Política
Robinson Almeida chama ACM Neto de “ave de agouro”
O deputado estadual defende o uso da Força Nacional no Extremo Sul da Bahia para assegurar entendimento no campo por meio do diálogo
O deputado estadual, Robinson Almeida (PT), rebateu as críticas que ACM Neto fez em relação ao reforço da Força Nacional para garantir a paz e a ordem pública em áreas de conflitos no Extremo Sul da Bahia. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (17) pelo Governo do Estado em parceria com órgãos federais. Robinson comparou o ex-prefeito de Salvador a um símbolo de portador de notícias ruins e desgraças.
“Que ave de agouro é essa? Quer dizer que não se pode recorrer ao reforço da Força Nacional para uma situação complicada como essa? É para ficar passivo e assistir à tragédia do gabinete para ficar dando palpites infelizes nas redes sociais?”, disse Almeida.
Segundo o deputado, o Governo do Estado tomou a medida correta para continuar assegurando entendimento no campo por meio do diálogo, e considera que o ex-prefeito tem que parar de torcer contra a Bahia e começar a pensar na população e não apenas nele mesmo. “Ele tem que sair da internet, onde só aparece para ficar na torcida pelo pior. Fica claro que ele não pensa na população. Age com oportunismo e só pensa no seu futuro político”.
Robinson destaca, ainda, que ACM Neto tenta, em vão, recuperar o prestígio perdido após a derrota para Jerônimo Rodrigues, nas eleições de 2022, e que as críticas são resultado do desespero diante do quadro eleitoral para o próximo ano.
“Todos estamos acompanhando o derretimento do tamanho político dele. Não se recuperou da última eleição e tem visto continuamente movimentos de aproximação de prefeitos da sua base política com o Governo do Estado”, finalizou o deputado estadual.
Política
Seminário do Bahia Sem Fome destaca redução da fome e fortalecimento da rede de cozinhas comunitárias
Evento reúne cerca de 500 participantes em Salvador para discutir segurança alimentar e apresentar resultados do programa, que contribuiu para a saída de 1,3 milhão de baianos do mapa da fome
Cerca de 500 pessoas participam, nesta quarta-feira (26), do 5º Seminário Estadual do Bahia Sem Fome, realizado no Fiesta Bahia Hotel, em Salvador. Promovido pelo Governo do Estado, o encontro segue até quinta-feira (27), reunindo gestores públicos, representantes da sociedade civil, especialistas e integrantes de cozinhas comunitárias para debater políticas públicas de segurança alimentar e nutricional.
De acordo com dados apresentados durante o evento, no início das atividades do programa, a Bahia contava com aproximadamente 2 milhões de pessoas em situação de fome. Ao longo dos últimos quatro anos, cerca de 1,3 milhão de baianos deixaram essa condição, refletindo os avanços das ações voltadas ao combate à insegurança alimentar no estado.
No primeiro dia de programação, os participantes acompanharam painéis sobre o fortalecimento das cozinhas comunitárias e solidárias e sobre o direito humano à alimentação adequada. Os debates incluíram a apresentação de experiências desenvolvidas por municípios e organizações da sociedade civil, além da avaliação dos resultados alcançados pelo programa desde sua implantação.
Entre os avanços destacados estão a ampliação da rede de cozinhas comunitárias e solidárias e o aumento da oferta de refeições destinadas à população em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.
A programação continua nesta quinta-feira (27), com oficinas temáticas voltadas à formação técnica, troca de experiências e qualificação das ações desenvolvidas nos municípios.
Participam do seminário representantes de cozinhas comunitárias municipais e solidárias, gestores estaduais e municipais, integrantes das Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA), representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e conselheiros do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional da Bahia (Consea-BA).
Rede de apoio à segurança alimentar
Atualmente, o Governo da Bahia apoia 505 cozinhas comunitárias distribuídas em cerca de 200 municípios, por meio de editais e parcerias com organizações da sociedade civil e administrações municipais.
