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Infraestrutura

Mulheres ocupam posição de destaque nas obras do VLT

A presença feminina na construção civil já ocupa um lugar de protagonismo 

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das mulheres. Em espaços, historicamente dominados por homens, engenheiras, soldadoras, mestres de obras e sinaleiras mostram que a
Foto: Thuane Maria/GOVBA

Um novo perfil de trabalhadores começa a se destacar nas obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador e Região Metropolitana: o das mulheres. Em espaços, historicamente dominados por homens, engenheiras, soldadoras, mestres de obras e sinaleiras mostram que a presença feminina na construção civil já ocupa um lugar de protagonismo. 

De acordo com dados da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) do Governo do Estado, no trecho entre a Ilha de São João e a Calçada, que compõe o Lote 1,166 mulheres já ocupam os canteiros de obras. No Lote 2, que liga Paripe a Águas Claras, elas já são quase 40, enquanto no Lote 3, o percentual sobe para 31%.  

“A mulher sempre organizou e administrou a casa e também mostra que sabe administrar uma obra com cuidado, com a atenção que merece. É uma satisfação, para mim, como engenheira civil, ver essas mulheres conquistando o seu espaço, antes dominado apenas por homens. Essa presença feminina é resultado de uma política pública de inclusão do Governo do Estado, que busca quebrar barreiras de gênero na construção civil”, destacou a engenheira da CTB, Teresa Lavigne.  

Além de incentivar a contratação feminina, a companhia investe em ações de qualificação que ampliam as oportunidades em diferentes frentes: engenharia, operação de máquinas, elétrica, soldagem e funções de apoio. 

Entre as trabalhadoras do Lote 1, estão mulheres como Jaqueline da Silva Conceição, mestre de obras, que coordena equipes e garante o andamento da execução em campo. “Agradeço muito a oportunidade de estar liderando uma equipe mista. Existe muito desafio, muito preconceito ainda, alguns homens acham que mulher tem que estar em casa, cuidando de criança, mas não, a mulher tem que estar onde ela quiser”, afirmou. 

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A soldadora de 33 anos, Fernanda Sampaio dos Santos, encara diariamente dois desafios: conciliar atividades consideradas de força e precisão, através da confecção de peças para a obra e a maternidade. Ela é mãe de gêmeas. “É uma felicidade imensa, saber que estou contribuindo, de alguma forma, com uma obra dessa proporção, de grande importância para a cidade e que mais tarde mostrarei e direi para as minhas filhas: fiz parte dela”. 

Responsável por conduzir processos de alta complexidade técnica, Joice Nogueira Costa Fiais, engenheira eletricista, falou sobre o desafio marcado pela necessidade de reconhecimento e respeito. “Diariamente tento mostrar, com muito diálogo, que temos capacidade para estar no cargo. Hoje, a maior parte dos homens já confiam em mim, mas houve muita resistência. Também é maravilhoso que mulheres negras estejam à frente de lideranças. A cada dia essa presença cresce na minha equipe”. 

No Lote 2, em Paripe, a engenheira eletricista Jucicleide Dias da Cruz, 39 anos, ganhou mais do que uma oportunidade de trabalho, ela conseguiu mais qualidade de vida. Pela primeira vez em 15 anos, faz parte de um projeto ao lado de casa. “Moro em Periperi e sempre trabalhei em outro estado. Por surpresa, surgiu a obra do VLT contemplando a minha região. Hoje, consigo facilitar a minha rotina como mãe, chegar mais cedo no trabalho e em casa, dar mais atenção à minha família”, avaliou. 

Andamento das obras 

Com investimento de R$ 5 bilhões, o VLT de Salvador e RMS avança em ritmo acelerado. O Trecho 1 já tem 30% de execução, enquanto o Trecho 2 alcança 17%. Com a extensão até o Comércio, o sistema terá 40 km de trilhos e 42 paradas. 

Os primeiros trens começam a chegar à capital em dezembro deste ano. Antes disso, em setembro, uma comitiva de lideranças do Subúrbio vai acompanhar, em São Paulo, a revisão técnica e operacional em uma fábrica, responsável pela produção dos veículos. 

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O sistema contará ainda com Wi-Fi gratuito em 35 pontos, catracas automáticas, integração com o metrô por fibra óptica, além de câmeras com inteligência artificial e painéis digitais em tempo real, garantindo mais modernidade ao transporte público. 

