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Saúde

Hospital Ortopédico do Estado da Bahia passa a realizar exame inédito pelo SUS

Hospital Ortopédico do Estado da Bahia passa a realizar exame inédito pelo SUS

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O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB), administrado pelo Einstein, dá mais um passo importante na ampliação do
Foto: Leonardo Rattes/Saúde GovBA

O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB), administrado pelo Einstein, dá mais um passo importante na ampliação do acesso a exames de alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia. A unidade passa a oferecer, de forma inédita na rede pública do estado, o exame de artro-ressonância, considerado um dos mais precisos para diagnosticar lesões articulares. 

A artro-ressonância combina a ressonância magnética com a injeção de contraste diretamente na articulação, o que permite uma visualização detalhada de estruturas como ombros, joelhos, quadris e punhos. O exame é amplamente utilizado na rede privada, mas até então não estava disponível no SUS na Bahia. 

“É um exame de alta sensibilidade que nos permite detectar lesões que muitas vezes não aparecem em outros métodos de imagem. Isso impacta diretamente na definição do tratamento e, consequentemente, na recuperação do paciente”, destaca a médica Sirlene Borges, coordenadora do setor de Bioimagem do HOEB. “Com o uso de anestésico local, o procedimento é bem tolerado e praticamente indolor”, completa. 

Esta é a segunda vez que o Einstein incorpora um exame exclusivo à rede pública baiana por meio do HOEB. Em 2024, o hospital já havia disponibilizado a escanometria, uma espécie de raio-X digitalizado que permite avaliar o crescimento e o desenvolvimento ósseo, além de identificar desvios na coluna vertebral com alta precisão. 

Para o diretor do HOEB, Roger Monteiro, a inclusão de exames como a artro-ressonância representa um avanço na democratização do acesso à saúde de qualidade. “Nosso compromisso é oferecer o que há de mais moderno em diagnóstico por imagem também para os pacientes do SUS. Ampliar esse acesso é garantir diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes, especialmente em um hospital que já é referência em ortopedia em todo o estado”, afirma. 

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Saúde

Parceria impulsiona produção de medicamentos oncológicos na Bahia

Acordos assinados na Índia permitirão a produção local de fármacos estratégicos e fortalecem a autonomia nacional na área da saúde.

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A saúde pública da Bahia vive mais um momento histórico com a formalização de uma parceria que permitirá a produção, em solo baiano,
Foto: Fidelis Melo/GOVBA

A saúde pública da Bahia vive mais um momento histórico com a formalização de uma parceria que permitirá a produção, em solo baiano, por meio da Bahiafarma, de quatro medicamentos de alta tecnologia e complexidade, como Nivolumab e Pertuzumab, fundamentais no tratamento do câncer. A assinatura ocorreu neste sábado (21), em Nova Délhi, na Índia, durante agenda oficial da comitiva brasileira.

A iniciativa envolve empresas globais como Biocon e Dr. Reddys (Índia), além da Bionovis (Brasil), e estabelece a transferência de tecnologia para a produção de medicamentos modernos e estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). A parceria fortalece a indústria nacional, amplia o acesso da população a terapias inovadoras, sobretudo na oncologia, e contribui para gerar emprego e renda na Bahia.

Segundo a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), o acordo integra o esforço de reindustrialização do setor no país, priorizando a soberania tecnológica, a redução da dependência externa e a ampliação do acesso a tratamentos de ponta no SUS. Para a Bahiafarma, trata-se de um avanço decisivo na fabricação de biotecnológicos de última geração.

Entre os acordos firmados, está a transferência tecnológica para um medicamento utilizado no tratamento do câncer de mama e um protocolo de cooperação relacionado ao Nivolumab, indicado para diversos tipos de câncer, como mieloma e câncer de pulmão.

Fórum Índia-Brasil

A formalização dos acordos ocorreu durante o Fórum Empresarial Índia-Brasil 2026, que reuniu autoridades de ambos os países, lideranças empresariais e representantes de setores estratégicos. O evento, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), promoveu debates sobre desafios globais e oportunidades bilaterais de investimento, com foco em áreas consideradas prioritárias para a cooperação entre as nações.

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De acordo com a ApexBrasil, as parcerias firmadas no evento reforçam o ambiente de negócios e ampliam as possibilidades de investimentos em diferentes setores, com impactos positivos para o desenvolvimento econômico da Bahia e do Brasil.

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Saúde

Missão na Índia reforça estratégia brasileira de soberania em saúde

Bahia e Governo Federal avançam em acordos para nacionalizar biológicos e garantir acesso a tratamentos modernos pelo SUS

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A secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, acompanhou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em agenda técnica na Índia
Foto: Divulgação

A secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, acompanhou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em agenda técnica na Índia voltada ao fortalecimento da produção nacional de medicamentos biológicos e à ampliação do acesso a terapias de alto custo no Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta quinta-feira (19), a comitiva visitou a Biocon Biologics Limited, um dos principais players globais em biológicos, para conhecer de perto a planta industrial e os processos relacionados ao pertuzumabe, medicamento indicado para o tratamento do câncer de mama e integrante das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) aprovadas pelo Ministério da Saúde.

