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Meio Ambiente

Inema realiza fiscalização do defeso e solta mais de 5.700 caranguejos-Uçá

Ações ocorreram em janeiro e fevereiro e contaram com apoio das polícias ambientais para coibir captura ilegal durante a andada

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O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) realizou, nos meses de janeiro e fevereiro, duas etapas de ações planejadas
Foto: Ludmille Bispo/Ascom Sema

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) realizou, nos meses de janeiro e fevereiro, duas etapas de ações planejadas de fiscalização e orientação durante o período do defeso do caranguejo-uçá. A segunda etapa ocorreu entre os dias 1º e 7 de fevereiro. Ao todo, as operações resultaram na apreensão e soltura de aproximadamente 5.700 caranguejos e 215 guaiamuns, além do recolhimento de armadilhas e produtos irregulares.

As ações foram realizadas em parceria com a Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA) e a Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA), em municípios da Baía de Todos-os-Santos, Recôncavo Baiano, Litoral Norte e Litoral do Extremo Sul — regiões tradicionalmente ligadas à captura da espécie.

Durante o defeso, a captura do caranguejo-uçá é proibida, conforme estabelece a Portaria Interministerial MPA/MMA nº 45, de 12 de janeiro de 2026. A medida tem como objetivo garantir a reprodução da espécie e a manutenção dos estoques naturais, especialmente em áreas de manguezal, fundamentais tanto para o equilíbrio ambiental quanto para a subsistência de comunidades tradicionais.

Fiscalização Integrada

Para a coordenadora de Fiscalização do Inema, Natali Lordello, as operações reforçam o compromisso do órgão com a proteção ambiental e com o diálogo junto às populações locais.

“O trabalho de fiscalização durante o defeso é fundamental para assegurar a reprodução do caranguejo-uçá e a preservação dos manguezais. Essas ações são planejadas e realizadas de forma integrada, com o apoio da Coppa e da Cippa, e buscam garantir o cumprimento da legislação ambiental, protegendo a biodiversidade e os modos de vida das comunidades tradicionais”, destacou.

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A técnica em meio ambiente do Inema, Carla Guimarães, ressaltou a importância da atuação conjunta:

“Atuamos em toda a região da Baía de Todos-os-Santos, desde as ilhas até a região do Paraguaçu. Agradecemos a participação da população e das comunidades tradicionais, que são parceiras da fiscalização e contribuem diretamente para esse trabalho. Essa atuação conjunta protege não só a biodiversidade, mas também a segurança alimentar das comunidades, já que muitos pescadores e marisqueiras dependem exclusivamente da pesca para sobreviver.”

Combate a Técnicas Predatórias

Durante as ações, uma denúncia sobre o uso de rede de espera, conhecida como “redinha”, levou a equipe a uma fiscalização noturna. No local, foi flagrada a instalação de aproximadamente 10 metros de rede, com malha 20, na margem do manguezal. O material foi removido imediatamente e 20 caranguejos — machos e fêmeas — foram devolvidos ao habitat natural.

“É lamentável o uso dessa técnica predatória, instalada na saída das tocas e aproveitando a variação da maré, deixando os animais presos e sem possibilidade de fuga, justamente no período reprodutivo da espécie”, afirmou Carla Guimarães.

Ações Educativas e Vistorias

As ações de sensibilização incluíram a distribuição de panfletos informativos, em parceria com prefeituras locais, além de vistorias em 27 barracas e restaurantes e 40 quiosques de praias ao longo do Litoral Norte e da Baía de Todos-os-Santos. Também houve fiscalizações em feiras livres de Santo Amaro e Conde, além de verificações em portos, estuários e manguezais.

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Defeso e “Andada”

A “andada” é o período reprodutivo do caranguejo-uçá, quando machos e fêmeas deixam as tocas para o acasalamento e a liberação de ovos, ficando mais vulneráveis à captura irregular.

Cidadãos podem denunciar crimes ambientais ao Disque Denúncia do Inema pelo número 0800 071 1400 ou pelo e-mail denuncia@inema.ba.gov.br. A identidade do denunciante é preservada e denúncias anônimas são aceitas.