Infraestrutura

Centro Logístico da Embasa em Feira de Santana alcança mais de 30% de execução

Com investimento de R$ 21,7 milhões, unidade ampliará eficiência na distribuição de materiais para o interior da Bahia

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As obras do novo Centro de Distribuição Logístico da Embasa, em Feira de Santana, avançam e já ultrapassaram 30% de execução.
Foto: Ascom/Embasa

As obras do novo Centro de Distribuição Logístico da Embasa, em Feira de Santana, avançam e já ultrapassaram 30% de execução. Com investimento de R$ 21,7 milhões em recursos próprios, o empreendimento integra a estratégia de modernização da gestão de suprimentos da empresa e ampliará a capacidade de armazenamento e distribuição de materiais para unidades operacionais do interior da Bahia. A estrutura, com cerca de 6,5 mil metros quadrados, está sendo implantada próxima ao anel rodoviário, ao lado da Cerb, e contará com galpão, depósito e módulo de logística reversa.

Com a implantação do novo centro, a Embasa passará a contar com uma estrutura descentralizada voltada ao atendimento das 13 unidades regionais do interior do estado. “Cerca de 70% da movimentação de materiais da Embasa tem como destino o interior da Bahia, o que evidencia a importância do novo equipamento para garantir maior eficiência operacional e rapidez no atendimento das demandas”, afirma Paulo Henrique Monteiro, gerente de Patrimônio, Obras Prediais e Gestão Documental da empresa. A unidade será responsável pela alocação e posterior distribuição de materiais hidráulicos e equipamentos elétricos utilizados na operação dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

A localização estratégica de Feira de Santana, principal entroncamento rodoviário do estado, permitirá otimizar rotas, reduzir distâncias percorridas e diminuir o tempo de transporte de materiais e equipamentos. “A expectativa é que o novo centro proporcione ganhos de produtividade, redução de custos operacionais e maior agilidade no suporte às atividades de manutenção e expansão dos sistemas”, destaca Monteiro. Atualmente, a Embasa atende mais de 3,4 milhões de ligações de água e mais de 1 milhão de ligações de esgoto no interior baiano.

Além dos impactos operacionais, a obra também tem gerado emprego e renda, com 65 trabalhadores diretos e cerca de 40 postos indiretos. “Estamos implantando uma das mais importantes estruturas de apoio operacional da Embasa. O novo Centro de Distribuição Logístico foi concebido para atender à dimensão territorial da Bahia e ao crescimento das demandas da empresa, garantindo mais eficiência, agilidade e capacidade de resposta às unidades do interior”, ressalta o diretor de Gestão Corporativa da Embasa, João Alves Pinto. Segundo ele, o equipamento contribuirá diretamente para a melhoria dos serviços prestados à população.

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Infraestrutura

Bahia abre licitações para pavimentar 41 km de acessos em cinco municípios

Investimento de R$ 47,3 milhões prevê melhorias viárias e recuperação do atracadouro de Maragogipe

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Santa Cruz da Vitória e Aporá. Os avisos de licitação para a contratação dos serviços, que serão realizados pelo Governo da Bahia,
Acesso ao distrito de Cisterna, em Souto Soares. Foto: Divulgação / Prefeitura de Souto Soares

Os acessos a distritos e povoados de cinco municípios baianos terão um total de 41 quilômetros pavimentados, facilitando a interligação dessas localidades com a malha rodoviária estadual. Com investimento previsto de R$ 47,3 milhões, as obras serão executadas nos municípios de Esplanada, Souto Soares, Barro Alto, Santa Cruz da Vitória e Aporá. Os avisos de licitação para a contratação dos serviços, que serão realizados pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), foram publicados nesta terça-feira (16) no Diário Oficial do Estado (DOE). 

“No último sábado, publicamos a licitação para o asfaltamento dos 12,1 km da BA-233, entre Pé de Serra e o povoado de Santo Agostinho, incluindo os acessos. Hoje, estamos iniciando o processo licitatório para contratar empresas a fim de executar mais cinco obras dentro do programa do Governo da Bahia voltado à interligação de distritos e povoados à malha pavimentada. Além disso, também publicamos o aviso para a recuperação do atracadouro de Maragogipe”, ressalta o secretário de Infraestrutura, Saulo Pontes.
A próxima etapa do processo licitatório será a abertura das propostas das empresas interessadas na execução das obras, prevista para os dias 7 e 8 de julho. 

Com valor estimado em R$ 8,3 milhões, o atracadouro de Maragogipe passará por recuperação estrutural. As intervenções no terminal hidroviário do Recôncavo Baiano incluem melhorias na ponte, no píer de atracação e no terminal receptivo. As ações devem facilitar o transporte de moradores das localidades do entorno até a sede municipal, ampliando o acesso a serviços de saúde e educação, além de impulsionar o turismo local. 