A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à alimentação adequada, fortalecer a rede de proteção social e garantir o direito humano à alimentação para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Eleições 2026
Bobô destaca crescimento de Jerônimo em pesquisa e defende cautela na análise dos números
Deputado afirma que levantamento indica cenário competitivo para 2026 e lembra divergências entre pesquisas e resultado eleitoral na Bahia em 2022
O deputado estadual Bobô (PCdoB) comentou os resultados da mais recente pesquisa do Instituto Paraná, que apontou o governador Jerônimo Rodrigues com 40,1% das intenções de voto. No levantamento anterior, divulgado pelo mesmo instituto no início de agosto, o governador aparecia com 38,7%.
Segundo o parlamentar, ao considerar a margem de erro de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, informada no registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a diferença entre os principais candidatos seria menor do que a destacada em reportagens sobre o levantamento.
Para Bobô, os números indicam que Jerônimo mantém um patamar elevado de intenção de voto e segue competitivo no cenário eleitoral. O deputado também ressaltou que o histórico de pesquisas na Bahia recomenda cautela na interpretação dos dados.
“É preciso olhar essa pesquisa com serenidade. O Paraná já apresentou resultados que não se confirmaram nas urnas na Bahia. Agora, o próprio levantamento mostra Jerônimo acima de 40%, em um momento em que a campanha está começando. Isso demonstra que existe uma disputa e que não há eleição decidida”, afirmou.
O parlamentar citou ainda a eleição de 2022, quando pesquisas apontavam vantagem para ACM Neto, mas o resultado final foi favorável a Jerônimo Rodrigues.
“Pesquisa é fotografia, não resultado de eleição. Jerônimo está com mais de 40% e tem uma candidatura consolidada. Em 2022, muita gente também tratou pesquisa como resultado antecipado e as urnas mostraram outra realidade. A eleição de 2026 está aberta e será decidida pelo eleitor”, concluiu Bobô.
Política
Bahia reforça articulação com União e municípios para enfrentar impactos do El Niño
Participação em diálogo federativo ocorre enquanto Estado prepara plano de ações para seca, segurança hídrica e incêndios
A Bahia participou, nesta segunda-feira (24), de uma articulação entre governo federal, estados e municípios do Nordeste para preparação das respostas aos impactos do El Niño em 2026/2027. O encontro ocorre enquanto o Estado estrutura seu plano de enfrentamento ao fenômeno e foi acompanhado pelo superintendente de Proteção e Defesa Civil, Osny Bomfim, e pelo coordenador executivo da Coordenação de Acompanhamento de Políticas de Inclusão Socioprodutiva e Sustentabilidade (COPIS) da Casa Civil, José Augusto de Castro Tosato.
Para Osny Bomfim, um dos pontos centrais foi a necessidade de integração na atuação diante dos eventos climáticos. “Ficou muito claro na palavra dos órgãos federais a necessidade de falar a mesma língua relativo aos desastres e aí sempre buscando aumentar a resiliência”, afirmou. A comunicação de utilidade pública para orientar as populações também esteve entre os aspectos destacados durante o encontro.
A articulação terá continuidade em encontros presenciais nos estados. Na Bahia, a próxima etapa está prevista para 1º de setembro, com participação de prefeitos e equipes técnicas, para aprofundar o diálogo sobre as ações de enfrentamento e a atuação conjunta dos diferentes níveis de governo.
Ações na Bahia
A Bahia criou um comitê para a construção do Plano Estadual de Ações de Enfrentamento aos Impactos do El Niño 2026/2027. O planejamento reúne medidas emergenciais e continuadas nas áreas de segurança hídrica, agricultura familiar, alimentação, saúde, defesa civil e prevenção e combate a incêndios.
O conjunto de ações atualmente previsto soma R$ 4,6 bilhões, valor que poderá ser revisto conforme as necessidades durante a vigência do plano. Entre os principais eixos estão R$ 2,2 bilhões no Plano de Contingência de Combate à Escassez, ativado pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), e R$ 1,3 bilhão em saúde. Também estão previstas ações voltadas à agricultura familiar, por meio de iniciativas como o Garantia-Safra e o Projeto Sertão Vivo, além de medidas de prevenção e combate a incêndios.
Diálogos Federativos
A reunião online “Diálogos Federativos – Emergências Climáticas 2026/2027” foi aberta pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e tratou de ações relacionadas à seca e à estiagem, segurança hídrica, produção rural e prevenção e combate a incêndios. O encontro reuniu representantes do governo federal, estados, municípios, defesas civis, Consórcio Nordeste e União dos Municípios da Bahia (UPB).