Meio Ambiente

Inema divulga boletim de balneabilidade das praias baianas para o fim de semana 

Levantamento aponta 26 trechos próprios para banho em Salvador e orienta população sobre condições do litoral em todo o estado

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O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) divulgou, nesta sexta-feira (29), o mais recente boletim de balneabilidade
Foto: Matheus Lemos/ASCOM

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) divulgou, nesta sexta-feira (29), o mais recente boletim de balneabilidade das praias baianas. O monitoramento avalia a qualidade da água destinada à recreação de contato primário e orienta banhistas sobre as condições de banho em diferentes trechos do litoral do estado neste fim de semana. 

O acompanhamento da balneabilidade é realizado regularmente pelo instituto, por meio da Coordenação de Monitoramento (Comon), com base nos critérios estabelecidos pela Resolução nº 274 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). As análises consideram a presença de bactérias indicadoras de contaminação, como a Escherichia coli (E. coli), a partir de amostras coletadas semanalmente. 

Salvador 

Neste fim de semana, Salvador registra 26 trechos da orla considerados adequados para banho de mar e outras atividades recreativas. São eles: Pedra Furada, Boa Viagem, Roma, Cantagalo, Contorno, Porto da Barra, Forte de Santa Maria, Farol da Barra (em dois trechos), Ondina (em dois trechos), Rio Vermelho (em dois trechos), Buracão, Amaralina (em dois trechos), Pituba (em dois trechos), Piatã, Placaford, Itapuã (em dois trechos), Farol de Itapuã, Stella Maris e Praia do Flamengo (em dois trechos). 

Por outro lado, os pontos classificados como impróprios para banho são: São Tomé de Paripe, Tubarão, Periperi, Penha, Bogari, Bonfim, Armação, Boca do Rio, Corsário e Patamares. 

Litoral Norte 

No Litoral Norte do estado, apenas os trechos de Vilas do Atlântico, Buraquinho e Busca Vida foram considerados impróprios para banho de mar. As demais praias monitoradas apresentam condições adequadas, incluindo destinos bastante frequentados por baianos e turistas, como Praia do Forte, Guarajuba, Itacimirim, Imbassaí, Porto de Sauípe e Subaúma. 

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Baía de Todos-os-Santos 

Na região da Baía de Todos-os-Santos, os pontos impróprios identificados no boletim são Madre de Deus (em três trechos), Nossa Senhora, Mutá, Cações e Mar Grande. As outras 22 praias monitoradas apresentam condições adequadas para recreação, entre elas Bom Jesus dos Pobres, Cabuçu, Salinas das Margaridas, Berlinque, Itaparica, Barra do Gil e Ponta de Areia. 

Costa do Dendê 

Na Costa do Dendê, apenas a 1ª Praia de Morro de São Paulo foi classificada como imprópria. Os demais sete pontos avaliados na região permanecem próprios para banho. 

Costa do Cacau 

No Sul da Bahia, na Costa do Cacau, 12 dos 18 trechos monitorados apresentaram condições adequadas. São eles: Pé de Serra, Ponta da Tulha, Barra de São Miguel, Sul, Opaba, Ceplus Montante, Ceplus Jusante, Milionários, Corurupe, Costa de Canavieiras, Itacaré e Lençóis. 

Já os seis trechos considerados impróprios são: Concha, Marciano, Malhado, Avenida, Cristo e Olivença, em Ilhéus. 

Costa do Descobrimento 

Na Costa do Descobrimento, todos os nove trechos monitorados pelo Inema estão próprios para banho, incluindo locais como Araçaípe, Nativos, Mucugê, Taperapuã, Coroa Vermelha e Lençóis. 

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Cuidados 

O Inema recomenda que a população evite o banho de mar em períodos chuvosos, em áreas próximas à saída de galerias pluviais, canais de drenagem, córregos, rios urbanos e locais com manchas de coloração suspeita na água. Essas condições podem indicar contaminação e aumentar o risco de doenças. 

