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Economia

Prazo para envio da declaração do IR está acabando

De acordo com a Receita Federal, até as 17h desta terça (20), 27.448.777 contribuintes enviaram a Declaração

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A dez dias do fim do prazo, cerca de 19 milhões de contribuintes ainda não acertaram as contas com o Fisco. De acordo com a Receita Federal
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A dez dias do fim do prazo, cerca de 19 milhões de contribuintes ainda não acertaram as contas com o Fisco. De acordo com a Receita Federal, até as 17h desta terça-feira (20), 27.448.777 contribuintes enviaram a Declaração Imposto de Renda Pessoa Física 2025 (IRPF). O número equivale a 59,41% do total esperado para este ano.

Segundo a Receita Federal, 64,4% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, enquanto 19,4% terão que pagar Imposto de Renda e 16,2% não têm imposto a pagar nem a receber. A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (83,4%), mas 10,9% dos contribuintes recorrem ao preenchimento on-line, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 5,7% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

Um total de 48,1% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 56,4% dos envios.

Desde 1º de abril, a declaração pré-preenchida passou a ser baixada com todos os dados disponíveis. O abastecimento dos dados da declaração pré-preenchida atrasou neste ano por causa da greve dos auditores fiscais da Receita.

O prazo para entregar a declaração começou em 17 de março e termina às 23h59 do dia de 30 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 13 de março.

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Fonte: Agência Brasil

Economia

Parceria do Governo certifica mais de 1.600 produtos de origem animal na Bahia

Ação fortalece agroindústrias familiares, amplia mercados e garante qualidade com SIM e SUSAF-BA

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garantiu a certificação de mais de 1.600 produtos de origem animal pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), instalado em centenas
Fotos: Geraldo Carvalho

A parceria inovadora do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com os consórcios públicos intermunicipais, garantiu a certificação de mais de 1.600 produtos de origem animal pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), instalado em centenas de municípios baianos. 

A ação, que abrange 399 municípios, qualificou a produção de agroindústrias familiares e viabilizou o acesso aos mercados para produtos como mel, carnes, ovos, frango, leite e queijo, entre outros. No total, 277 municípios já contam com Lei e Decreto regulamentados vigentes, e 259 agroindústrias foram certificadas pelo SIM em todo o estado. 

Com a implantação do SIM, serviço público responsável pela inspeção e fiscalização sanitária e industrial da produção de alimentos de origem animal, os empreendimentos certificados passaram a acessar os mercados locais. Essa abrangência foi ampliada com a adesão ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF-BA), que permite a comercialização em todo o estado. Atualmente, produtos de 18 municípios já estão certificados pelo SUSAF-BA. 

Exemplo disso são os produtos ‘Apis Várzea da Madeira’, da Associação de Meliponicultores, Apicultores e Agricultores Familiares de Tanque Novo, composta por 40 famílias. Em 2025, a associação ganhou reforço com um agente de negócios contratado via edital da CAR. O diferencial é a produção de mel de abelhas nativas Mandaguari, sem ferrão. 

“Após a certificação, conseguimos acesso aos mercados, fornecemos para a alimentação escolar, participamos de feiras e eventos e aumentamos significativamente as vendas”, afirma Erenildo de Magalhães, presidente da associação. 

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Outro exemplo é o Laticínio Recanto do Queijo, em Vereda, no Extremo Sul, primeira agroindústria familiar a receber o SUSAF-BA. “A certificação tem nos ajudado muito. Agregamos valor aos produtos e já participamos de eventos em Salvador e feiras, que impulsionaram nossas vendas. Em 2026, queremos estar em todo o estado”, destaca Sérgio Porto. 

Os queijos da Recanto do Queijo já conquistaram prêmios em concursos nacionais e internacionais. “No último Festival do Queijo, em Salvador, ganhamos 12 medalhas. Agradecemos muito à CAR e ao Governo do Estado pelo incentivo”, completa Sérgio. 

Sobre o SIM/SUSAF-BA

A certificação garante padrões sanitários rigorosos, promove a saúde pública, assegura a segurança alimentar e amplia a confiança nos produtos da agricultura familiar, valorizando o trabalho das famílias do campo. Ao adquirir produtos certificados, os consumidores fortalecem a economia local e contribuem para a permanência das famílias na atividade rural. 

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Economia

Avicultura baiana cresce 16,3% em 2025 e projeta expansão com retomada das exportações

Setor mantém liderança no Nordeste, reforça controle sanitário e mira novos mercados em 2026

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A avicultura baiana fechou 2025 com crescimento de 16,3% na produção de ovos e inicia 2026 com perspectivas otimistas.
Foto: Divulgação

A avicultura baiana fechou 2025 com crescimento de 16,3% na produção de ovos e inicia 2026 com perspectivas otimistas. Livre de focos de gripe aviária que atingiram alguns estados do país no ano passado, a Bahia lidera a região Nordeste, com mais de 152 milhões de pintinhos alojados para produção de frango de corte, e se prepara para ampliar sua participação no mercado interno, além da retomada das exportações.

