SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS

Saúde

Hospital e Maternidade Regional Costa do Dendê será construído em Valença

Com investimento superior a R$ 181 milhões, o equipamento terá 255 leitos, incluindo 45 de UTI adulto e neonatal

Publicado

em

O governador Jerônimo Rodrigues autorizou, nesta sexta-feira (24), em Valença, a licitação para a construção do Hospital e Maternidade
Foto: Matheus Landim/GOVBA

O governador Jerônimo Rodrigues autorizou, nesta sexta-feira (24), em Valença, a licitação para a construção do Hospital e Maternidade Regional Costa do Dendê, um marco para a saúde pública da região. Com investimento superior a R$ 181 milhões, o equipamento terá 255 leitos, incluindo 45 de UTI adulto e neonatal, e será referência no atendimento à população local.

A maternidade contará com estrutura avançada, como quartos PPP (Pré-parto, Parto e Pós-parto), Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, Banco de Leite Humano e unidades de terapia intensiva. O hospital oferecerá serviços de urgência, internação pediátrica e adulta, além de um moderno centro cirúrgico.

“Esse é um projeto que fortalece nossa rede de saúde e atende a uma demanda histórica do Baixo Sul. Vamos oferecer atendimento humanizado e de qualidade para milhares de pessoas, com foco na dignidade e no acolhimento,” afirmou o governador Jerônimo Rodrigues. Ele destacou que o equipamento representa um avanço significativo para a saúde pública da região, ampliando o acesso e melhorando a qualidade dos serviços prestados.

Para Maria de Lourdes Silva, moradora de Valença, a construção do hospital é um sonho antigo. “Essa maternidade e hospital eram o que toda a região do Baixo Sul sempre sonhou. Muitas vezes tivemos que viajar horas para buscar atendimento. Agora, teremos tudo perto e de qualidade,” disse.

Mais investimentos em saúde

Durante a visita, o governador também entregou mais de R$ 174 mil em equipamentos para as unidades de saúde do município. Entre os itens distribuídos estão carros de curativo, aparelhos eletrocardiográficos, refrigeradores, cadeiras de rodas, oxímetros, mesas ginecológicas e computadores. “Esses equipamentos são essenciais para melhorar o dia a dia das unidades e garantir um atendimento mais eficiente e humanizado para a nossa população,” destacou Roberta Oliveira, enfermeira da rede pública.

ANÚNCIO
Infraestrutura, mobilidade e segurança

Além dos investimentos em saúde, o governador anunciou importantes melhorias em infraestrutura e mobilidade na região. Entre as ações estão a implantação de um sistema de abastecimento de água nas localidades de Pedra Lisa e Água Branca, beneficiando 709 habitantes com recursos de mais de R$ 1 milhão; a inauguração da sede da 5ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), com um investimento de mais de R$ 3,5 milhões.

Além disso, foi entregue uma unidade de beneficiamento de derivados de mandioca, a pavimentação asfáltica da estrada que conecta Paraná, no distrito de Orobó, atendendo 125 mil pessoas com investimento de R$ 32 milhões; e assinada a ordem de serviço para pavimentar o trecho entre Serra Grande e o entroncamento da BR-101, com aporte de R$ 6 milhões.

Educação e transporte

No setor educacional, foi entregue um ônibus escolar rural para facilitar o transporte de estudantes. “Garantir educação de qualidade vai além de boas escolas. É preciso que os alunos cheguem com segurança e conforto,” destacou Jerônimo Rodrigues, reforçando o compromisso com o bem-estar da comunidade estudantil.

Saúde

Gordura no fígado afeta 30% dos adultos e pode evoluir para cirrose e câncer

Campanha nacional alerta para doença silenciosa que já é considerada uma das maiores ameaças à saúde metabólica da população

Publicado

em

Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica (MASLD, sigla em inglês), popularmente conhecida como gordura no fígado. 
Ação de conscientização no HGRS. Foto divulgação

Imagine conviver por anos com uma doença capaz de evoluir para cirrose, câncer de fígado e aumentar o risco de infarto, sem apresentar sintomas. Essa é a realidade de milhões de pessoas que vivem com a Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica (MASLD, sigla em inglês), popularmente conhecida como gordura no fígado. 

Dados internacionais apontam que cerca de 30% da população mundial já apresenta a condição. Isso significa que aproximadamente uma em cada três pessoas pode conviver com o problema sem saber. 

Para chamar a atenção para esse cenário, o mês de junho é dedicado à conscientização sobre a doença, culminando com o MASH Day, celebrado mundialmente em 11 de junho. A data integra uma mobilização internacional voltada à ampliação do diagnóstico precoce e ao combate à desinformação. 

