Política
Robinson Almeida chama ACM Neto de “ave de agouro”
O deputado estadual defende o uso da Força Nacional no Extremo Sul da Bahia para assegurar entendimento no campo por meio do diálogo
O deputado estadual, Robinson Almeida (PT), rebateu as críticas que ACM Neto fez em relação ao reforço da Força Nacional para garantir a paz e a ordem pública em áreas de conflitos no Extremo Sul da Bahia. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (17) pelo Governo do Estado em parceria com órgãos federais. Robinson comparou o ex-prefeito de Salvador a um símbolo de portador de notícias ruins e desgraças.
“Que ave de agouro é essa? Quer dizer que não se pode recorrer ao reforço da Força Nacional para uma situação complicada como essa? É para ficar passivo e assistir à tragédia do gabinete para ficar dando palpites infelizes nas redes sociais?”, disse Almeida.
Segundo o deputado, o Governo do Estado tomou a medida correta para continuar assegurando entendimento no campo por meio do diálogo, e considera que o ex-prefeito tem que parar de torcer contra a Bahia e começar a pensar na população e não apenas nele mesmo. “Ele tem que sair da internet, onde só aparece para ficar na torcida pelo pior. Fica claro que ele não pensa na população. Age com oportunismo e só pensa no seu futuro político”.
Robinson destaca, ainda, que ACM Neto tenta, em vão, recuperar o prestígio perdido após a derrota para Jerônimo Rodrigues, nas eleições de 2022, e que as críticas são resultado do desespero diante do quadro eleitoral para o próximo ano.
“Todos estamos acompanhando o derretimento do tamanho político dele. Não se recuperou da última eleição e tem visto continuamente movimentos de aproximação de prefeitos da sua base política com o Governo do Estado”, finalizou o deputado estadual.
Política
Presidente de associação rural rebate ACM Neto e defende permanência da Fenagro em Salvador
Almir Lins afirma que transferência da feira para Feira de Santana colocaria em risco o futuro do Parque de Exposições e reduziria a aproximação entre a população urbana e o setor agropecuário
A proposta do ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), de transferir a Feira Nacional da Agropecuária (Fenagro) para Feira de Santana recebeu críticas do presidente da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Bahia, Almir Lins. Para o dirigente, a mudança representaria uma ameaça à continuidade das atividades realizadas no Parque de Exposições de Salvador.
“Quando alguém defende retirar a Fenagro para ir para outro local, ele também está defendendo acabar o Parque de Exposições”, afirmou Lins. “Isso é uma coisa que não pode acontecer de jeito nenhum.”
Segundo o representante do setor agropecuário, a discussão não se limita à escolha da cidade-sede do evento. Ele argumenta que o Parque de Exposições desempenha papel estratégico ao abrigar associações, fomentar negócios e promover a integração entre a população urbana e o meio rural.
Para Lins, a permanência da Fenagro em Salvador contribui para aproximar os moradores da capital da realidade do campo, permitindo que crianças, jovens e famílias tenham contato direto com animais e atividades ligadas à produção agropecuária.
“É um evento da população de Salvador, isso é muito importante ser lembrado”, declarou.
O dirigente também contestou a avaliação de que grandes exposições agropecuárias devam ocorrer exclusivamente em municípios do interior. Na sua visão, a realização desses eventos em capitais amplia o alcance das atividades e fortalece a divulgação do setor junto a públicos que normalmente não têm contato com a produção rural.
Embora reconheça a relevância da tradicional exposição agropecuária de Feira de Santana, Almir Lins rejeita a ideia de utilizar a importância do município como justificativa para retirar a Fenagro de Salvador.
Para ele, as duas iniciativas podem coexistir e contribuir para o fortalecimento do agronegócio baiano sem comprometer a estrutura e a tradição consolidada pela Fenagro na capital.
Política
Anotação com nome “Netinho” encontrada na casa de Ciro Nogueira gera especulações nas redes sociais
Documento apreendido pela Polícia Federal continha lista de nomes e números; identidade da pessoa citada como “Netinho” não foi confirmada pelos investigadores
Uma anotação encontrada pela Polícia Federal (PF) na residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, passou a repercutir nas redes sociais após a divulgação de trechos da investigação pelo portal G1.
Segundo a reportagem, a PF localizou, em uma churrasqueira da casa do parlamentar, uma lista contendo nomes e números. Entre as anotações estaria o nome “Netinho”, acompanhado do número 5. De acordo com o relato de uma funcionária aos investigadores, Ciro Nogueira teria orientado que os documentos fossem queimados sob a justificativa de que eram antigos ou não tinham utilidade. No entanto, os papéis não chegaram a ser destruídos e acabaram sendo apreendidos para análise.