Durante a visita à Biocon, em Bengaluru, o foco foi a etapa técnica que antecede a transferência de tecnologia para produção no Brasil, em parceria com a Bahiafarma e a Bionovis, empresa nacional selecionada em chamada pública para atuar como parceira privada no processo de internalização e nacionalização de biológicos.

“A missão é sobre garantir soberania sanitária: produzir mais no Brasil, reduzir vulnerabilidades e ampliar o acesso da população a tratamentos modernos, especialmente na oncologia. Ver a operação industrial e discutir o caminho de transferência de tecnologia é parte do trabalho que transforma estratégia em entrega”, afirmou Roberta Santana.

O ministro Alexandre Padilha ressaltou que a agenda internacional integra o esforço do Governo Federal para enfrentar gargalos históricos do complexo econômico-industrial da saúde. Nesse contexto, lembrou que o SUS é o maior comprador de saúde do país e que a organização de parcerias de transferência tecnológica busca assegurar oferta regular, reduzir a dependência externa e tornar o acesso mais sustentável para a população.

Além do pertuzumabe, a missão envolve outras três PDPs consideradas estratégicas para doenças e agravos críticos do SUS: eculizumabe (doenças raras), bevacizumabe (diversos tipos de câncer) e nivolumabe (diferentes tipos de câncer). As parcerias internacionais incluem Samsung Bioepis (Coreia do Sul), Biocon (Índia) e Dr. Reddy’s (Índia), com participação de Bionovis e Bahiafarma no arranjo nacional.

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Visita ao Narayana Health City

Ainda em Bengaluru, a comitiva visitou o Narayana Health City, complexo hospitalar multiespecializado de referência na Índia, reconhecido pela alta qualidade em cuidados terciários, uso intensivo de tecnologia avançada, processos eficientes e atenção à experiência do paciente. O grupo conheceu práticas e fluxos em áreas como cardiologia, oncologia e transplantes, com o objetivo de identificar modelos de gestão e assistência que possam inspirar melhorias contínuas nos serviços e na organização do cuidado no Brasil.

A missão internacional ocorre em paralelo ao planejamento de ampliação da capacidade industrial da Bahiafarma para a produção de biológicos, com a estruturação de uma nova planta produtiva e investimentos previstos em infraestrutura e equipamentos, dentro do esforço de reindustrialização em saúde e fortalecimento do SUS.

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Saúde

Brasil busca parceria com Índia para ampliar produção de medicamentos e vacinas

Ministro da Saúde articula cooperação em Nova Délhi e destaca integração em inovação, saúde pública e uso de inteligência artificial

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O governo brasileiro manifestou, nesta quarta-feira (18), a intenção de estabelecer cooperação com a Índia para a produção de
Foto: Rafael Nascimento/MS

O governo brasileiro manifestou, nesta quarta-feira (18), a intenção de estabelecer cooperação com a Índia para a produção de medicamentos e vacinas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integra a comitiva do presidente Lula, que está em Nova Délhi para participar da cúpula sobre o impacto da inteligência artificial.

Segundo Padilha, conforme divulgou o governo, a proposta de parceria inclui instituições públicas e empresas dos dois países para a produção de medicamentos oncológicos e também de remédios voltados ao combate de doenças tropicais.

Sistemas públicos

Em encontro com os ministros indianos Jagat Prakash Nadda (Saúde e Bem-Estar da Família) e Prataprao Jadhav (Medicina Tradicional), Padilha apresentou também a intenção de ampliar ações conjuntas e trocar experiências sobre o acesso gratuito da população aos serviços de saúde.

“Brasil e Índia têm sistemas públicos robustos, forte capacidade científica e papel estratégico no Sul Global. Nossa cooperação em saúde pode ampliar o acesso da população a medicamentos, fortalecer a produção local e impulsionar a inovação”, afirmou o ministro brasileiro.

Padilha convidou ainda o governo indiano a integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo. “Queremos que Índia e Brasil estejam na linha de frente de uma nova agenda internacional de saúde baseada em produção local, inovação e cooperação solidária”, ponderou.

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Inteligência artificial

Outro tema discutido entre autoridades dos dois países foi o uso de tecnologias digitais e inteligência artificial para aprimorar a organização dos sistemas públicos de saúde.

Segundo Padilha, o intercâmbio na área de saúde digital pode colaborar com a modernização do SUS, ampliar o acesso e qualificar o cuidado oferecido à população.

Entre as propostas apresentadas está também a criação de uma biblioteca digital de medicina tradicional, reunindo evidências científicas, protocolos, estudos clínicos, registros históricos e boas práticas relacionadas às práticas integrativas e complementares em saúde.

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