústria avançou 1,4%, impulsionada pelas Indústrias Extrativas (8,6%) com alta na extração de petróleo e gás, enquanto as Indústrias de Transformação recuaram 0,2%. No setor de Serviços, houve alta de 1,8%, com crescimento em todas as atividades, lideradas por Informação e comunicação (6,5%) e Atividades financeiras (2,9%).
Pela ótica da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) cresceu 2,9%, com influência da importação de bens de capital e do desenvolvimento de software. O consumo das famílias avançou 1,3%, mas desacelerou em relação a 2024, enquanto o consumo do governo subiu 2,1%. No setor externo, as exportações cresceram 6,2% e as importações, 4,5%.
No 4º trimestre de 2025, o PIB teve variação de 0,1% ante o 3º trimestre (série com ajuste sazonal), com alta em Serviços (0,8%) e Agropecuária (0,5%), e queda na Indústria (-0,7%). Na comparação com o 4º trimestre de 2024, a economia avançou 1,8%. Em 2025, a taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB e a taxa de poupança, em 14,4%.
Economia
Governo da Bahia articula suspensão de importações de cacau da Costa do Marfim
Decisão do Ministério da Agricultura atende a demandas de produtores baianos e visa proteger a sanidade e a estabilidade econômica da cacauicultura nacional
Com articulação do Governo da Bahia, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou, na última terça-feira (24), a suspensão temporária das importações de amêndoas de cacau da República da Costa do Marfim. A decisão, publicada no Despacho Decisório nº 456/2026, foi motivada pelo risco fitossanitário associado ao elevado fluxo de grãos provenientes de países vizinhos para o território marfinense, o que tem resultado na mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil.
A medida atende a demandas históricas de produtores baianos e é fruto de uma articulação conjunta entre os governos estadual e federal, com a participação do setor produtivo, da Assembleia Legislativa da Bahia, do Congresso Nacional e de órgãos estratégicos da cadeia do cacau. A suspensão integra um conjunto de ações voltadas à proteção da cacauicultura, com o objetivo de reduzir o risco de entrada de pragas e doenças no país e promover maior estabilidade econômica para o setor.
Na Bahia, especialmente na região do Litoral Sul, a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) tem atuado de forma estratégica como canal de escuta de agricultoras e agricultores familiares. A pasta desempenhou papel central na sistematização de problemas como a queda nos preços das amêndoas, a insegurança regulatória e as ameaças à sanidade das lavouras, levando essas pautas à agenda do Governo do Estado.
O processo de escuta contou com a participação ativa da Superintendência de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). Por meio de agendas territoriais, suporte técnico e diálogo com cooperativas e organizações representativas do setor, foi possível identificar o impacto negativo das importações da Costa do Marfim sobre a cacauicultura baiana.
A partir desse diagnóstico, o tema ganhou centralidade na agenda estadual e resultou na criação da Comissão para Discussões Iniciais da Cacauicultura. O grupo passou a atuar de forma articulada com o Ministério da Agricultura, acompanhando, inclusive, o envio de uma missão técnica à África, que identificou inconsistências nos fluxos de exportação destinados ao Brasil.
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, integrante da comissão, a atuação do Estado foi decisiva. “A Bahia puxou esse debate porque não dava para ficar olhando o produtor sofrer calado. A gente ouviu quem está no campo, levou essa preocupação para Brasília e construiu, junto com o Governo Federal, uma resposta que protege não só a Bahia, mas a cacauicultura do Brasil inteiro”, afirmou.
A suspensão das importações integra um conjunto mais amplo de ações articuladas pelo Governo da Bahia para enfrentar os desafios do sistema produtivo do cacau. Entre os encaminhamentos estão medidas para reduzir distorções de mercado e o deságio nos preços, o debate sobre o regime de drawback, o reforço da fiscalização fitossanitária, a ampliação da assistência técnica aos produtores e a recomposição da capacidade institucional da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), além da articulação de um plano nacional de contenção da monilíase.