Segundo a gastro-hepatologista Lourianne Cavalcante, médica do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), o principal desafio é justamente o caráter silencioso da doença. 

“A maioria dos pacientes não sente nada. Muitas vezes, a gordura no fígado é descoberta por acaso, durante um exame de rotina. O problema é que, enquanto permanece sem diagnóstico, a doença pode avançar para estágios mais graves, com inflamação, fibrose, cirrose e até câncer de fígado”, alerta a especialista. 

ANÚNCIO

A condição está fortemente relacionada à obesidade, ao diabetes tipo 2, à hipertensão arterial, ao colesterol elevado e à síndrome metabólica. Entre pessoas com diabetes tipo 2, a prevalência pode chegar a 65%. 

Muito além do fígado 

Apesar do nome, os riscos não se limitam ao fígado. Estudos mostram que a principal causa de morte entre pacientes com MASLD não são as complicações hepáticas, mas as doenças cardiovasculares. 

“A gordura no fígado é um importante sinal de alerta de que existe um desequilíbrio metabólico no organismo. Por isso, cuidar do fígado também significa proteger o coração”, explica Cavalcante. 

Outro dado que chama a atenção é que a doença também pode acometer pessoas magras. Embora o excesso de peso seja um dos principais fatores de risco, indivíduos com peso considerado normal também podem desenvolver formas graves da enfermidade. 

Hábitos e tratamento 

As estratégias com comprovação científica para reduzir a gordura no fígado incluem perda de peso, alimentação saudável, redução do consumo de bebidas açucaradas, prática regular de atividade física e acompanhamento médico. Especialistas alertam que não há chás, detox ou suplementos capazes de eliminar a gordura no fígado. 

ANÚNCIO

Nos últimos anos, avanços importantes também ocorreram no tratamento medicamentoso, com novas terapias que apresentam resultados promissores para pacientes com formas mais avançadas da doença. 

Quem deve investigar 

O rastreamento é recomendado principalmente para pessoas que apresentam diabetes tipo 2, obesidade, síndrome metabólica, alterações persistentes nas enzimas hepáticas ou gordura no fígado identificada em ultrassonografia. Exames simples e acessíveis podem ajudar a identificar precocemente o risco de evolução para formas mais graves. 

Campanha 

Neste mês, o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) aderiu à campanha nacional com ações de conscientização e orientação ao público. Durante o período, serão realizadas atividades educativas voltadas a pacientes, familiares e profissionais de saúde da unidade. 

A proposta é reforçar uma mensagem simples, mas essencial: gordura no fígado não é apenas uma alteração em exames. Trata-se de uma doença que pode ser prevenida, diagnosticada precocemente e tratada. 

ANÚNCIO
Continue Lendo

Saúde

Reajuste de planos de saúde de 5,11% beneficia minoria e expõe distorções do setor 

Limite definido pela ANS vale apenas para contratos individuais e familiares; maioria dos beneficiários, em planos coletivos, segue sem teto de aumento

Publicado

em

O anúncio do reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares, divulgado pela Agência Nacional de Saúde
Foto: Pixabay

O anúncio do reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares, divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), trouxe alívio para parte dos consumidores. No entanto, a medida está longe de representar a realidade da maioria dos beneficiários da saúde suplementar no país. Isso porque o índice vale apenas para contratos individuais e familiares, que atualmente correspondem a uma parcela minoritária do mercado. 

Na prática, milhões de brasileiros vinculados a planos coletivos por adesão ou empresariais poderão enfrentar aumentos superiores ao percentual anunciado, uma vez que essas modalidades não estão sujeitas ao teto de reajuste definido anualmente pela agência reguladora. 

Mercado mudou

Dados da ANS mostram que os planos coletivos concentram a maior parte dos beneficiários da saúde suplementar. Ao longo dos últimos anos, a oferta de planos individuais diminuiu significativamente, levando consumidores a migrar para contratos coletivos, que seguem regras distintas para a definição dos reajustes. 

Para a advogada especialista em Direito da Saúde, Marina Basile, a divulgação do percentual pode gerar uma falsa sensação de proteção para grande parte da população. “Muitas pessoas acreditam que seus contratos estarão protegidos pelo limite de 5,11%, quando, na verdade, estão vinculadas a modalidades que seguem regras diferentes e podem sofrer reajustes muito superiores”, afirma. 

Aumentos maiores

Segundo a especialista, a redução gradual da oferta de planos individuais ampliou a exposição dos consumidores a reajustes mais elevados. “Nos últimos anos, observamos uma redução significativa da oferta de planos individuais. Como consequência, milhões de consumidores migraram para contratos coletivos, que possuem regras distintas e frequentemente apresentam reajustes muito acima da inflação e da capacidade financeira das famílias”, destaca. 

