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Economia

Nova lei autoriza até R$ 28,5 bilhões em crédito para exportadores e setores afetados por tarifas internacionais 

Medida integra o Plano Brasil Soberano e amplia o acesso ao financiamento para empresas exportadoras, cooperativas e setores estratégicos do comércio exterior 

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Nova lei autoriza até R$ 28,5 bilhões em crédito para exportadores e setores afetados por tarifas internacionais 
Foto: Pixabay

Empresas exportadoras e segmentos industriais estratégicos para o comércio exterior brasileiro poderão contar com novas linhas de financiamento para enfrentar os impactos provocados por instabilidades no mercado internacional, incluindo o aumento de tarifas comerciais. A medida está prevista na Lei nº 15.473/2026, sancionada pela Presidência da República e publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22). 

A norma integra o Plano Brasil Soberano e resulta da conversão da Medida Provisória nº 1.345/2026, aprovada pelo Congresso Nacional na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 7/2026. A iniciativa dá continuidade às ações adotadas pelo governo federal desde 2025 para reduzir os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. 

A nova legislação autoriza a destinação de até R$ 15 bilhões para linhas de financiamento voltadas ao setor produtivo. O limite poderá ser ampliado em até R$ 13,5 bilhões, alcançando um total de R$ 28,5 bilhões, considerando recursos transferidos durante a vigência da medida provisória e que poderão retornar aos cofres da União. 

Poderão ser beneficiadas empresas exportadoras de bens industriais, assim como seus fornecedores, além de produtores dos setores da agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura, mineração e atividades industriais relevantes para o comércio exterior. Cooperativas, associações e outras formas de organização coletiva legalmente constituídas também poderão acessar os recursos, desde que atendam aos critérios de elegibilidade que serão definidos conjuntamente pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. 

As linhas de crédito poderão ser utilizadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e realização de investimentos destinados à ampliação, modernização ou adaptação das atividades produtivas. Os recursos também poderão financiar projetos de inovação tecnológica e adequações de produtos, serviços e processos às exigências do mercado internacional, incluindo requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade. 

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Os recursos destinados ao programa poderão ser provenientes do superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), apurado em 31 de dezembro de 2025, do superávit de fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda e de outras fontes orçamentárias autorizadas. 

A operacionalização dos financiamentos ficará a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de instituições financeiras habilitadas pelo banco, que assumirão os riscos das operações e serão responsáveis pela concessão do crédito às empresas elegíveis. 

Além disso, a lei promove alterações no sistema oficial de apoio ao crédito à exportação e amplia a cobertura do seguro de crédito à exportação para operações de crédito direto destinadas a micro, pequenas e médias empresas exportadoras. 

Fonte: Agência Senado

Economia

Missão à China abre novas oportunidades para a construção civil baiana

Comitiva da Coopercon-BA visitou feiras, empresas de tecnologia e projetos construtivos na China para prospectar soluções inovadoras voltadas à produtividade e à industrialização do setor

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A Cooperativa da Construção do Estado da Bahia (Coopercon-BA) concluiu, nesta semana, uma missão empresarial à China
Foto: Reprodução

A Cooperativa da Construção do Estado da Bahia (Coopercon-BA) concluiu, nesta semana, uma missão empresarial à China com avanços na agenda de inovação e novas perspectivas de negócios para a construção civil baiana. Realizada entre os dias 17 e 26 de outubro, a programação incluiu visitas à Canton Fair, em Guangzhou, à Huawei Ark One e a empresas de tecnologia em Dongguan, além de empreendimentos construtivos em Foshan e Hong Kong.

A iniciativa contou com a participação da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e apoio do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA).

Durante a missão, a comitiva teve contato com soluções de inteligência artificial, automação, conectividade e sistemas construtivos industrializados. Entre os destaques esteve a visita a uma obra residencial de alto padrão em Foshan, que apresentou modelos de construção baseados em sistemas pré-fabricados, ainda pouco utilizados no Brasil.

Segundo os participantes, as tecnologias observadas demonstram potencial para ampliar a produtividade, reduzir custos e aumentar a eficiência da construção civil brasileira.

A agenda também contemplou encontros com representantes da Bahia Eventos, promovendo uma troca de experiências que poderá contribuir para o fortalecimento da ConstruNordeste, feira voltada ao setor da construção civil realizada na Bahia.