Paralelamente, o Estado também atua junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e ao Ministério da Agricultura para ampliar a transparência na divulgação das estimativas oficiais de safra. A iniciativa busca dar maior previsibilidade ao mercado e contribuir para a estabilidade dos preços do cacau.
Economia
SDE acompanha avanço das obras e produção da fábrica da BYD em Camaçari
Visita técnica destaca ampliação da capacidade produtiva e fortalecimento da cadeia automotiva na Bahia
Durante visita técnica à planta da BYD em Camaçari, realizada na última segunda-feira (23), uma comitiva da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), liderada pelo secretário Angelo Almeida, conheceu as linhas de montagem da unidade fabril e acompanhou o andamento das obras das fábricas de estamparia, soldagem e pintura. As novas estruturas permitirão elevar significativamente o índice de nacionalização dos veículos que serão produzidos no complexo industrial.
A comitiva foi recebida pelo vice-diretor do Gabinete da Presidência da BYD no Brasil, Pan Swift, e pelo diretor de Novos Negócios da companhia, Alexandre Liu. A visita guiada foi conduzida pelo supervisor de Produção da fábrica de montagem final, Adson Santana. Também participaram da agenda Eliza Requião, diretora de Análise e Monitoramento de Incentivos Fiscais da SDE, e Tatiana Martins, assessora técnica da Superintendência de Gestão Patrimonial.
“Viemos realizar uma visita técnica para acompanhar de perto tudo o que já foi implantado. Além da linha de montagem em funcionamento, observamos as obras de ampliação da fase 1. A BYD tem cumprido rigorosamente todos os contratos pactuados com o Governo do Estado. A capacidade inicial de produção deverá ser ampliada de 150 mil para 300 mil veículos por ano em uma segunda fase. Estamos muito satisfeitos em saber que o complexo industrial da BYD em Camaçari poderá alcançar, nos próximos anos, a marca de 600 mil veículos por ano”, afirmou o secretário Angelo Almeida.
Segundo o gestor, esse crescimento é resultado da relação de confiança construída entre o Governo da Bahia e a empresa. “Esse avanço é fruto de muito trabalho, dedicação, confiança e proatividade na parceria com os chineses. Parabenizo o governador Jerônimo Rodrigues e toda a equipe do Governo do Estado por atrair a BYD para a Bahia, um investimento internacional de grande porte, que gera emprego, renda, tecnologia e inovação para o nosso estado”, destacou.
O vice-diretor do Gabinete da Presidência da BYD no Brasil, Pan Swift, aproveitou a ocasião para agradecer o apoio da SDE na viabilização do projeto, iniciado há cerca de dois anos.
Durante a visita, o supervisor de Produção da planta, Adson Santana, explicou que o complexo industrial de Camaçari abriga a maior e mais moderna estrutura fabril automotiva da América Latina. Totalmente conectada e equipada com maquinário de última geração, a unidade produz atualmente três modelos de veículos: o compacto Dolphin Mini, o sedã King e o SUV Song Pro.
“A BYD chegou para fazer história, alavancar a indústria automotiva na América do Sul e gerar muitos empregos. Estamos em uma região com forte capital humano, e o Senai, assim como outras instituições, tem papel fundamental na capacitação da mão de obra”, afirmou Adson Santana. Atualmente, a planta emprega cerca de 2,5 mil trabalhadores, além de um contingente semelhante atuando nas obras de construção civil.
Atração de investimentos
Além de prospectar e atrair novos investimentos, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico acompanha a implantação e ampliação de unidades produtivas beneficiadas pelo Governo do Estado. A atuação da pasta visa promover a diversificação da matriz industrial baiana, estimular a transformação dos recursos naturais, interiorizar o processo industrial e incentivar o aumento da capacitação tecnológica, da qualidade dos bens produzidos e da produtividade do Parque Industrial da Bahia, ampliando sua competitividade.
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