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Cultura

Jerônimo desfila no Zero Hora ao lado de profissionais da imprensa

O governador prestigiou, na noite desta quarta (30), a saída do bloco, no Centro Cultural Amélio Amorim

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saída do bloco Zero Hora, no Centro Cultural Amélio Amorim, ao lado de profissionais da imprensa, convidados e representantes
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

Um dia antes da abertura oficial da Micareta de Feira de Santana, no Portal do Sertão, o governador Jerônimo Rodrigues prestigiou, na noite desta quarta (30), a saída do bloco Zero Hora, no Centro Cultural Amélio Amorim, ao lado de profissionais da imprensa, convidados e representantes da cultura feirense.

“Esse é um bloco histórico de jornalistas, da comunicação. Então é muito importante estar aqui prestando uma homenagem a esses profissionais que vão se divertir hoje e vão pegar pesado nos próximos quatro dias. Desejo uma ótima cobertura e de muita paz”, declarou o governador.

O bloco, que tem apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), desfilou ao som do minitrio Rixô Elétrico, pelo circuito Maneca Ferreira, com encerramento na esquina da agência dos Correios, onde se encontram as avenidas João Durval e Presidente Dutra.

O jornalista Fabrício Almeida, 49, pertence à nova geração do Bloco Zero Hora, mas há pelo menos 20 anos prestigia a festa. “Foi um bloco que deu certo, que valoriza a cultura da cidade. Atrai muita gente. É o momento de conhecer e encontrar aquele que você acompanha no rádio, na TV, e de confraternização dos profissionais também”, disse.

Para o secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro, o bloco é o abre-alas da celebração dos 88 anos de tradição da Micareta de Feira de Santana. “É o momento em que os profissionais da imprensa se reúnem para mostrar todo o o potencial da festa, com leveza, entretenimento, mas também com desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda. O Governo do Estado firma a sua participação na micareta apoiando o bloco, com o Ouro Negro e os blocos afro, a diversidade de atrações, entendendo a cultura cada vez mais como um vetor de desenvolvimento para o estado da Bahia”, pontuou.

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A gestão estadual ainda garantiu para a Micareta de Feira de Santana, uma rica programação cultural. Entre as ações, estão o financiamento do desfile de 14 entidades de matriz africana, através do programa Ouro Negro, a criação de um palco especial para apresentações de artistas locais, o apoio ao tradicional bloco Zero Hora, ao bloco da Polícia Militar com show da banda Parangolé e ao Bloco dos Trabalhadores. Além disso, atrações locais animarão o Palco Bel da Bonita (pranchão), reforçando a diversidade artística.

Sobre o bloco

O Zero Hora foi criado na década de 80 pelo empresário Edson Felzemburgh, amigo de muitos jornalistas. Uma carroça puxada por um jegue serviu de “trio elétrico” e foi animada por ninguém menos que a banda Chiclete com Banana, que estava começando a carreira.

O objetivo era permitir que os jornalistas, que trabalham muito durante a folia, brincassem um pouco antes da maratona de trabalho que enfrentam nos dias de festa. Com a inauguração da TV Subaé, um grupo de jornalistas, formado por Edson Borges, Neire Matos, Reginaldo Pereira e Soraya Mesquita, recriou o bloco dentro dos mesmos moldes. Saindo na quarta, zero hora, com jornalistas e seus convidados.

Carnaval 2026

Espaço de Descompressão para condutores de trios e reforça cuidado com trabalhadores da festa

Estruturas na Barra e no Campo Grande oferecem descanso, higiene, alimentação e orientações de saúde para motoristas que atuam no maior Carnaval do mundo

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Carnaval da Bahia 2026 já está funcionando em pontos estratégicos de Salvador: o Espaço de Descompressão dedicado a condutores
Foto: Tom Rodrigues/GOVBA

Mais uma ação voltada à proteção e ao bem-estar dos trabalhadores do Carnaval da Bahia 2026 já está funcionando em pontos estratégicos de Salvador: o Espaço de Descompressão dedicado a condutores de trios elétricos e carros de apoio. Implantadas pelo Governo do Estado, as estruturas operam na Barra, ao lado do Hospital 2 de Julho, e no Passeio Público, no Campo Grande, com foco em garantir melhores condições de descanso e recuperação física aos profissionais que atuam em longas jornadas de condução.

De acordo com o diretor-geral do Detran-BA, Max Passos, a iniciativa foi pensada para oferecer acolhimento e suporte direto aos motoristas, reforçando a segurança durante os desfiles.

“O espaço oferece ambiente confortável para descanso, estrutura para higiene pessoal e alimentação, além de orientações de saúde com conteúdos de fisioterapia e psicologia voltados ao bem-estar e à prevenção de riscos durante a condução”, explicou.

Para quem vive a rotina intensa do período carnavalesco, a iniciativa representa dignidade e condições reais de trabalho. O motorista Cláudio Fontes, com mais de sete anos de experiência na condução de trios, destacou a mudança.

“Ajuda bastante. Antes desse espaço, não havia kit alimentação e, muitas vezes, precisávamos tomar banho em carros de apoio ou na parte traseira do trio”, relatou.

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As estruturas funcionam das 10h às 22h, com tempo médio de permanência de 1h30 por condutor. A expectativa é atender 80 motoristas em cada posto, totalizando cerca de 160 profissionais por dia. Para a presidente da Comissão do Carnaval do Detran-BA, Benildes Melo, o projeto impacta diretamente a segurança viária e a proteção dos foliões.

“A relevância do projeto está ligada à preparação dos condutores para jornadas prolongadas, em um contexto que exige atenção constante e boas condições físicas e emocionais para conduzir veículos em meio a grandes concentrações de pessoas”, afirmou.

