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Saúde

Hospital Regional de Juazeiro é referência em alta complexidade na região norte

Desde a ampliação, a unidade passou a contar com 1.688 profissionais da saúde, que seguem uma abordagem humanizada

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Grávida do segundo filho, com risco de perda gestacional, a andorinhese foi encaminhada para o Hospital Regional de Juazeiro
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

Na altura da sua 21ª semana de gravidez, pouco mais de cinco meses de gestação, Jaqueline Cavalcanti não esperava o rompimento da bolsa amniótica durante um sono tranquilo, em Andorinha, cidade onde nasceu e vive com sua filha de 12 anos. Grávida do segundo filho, com risco de perda gestacional, a andorinhese foi encaminhada para o Hospital Regional de Juazeiro, onde uma maternidade referência em gestações de alto risco foi inaugurada, em novembro de 2024, pelo Governo do Estado. Na unidade, já foram realizados 200 partos com o mesmo perfil, desde a inauguração.  

Um espaço adaptado para gestantes, puérperas e bebês acolheu Jaqueline, que já tinha chegado a sua 30ª semana no Hospital Regional de Juazeiro. O objetivo do trabalho assistido era fazer com que somente na 34ª semana Heitor Valentim, como será batizado, nascesse, reduzindo os riscos de um parto prematuro. 

“Eu tô em um hospital particular! É perfeito. Graças a Deus eu vim para cá. Tô muito ansiosa, principalmente pela situação, mas estamos confiantes, aqui tem estrutura. Minha outra gestação foi em uma unidade privada e nem se compara com a maternidade que tenho aqui, é perfeita”, avaliou Jaqueline. A segunda surpresa da gestante foi descobrir que seria acompanhada por um médico referência na região. “Eu tinha muita vontade de fazer uma consulta com Drº Stênio. Um homem famoso, muitos pacientes, né? Quando eu cheguei aqui, quem era o meu médico, de graça? O Stênio!”, celebrou. 

Segundo a secretária da Saúde Roberta Santana, o atendimento prestado à Jaqueline e outras pacientes é resultado de um planejamento cuidadoso, para melhorar a assistência e qualificar o profissional que trabalha com os casos atendidos pela unidade.  

 “A gente não só ampliou a assistência, mas, sobretudo, qualificou. Em uma região que não tínhamos estrutura para atender pacientes pediátricos, agora também vamos fazer cirurgia pediátrica, que é outra inovação, e a própria maternidade se une a rede PEBA para fortalecer a saúde pública do norte do estado”, explicou.  

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O diretor médico da maternidade João Antônio Bandeira completou: “Com certeza é o melhor hospital da região e um dos maiores do interior do estado da Bahia. O hospital está funcionando plenamente e a expectativa é atender mais pessoas, fazer mais partos e que mais crianças que tenham necessidade de UTI possam ser acolhidas. A gente espera prestar o melhor serviço do Vale do São Francisco”.  

Desde novembro de 2024, a região norte do estado conta com um complexo ampliado, com leitos de internação adulto e pediátrico e emergências geral e obstétrica. O Governo do Estado investiu mais de R$ 70,7 milhões na unidade, através da Secretaria da Saúde (Sesab), para a implantação de 178 leitos, passando de 180 para 358; 10 leitos de UTI pediátrica, 10 UTI neonatal, 10 de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo) e cinco de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (UCINCa). Além de 60 leitos de internação cirúrgica, 60 de internação clínica/obstétrica, 21 de internação pediátrica e dois PPP (pré-parto, parto e pós-parto).  

O Hospital Regional de Juazeiro também atende média e alta complexidade nas especialidades de clínica médica e cirúrgica, oncologia, traumato-ortopedia, mastologia, angioplastia, arteriografia, cabeça e pescoço, proctologia, urologia e vascular. De novembro a janeiro, 1.466 cirurgias foram realizadas em pacientes nestas especialidades.   

Com um diagnóstico de câncer de cólon, Nerivam Braga, de 63 anos, precisou passar por uma cirurgia de remoção do tumor e de adesão a uma bolsa de colostomia. Atendida por equipes especializadas no seu caso, ela compartilhou a alegria da recuperação.  

