Cidade
Semop atuará com 120 agentes de fiscalização durante Lavagem do Bonfim
Os agentes vão orientar os vendedores ambulantes durante todo o percurso, além de evitar o uso de itens irregulares
Para garantir o ordenamento público e oferecer suporte a ambulantes, moradores e fiéis durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (16), a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) contará com um efetivo de 120 agentes nos festejos. Antes do evento, o órgão realizou uma varredura com uma equipe de 12 prepostos durante a madrugada que antecede a festa.
Os agentes vão orientar os vendedores ambulantes durante todo o percurso, além de evitar o uso de itens irregulares como objetos perfurocortantes, vasilhames de vidro, entre outros, que são proibidos por decreto municipal e também oferecem risco à segurança. Ao todo, 1.160 vendedores ambulantes receberam licenças para trabalhar no evento. Dentre eles, 1 mil atuarão com isopores, 30 com tabuleiros de baiana de acarajé, 100 com carrinhos diversos e 30 food trucks.
Para o titular da pasta, Alexandre Tinôco, a prioridade é manter a organização e permitir que todos aproveitem a festa. “Nosso trabalho é garantir que os ambulantes cadastrados estejam organizados e que todo mundo possa aproveitar a festa com tranquilidade. Queremos que a Lavagem seja segura, bem-organizada e uma experiência incrível para baianos e turistas”, destacou.
Proibições
Durante o evento, será proibido o uso de equipamentos inadequados para venda de alimentos, objetos perfurocortantes, carros de mão, e vasilhames de vidro para bebidas. Também não será permitido ampliar áreas de comercialização com materiais improvisados, como caixotes ou lonas, nem expor ou armazenar alimentos em condições que comprometam a qualidade ou segurança.
Cidade
Comerciante de Praia Grande muda de atividade e aumenta a renda após desapropriação do VLT
Carlos das Virgens foi uma das mais de 700 pessoas indenizadas durante a construção do novo modal
Quando o comerciante Carlos Santos das Virgens, de 38 anos, viu as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) avançar, não imaginava que sua renda poderia aumentar. Pelo contrário, achou que ela fosse se extinguir.
Isso porque ele é uma das mais de 700 pessoas que tiveram um imóvel desapropriado para a construção do novo modal de transporte público da capital baiana. No seu caso, além do bar, do qual era proprietário, a casa onde morava de aluguel também foi desapropriada.
Os dois imóveis estavam localizados no bairro de Praia Grande, no Subúrbio Ferroviário, em frente ao famoso Brega de Orlando, um cabaré tradicional da região.
“Eu vendia lanches, hambúrguer, misto, suco natural, bebidas alcoólicas, cigarro. Tinha sinuca”, lembra, descrevendo um típico boteco da Cidade Baixa.
Foi nesse momento que Carlos se deparou com uma grande oportunidade. Após receber a indenização pelo imóvel, ainda tentou encontrar outro espaço para reabrir seu estabelecimento. Mas uma antiga atividade pareceu mais atraente: a pesca.
Antes de virar comerciante, ele era pescador. Conhece o mar da Baía de Todos-os-Santos como poucos e viveu as transformações do transporte público na região pela perspectiva de quem precisava levar o pescado de um lado a outro. “Com o trem não tinha dificuldades. Às vezes dava uns problemas. Mas era melhor que os ônibus que temos hoje”, avalia.
Negociação
Carlos recorda que, ao receber a notícia das desapropriações, um profissional da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB) foi ao local para realizar a avaliação do imóvel e levantar as informações necessárias ao processo indenizatório. “Me perguntaram quanto eu recebia, quanto gerava por mês. Falei o valor. Tudo direitinho. Foi apresentada uma proposta inicial, eu expliquei minha situação, o valor foi reavaliado e chegamos a um acordo justo. Foi tudo tranquilo”, diz.
A negociação foi descrita por ele como “humana”. “Veio o profissional e ele super entendeu a minha situação. Porque eu estava saindo de uma área que eu estava há um tempo. Eu investi o que eu tinha ali. Então, eu ia começar do zero. E ele foi bem humano. Ele disse que eu tinha que comprar um terreno, fazer minha barraca acontecer de novo. Que teria que ser em um ponto estratégico, frente de rua. Teriam os custos de liberação. Então, a situação foi analisada com atenção e o valor passou por uma atualização. Recebi um valor justo”, conta.
Com o contrato selado, ele levou apenas 15 dias para retirar seus materiais e o que poderia reaproveitar da estrutura, e ir embora. “Não teve dor de cabeça. Recebi a indenização, a casa ficou vazia. Não teve problema nenhum”, acrescenta.
Incremento na renda
O valor recebido pelo imóvel virou investimento para a nova atividade. “Comprei um barco, os materiais de novo. Paguei também algumas dívidas, porque todo mundo tem dívidas. E, agora, vivo da pesca”, pontua.
A mudança na atividade trouxe também um aumento na renda. No bar, Carlos faturava cerca de R$ 2,5 mil por mês, renda que oscilava a depender da demanda. “Às vezes caía o movimento”, lembra. Na pesca, esse valor subiu. “Passa disso. Passa, com certeza, mas não tenho um cálculo exato”, afirma.
