Cultura
Obras no Complexo do TCA alteram acesso do público
Principal mudança é no acesso à Concha Acústica, que terá entrada pela Ladeira da Fonte
Desde a última sexta-feira (9), o Complexo do Teatro Castro Alves (TCA) passa por mudanças em seus acessos e serviços oferecidos. A principal alteração é para o público que vai à Concha Acústica, que, a partir desta sexta-feira (16), terá como único ponto de acesso a entrada na Ladeira da Fonte, na parte de baixo da unidade. Nesse mesmo local estará a bilheteria, que deixará de funcionar na frente do TCA, no Campo Grande. As alterações, motivadas pelo avanço das obras do novo TCA, são válidas até o final da construção e incluem ainda o fechamento do estacionamento e a mudança na entrada da Sala do Coro.
Confira mais detalhes das mudanças
Entrada na Concha Acústica
O acesso será exclusivo pela entrada na Ladeira da Fonte a partir do dia 16. Para quem vem do Campo Grande, é a via que tem início entre a Igreja Sião e a Galeria Forte de São Pedro.
Bilheteria
A bilheteria física também funcionará apenas no ponto da Ladeira da Fonte, com atendimento de segunda a sábado, das 11h às 19h, e em dias de evento até às 21h.
Estacionamento
Será fechado ao público a partir do dia 10 de maio durante o período das obras.
Entrada da Sala do Coro
O acesso será pelo portão localizado na Travessa Corneta Lopes (Campo Grande), ao lado do Complexo do TCA. O caminho alternativo levará até a Esplanada do TCA, onde será possível ingressar na Sala do Coro.
Entenda as mudanças
As alterações válidas a partir de 16 de maio são cruciais para o avanço da reforma no Complexo do TCA. Desde 2013 já existiam obras sendo executadas para modernização da unidade. Em 2016, foi finalizada a primeira etapa do projeto, alcançando a Concha Acústica, espaço que teve sua estrutura qualificada para receber grandes apresentações. Uma segunda etapa aconteceu em 2017, com foco na reforma da Sala do Coro, e foi entregue em 2018.
Na terceira e última etapa, estão a Sala Principal, foyer, jardim suspenso, Centro Técnico, salas de ensaio dos corpos artísticos (BTCA e Osba) e áreas administrativas. São obras iniciadas em 2024 e que contemplam desocupação do prédio central, demolição de áreas estruturais, retirada de equipamentos e medições acústicas da Sala Principal. Intervenções na fachada e construções do backstage e das salas de ensaio são ações em andamento no momento.
Novo TCA
Ícone da arquitetura moderna brasileira, patrimônio cultural do Brasil tombado pelo Iphan em 2014 e um dos complexos culturais mais importantes do país, o Teatro Castro Alves tem como objetivo nessa nova etapa de reforma a modernização da sua Sala Principal, o restauro do Foyer, a requalificação do Jardim Suspenso, além de intervenções no Centro Técnico do TCA, salas administrativas e melhora nas dependências dos corpos artísticos – Balé Teatro Castro Alves (BTCA) e Orquestra Sinfônica Da Bahia (OSBA).
Entretenimento
Parque Miraculous é opção de lazer para as férias escolares
Espaço inspirado na animação oferece atividades lúdicas para crianças de 2 a 14 anos até 28 de fevereiro
Durante o período de férias, o Shopping Piedade recebe o Parque Miraculous, atração infantil inspirada no universo da animação Miraculous, que segue em funcionamento até o dia 28 de fevereiro de 2026. O espaço é voltado para crianças e famílias que buscam opções de lazer durante o recesso.
O Parque Miraculous funciona de segunda a sábado, das 9h às 20h, e é indicado para crianças de 2 a 14 anos. Entre as atrações disponíveis estão brinquedão, piscina de bolinhas, escorregador e jogo da memória, proporcionando atividades lúdicas e interativas ao público infantil.
O ingresso custa R$ 40,00, com tempo mínimo de permanência de 25 minutos. O tempo excedente é cobrado à parte, no valor de R$ 1,00 por minuto adicional. O controle do tempo de permanência no espaço é de responsabilidade do cliente.
Os ingressos são individuais e devem ser adquiridos diretamente na bilheteria do parque. São aceitas as formas de pagamento em dinheiro, cartões de débito e crédito, além de Pix.
Por questões de segurança, crianças de 2 a 5 anos e pessoas com deficiência (PNE) devem estar acompanhadas por um responsável maior de 18 anos.