“Olha, eu vou te dizer: tava faltando esse hospital, aqui, viu? Eu chego aqui, a equipe médica, a equipe de enfermagem, as meninas da limpeza têm muito carinho pela gente. Eu tive que colocar a bolsa e cortar 80 cm do meu intestino na primeira cirurgia. Agora meu intestino está muito pequeno, mas os médicos já estão estudando a reconstrução [do intestino]”.  

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Desde a ampliação, a unidade passou a contar com 1.688 profissionais da saúde, que seguem uma abordagem humanizada, desde os atendimentos na emergência até os quadros mais complexos. “Hoje a gente consegue acomodar e dar dignidade, e atendimento humanizado ao povo da região norte”, enfatizou a secretária Roberta Santana. 

Saúde

Sesab reforça cuidados com a saúde diante dos efeitos do El Niño e da estiagem na Bahia 

Hidratação, proteção contra a exposição solar e combate aos focos do mosquito da dengue estão entre as principais recomendações à população 

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Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) para proteger a população dos impactos provocados pelo El Niño.
Foto: Ascom/Sudec

Beber água com frequência, evitar a exposição prolongada ao sol e manter reservatórios de água devidamente tampados estão entre os cuidados recomendados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) para proteger a população dos impactos provocados pelo El Niño. As orientações ganham ainda mais relevância diante do cenário de estiagem que afeta diversas regiões do estado e amplia os riscos à saúde. 

De acordo com a Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec), atualmente há 105 decretos de situação de emergência vigentes em municípios baianos em razão da seca. 

O coordenador do Programa de Vigilância em Emergências em Saúde Pública Relacionadas aos Desastres (Vigidesastres), Edson Ribeiro Júnior, alerta que crianças com menos de cinco anos e pessoas com mais de 60 anos exigem atenção especial durante os períodos de calor intenso. 

Segundo o sanitarista, os idosos podem ingerir menos água do que o necessário, o que aumenta o risco de desidratação. “É importante também, mesmo sem sentir sede, tomar água, sucos e água de coco”, orienta. 

Proteção contra o calor e a radiação solar 

A Sesab recomenda evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, período em que a radiação solar é mais intensa. A orientação vale tanto para atividades cotidianas quanto para eventos, encontros e aglomerações em ambientes abertos. 

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Quando a permanência ao ar livre for inevitável, é necessário reduzir o tempo de exposição e utilizar medidas de proteção individual. “Se houver necessidade de sair ao sol, é importante usar chapéu, boné, camisas com proteção UV e protetor solar”, destaca Edson Ribeiro Júnior. 

Pessoas que praticam exercícios físicos também devem adaptar os horários das atividades para reduzir riscos como queimaduras, insolação, irritações na pele e desidratação. 

“Para jogar futebol, caminhar ou correr, o ideal é realizar essas atividades até as sete da manhã ou após as cinco da tarde”, recomenda o especialista. 

Atenção ao armazenamento de água 

A estiagem frequentemente leva ao armazenamento de água em recipientes improvisados. Nesses casos, a Sesab alerta para a necessidade de manter caixas d’água, tonéis, baldes e demais reservatórios sempre tampados, evitando a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. 

A orientação é que qualquer pessoa que apresente mal-estar, sintomas de desidratação ou alterações no estado de saúde procure a unidade básica de saúde mais próxima para avaliação e atendimento. 

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Mais informações e atualizações sobre prevenção e cuidados em situações de desastre podem ser consultadas na página do Vigidesastres Bahia. 

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Saúde

Salvador conta com mais um hospital habilitado para a doação de órgãos

Hospital de Brotas passa a contar com equipe multiprofissional especializada no processo de doação de órgãos e tecidos para transplantes

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A equipe é responsável por organizar e acompanhar todas as etapas do processo de doação de órgãos e tecidos de pacientes
Foto Marília Simões

O Hospital de Brotas, em Salvador, acaba de conquistar a habilitação de sua Equipe de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (e-DOT), ampliando sua participação na rede estadual de transplantes. A equipe é responsável por organizar e acompanhar todas as etapas do processo de doação de órgãos e tecidos de pacientes com diagnóstico de morte encefálica.