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“Essa missão aproxima empresas, desafios e parceiros tecnológicos, criando oportunidades para desenvolver soluções e gerar resultados para a construção civil. A visita mostra como inteligência artificial, conectividade e automação podem ser aplicadas a espaços mais inteligentes”, afirmou o presidente da Coopercon-BA, Ângelo Simões.

Para Ângela Márcia Andrade, curadora do HUB da Construção e assessora técnica do Sinduscon-BA, a iniciativa reforça a força do associativismo empresarial.

“Quando 41 empresários atravessam o mundo unidos por um propósito, o associativismo revela sua força transformadora. Esse movimento começou com o Sinduscon-BA em 2025. O sucesso daquela iniciativa inspirou a Coopercon-BA a dar o próximo passo e liderar esta nova missão. Foi uma verdadeira busca por tecnologias e soluções para o futuro da nossa indústria”, destacou.

Já André Burgos ressaltou que a missão amplia o acesso a fornecedores e tecnologias capazes de gerar ganhos competitivos para o mercado baiano.

“Voltamos da China com um repertório grande de tecnologias e fornecedores mapeados, da pré-fabricação modular à automação residencial. Agora começa a segunda etapa: avaliar a viabilidade, os custos e a aplicação de cada solução para o mercado baiano. A Coopercon-BA nasceu para isso, unir força de compra com inteligência de mercado, e essa missão fortalece exatamente essa atuação internacional”, afirmou.

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A programação contou ainda com a participação do brasileiro Mauro Resnitzky, residente em Hong Kong, e despertou interesse da imprensa chinesa, que entrevistou integrantes da delegação baiana.

Expansão dos negócios

A Coopercon-BA informou que já realizou sua primeira importação de 2026, ampliando o acesso dos cooperados a fornecedores e soluções internacionais para o setor.

No primeiro semestre deste ano, a cooperativa movimentou cerca de R$ 200 milhões em compras. Após registrar R$ 267 milhões em 2025, a projeção é alcançar R$ 400 milhões em 2026. Atualmente, a entidade reúne 127 cooperados.

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Economia

Varejo alimentar registra crescimento após proibição das apostas esportivas, aponta Abras

Associação Brasileira de Supermercados identifica alta nas vendas de alimentos em outubro e relaciona desempenho à redução dos gastos com apostas eletrônicas

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O varejo alimentar brasileiro registrou crescimento nas vendas nas duas primeiras semanas de outubro de 2026, segundo levantamento
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O varejo alimentar brasileiro registrou crescimento nas vendas nas duas primeiras semanas de outubro de 2026, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Os dados apontam alta de 6,5% no período de 5 a 11 de outubro e de 6,3% entre os dias 12 e 18 do mesmo mês, em comparação com as respectivas semanas de 2025. 

De acordo com a entidade, os resultados foram observados após a publicação da Medida Provisória nº 1.394/2026, em 25 de setembro, que proibiu a operação das apostas esportivas eletrônicas, conhecidas como bets, no país. 

Segundo a Abras, as semanas analisadas apresentam aumento no consumo de produtos essenciais nos lares brasileiros. 

“Ao longo das semanas posteriores à MP, observa-se um crescimento no volume de consumo realizado em supermercados, especialmente na cesta de produtos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café. Este crescimento ocorre em todos os canais do varejo alimentar, abrangendo supermercados, atacarejos, mercearias e demais formatos”, informou a associação. 

Crescimento por região 

Na semana de 5 a 11 de outubro, os maiores índices de crescimento foram registrados nas seguintes regiões: 

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  • Região Sul: 10,6% 
  • Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro: 10,6% 
  • Nordeste: 6,5% 
  • Interior de São Paulo: 5,6% 
  • Grande Rio de Janeiro: 4% 
  • Centro-Oeste: 3,6% 
  • Grande São Paulo: 1,2% 

Já no período de 12 a 18 de outubro, os resultados foram: 

  • Região Sul: 9% 
  • Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro: 7,1% 
  • Grande Rio de Janeiro: 6% 
  • Interior de São Paulo: 5,6% 
  • Grande São Paulo: 5,5% 
  • Nordeste: 4,5% 
  • Centro-Oeste: 3,5% 
Relação com a queda nas transações de apostas 

A Abras destaca que os números observados no varejo alimentar acompanham dados divulgados pelo Banco Central do Brasil sobre a redução das movimentações financeiras ligadas às plataformas de apostas. 

