Política
Robinson Almeida chama ACM Neto de “ave de agouro”
O deputado estadual defende o uso da Força Nacional no Extremo Sul da Bahia para assegurar entendimento no campo por meio do diálogo
O deputado estadual, Robinson Almeida (PT), rebateu as críticas que ACM Neto fez em relação ao reforço da Força Nacional para garantir a paz e a ordem pública em áreas de conflitos no Extremo Sul da Bahia. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (17) pelo Governo do Estado em parceria com órgãos federais. Robinson comparou o ex-prefeito de Salvador a um símbolo de portador de notícias ruins e desgraças.
“Que ave de agouro é essa? Quer dizer que não se pode recorrer ao reforço da Força Nacional para uma situação complicada como essa? É para ficar passivo e assistir à tragédia do gabinete para ficar dando palpites infelizes nas redes sociais?”, disse Almeida.
Segundo o deputado, o Governo do Estado tomou a medida correta para continuar assegurando entendimento no campo por meio do diálogo, e considera que o ex-prefeito tem que parar de torcer contra a Bahia e começar a pensar na população e não apenas nele mesmo. “Ele tem que sair da internet, onde só aparece para ficar na torcida pelo pior. Fica claro que ele não pensa na população. Age com oportunismo e só pensa no seu futuro político”.
Robinson destaca, ainda, que ACM Neto tenta, em vão, recuperar o prestígio perdido após a derrota para Jerônimo Rodrigues, nas eleições de 2022, e que as críticas são resultado do desespero diante do quadro eleitoral para o próximo ano.
“Todos estamos acompanhando o derretimento do tamanho político dele. Não se recuperou da última eleição e tem visto continuamente movimentos de aproximação de prefeitos da sua base política com o Governo do Estado”, finalizou o deputado estadual.
Política
Afonso Florence associa ACM Neto ao bolsonarismo e critica tentativa de “esconder aliança”
Deputado aponta aproximação com PL, visita de Flávio Bolsonaro à Bahia e cita supostos vínculos políticos e financeiros
O deputado federal Afonso Florence (PT-BA) afirmou que a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Bahia reforça a ligação entre o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), e o bolsonarismo. Segundo o parlamentar, Neto busca apoio eleitoral, tempo de televisão e estrutura política do PL, mas evita assumir publicamente essa aliança.
Para Florence, a aproximação também envolve articulações políticas e interesses estratégicos da oposição no estado, especialmente diante das eleições de 2026.
“ACM Neto tem o apoio do bolsonarismo, usa o tempo de TV do PL e recebe recursos de Vorcaro, mas tenta esconder isso do povo baiano. O presidente do seu partido é investigado pela Polícia Federal, mas finge que o assunto não é com ele”, afirmou.
O deputado também mencionou o escândalo envolvendo o Banco Master como parte das críticas ao grupo político de ACM Neto, apontando supostas conexões com lideranças nacionais.
Visita e articulação política
A agenda de Flávio Bolsonaro na Bahia ocorre em meio ao movimento do PL para ampliar sua presença no estado e pressionar ACM Neto por uma posição mais clara em relação à sucessão presidencial de 2026.
Recentemente, ao ser questionado sobre o tema, Neto afirmou que “o debate é sobre a Bahia”, evitando comentar diretamente a aproximação com o senador. Para Florence, a postura indica uma estratégia de afastamento retórico.
“Neto sabe que a Bahia rejeita o bolsonarismo. Por isso tenta empurrar essas relações para debaixo do tapete. Mas não existe apoio escondido quando a base dele presta homenagem a Flávio Bolsonaro e quando o próprio senador vem ao estado consolidar essa aproximação”, disse.
Homenagem e base política
Florence também citou a concessão do título de cidadão soteropolitano a Flávio Bolsonaro pela Câmara Municipal de Salvador, proposta apoiada por vereadores alinhados ao grupo político de ACM Neto e do prefeito Bruno Reis.
Segundo o deputado, a homenagem antecipou a articulação que agora se torna mais visível.
“A base de Neto deu título a Flávio Bolsonaro. Agora ele vem à Bahia reforçar essa costura. O que falta para assumir que está no mesmo palanque?”, questionou.
Disputa de projetos
Para Afonso Florence, a presença de Flávio Bolsonaro no estado evidencia a disputa entre dois campos políticos: de um lado, o grupo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT); de outro, uma aliança que, segundo ele, envolve ACM Neto, o PL e o bolsonarismo.
“Essa indefinição é uma forma de enganar o eleitor. Neto quer os votos da extrema direita, quer o tempo de TV e a estrutura partidária, mas não quer assumir o custo político dessa escolha”, afirmou.
O parlamentar concluiu dizendo que o eleitor baiano saberá identificar os posicionamentos.
“A Bahia não vai cair nesse jogo. O povo sabe quem esteve ao lado da democracia e quem tenta se esconder atrás de uma falsa moderação para abrir espaço ao bolsonarismo”, declarou.
Política
Bacelar critica gestão de ACM Neto e Bruno Reis e aponta “cidade de marketing” em Salvador
Deputado afirma que capital sofre com desigualdades, serviços precários e excesso de propaganda institucional
O deputado federal Bacelar (PV-BA) criticou ACM Neto e o prefeito Bruno Reis nesta terça-feira (02) e afirmou que a população de Salvador paga, diariamente, o preço de uma gestão municipal que investe mais em aparência do que em cuidado com as pessoas.