A divulgação do conteúdo provocou especulações nas redes sociais. Alguns usuários associaram o apelido “Netinho” ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), que é pré-candidato ao governo da Bahia. Contudo, os trechos do relatório policial divulgados pela imprensa não identificam quem seria a pessoa mencionada na anotação.
Além de “Netinho”, a PF avalia se outros nomes registrados na lista poderiam estar relacionados a figuras políticas nacionais. Segundo a reportagem, os investigadores analisam referências que poderiam corresponder ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), ao atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e aos deputados federais Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Doutor Luizinho (PP-RJ), Adolfo Viana (PSDB-BA) e Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL).
Os documentos foram encontrados na residência de Ciro Nogueira, localizada no Lago Sul, em Brasília. Conforme registrado pela polícia, a funcionária informou que não teve tempo de cumprir a orientação de destruir os papéis. O relatório não detalha quando a suposta determinação teria sido dada.
O material apreendido será submetido à análise da equipe responsável pela investigação, que busca compreender o significado das anotações e sua eventual relação com os fatos apurados.
Em manifestação ao g1, o deputado Elmar Nascimento repudiou qualquer associação ao documento e afirmou que a anotação é apócrifa, sem autoria identificada. O parlamentar também declarou que nunca fez política em conjunto com Ciro Nogueira.
A assessoria de Arthur Lira informou que o ex-presidente da Câmara desconhece os registros e não poderia comentar seu conteúdo. Já a equipe de Hugo Motta informou que não se pronunciaria sobre o caso. Na versão da reportagem divulgada pelo g1, a assessoria de Ciro Nogueira havia sido procurada, mas não havia apresentado resposta até a publicação do texto.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a identidade da pessoa citada como “Netinho”, nem indicação de envolvimento dela em qualquer irregularidade. A investigação segue em andamento.
Política
Humorista Gustavo Mendes ironiza ACM Neto em vídeo sobre contratos investigados pela Prefeitura de Salvador
Sátira faz referência à investigação do Ministério Público da Bahia sobre contratos públicos e menciona denúncias recentes envolvendo o Banco Master
Conhecido nacionalmente pela imitação da ex-presidenta Dilma Rousseff, o humorista Gustavo Mendes colocou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) no centro de uma sátira sobre contratos firmados pela Prefeitura de Salvador. Em vídeo publicado nas redes sociais, o artista faz referências a uma investigação conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) envolvendo cinco empresas que receberam, juntas, ao menos R$ 321 milhões do município entre 2015 e julho de 2026, período que abrange as gestões de ACM Neto e do atual prefeito, Bruno Reis.
De acordo com o MP-BA, o grupo empresarial é investigado por suspeitas de fraude em licitações, direcionamento de contratos e superfaturamento. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 38,3 milhões.
Caracterizado como Dilma Rousseff, personagem que o projetou nacionalmente e o levou ao elenco do programa Casseta & Planeta, da TV Globo, Gustavo Mendes simula um telefonema para ACM Neto e faz comentários irônicos sobre a fiscalização municipal. Entre as empresas citadas nas investigações está a Podium Distribuidora, que prestou serviços ao Gabinete do Prefeito em 2018, durante a gestão do ex-prefeito.
A publicação do humorista ocorre em um momento em que ACM Neto também aparece no noticiário em razão de acusações relacionadas ao caso Banco Master. Em proposta de delação premiada revelada pelo portal UOL em 10 de setembro, o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que ACM Neto e Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, teriam atuado para viabilizar investimentos de cerca de R$ 2 bilhões de fundos de previdência e da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) no banco, mediante uma suposta comissão de 10%.
Considerando o montante mencionado, os valores envolvidos poderiam chegar a R$ 200 milhões. Vorcaro, entretanto, não informou quanto teria sido efetivamente pago. As acusações são negadas pelos citados.
Em agosto, outra proposta de delação, atribuída ao ex-controlador da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, apontou que ACM Neto seria cotista exclusivo do fundo Seattle 95, administrado pela instituição e com aplicações ligadas a operações do Banco Master.
Já em abril, documentos da Receita Federal indicaram pagamentos de R$ 5,45 milhões realizados pelo Banco Master à A&M Consultoria, empresa ligada a ACM Neto e à sua esposa, entre os anos de 2023 e 2025. Também veio a público uma mensagem atribuída a Vorcaro afirmando que o ex-prefeito “foi lá em casa”.
Anteriormente, em março, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações de R$ 3,6 milhões em pagamentos do Banco Master e da Reag à A&M Consultoria.
Até o momento, não há condenação judicial relacionada aos fatos citados, e os casos seguem em apuração pelos órgãos competentes.
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