A atração integra a programação especial do Shopping Piedade para o período de férias, ampliando as opções de entretenimento infantil e oferecendo uma alternativa de lazer para toda a família.
Cultura
Cachoeira e Aného podem se tornar cidades-irmãs em projeto que fortalece laços afro-diaspóricos
Proposta apresentada à prefeita Eliana Gonzaga prevê intercâmbio cultural, educacional e comercial entre Bahia e Togo
Integrantes do Fórum de Entidades Negras da Bahia (FENEBA) participaram, em dezembro, da 9ª Conferência Pan-africana, no Togo, e voltaram com a ideia de um intercâmbio entre Aného, antiga capital togolesa, e Cachoeira, uma das principais portas do Recôncavo Baiano. A proposta evoluiu para um projeto de cidades-irmãs, apresentado nesta quinta-feira (8) à prefeita Eliana Gonzaga, em reunião com secretários municipais e lideranças do movimento negro, como Raimundo Bujão (Feneba), Antônio Carlos Vovô (Ilê Aiyê), Gutierres Barbosa (PT), Samuel Azevedo (África900) e Ivan Alex (assessor do governador Jerônimo Rodrigues).
Segundo Samuel Azevedo, assessor de relações internacionais do Feneba, a ideia surgiu em Lomé, durante conversa com o prefeito de Aného, Alexis Coffi Aquereburu. “Eles fizeram a proposta, mas evoluímos para o projeto de irmanamento, porque promove desenvolvimento mútuo, acordos em educação, cultura, ciência, artes e comércio, além de facilitar transações como emissão de vistos”, explicou.
A prefeita Eliana Gonzaga demonstrou receptividade e estabeleceu prazo até o fim do mês para que o setor jurídico providencie a documentação necessária. “Esse é um trabalho que pode ser o começo de um novo conceito de relações entre os dois países e as duas cidades”, avaliou Azevedo.
Situada no Golfo da Guiné, Aného tem cerca de 30 mil habitantes e sobrevive da agricultura e pesca artesanal. Para Raimundo Bujão, presidente do Feneba, o projeto marca “o início de uma nova era”, justamente no ano em que a entidade celebra 25 anos de fundação.
Cultura
Itaparica celebra 203 anos da Independência da Bahia com ritos e tradições
Evento reafirma protagonismo popular na luta contra forças portuguesas e mantém viva a memória histórica do estado
A Ilha de Itaparica voltou a ocupar o centro da história baiana nesta quarta-feira (7), ao dar início às celebrações pelos 203 anos da Independência do Brasil na Bahia. Ruas, praças e espaços sagrados foram tomados por ritos, manifestações culturais e encenações que reafirmam a importância do território itaparicano na luta que garantiu a expulsão das forças portuguesas da Baía de Todos-os-Santos.
O governador Jerônimo Rodrigues destacou o caráter pedagógico e simbólico da celebração. “Itaparica ensina que a Independência não foi um gesto isolado, mas o resultado da mobilização popular, da coragem e da ancestralidade. Celebrar aqui é reafirmar que a história da Bahia foi escrita pelo povo”, afirmou.
A programação começou com a recepção das autoridades pelo prefeito Zezinho, seguida pelo ato simbólico de entrega da imagem do Caboclo aos Guaranis, após permanecer um ano na prefeitura. Carregado pelo cacique Emanuel Pita, o Caboclo iniciou o cortejo até a Fonte da Bica e, depois, seguiu em carro aberto até a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, onde foi realizada a cerimônia do Te Deum. Em seguida, o cortejo percorreu ruas do Centro Histórico até o Campo Formoso, encerrando na aldeia Guarani com o espetáculo cultural “Auto da Roubada da Rainha”.
Para quem acompanhou, a experiência foi marcante. A arquiteta pernambucana Luiza Moraes, visitante na ilha, se emocionou: “É uma história que não fica distante. A gente caminha junto, escuta, participa. Dá para sentir que essa Independência ainda pulsa”, relatou.
Segundo o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, a força da celebração está na permanência da tradição aliada à participação popular. “A Independência da Bahia se mantém viva porque é celebrada nos territórios onde ela aconteceu. Em Itaparica, cultura não é espetáculo: é pertencimento, memória e transmissão entre gerações”, avaliou.
As atividades seguem até sábado (11), com uma programação que reafirma Itaparica como território de memória viva, onde passado e presente se encontram para celebrar identidade, resistência e cultura do povo baiano.
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