ANÚNCIO

O cenário ocorre em um momento de aumento dos custos assistenciais, incorporação de novas tecnologias e envelhecimento da população, fatores que têm pressionado as despesas do setor de saúde suplementar. 

Direitos do consumidor 

Embora o reajuste de 5,11% seja aplicado exclusivamente aos contratos individuais e familiares, Marina Basile ressalta que os beneficiários de todas as modalidades contam com mecanismos legais para questionar cobranças consideradas abusivas. 

“Para os consumidores que possuem planos individuais e familiares, o índice anunciado pela ANS também representa um importante parâmetro de proteção. Dependendo da análise do contrato e do histórico de reajustes aplicados, é possível discutir judicialmente a adequação dos percentuais cobrados quando houver indícios de abusividade”, explica. 

A especialista destaca que a discussão judicial pode envolver não apenas a revisão dos reajustes futuros, mas também a recuperação de valores pagos indevidamente. “Em muitos casos, além da revisão dos reajustes, o consumidor pode buscar a restituição dos valores pagos indevidamente nos últimos três anos, devidamente corrigidos. É um direito pouco conhecido, mas que pode representar uma recuperação financeira significativa para famílias que suportaram aumentos excessivos ao longo do tempo”, afirma. 

Efeito em cadeia

Os reajustes sucessivos dos planos de saúde produzem impactos que vão além do orçamento doméstico. O aumento das mensalidades tem levado parte dos consumidores a cancelar seus contratos, pressionando ainda mais a rede pública de saúde. 

ANÚNCIO

“Quando os reajustes se tornam incompatíveis com a renda dos consumidores, muitos acabam cancelando seus planos de saúde. Isso gera um efeito em cadeia: aumenta a pressão sobre o SUS, amplia a judicialização da saúde e reduz o acesso da população à assistência privada”, observa Marina Basile. 

Para a advogada, a discussão sobre os reajustes dos planos de saúde precisa avançar para além do percentual divulgado anualmente pela ANS. “Estamos diante de uma discussão sobre sustentabilidade, transparência e acesso à saúde. O consumidor precisa compreender que os 5,11% não refletem a realidade da maioria dos contratos existentes no mercado. É fundamental ampliar o debate sobre os reajustes dos planos coletivos e garantir mecanismos mais efetivos de proteção aos usuários”, conclui. 

Continue Lendo

Saúde

Estadualização do hospital amplia rede de saúde em Senhor do Bonfim

Medida inclui reforma do Hospital Dom Antônio Monteiro e novos centros especializados para reforçar atendimento regional

Publicado

em

estadualização do Hospital Dom Antônio Monteiro (HDAM) e a assinatura da ordem de serviço para a reforma da unidade.
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

A saúde pública de Senhor do Bonfim e de toda a região do Piemonte Norte do Itapicuru ganhou um importante reforço, nesta sexta-feira (5), com o anúncio da estadualização do Hospital Dom Antônio Monteiro (HDAM) e a assinatura da ordem de serviço para a reforma da unidade. A agenda contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e marca uma nova etapa na ampliação da assistência hospitalar no município.

“Vamos realizar investimentos nesse hospital para ampliar os serviços. Os leitos passarão a integrar a rede estadual, com alta qualidade, para que possamos oferecer uma assistência cada vez melhor à população. Queremos garantir a estrutura para que esse hospital se torne uma grande referência para toda a região”, destacou o governador.

Além da incorporação do hospital à rede estadual, foram autorizadas as licitações para a construção de um Centro Especializado em Reabilitação (CER IV) e de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps III), ampliando a oferta de serviços especializados.

A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, detalhou os investimentos iniciais na unidade. “Vamos implantar mais leitos neonatais, uma sala de estabilização, requalificar o centro cirúrgico e trazer novos procedimentos, como cirurgias eletivas e ortopédicas. Também teremos serviços como endoscopia, colonoscopia e tomografia com contraste. Ou seja, passamos a oferecer aqui atendimentos que muitas vezes obrigavam as pessoas a se deslocarem para outros municípios”, afirmou.

A coordenadora de enfermagem do hospital, Karine Simas, também destacou o impacto das intervenções. “É de grande importância essa estadualização para a nossa região, porque ela traz mais recursos e vai melhorar a qualidade da assistência prestada à população”, avaliou.

ANÚNCIO

Moradores do município comemoraram os investimentos e demonstraram expectativa quanto à ampliação dos serviços. “Estou extremamente feliz com a estadualização do hospital. Essa iniciativa traz a possibilidade de implantação de novas especialidades médicas, além de ampliar a capacidade de atendimento de forma mais efetiva para toda a população”, afirmou a professora Rosana Sena Gomes.

Continue Lendo

Mais Lidas