“Estes números têm forte relação com dados públicos do Banco Central do Brasil que mostram uma redução imediata de 10% no número de transações via Pix no país quando as bets foram proibidas; atualmente, esse número está em 7%”, afirmou a entidade. 

A avaliação da associação é que a redução dos gastos com apostas teria contribuído para o aumento do consumo de produtos de primeira necessidade, fortalecendo as vendas em diferentes formatos do comércio alimentar. 

Fonte: Agência Brasil
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Economia

Dia do Comerciário destaca força do setor na Bahia

Data homenageia uma das categorias que mais geram empregos no país; na Bahia, o setor reúne quase 500 mil trabalhadores formais e lidera a atividade comercial nas regiões Norte e Nordeste

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Mais de 16 milhões de trabalhadores brasileiros que atuam no comércio celebram, nesta sexta-feira (30), o Dia do Comerciário.
Fotos: Eduardo Andrade Ascom/SDE

Mais de 16 milhões de trabalhadores brasileiros que atuam no comércio celebram, nesta sexta-feira (30), o Dia do Comerciário. Oficializada em 2013, a data homenageia uma das categorias profissionais mais importantes para a economia nacional e responsável por milhões de postos de trabalho em todo o país.

Dados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que, em dezembro de 2024, o setor empregava formalmente 10,6 milhões de pessoas no Brasil. Estima-se ainda que entre 5,5 milhões e 6 milhões de trabalhadores atuem de forma informal nas atividades comerciais.

Na Bahia, o comércio mantinha, no mesmo período, 488.177 empregados formais distribuídos em 96.993 empresas, o equivalente a uma média de cinco trabalhadores por estabelecimento. A atividade gerou receita bruta de revenda de R$ 338,8 bilhões, colocando o estado na oitava posição do ranking nacional e na liderança entre os estados das regiões Norte e Nordeste.

O secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, João Carlos Oliveira, ressaltou a relevância da categoria para o desenvolvimento econômico e social do estado.

“Os comerciários representam uma força motriz fundamental para a economia do Brasil e da Bahia, uma categoria que merece o nosso respeito e admiração por todas as lutas que tem pautado ao longo de sua trajetória, e que este ano celebra mais uma conquista histórica: o fim da escala 6×1. Essa medida, aprovada pelo Congresso Nacional, terá impacto direto na vida dos comerciários, que passam a ter o direito a duas folgas por semana sem desconto nos salários”, afirmou.

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Uma conquista marcada pela mobilização dos trabalhadores

A escolha do dia 30 de outubro remete a um importante marco na história dos direitos trabalhistas brasileiros. Nesta data, em 1932, foi publicado o Decreto nº 4.042, que estabeleceu a jornada de trabalho de oito horas diárias e o repouso remunerado aos domingos para os empregados do comércio, então conhecidos como caixeiros.

A medida foi resultado da mobilização da categoria em um movimento que ficou conhecido como “Passeata dos 5.000”, quando milhares de trabalhadores marcharam pelas ruas do Rio de Janeiro até o Palácio do Catete para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim das jornadas exaustivas, que chegavam a 16 horas diárias sem direito a descanso semanal.

Depoimentos que inspiram: orgulho de ser comerciário

Há 12 anos atuando como vendedora da loja de chocolates Amma, Glaciele Gomes, de 34 anos, destaca a satisfação de trabalhar em contato direto com as pessoas.

“Me orgulho de estar aqui no dia a dia oferecendo produtos que ajudam a dar mais sabor à vida das pessoas”, afirma.

Para Maise Menezes Farias Santos, de 39 anos, que há seis anos trabalha no box da Sergipana, a profissão também é sinônimo de amizade e convivência.

“Eu tenho amizades antigas que foram criadas através do trabalho e isso é um prazer enorme para mim, porque a gente vem trabalhar todos os dias com muita alegria”, relata.

Já Isaias Silva Moura, de 38 anos, que atua há 12 anos na Peixaria Azul do Mar, ressalta a importância da orientação ao cliente.

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“O nosso trabalho aqui é principalmente orientar as pessoas. Às vezes, a gente entrega ao cliente um produto que nem ele mesmo sabia que queria. Com certeza, tenho orgulho da minha função, tenho orgulho do meu trabalho, tenho orgulho de ser comerciário”, destaca.

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