Com a nova atividade, vieram também novos planos e expectativas quanto ao início do funcionamento do VLT. Para ter onde guardar seu material de trabalho, o pescador alugou um espaço. Com as possíveis mudanças até o fim das obras, ele aguarda ansioso sobre os benefícios que serão dados aos pescadores. “Fizemos uma reunião com o presidente da CTB [Eracy Lafuente] e o líder comunitário, e nos falaram que vão fazer um espaço pra gente. Que vão ter lugares estratégicos. Vão botar rampa também para puxar os barcos. Então, fomos ouvidos e fomos compreendidos”, completa.
Cidade
Plataforma inédita na América Latina marca início das obras da Ponte Salvador–Itaparica
Tecnologia chinesa será implantada na Baía de Todos-os-Santos em junho e promete mais segurança, eficiência logística e menor impacto na navegação
Com tecnologia desenvolvida na China e utilizada exclusivamente por grandes construtoras daquele país, uma plataforma operacional inédita na América Latina será implantada na Baía de Todos-os-Santos a partir de junho, marcando o início da construção da Ponte Salvador–Itaparica. A estrutura será utilizada para o transporte de trabalhadores, insumos e equipamentos, garantindo mais segurança e eficiência durante a execução da obra.
Para viabilizar o início dos trabalhos dentro do cronograma estabelecido, a Concessionária Ponte Salvador–Itaparica já protocolou os pedidos de alvará junto às prefeituras de Salvador e de Vera Cruz. Na capital, as atividades começam com intervenções no vão central da Baía de Todos-os-Santos e com o funcionamento do canteiro de obras na Avenida Engenheiro Oscar Pontes, que dará suporte às operações marítimas. Em Vera Cruz, os trabalhos terão início com a implantação do canteiro e a construção da plataforma, a partir do começo do município em direção ao vão central.
As obras dos sistemas viários em Salvador e Vera Cruz serão iniciadas em etapa posterior, por não integrarem o caminho crítico da construção, como ocorre com o vão central. Além das frentes de trabalho nos dois municípios, o projeto contará também com um canteiro no Estaleiro São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, viabilizado por contrato firmado com a Petrobras. No local, serão produzidos elementos pré-moldados essenciais à execução da ponte, ampliando a capacidade logística e garantindo maior eficiência ao cronograma da obra.
No dia 30 de março, um navio partiu da China transportando 44 contêineres com mais de 800 toneladas de materiais que serão utilizados na construção. A chegada da embarcação ao Porto de Salvador está prevista para a segunda quinzena de maio.
“A implantação da plataforma representa, na prática, o início dos trabalhos na Baía de Todos-os-Santos. A construção da ponte acontecerá por meio dessa estrutura, que será removida ao final da obra, com reaproveitamento de seus materiais”, explicou Carlos Prates, gerente de Relações Institucionais e porta-voz da Concessionária Ponte Salvador–Itaparica.
Adotado em grandes projetos de infraestrutura na China, o sistema traz vantagens operacionais significativas. Uma delas é a redução de quase 70% no número de embarcações em operação na Baía de Todos-os-Santos, contribuindo para um tráfego marítimo mais organizado e seguro.
A plataforma acompanhará a ponte em praticamente toda a sua extensão e manterá o principal canal de navegação, com 400 metros de largura e 85 metros de altura, destinado à passagem de grandes embarcações. Para embarcações de menor porte, haverá canais auxiliares nos lados de Salvador e da Ilha de Itaparica, com 40 metros de largura e sem limitação de altura, permitindo o livre tráfego marítimo.
Os pescadores da região também contarão com espaços exclusivos de navegação, ainda mais próximos às margens de Salvador e de Vera Cruz, com 15 metros de largura e 3,3 metros de altura, além da possibilidade de uso dos canais auxiliares.
“Essa estrutura garante maior previsibilidade ao cronograma da obra, aumenta a segurança dos trabalhadores e daqueles que navegam diariamente pela baía. Além disso, melhora a gestão ambiental, já que resíduos sólidos e líquidos poderão ser coletados em pontos centralizados e descartados de forma adequada”, ressaltou Prates.
Inovação
Atualmente, os mesmos acionistas da Concessionária Ponte Salvador–Itaparica constroem duas pontes na China utilizando plataforma semelhante: a Ponte Ferroviária Transmarítima da Baía de Hangzhou e a Ponte Rodoviária de Liuheng. Em julho de 2025, uma comitiva técnica brasileira esteve naquele país para conhecer de perto a tecnologia empregada nessas obras.
Novo sistema rodoviário
A Ponte Salvador–Itaparica integra o novo Sistema Rodoviário Salvador–Itaparica, considerado o maior projeto de infraestrutura da história da Bahia. Com 12,4 quilômetros de extensão, a ponte será a maior da América Latina e contará com novos acessos viários em Salvador e em Vera Cruz.