Os boletins completos de balneabilidade podem ser consultados no site oficial do Inema e por meio do aplicativo “Vai dar Praia”, disponível para Android e iOS. 

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Meio Ambiente

Maioria das praias do litoral baiano está própria para banho neste fim de semana

Boletim de balneabilidade indica boas condições na maior parte da costa, mas há pontos impróprios em Salvador e em áreas próximas a rios urbanos

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A maioria das praias monitoradas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) ao longo do litoral baiano
Foto: Matheus Lemos/ASCOM

A maioria das praias monitoradas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) ao longo do litoral baiano está em condições adequadas para banho neste fim de semana, conforme o boletim de balneabilidade divulgado nesta sexta-feira (22) pelo órgão, por meio da Coordenação de Monitoramento de Recursos Ambientais e Hídricos (Comon).

O levantamento abrange seis regiões costeiras e é produzido com base na concentração de Escherichia coli (E. coli) nas amostras de água, seguindo os critérios estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Pontos impróprios em Salvador exigem atenção

Na capital, a maior parte das praias analisadas apresenta condições próprias para banho. Entre os 24 trechos adequados à recreação de contato primário — que inclui atividades como natação, mergulho e surfe — estão Pedra Furada, Boa Viagem, Roma, Cantagalo, Contorno, Forte de Santa Maria, Farol da Barra (dois trechos), Ondina (dois trechos), Rio Vermelho (dois trechos), Buracão, Amaralina (dois trechos), Pituba (dois trechos), Piatã, Placaford, Itapuã (em frente à Rua Sargento Waldir Xavier), Farol de Itapuã, Stella Maris e Praia do Flamengo (dois trechos).

Por outro lado, 12 trechos da capital foram classificados como impróprios, entre eles São Tomé de Paripe, Tubarão, Periperi, Penha, Bogari, Bonfim, Porto da Barra, Armação, Boca do Rio, Corsário, Patamares e o trecho da orla de Itapuã em frente ao monumento da Sereia.

Litoral Sul apresenta cenário favorável

Nas regiões de maior apelo turístico do sul do estado, o cenário é amplamente positivo. Na Costa do Descobrimento, todos os nove pontos monitorados — incluindo Arraial d’Ajuda, Porto Seguro, Taperapuã e Coroa Vermelha — foram considerados próprios para banho. O mesmo ocorreu na Costa das Baleias, no Extremo Sul, que abrange municípios como Mucuri, Caravelas, Prado, Nova Viçosa e Cumuruxatiba.

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Na Costa do Cacau, quatro pontos em Ilhéus (Marciano, Malhado, Avenida e Cristo) foram classificados como impróprios. Os demais locais da região, como Itacaré, Olivença, Canavieiras e Corurupe, apresentaram condições adequadas.

Morro de São Paulo e Baía de Todos-os-Santos

Na Costa do Dendê, Morro de São Paulo apresentou classificação mista: a primeira e a segunda praias foram consideradas impróprias, enquanto a terceira e a quarta são próprias para banho. Outras localidades da região, como Gamboa, Guaibim, Cachoeira de Pancada Grande e Pratigi, tiveram avaliação positiva.

Na Baía de Todos-os-Santos, a maior parte dos pontos monitorados também foi classificada como própria. As exceções incluem dois trechos em Madre de Deus (em frente à Igreja e à Câmara Municipal), além de Nossa Senhora e Mar Grande.

Litoral Norte e recomendações

Na Costa dos Coqueiros, que se estende de Lauro de Freitas ao Litoral Norte, predominam condições favoráveis. No entanto, foram considerados impróprios trechos de Vilas do Atlântico, Buraquinho e Busca Vida, áreas com maior influência de rios urbanos.

O Inema recomenda cautela mesmo em locais classificados como próprios, especialmente durante períodos de chuvas intensas, nas proximidades de saídas de esgoto, canais de drenagem e desembocaduras de rios urbanos, ou diante da presença de manchas na água.

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A população pode acompanhar as atualizações do boletim no site do órgão e também por meio do aplicativo “Vai Dar Praia”, disponível para dispositivos Android e iOS.