Primeiro hospital privado com atendimento exclusivo aos beneficiários do Planserv, que reúne mais de 500 mil usuários, a unidade é administrada pelo Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS). Com a nova habilitação, o hospital fortalece sua contribuição para a rede de doação de órgãos da Bahia e amplia os serviços oferecidos aos servidores públicos estaduais e seus dependentes.

O coordenador da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Brotas e integrante da e-DOT, Dr. Leonardo Azevedo, destacou a relevância da iniciativa.

“Para mim, é uma imensa satisfação fazer parte da equipe de doação de órgãos e tecidos do hospital. Acredito que o transplante envolve um ato de generosidade e é fundamental que a gente incorpore, na cultura do nosso hospital, essa prática, para que ela se torne cada vez mais difundida no nosso Estado”, afirmou.

A habilitação ocorreu em setembro deste ano, após um processo acompanhado pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes (COSET). O procedimento incluiu análise documental e capacitação dos profissionais que atuarão no processo de doação, em conformidade com as normas do Sistema Nacional de Transplantes.

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A enfermeira e coordenadora de Educação Permanente da COSET/Sesab, Carolina Sodré, explicou que hospitais com perfil assistencial de alta complexidade e leitos de terapia intensiva são os mais indicados para a implantação da equipe, desde que atendam aos critérios técnicos exigidos.

O que é uma e-DOT?

A Equipe de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes é formada por profissionais de diferentes áreas e atua na organização e no acompanhamento de todas as fases do processo de doação dentro da unidade hospitalar.

Sua atuação começa na identificação de potenciais doadores e inclui:

  • Notificação às centrais de transplantes;
  • Acompanhamento do diagnóstico de morte encefálica;
  • Apoio à manutenção clínica do potencial doador;
  • Orientação e acolhimento dos familiares;
  • Participação na entrevista para autorização da doação.

No Hospital de Brotas, a equipe é composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais que trabalham de forma integrada para assegurar acolhimento, segurança e respeito às famílias.

A enfermeira Gilca Cirne, integrante da e-DOT, destacou a importância da atuação da enfermagem.

“O enfermeiro pode participar de todas as etapas do processo de doação de órgãos e tecidos. Entre suas atribuições estão a identificação de potenciais doadores, a realização das notificações aos órgãos responsáveis pela regulação de transplantes, o acompanhamento do processo de diagnóstico de morte encefálica e o acolhimento à família”, explicou.

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Segundo ela, o suporte emocional é uma dimensão essencial desse trabalho.

“O apoio emocional precisa respeitar o sofrimento do momento, as crenças, os valores e o tempo de cada família”, ressaltou.

Brasil bate recorde de transplantes

Em 2025, o Brasil registrou 31.745 transplantes de órgãos, córneas e tecidos, alcançando o maior número da história, segundo dados do Ministério da Saúde.

No mesmo período, foram contabilizados 4.335 doadores efetivos, de acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

Entre os órgãos sólidos, o rim foi o mais transplantado, com 6.697 procedimentos realizados.

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Apesar dos avanços, a recusa familiar ainda representa um dos principais desafios para a ampliação das doações. Dados da ABTO apontam que, em 2025, 45% das entrevistas familiares resultaram em negativa para a doação.

“Podemos assegurar que o Brasil tem o maior programa público de transplantes do mundo. É um programa ético, seguro e transparente, que realiza transplantes de coração, fígado, rim, medula, córnea, ossos e pele. Porém, para que haja transplante, precisa haver doação. Por isso, as unidades hospitalares devem estar habilitadas para oferecer às famílias a oportunidade de doar e salvar vidas”, afirmou Carolina Sodré.

Como manifestar a vontade de ser doador

No Brasil, a doação de órgãos e tecidos depende da autorização da família, mesmo quando a pessoa declara em vida o desejo de ser doadora. Por isso, conversar com familiares e deixar clara essa decisão é fundamental.

Uma das formas de registrar formalmente essa intenção é por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), disponibilizada gratuitamente pelo Colégio Notarial do Brasil em parceria com o Sistema Nacional de Transplantes.

O registro pode ser realizado pela internet, utilizando os sistemas AEDO ou e-Notariado. No entanto, a manifestação eletrônica não substitui a autorização familiar exigida pela legislação brasileira.