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Carnaval 2026

Lula e Jerônimo celebram Carnaval no Campo Grande e destacam festa inclusiva

Presidente e governador acompanham blocos apoiados pelo Estado e reforçam políticas de acessibilidade e diversidade no circuito Osmar

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o governador Jerônimo Rodrigues acompanhou, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a programação de
Foto: Reprodução/Instagram 📸 @ricardostuckert

Neste sábado (14), terceiro dia do Carnaval de Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues acompanhou, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a programação de blocos e trios elétricos apoiados pelo Governo da Bahia no Campo Grande. A comitiva assistiu aos desfiles a partir do Camarote do Governo, instalado no circuito oficial.

O governador destacou o simbolismo da presença do presidente no evento.

“Recebemos o presidente Lula para acompanhar de perto o Carnaval da Bahia, que projeta a cultura do estado nacional e internacionalmente. A presença dele reforça a integração das secretarias estaduais na realização de uma festa segura, organizada e culturalmente diversa”, afirmou.

Do trio da banda BaianaSystem, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o cantor Russo Passapusso saudaram Lula, que acompanhou a apresentação do grupo — responsável por arrastar uma multidão na pipoca da Avenida.

Carnaval da inclusão

Padrinhos do bloco Me Deixa à Vontade, iniciativa que promove acesso seguro e inclusivo para pessoas com deficiência, o governador e a primeira-dama do Estado, Tatiana Velloso, participaram do desfile no Circuito Osmar, ao som de Tonho Matéria.

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“Trata-se de um espaço que fortalece o direito à participação e amplia oportunidades para pessoas com deficiência. É uma iniciativa que reafirma o compromisso do Estado com a inclusão”, destacou o governador.

Para Marivaldo Brito Santos, 56 anos, integrante do bloco e pessoa com deficiência física, a experiência reafirma o caráter acolhedor da festa.
“Tenho mais de cinco anos participando e, a cada edição, me surpreendo com essa folia de paz, harmonia e alegria. A Bahia tem o Carnaval da inclusão”, disse.

Programação no Circuito Osmar

O terceiro dia de festa também teve desfiles de blocos apoiados pela gestão estadual, entre eles Ilê Aiyê, Malê Debalê, Muzenza, Abuse e Use, Polimania, Alerta Prime, Bankoma, Que Felicidade e a banda Samba Maria, reforçando a diversidade cultural e musical do Carnaval baiano.

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Carnaval 2026

Olodum leva ancestralidade ao Circuito Osmar e celebra Egunguns em desfile histórico

Bloco afro arrasta multidão do Pelourinho ao Campo Grande e amplia celebração de 46 anos com homenagem cultural e religiosa inspirada no Benin

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O Bloco Olodum transformou a noite desta sexta-feira (13) em um espetáculo de cores, ritmo e ancestralidade ao subir a ladeira
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

O Bloco Olodum transformou a noite desta sexta-feira (13) em um espetáculo de cores, ritmo e ancestralidade ao subir a ladeira do Pelourinho e chegar ao Campo Grande, onde encantou os foliões no Circuito Osmar. Em seu 46º desfile, a instituição reafirmou sua força cultural e apresentou uma viagem artística e religiosa ao Benin, destacando referências aos Egunguns, espíritos ancestrais cultuados nas tradições afro-banto e yorubá.

Fiel à tradição de desfilar às sextas-feiras, o Olodum arrastou uma multidão apaixonada que lotou o Centro Histórico e acompanhou cada passo do percurso até o Campo Grande. O cenário se completou com coreografias vibrantes, figurinos coloridos e o pulsar inconfundível do samba-reggae criado pelo mestre Neguinho do Samba.

A saída oficial aconteceu por volta das 17h, em frente à Casa do Olodum, com apoio do programa Ouro Negro, da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), que fomenta blocos de matriz africana. Entre os presentes estavam celebridades como Caetano Veloso e João Gomes, que prestigiaram o início do cortejo. O desfile também contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, do vice-governador Geraldo Júnior, do secretário da Secult Bruno Monteiro e outras autoridades.

Espiritualidade e beleza no cortejo

A ala de frente emocionou o público ao apresentar uma performance inspirada nos Egunguns, espíritos ancestrais masculinos que retornam à terra para abençoar e proteger os vivos. O coreógrafo Wagner Santana, responsável por coordenar 40 dançarinos desde 2024, contou que a experiência surgiu de uma vivência profunda na África.

“Eu assisti aos rituais de Bàbá Egún no Benin, e aquilo me transformou. Trouxe referências que eu jamais tinha visto. Este ano é ainda mais especial porque fala da minha religião, da minha história. Falar de Egunguns, de máscaras africanas, de magia, é falar de mim”, revelou, emocionado.

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Símbolo de resistência e representatividade

Fundado em 1979 como movimento de afirmação da comunidade do Pelourinho, o Olodum segue como referência mundial de cultura afro-brasileira. O vocalista Lucas Di Fiori, que começou na banda mirim aos nove anos, destacou a emoção de manter viva a tradição.

“Botar o bloco na rua é realização. O público sente quando é verdadeiro. O samba-reggae é nosso, nasceu aqui, mudou o Carnaval da Bahia e hoje está no mundo inteiro”, afirmou.

Entre os milhares de fãs, muitos carregam uma relação afetiva com o bloco. Paulo Cézar, 45 anos, morador do Garcia, acompanha o Olodum desde os 13 anos e não escondeu a emoção.

“Se eu não estiver aqui, fico doente. Olodum é Carnaval. Se for para curtir só o Olodum, já está ótimo. Venho com minha filha, meus amigos… é de geração em geração. Essa vibe é a melhor coisa da vida”, declarou.a

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