O desempenho positivo reflete o compromisso dos criadores com controle de qualidade, segurança sanitária e rastreabilidade, atendendo às exigências dos órgãos estaduais. Como resultado, o estado se consolida como um dos maiores produtores de frango do Norte e Nordeste e ocupa a 9ª posição no ranking nacional.

Garantir a sanidade animal é prioridade da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), por meio da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), alinhada ao Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA). O foco é prevenção e controle de doenças em aves e inspeção de abatedouros frigoríficos, assegurando qualidade e segurança dos alimentos que chegam à mesa dos consumidores.

Para o secretário Pablo Barrozo, esse trabalho foi decisivo para os resultados. “A Bahia se manteve livre da gripe aviária graças à atuação integrada entre poder público, produtores e todo o sistema de defesa agropecuária. Isso mostra que investir em prevenção e controle sanitário é fundamental para proteger nossos produtores e garantir a competitividade do setor”, destacou.

Agenda para fortalecer o setor

Para 2026, a expectativa é positiva, com o retorno das importações pela China e União Europeia. “Esse movimento beneficia diretamente a Bahia, já que reduz o volume de produtos vindos de outros estados para o mercado interno, fortalecendo a produção baiana. Assim, o frango tem conquistado cada vez mais espaço na mesa dos baianos”, explica Barrozo.

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A presidente da Associação Baiana de Avicultura (ABA), Kesley Jordana, reforça que o diálogo com o poder público tem sido estratégico. “Os governos estadual e federal trabalham em parceria, apoiando o desenvolvimento do setor. Nosso diálogo com a Seagri demonstra visão estratégica ao buscar soluções que realmente fortalecem a avicultura baiana”, afirma.

Entre as oportunidades em discussão estão financiamento para modernização de granjas, incentivos fiscais, programas de crédito para pequenos e médios produtores e campanhas para aproximar o consumidor da produção local.

Exportações batem recorde

O ano de 2025 foi histórico para as exportações brasileiras de frango. Após embarcar 5,14 milhões de toneladas em 2023 e 5,294 milhões em 2024, o país alcançou o recorde de 5,324 milhões de toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Esse desempenho reafirma o Brasil como maior exportador mundial de frango, evidenciando a competitividade e credibilidade sanitária da avicultura nacional. Para o assessor técnico da Seagri, Paulo Emílio Torres, o resultado merece reconhecimento. “É uma conquista de toda a cadeia produtiva, das entidades do setor e do poder público comprometido com o agronegócio brasileiro”, destacou.

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Economia

Mercosul e União Europeia aprovam acordo histórico de livre comércio

Entidades empresariais comemoram avanço que promete ampliar exportações, atrair investimentos e fortalecer a competitividade brasileira

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Depois de mais de duas décadas de tratativas, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia deu um passo decisivo
Foto: Fernando Vivas/GOVBA

Depois de mais de duas décadas de tratativas, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia deu um passo decisivo nesta sexta-feira (9), ao receber a aprovação do bloco europeu. Para que isso ocorresse, era necessário o aval de pelo menos 15 dos 27 Estados-membros, representando 65% da população total da UE.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão como estratégica para inserir o Brasil de forma mais robusta no comércio internacional. Em 2024, a União Europeia foi destino de 14,3% das exportações brasileiras, gerando impacto direto na geração de empregos e na produção industrial. “Esperamos que esse processo seja concluído o quanto antes, para transformar esse avanço institucional em oportunidades concretas de comércio, investimentos e aumento da competitividade”, afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI.

Outras entidades também celebraram o acordo. A Abiquim destacou o potencial para reposicionar a indústria química brasileira em cadeias globais de maior valor agregado, enquanto a Abinee projeta aumento de até 30% nas exportações do setor eletroeletrônico para a UE. A CACB vê o tratado como uma “vitória da diplomacia e do setor produtivo”, com expectativa de atração de investimentos para todo o Mercosul.

Federações estaduais como Fiesp, Firjan e Fiemg reforçaram a importância do acordo, mas alertaram para desafios internos, como a necessidade de inovação, produtividade e atenção aos impactos sobre setores sensíveis à concorrência externa. Já a Faesp ressaltou que o Brasil deve adotar salvaguardas para proteger cadeias produtivas locais, como a do leite.

O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo e promete abrir novas frentes de negócios, especialmente em áreas como tecnologia, bioeconomia e energia limpa, além de diversificar parcerias em um cenário global marcado por tensões geopolíticas.

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