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Além disso, nem toda pessoa com diagnóstico de morte encefálica poderá se tornar doadora. A viabilidade da doação depende de avaliação médica criteriosa, que leva em consideração o histórico clínico, as condições dos órgãos e tecidos e possíveis contraindicações.

Um único doador pode beneficiar diversas pessoas e contribuir para salvar vidas, reforçando a importância da conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos.

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Saúde

Hemoba promove ação educativa sobre doença falciforme em Salvador

Atividades marcam o Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doença Falciforme

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O Centro Estadual de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim (CERPDF/Hemoba) realizará, nesta terça-
Foto: Thuane Maria/GOVBA

O Centro Estadual de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim (CERPDF/Hemoba) realizará, nesta terça-feira (27), em Salvador, uma ação educativa em alusão ao Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doença Falciforme. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à informação, conscientizar a população e fortalecer o cuidado integral às pessoas que convivem com a enfermidade. 

A atividade será desenvolvida no formato de sala de espera, nos turnos da manhã e da tarde, com a participação de profissionais das áreas de Enfermagem, Psicologia, Nutrição e Serviço Social. As palestras terão duração entre 15 e 20 minutos e abordarão orientações relacionadas às respectivas áreas de atuação, contribuindo para o esclarecimento de dúvidas e para a promoção do autocuidado. 

Pela manhã, a programação terá início às 8h30 com a equipe de Enfermagem, seguida pela Psicologia, às 8h50, e pela Nutrição, às 9h20. No período da tarde, as atividades começam às 14h, com Enfermagem, seguida da Psicologia, às 14h20, e do Serviço Social, às 14h40. 

No Hemocentro Regional de Vitória da Conquista, também em alusão à data, foi realizada nesta segunda-feira (26) a roda de conversa “Diagnóstico e Tratamento da Doença Falciforme”. Com a ampliação do atendimento ambulatorial no estado, a unidade passou a oferecer assistência especializada aos pacientes com a enfermidade. 

Atendimento especializado 

O Centro de Referência conta com uma equipe multiprofissional formada por hematologistas, pediatras, clínicos gerais, ortopedistas, cardiologistas, oftalmologistas, neurologistas, hepatologistas, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, odontólogos, enfermeiros e farmacêuticos. Os profissionais realizam consultas, exames, dispensação de medicamentos e procedimentos especializados para pacientes da capital e do interior da Bahia. 

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Como parte das ações de fortalecimento da rede de atenção básica, o CERPDF também promove capacitações a distância para profissionais de saúde de municípios baianos. A iniciativa busca qualificar o atendimento às pessoas com doença falciforme e fortalecer o cuidado multiprofissional integrado e humanizado. Até o momento, foram realizadas capacitações voltadas para profissionais de 27 municípios, dois hospitais municipais e 22 unidades do sistema prisional da Bahia, totalizando 565 inscritos. 

De janeiro a setembro de 2026, a Fundação Hemoba registrou 28.223 atendimentos ambulatoriais especializados voltados para pessoas com doença falciforme, de acordo com o último balanço consolidado. Em 2025, esse número chegou a 30.049 atendimentos. 

Doença falciforme na Bahia 

Segundo dados do Ministério da Saúde, a Bahia apresenta a maior incidência de doença falciforme do país, com cerca de 10 mil pessoas diagnosticadas. Em todo o Brasil, estima-se que aproximadamente 60 mil pessoas convivam com a enfermidade. 

No estado, um a cada 650 nascidos vivos apresenta a doença, enquanto a média nacional é de um caso para cada mil nascimentos. Para fortalecer o conhecimento sobre o perfil dos pacientes e a rede de atendimento, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), em parceria com a Fundação Hemoba, lançou em junho de 2024 o Censo das Pessoas com Doença Falciforme. 

A doença falciforme é uma condição genética e hereditária caracterizada pela alteração na forma das hemácias, que se tornam rígidas e assumem formato semelhante ao de uma foice. Essa deformação dificulta o transporte adequado de oxigênio pelo organismo e pode comprometer o funcionamento de órgãos como cérebro, pulmões e rins. Entre as principais manifestações clínicas estão a anemia hemolítica crônica e as crises dolorosas recorrentes. Embora seja mais frequente entre pessoas negras, a doença também pode ocorrer em indivíduos de outros grupos étnicos. 

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