Segundo Bacelar, a capital baiana foi convertida em uma “cidade de peças publicitárias”, enquanto bairros inteiros seguem convivendo com transporte precário, serviços municipais frágeis, falta de manutenção, insegurança urbana e desigualdades que atravessam a rotina da maioria da população.
“Salvador virou uma cidade partida entre o comercial da prefeitura e a vida de quem acorda cedo para trabalhar. Na propaganda, tudo funciona. No ponto de ônibus, na fila do posto, na escola do bairro e na rua escura, a população sabe que a história é outra”, afirmou.
O parlamentar também declarou que ACM Neto tenta se distanciar dos problemas da cidade, apesar de ter sido gestor municipal por oito anos e responsável pela escolha do atual prefeito.
“Neto governou por oito anos, escolheu Bruno, manteve o mesmo grupo no comando e agora quer aparecer como crítico dos problemas que ajudou a produzir. Isso é conveniente para ele, mas não apaga a responsabilidade. Salvador não chegou a esse nível de desigualdade por acaso”, disse.
Para Bacelar, a situação enfrentada pela população não se resume a episódios isolados, mas a uma sequência de dificuldades cotidianas causadas pela deficiência de serviços públicos.
“Humilhação é quando a prefeitura acostuma o povo a esperar demais, andar demais, sofrer demais e receber de menos. É quando o morador percebe que o bairro só aparece na propaganda em época de eleição. É quando a cidade tem dinheiro para vender imagem, mas não entrega dignidade na ponta”, afirmou.
O deputado argumenta ainda que os indicadores sociais de Salvador contradizem a narrativa de eficiência defendida por ACM Neto e Bruno Reis. Segundo ele, apesar da relevância econômica e cultural, a capital segue marcada por pobreza, desemprego, baixa renda e profundas desigualdades territoriais.
“Uma cidade com a importância de Salvador não pode aceitar ser administrada como vitrine. Prefeitura existe para reduzir desigualdade, organizar serviços, cuidar dos bairros e melhorar a vida de quem mais precisa. Quando isso não acontece, a propaganda vira maquiagem de uma realidade dura”, declarou.
Bacelar também criticou o que chamou de tentativa de desviar o debate para confrontos políticos, sem enfrentamento das responsabilidades de gestão.
“Ele quer transformar cobrança em barulho eleitoral porque sabe que o balanço da prefeitura pesa contra ele. Quem governou a cidade, fez o sucessor e continua influenciando o projeto político precisa explicar por que tanta gente ainda vive sem o básico”, disse.
Sobre a atual administração, o parlamentar afirmou que Bruno Reis mantém o mesmo padrão de gestão, priorizando ações com maior visibilidade pública em detrimento de serviços essenciais.
“Bruno administra olhando para a câmera, não para a fila. A prioridade parece ser a foto pronta, não o serviço funcionando. Salvador precisa de menos encenação e mais presença do governo nos bairros”, criticou.
Para o deputado, essa percepção é compartilhada pela população.
“O soteropolitano não precisa de pesquisa para saber onde a prefeitura falha. Ele percebe isso no transporte, no atendimento, na falta de iluminação e no abandono de seu bairro. Essa é a humilhação diária”, afirmou.
Bacelar concluiu dizendo que ACM Neto e Bruno Reis devem explicações à população.
“Quem governa uma cidade por tanto tempo não pode tratar o sofrimento social como detalhe. Neto e Bruno precisam parar de vender Salvador como peça de marketing e encarar a cidade real, fora da propaganda. O povo quer respeito, serviços funcionando e uma prefeitura que olhe para todos, não apenas para a vitrine”, concluiu.
Política
“Arrogância”: internauta define campanha de Neto e Adolpho Loyola endossa
Fala sobre “humilhar Jerônimo” provoca críticas e reforça embate político na pré-campanha ao governo da Bahia
Uma internauta resumiu em uma palavra o que pensa da pré-campanha de ACM Neto ao governo da Bahia: arrogância. O comentário, publicado nas redes sociais após o ex-prefeito de Salvador declarar, em evento da Fundação Índigo, que quer “humilhar Jerônimo”, viralizou e chegou ao secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, que não poupou críticas. “Ela acertou em cheio. É exatamente isso”, afirmou.
Para o secretário, a fala de Neto durante o encontro sobre educação promovido pela fundação que preside expõe uma característica que classifica como recorrente no adversário. “Enquanto a Bahia debate saúde, segurança e emprego, ele sobe ao palco para falar em humilhação. Isso não é projeto, é vaidade alimentada pelo ressentimento”, disse.
Auxiliar do governador Jerônimo Rodrigues, Loyola destacou o contraste entre o tom do discurso e as demandas da população. “Depois de oito anos comandando Salvador, o mínimo que se esperaria era a apresentação de propostas. O que temos visto, porém, é um candidato mais preocupado em atacar do que em convencer”, avaliou.
Ao final, o secretário reiterou a crítica e endossou a reação registrada nas redes sociais. “A internauta disse tudo. Quem fala em humilhar não quer governar, quer se vingar. E a Bahia não merece um governo movido pelo ego”, concluiu.
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