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Meio Ambiente

Governo Federal anuncia R$ 1 bilhão para revitalização de bacias no país

Na Bahia, seis regiões hidrográficas ligadas ao Rio São Francisco podem receber até R$ 114 milhões em ações de recuperação ambiental e segurança hídrica

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seis regiões hidrográficas da Bahia para a revitalização de bacias ligadas ao Rio São Francisco. A iniciativa prevê ações de recuperação

O Governo Federal anunciou investimento de R$ 1 bilhão no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que contempla seis regiões hidrográficas da Bahia para a revitalização de bacias ligadas ao Rio São Francisco. A iniciativa prevê ações de recuperação hidroambiental, monitoramento hídrico e fortalecimento da segurança hídrica em municípios estratégicos do estado.

Entre as bacias contempladas estão a do Rio Grande; dos rios Paramirim e Santo Onofre; do Rio Corrente; dos rios Verde e Jacaré; do Rio Salitre; e do entorno do Lago de Sobradinho. As ações alcançarão municípios como Sobradinho, Juazeiro, Barreiras, Angical, Riachão das Neves e Itaguaçu da Bahia, além de outras cidades baianas.

Os recursos são provenientes do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas, criado após a desestatização da Eletrobras. Embora o montante de R$ 1 bilhão seja destinado a várias bacias no país, o aporte estimado para ações em municípios baianos pode chegar a R$ 114 milhões.

As medidas previstas incluem capacitação para a gestão de recursos hídricos com base em informações meteorológicas; implantação de quintais produtivos; recuperação de pastagens degradadas em assentamentos da reforma agrária; revitalização do Rio Verde, em Itaguaçu da Bahia; restauração ecológica na bacia do São Francisco, em parceria com a iniciativa Floresta Viva, do BNDES; além da implantação de um porto público em Juazeiro.

O anúncio ocorre em um contexto de pressão ambiental sobre rios e nascentes no semiárido baiano. Dados do Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), apontam recorrência de estiagens em diferentes regiões do estado nos últimos anos, enquanto levantamentos ambientais indicam avanço do assoreamento, degradação de nascentes e redução da disponibilidade hídrica em áreas ligadas à bacia do São Francisco.

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Para Lia Dugnani, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande, os investimentos reforçam práticas já adotadas por produtores rurais da região, voltadas ao uso eficiente da água, à conservação do solo e à agricultura regenerativa. “A revitalização das bacias e a recuperação das nascentes representam uma oportunidade importante para fortalecer práticas que muitos produtores já adotam, como o monitoramento hídrico e o cuidado com o solo. Hoje, sustentabilidade e produção caminham juntas, e o produtor rural tem papel fundamental nesse processo”, afirmou.

No norte do estado, a expectativa é de que as ações previstas para as bacias do Rio Salitre e do entorno do Lago de Sobradinho ampliem a capacidade de adaptação das comunidades locais diante dos ciclos prolongados de seca. “Quando falamos em revitalização de bacias, tratamos também de abastecimento humano, permanência das famílias no campo e redução da vulnerabilidade social em regiões que dependem diretamente da água”, destacou Almacks Carneiro, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Salitre.

Já nas regiões das bacias dos rios Verde e Jacaré, a recuperação ecológica pode contribuir para a redução do assoreamento e para a melhoria da qualidade da água em áreas pressionadas pelo desmatamento e pelo uso intensivo do solo. “A recomposição da vegetação, a proteção das margens e o monitoramento das condições dos rios têm impacto direto na qualidade da água e na sustentabilidade desses sistemas”, avaliou Paulo Neiva, presidente do Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Verde e Jacaré.

Sem cronograma detalhado divulgado até o momento, os projetos devem avançar em frentes associadas à recuperação ambiental, adaptação climática e segurança hídrica em regiões com forte atividade agrícola e alta dependência dos recursos hídricos. Segundo o governo federal, desde 2023 já foram aprovadas 250 ações de revitalização em bacias hidrográficas ligadas ao Rio São Francisco e a outras regiões estratégicas do país, com investimentos totais de R$ 5,2 bilhões.

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