Relação dos avisos de licitação publicados no DOE desta terça-feira (16): 
Litoral Norte e Agreste Baiano 
  • Pavimentação do trecho que liga o povoado de Mulungu ao distrito de São José do Mocambo, em Esplanada. Extensão: 16,7 km. 
  • Pavimentação do acesso ao distrito de Itamira, em Aporá, conectando-o à BA-233. Extensão: 1,3 km. 
Chapada Diamantina 
  • Pavimentação do acesso ao distrito de Cisterna, em Souto Soares, a partir do entroncamento da BA-432, na região do povoado de Gameleira, em Barro Alto. Extensão: 14,1 km. 
Região de Irecê 
  • Pavimentação de dois trechos no município de Barro Alto: da sede ao povoado de Santana do Jacaré (2,8 km) e do entroncamento da BA-432 até os povoados de Mancha e Pau de Colher (4 km). Extensão total: 6,8 km. 
Médio Sudoeste baiano 
  • Serviços de melhoramento, incluindo pavimentação da pista de cooper, na BA-667, do entroncamento com a BR-415 até Santa Cruz da Vitória. Extensão: 1,9 km. 
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Obras de esgotamento sanitário avançam em Conceição do Coité

Investimento prevê 70 km de rede, estação de tratamento e ampliação da cobertura até 2027, beneficiando 23 mil moradores

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As obras de implantação da primeira etapa do Sistema de Esgotamento Sanitário seguem avançando no município de Conceição do Coité.
Foto: Ascom/Embasa

As obras de implantação da primeira etapa do Sistema de Esgotamento Sanitário seguem avançando no município de Conceição do Coité. Ao todo, estão previstos 70 quilômetros de redes coletoras de esgoto para atender, inicialmente, os bairros Alto da Colina, Barreiros, Centro, Cruzeiro, Madureira, Marajoara, Nova Esperança, Olhos d’Água, Pampulha, Quadra, Sonho Meu, Vila Real, Vila Rica e Vila Toide. 

Com investimento da Embasa e do Governo Federal (FGTS/Selesan), na ordem de R$ 53 milhões, cerca de 23 mil moradores passarão a ter acesso ao serviço de coleta e tratamento de esgoto, o que deve resultar em mais qualidade de vida para a população. 

Atualmente, quatro frentes de serviço atuam na implantação das redes de esgoto na cidade. Já foram executados 17 quilômetros de rede e mais de 1.600 ramais prediais. Também está em construção, na Estrada da Goiabeira, uma estação com capacidade para tratar até 70 litros de esgoto por segundo. O sistema contará ainda com uma estação elevatória, 2,5 quilômetros de linhas de recalque e 41 quilômetros de ramais prediais. 

Entre os principais benefícios do sistema, destaca-se a melhoria da saúde pública, a partir da redução do lançamento indevido de esgoto nas vias públicas e da diminuição do risco de contaminação. “Esgoto tratado e destinado corretamente não polui as águas, o solo e o meio ambiente, além de não atrair animais e insetos transmissores de doenças”, afirma o gerente de Expansão Norte da Embasa, Victor Bruno Fernandes. 

Durante a execução das obras, no entanto, são necessárias intervenções como escavações, abertura de valas, retirada parcial de pavimento e interdições temporárias de vias públicas, o que pode causar transtornos momentâneos à população. Segundo Fernandes, eventuais danos a redes de abastecimento de água e de drenagem pluvial podem ocorrer devido à movimentação de máquinas pesadas. “Nessas situações, a Embasa tem cobrado das empresas contratadas o reparo no menor prazo possível, com o objetivo de reduzir os impactos para a população”, explica. 

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Após a conclusão dos serviços, a recomposição do pavimento das ruas afetadas será realizada. “Pedimos a compreensão dos moradores. Os transtornos são temporários, mas os benefícios em termos de qualidade de vida serão permanentes”, reforça o gerente. 

O diretor de Expansão da Embasa, Christiano Bressy, destaca que a obra representa um marco para o município. “Trata-se de um investimento estruturante, que amplia significativamente a cobertura de esgotamento sanitário e contribui diretamente para a saúde pública e a preservação ambiental. É um avanço importante que impacta positivamente a vida das pessoas”, afirma. 

A conclusão desta etapa está prevista para o segundo semestre de 2027. Paralelamente, a Embasa já licita um novo projeto para ampliar ainda mais a cobertura do serviço. Os investimentos fazem parte do compromisso da empresa com a universalização do saneamento, o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental. 

Atuação social

Uma equipe social da Embasa tem realizado reuniões e visitas aos moradores das áreas em intervenção, com o objetivo de informar sobre as etapas e o andamento das obras. Também foram disponibilizados canais de contato para esclarecimentos, solicitações e registros de ocorrências: (71) 99634-8477 e (75) 98711-6294. 

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