Do lado da capital, estão previstos 4,4 quilômetros de estruturas viárias ligando as regiões da Calçada e de Água de Meninos, com viadutos e túneis paralelos aos da Via Expressa. Na Ilha de Itaparica, o projeto prevê a implantação de uma via expressa de 22 quilômetros e a duplicação de um trecho de oito quilômetros da BA-001, entre a localidade de Tairu e a Ponte do Funil.
Mais do que uma ligação física entre duas cidades, o sistema rodoviário vai promover a integração regional, dinamizar economias locais e fomentar uma nova redistribuição de riqueza no estado. A expectativa é de impacto positivo para mais de 70% da população baiana, em cerca de 250 municípios, com estímulo ao escoamento da produção agrícola, fortalecimento do turismo e atração de investimentos privados.
Parceria Público-Privada
Responsável pela implantação, operação e manutenção do sistema rodoviário, a Concessionária Ponte Salvador–Itaparica é formada pelos grupos chineses China Communications Construction Company (CCCC) e China Railway Construction Corporation (CRCC), ambos com ampla experiência internacional em infraestrutura e logística.
O contrato firmado com o Governo do Estado da Bahia segue o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) e estabelece um prazo de concessão de 35 anos, sendo um ano destinado a estudos, licenciamento e desenvolvimento do projeto executivo, cinco anos para a construção e 29 anos para a operação do sistema.
Cidade
Caravana do Afroempreendedorismo movimenta Águas Claras
Iniciativa da Sepromi em parceria com o Afoxé Filhos de Gandhy integra o Programa Bahia Pela Paz e segue até este sábado (18)
A Caravana do Afroempreendedorismo – MOVAÊ movimentou o bairro de Águas Claras, em Salvador, nesta sexta-feira (17), ao reunir serviços, capacitações e oportunidades voltadas ao fortalecimento de negócios liderados por pessoas negras. A iniciativa é promovida pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia (Sepromi), em parceria com a Associação Afoxé Filhos de Gandhy, e segue até este sábado (18), como parte das ações do Programa Bahia Pela Paz, do Governo do Estado.
Com foco na inclusão produtiva e na redução das desigualdades históricas, a Caravana oferece uma programação diversificada. Ao longo dos dois dias, das 8h30 às 17h, o público tem acesso a formações em afroempreendedorismo e letramento racial, além de uma feira com 45 expositores locais. Um dos destaques é o estande do CrediAfro, que orienta sobre linhas de crédito de até R$ 50 mil, com juros de 1% ao mês e condições facilitadas para empreendedores negros.
Segundo a secretária da Sepromi, Ângela Guimarães, a ação integra uma estratégia mais ampla de promoção de direitos e enfrentamento à violência. “A Caravana MOVAÊ chega ao território de Águas Claras integrada à estratégia do Programa Bahia Pela Paz, que visa reduzir a vulnerabilidade da juventude negra à violência, promover a cultura de paz e aproximar direitos e oportunidades desse público. Já tivemos uma circulação bastante expressiva e estamos muito felizes em ver a população acessando políticas públicas”, destacou.
Serviços disponíveis
Além do estímulo ao empreendedorismo, a Caravana conta com parceiros estratégicos para ampliar o atendimento à população. O SineBahia realiza cadastro, atualização e encaminhamento para vagas de emprego; a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) oferece orientação e informações sobre o enfrentamento à violência contra a mulher; e a Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) promove atividades físicas e esportivas.
A estrutura inclui ainda serviços de saúde, como triagem odontológica, orientação nutricional e fisioterapia, oferecidos pela Unime, além de ações voltadas à estética e aos cuidados com a pele.
A supervisora do SineBahia, Sheila Cardoso, destacou a importância da iniciativa para a comunidade. “Estamos oferecendo cadastro e atualização do trabalhador formal e autônomo, além de vagas de emprego. Há oportunidades com e sem experiência, especialmente na área de telemarketing, destinadas a pessoas maiores de 18 anos”, explicou.
A programação contempla também ações de cidadania, como a unidade móvel do Centro de Referência Nelson Mandela e o registro de boletins de ocorrência por meio da Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin). A Caravana levou ainda a Biblioteca Itinerante Carolina Maria de Jesus, reforçando a valorização da cultura e da identidade negra.
Negócios
Para quem participa, a Caravana representa uma oportunidade concreta de crescimento e desenvolvimento. A empreendedora Marilene Sales, moradora da região há mais de 20 anos, ressaltou o impacto da ação no bairro. “É algo muito bom para a comunidade. Estamos vendo Águas Claras crescer, e o Bahia Pela Paz ajudando muitas famílias. Já tive acesso ao dentista e conheci as linhas de crédito. Fiz uma simulação e vi a grande diferença em relação aos bancos tradicionais. Só tem agregado coisas boas para a gente”, afirmou.
Já a empreendedora Sued Menezes buscou capacitação e novas conexões. “Vim pelas capacitações, para melhorar e expandir meu negócio, ampliar meu networking e conhecer novas propostas e investimentos. Trabalho com alimentação, com açaí, hambúrguer e bolos, e esse espaço ajuda muito a gente a crescer”, disse.
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